Hell Between Us

45 Capitulo 45 - Aceitação


Notas iniciais
Oi gente, desculpem minha desaparição momentanea, foi muito trabalho essa semana, mas estou de volta, até amanhã a noite atualizo todas as fics, e depois acho que as coisas no trabalho se acertam de vez. Espero que gostem.

Pov – Abby

─Temos que descer Abby, o Rick já está na horta. – Me sento olhando para baixo, Rick trabalhava na horta e Carl o ajudava, parecia morrer um pouco a cada movimento, sorrio. – Que foi?

─É impressionante como o Carl ama esse trabalho. – Digo a ele que observa o garoto.

─O problema não é a horta, ele odeia estar sem sua arma.

─Outra coisa que não entendo. Se um dia ele der de cara com um zumbi e acabar mordido duvido que Rick sobreviva a culpa.

─Eu sei lá, não penso muito nisso, acho que ele é o pai e sempre sabe o que faz.

─Era o que faria se tivesse um filho? – Daryl abotoava a camisa e para no mesmo instante me olha chocado, mudo, como se tivesse pergunta algo absurdo. – Calma, foi só uma pergunta, não um convite! – Aquilo até ofende um pouco.

─Eu sei. – Ele se apressa. – Apenas me fez pensar a respeito e foi... sei lá.

Daryl pega a besta, suspira, ainda está pensando no assunto porque me olha e depois ergue o alçapão.

─Apavorante! – Resmungo enquanto ele descia na minha frente, não me ouve, ou ignora, quando chego lá em baixo ele me esperava na porta, algumas pessoas já circulavam pela prisão. – Vamos sair ou não?

─Pensei que seria bom, Sasha quer dar uma vistoria numa cidade aqui perto, vou ver com ela, mas acho que fica para amanhã, a menos que o leite da Bravinha esteja no fim.

─Então vou passar o dia com os garotos, treina-los mais um pouco.

─E eu vou dar uma olhada no mapa e organizar a saída.

Ficamos de pé um de frente para o outro, Daryl dá um meio sorriso, esse jeito discreto que ele tem de mostrar quando está bem e que é o oposto do jeito que ele mostra quando está mal, as emoções negativas são sempre amplas e exageradas, nada escondidas, as positivas ele esconde como se não tivesse direito a elas, somos mesmo muito parecidos.

─Vem X, para de me analisar! – Ele me desperta, me puxa pela mão, mas apenas o suficiente para me por em movimento, depois me solta.

─X? – Ele sorri mais uma vez, sua diversão é me provocar e rir de mim.

─Prefere princesinha republicana? – No fundo preferia, quando ele diz parece carinhoso, Daryl me olha espantado. – Prefere? – Seu sorriso se amplia, me irrita.

─Prefiro que vá para o inferno! – Apresso o passo, escuto sua risada atrás de mim, me sinto ridícula, não gosto de parecer delicada, não gosto que ele note isso, me dá medo que ele confunda com fraqueza, odeio cada uma das minhas fraquezas e ele é dono de todas elas.

─X! – Sam para na minha frente, me abraça.

─Ela prefere princesinha republicana! – Daryl diz passando por nós e sumindo para dentro da prisão.

─Idiota! – Reclamo e Sam ri.

─Estão aprendendo a namorar é? Isso pareceu coisinha de casal.

─Deixa de ser idiota Sam, essa sua língua só serve para dizer bobagens.

─E beijar a minha garota linda. Que ideia foi essa de trazer esses caras em? – Sam me pergunta quando sentamos num dos bancos do pátio, o ar irritado me faz revirar os olhos e depois dar um empurrão nele, como os irmãos que decidimos ser.

─Você também?

─Então o caçador teve uma crise de ciúme?

─Não. Ele só disse que não gosta de me ver perto dele e ficou meio chateado.

─O que é o mesmo que uma crise de ciúme! – Sam me conta rindo, franzo a testa encarando o garoto, será mesmo isso? Como esse garoto sabe tão mais sobre a vida que eu?

─Acha?

─Sabe X, você pode ser toda fortona e matadora de zumbis, mas no amor parece que é uma adolescente.

