Hell Between Us

39 Capitulo 39 - Derrubando barreiras


Notas iniciais
Olá pessoas!!! Mais um capitulo, o próximo só depois do natal, então FELIZ NATAL!!!!!!!!!! Que seja um dia repleto de bons momentos!!!!

Pov – Daryl

Suas mãos que me procuravam se afastam de mim, cobrem seu rosto, ela se encosta em meu ombro, chora. Abby está chorando, isso me desmonta, não era o que pretendia.

─Se não sente, se é só físico, se é só seu desejo então me solta, me deixa ir, não vê que não é o bastante para mim? Nunca teve ninguém além de você, nunca vai ter, mas eu estou com medo, eu não sei amar sozinha.

Eu a envolvo, me sinto tão forte e inteiro perto dela, o desejo dá lugar ao que realmente sinto por ela, torna verdadeiro e intenso, me faz sentir completo, amo Abby, todas as coisas nela, amo poder protege-la, amo que perto de mim é só uma mulher e eu um homem.

─Não está sozinha. – Com cuidado eu a afasto um pouco, tiro suas mãos do rosto, ela quer ouvir, precisa e posso dizer, preciso aprender também. – Amo você. Estou aqui lutando, apelando para o seu corpo. Amo você, Abby.

Seus olhos me encaram ainda brilhantes pelas lágrimas, o desejo e o medo se digladiando diante de mim, é difícil acreditar eu sei, sou como ela, também não acreditei.

─Estou tentando, não consigo deixar você ir, eu te amo, isso é tão difícil para mim quanto para você.

─Não quero ir a lugar nenhum, amo você, não sei lidar com nada disso, achei que não podia acontecer, amo você Daryl, eu disse e era verdade, ainda é, eu amo você.

─Não chora mais, está tudo bem. – Eu a beijo mais uma vez, agora ela me abraça, seus dedos afundam em meus cabelos, ela se acalma, relaxa, se deixa envolver – Acho que devíamos ir lá para torre.

─Vamos ficar aqui mesmo, não quero que as pessoas vejam que chorei.

─Você é durona, todos sabem disso, mas é a durona mais chorona que existe e as pessoas já perceberam isso também.

Ela se decepciona, depois sorri, agora sem nenhum vestígio de dor em seu olhar, são só os olhos claros e apaixonados que tanto gosto.

─Prefiro nosso cantinho.

─Nosso! – Concordo erguendo Abby em meus braços, ela ri quando a carrego para nossa cama, me deito sobre ela, o riso some, mergulho nos doces olhos verdes. Tão perfeita, me ama, acho que isso é algo que ainda vou ter que me acostumar, que alguém sente algo assim por mim.

Deixo tudo de lado, senti sua falta e quero compensar o tempo longe, ela me beija, Abby me puxa para um beijo, um longo e apaixonado beijo provando com seu corpo que não mentiu, que me ama assim como eu.

Aquele inferno que sempre nos separa se fecha mais uma vez, talvez nunca mais se abra, vamos lutar para isso, me entrego aos instintos, ela sussurra que me ama, diz com a voz