─Odeio esse seu jeitinho superior de sabe tudo! – Ele ri, animado com minhas mudanças. – Ainda posso arrancar sua língua sabe disso.

─Sempre pode, mas sabe que prefiro a orelha.

─Pronto para treinar mais? – Mudo o rumo da conversa.

─Sempre pronto.

─Sam, se um dia nos separarmos, se esse lugar sucumbir...

─Sério Abby? Acha mesmo que esse lugar pode cair? Essas grades, muros.

Sam amplia os gestos confiante, os olhos brilham e as vezes acho que sou a única a temer a queda da prisão.

─Pode Sam, eu sei que sim, mais do que isso. Vai acontecer e quero que seja capaz de sobreviver.

─Com você por perto estamos bem, se cair pegamos a estrada juntos e achamos outro lugar, tenha mais fé Abby Coleman.

─Precisa ficar pronto para seguir sem mim, é para isso que te preparo Sam.

─Não vou a lugar nenhum sem você. Eu e você somos uma dupla, sei que se cair vamos partir juntos.

─Eu estou sempre por ai, um dia posso não voltar e como vai ser?

─X você não morre, não é esse tipo de pessoa que morre em apocalipses, você é o tipo que sobrevive a tudo.

─Ótimo, então seja também, agora vá buscar as garotas e vamos treinar.

O tom da conversa fica tenso e mesmo achando que pode acontecer eu não quero pensar.

─Eu vou, mas nada de treinar aquele Zack, e nem vem com essa de se preocupar toda com a Larissa, nem quero imaginar se te pego ameaçando as orelhas dela.

─Sim senhor.

Sam me deixa sozinha, aspiro o ar da manhã, o cheiro de morte impregnado em tudo que nos cerca, zumbis caminhando em volta da prisão, gruindo nas grades sem piedade, nada no mundo os desvia.

Penso em quantos estão do lado de fora, cidades e cidades de mortos, corpos ambulantes migrando de um lado para outro se juntando em grupos e um dia eles vão nos encontrar e então será o fim das grades firmes da prisão.

Um arrepio percorre meu corpo só de pensar sobre isso, ideia estúpida essa de dividir a prisão com Rick e seu time de sobreviventes, se tivesse dito não, pego Sam pelo braço e seguido em frente hoje não teria tanto medo de perder, eu tinha jurado que nunca mais sentiria esse medo de novo, e então ele me domina por completo, quero todos vivos, quero todos bem e isso é a pior coisa do mundo, por não pode acontecer.

Suspiro, olho para o portão. Os zumbis do lado de fora, não quero mais sair, não quero mais deixá-los como no dia que dei as costas a tudo e Daryl foi me buscar, quero realmente ficar aqui e quero que todos fiquem, e já que fiz essa escolha então vou lutar por esse lugar.

Me sinto bem com a ideia, sei que Daryl Dixon é a principal razão disso.

─Você sumiu, andei procurando por você. – Cliff se aproxima, sem convite se senta ao meu lado e penso em Daryl dizendo que não se sentia a vontade com isso. – Não mora no que eles chamam de bloco D?

─Não. Moro no bloco C, mas essa noite dormi na torre com meu namorado.

Que comportamento mais feminino, escondo um sorriso, acabo de dizer namorado e é bom dizer.

─Tem namorado? Não sabia.

─Sim. — Me levanto, nem precisava Daryl insinuar que não gosta, eu não me sinto bem sobre longas conversas com estranhos.

─Estranho, quem é seu namorado? Não vi você com ninguém.

─Não? Que tal o cara que estava comigo e que te ofereceu abrigo e segurança?

─Daryl, não notei que eram um casal.

─Sabe Cliff, você me dá preguiça, e eu tenho mais o que fazer.

Puxo minhas espadas quando Sam se aproxima com Larissa, os dois abrem largos sorrisos.

─Animada X?

─Determinada. – Respondo quando nos juntamos no pátio para treinar, ignoro Cliff e sua cara assustada pela minha resposta. – E a Beth?

─Judy está meio enjoada ela vai ficar com ela.

Aceito, sei o quanto a pequena é importante para ela, começamos então o treino, no começo as palavras de Cliff me incomodam um pouco, não queria ser o tipo namorada que anda de mãos dadas no meio da prisão como se fosse um fim de semana no parque, mas eu queria que ao menos as pessoas soubessem que somos um casal.

Depois de uns minutos o treinamento me domina e esqueço o mundo a minha volta, me concentro, Larissa sabe o que faz, foi treinada pelo pai por muito tempo. Sam está cada dia melhor, consegue se defender bem e já entende como usar sua faca, se pudesse todos teriam Sais e Katanas, mas não é possível, então que tenham as facas sempre prontas para a ação.

Duas horas depois estamos os três suados e ofegantes, Larissa sorri contente com seus progressos. Decidimos parar, Daryl trabalhava com Glenn e os outros terminando a proteção da entrada, o céu começava a pesar, logo choveria e depois o inverno nos alcançaria de uma vez, seria um bom inverno esse.

Caminho para dentro do bloco, Beth me sorri quando passo por sua cela, decido entrar um momento e nos sentamos, Judy dormia na cama, sento no chão e ela se senta ao meu lado.

─Ficou brava porque não fui treinar e preferi a Judith? – Olho o bebê adormecido, a coisa mais preciosa que existe nesse mundo, sorrio.

─Claro que não, é a Judy afinal.

─Tão perfeita! Sempre quis ser mãe.

Beth sorri para mim, tão delicada e especial, cheia de sonhos que não se pode mais realizar.

─Não penso mais nisso. – Conto a ela, ao menos não como planos, depois que o mundo acabou mais um dia é tudo que planejo.

─Eu acredito, sempre acredito, acho que ainda podemos ter tudo, agora temos um lugar. – Ela abre um sorriso esperançoso. – Meu pai me fez acreditar. Até outro dia eu mantinha a mala pronta, mas agora simplesmente me dei a chance de sonhar, quero construir a minha história aqui, com o Sam de preferência, apesar de no momento ele estar um tanto preocupado com o novo morador.

─Sei como é. ─ Daryl e Sam apesar de diferentes tiveram reações parecidas. ─Não quero tirar suas esperanças, mas...

─Então não tire, podemos, você e o Daryl podem, não sonha com uma família?

─Sonho com mais um dia, e eu e ele e filhos e todo o resto... Não Beth, definitivamente a gente não leva jeito para isso, você é diferente, mais suave, e sonhadora, a vida me deu muitas rasteiras para não compreender a verdade, não nasci para isso.

Beth suspira, pensa um instante, depois afasta a dezena de pulseiras que cobriam seu pulso. Com um olhar constrangido me mostra a marca.

─Eu já mergulhei na dor e no medo, pareço só uma garota tola e cheia de esperanças vazias, mas isso é a prova que nem sempre foi assim.

─Já quis fazer, muitas vezes pensei e mais do que isso, sonhei em por fim a tudo, era fraca demais até para isso, não aconteceu, faltou coragem.

─Acha que é coragem? – Beth questiona.

─Acho. Coragem de fazer uma escolha, que bom que não deu certo para você, que bom que não fiz.

─Sim. Eu tinha perdido minha mãe, ela tentou me devorar na frente de todos, fui salva um segundo antes de ela me morder, me dei conta que o mundo tinha acabado e meu mundo era colorido e feliz, a queda foi grande.

─Também sei como é isso, eu conheço esse mundo de faz de conta.

─Mas não mergulhei num mundo de faz de conta mais uma vez como podem achar, eu apenas me dei a chance de ter esperança, sem ela não faz sentido lutar, porque continuar se não acredito que podemos realmente viver?

─Estou tentando. Não consigo acreditar como você, mas dei muitos passos.

─Passos largos, e gosto de te ver assim, você diz que eu te lembro a garota que você era e você é a mulher que quero me tornar.

Sempre gostei dessa garota, da garota que eu era e que de algum jeito tento salvar em Beth, mas uma nova conexão surge e isso sempre me afeta. Quando me dou conta de todas as pessoas que de algum jeito quero manter. Porque o mundo tinha que acabar?

─Estava te procurando. – Daryl surge na porta. – Vou até um armazém aqui perto em busca de fórmula, vem comigo?

─Vou. – Fico de pé, Beth sorri e aceno, Daryl vai na frente e Beth me abraça.

─Não use as pulseiras para esconder o passado, tenho feito isso a vida toda e realmente tenho percebido que não é preciso, principalmente você.

─Descobriu meu segredo! – Ela brinca balançando o braço. Deixo a cela e vou ao encontro de Daryl no carro.

─Não está muito cansada?

─Estou ótima.

Me sento a seu lado no carro e Rick surge na janela, aperta a mão de Daryl, seu olhar não esconde a gratidão, é uma bela amizade, uma irmandade como eu e Sam.

─É o que fazemos.

Daryl diz não deixando Rick agradecer, depois acelera e pegamos a estrada, fico olhando pela janela em silencio, sem querer me lembro das palavras de Cliff. Nós não parecemos mesmo um casal, não sei o que pensar sobre isso, mas o fato é que me incomoda.

─Vai me dizer? – Daryl pergunta sem desviar os olhos da estrada, eu olho para ele, penso a respeito de até onde podemos ir, do quanto posso exigir.

─Cliff. – O olhar dele cintila, ele diminui a velocidade só para me olhar nos olhos. – O que aquele imbecil te fez? ─ Começo a rir, não tem como evitar. – Do que está rindo?

─Falou como se eu fosse uma pobre garota indefesa.

─Me esqueço que é a rainha do apocalipse.

─Gosto disso, pedi lá trás quando nos conhecemos que fosse gentil, apenas estou dizendo que sei me defender, embora ser defendida é uma novidade que me deixa feliz.

─É bom saber, mas não mude de assunto, o cara tentou se dar bem com você?

─Não. – Que mania. – Ele disse que estava me procurando eu contei que estava na torre com meu... Namorado. – Fico sem graça, mas seus olhos sorriem mesmo prestando atenção na estrada. – A questão é que ele disse que não sabia, que não me viu com ninguém.

─E ainda acha que ele não queria se dar bem?

─Que se dane, nem penso nisso.

─Mas eu sim. – Daryl admite. – O que te preocupou?

─Nada realmente, apenas achei que ele tinha razão, não parecemos um casal.

─Entendi, quer parecer um casal, como o Sam ou o Glenn, quer que me comporte diferente?

─Não sei o que quero, só fico pensando se a culpa é minha, se eu não te bloqueio sobre se aproximar mais.

─Ou talvez seja eu, não sou esse tipo de cara e falamos sobre isso, não consigo.

─Não me importo.

─Se importa ou não teria pensado a respeito. – Ele solta o volante e segura minha mão, apoia em sua coxa, eu gosto, tomo consciência disso. – Vamos melhorar isso.

Meu coração dispara um pouco, que garota ridícula estou me tornando, mordo o lábio e ele me olha um instante.

─Não vai desaprender a matar zumbis por isso, as pessoas não vão sair por ai te abraçando e ficando intimas, não vai desaprender a usar suas espadas.

─Se virar uma menina idiota a culpa vai ser sua, que isso fique claro.

Ele ri e adoro como seu rosto suaviza, me da orgulho saber que faço isso com ele, gosto de ser dona de sua alegria.

Chegamos em frente a um armazém numa pequena estrada, ao lado um posto de gasolina e uma loja qualquer que não sabemos porque está fechada.

─Parece em bom estado, vamos ser rápidos que vai chover.

Entramos juntos e nesse momento sou só a sobrevivente que enfrenta os mortos e segue em frente, assim como ele e juntos os mortos não tem chances.

Puxo minhas espadas e começamos o trabalho de varrer o lugar, escuto Daryl matar um zumbi na prateleira ao lado da minha, vejo um corpo caído em decomposição.

Passo por cima dele, uma mão segura meu pé quando terminava de passar, olho e a boca se precipitava em direção a minha perna, enfio a espada na testa a mão se solta de mim e fico um segundo regularização a respiração.

Era só um corpo em decomposição, estava tão avançado que simplesmente não pude acreditar que aquela coisa ainda podia ter qualquer sinal de movimento.

Mais três zumbis surgem e volto a realidade, derrubo dois, um com cada espada, preparava a espada para o terceiro quando uma flecha atravessa seu cérebro.

Daryl caminha para pegar sua flecha de volta.

─Limpo! – Ele diz quando a flecha sai da cabeça e junto com ela uma bola de sangue.

Caminhamos pelas prateleiras em busca da formula, o lugar estava bem destruído e saqueado, mas ainda tinha lá alguma coisa de útil que vamos recolhendo em sacos até que finalmente encontro no fundo de uma prateleira caído atrás de sacos de farinha uma lata de leite em pó.

A alegria que me domina é tão verdadeira que podia chorar de felicidade.

─Achei! – Um minuto depois ele estava ao meu lado, eu sorria.

─Tão feliz. – Sem que eu espere Daryl me puxa para ele, sua mão me aperta cintura, ele se cola a mim e me beija, as coisas perdem o sentido, meu coração acelera. Passo meus braços por seu ombros, seus lábios se afastam dos meus e percorrem meu pescoço, estremeço, deixo escapar um suspiro e seus lábios voltam a cobrir os meus, trocamos um longo beijo. – Adoro quando seus olhos brilham claros e felizes.

─Eu te amo. – Ganho mais um longo beijo e decido internamente que vou lembra-lo disso todos os dias.

Uma lufada de vento nos atinge, escuto um ranger de porta e demoro um segundo para compreender que não estamos mais sozinhos, nos afastamos e lá está o apocalipse nos alcançando.

Imediatamente ficamos prontos, meia dúzia de zumbis invadiam o lugar, talvez mais, não paramos para pensar, apenas começamos a lutar, acertando todos a nossa frente em direção a saída, mais deles entravam.

─Merda, melhor irmos pelo fundo. – Ele grita.

Dou meia volta, passamos pelas prateleiras, subimos uma escada e estamos num mezanino, um pequeno grupo de zumbis entravam, eu conto rapidamente, uns vinte por ali.

Não achamos nenhuma porta para sair, o primeiro zumbi subia a escada e sinto que vamos ter que lutar.

─Acho que não tem saída! Vamos lutar.

─Não com todos esses. – Daryl pega uma escada de madeira encostada em um canto. – Se protege! – Viro de costas quando percebo o que ele pretende, agora eram cinco zumbis subindo a escada. O vidro explode e estilhaços se espalham por tudo, quando o barulho cessa me junto a ele olhando para baixo.

─Muito alto! – Aviso, mas então o salão em baixo começa a ficar repleto de zumbis, damos de ombros, melhor tentar, lá em baixo parecia limpo e sem alternativa, nos penduramos, depois salto, sinto o impacto dos meus pés no chão, uma onde de dor reverbera pelo corpo, mas não há tempo para senti-la porque zumbis saiam da floresta convidados pelo barulho, me ergo e Daryl fazia o mesmo.

─Se machucou?

─Não. – Corremos para o carro um tanto trôpegos, ele senta no banco do motorista e só quando fecho a porta e um zumbi esbarra no vidro. – Vem mais, vamos antes que terminemos cercados.

Daryl acelera derrubando mais um zumbi que surgia e ganhamos a estrada ainda com zumbis saindo da mata fechada.

─Esses estúpidos parecem brotar do chão! – Reclamo mexendo os pés para saber se não os tinha ferido.

─Devíamos ter olhado em volta antes de entrar.

Ele move os ombros, se movimenta procurando por sinais.

─Você está bem? – Toco seu braço e ele afirma, nos encostamos no banco, encaramos a estrada ele agora dirigia mais tranquilo, então começamos a rir. – Onde estávamos com a cabeça? Aquilo era mesmo alto.

─Ideia estúpida, devia ter confiado nos talentos da rainha do apocalipse e lutado.

─Mas quis proteger a princesinha e deu nisso.

Ele concorda com a cabeça e rimos mais uma vez, ao menos estamos vivos e voltando para casa.

─Pelo menos conseguiu o leite, quantas latas?

─Duas. Felizmente não vamos voltar para casa de mãos vazias.

─Voltar para casa? – Ele me questiona sorrindo.

─Sim, onde o nosso grupo nos espera. – Daryl afirma, faz bem a ele ouvir, seu rosto tranquiliza, chega de ficar lutando eternamente contra meus sentimentos.

Notas finais
Mais um capitulo ou dois e as coisas vão ficar mais tensas. Beijos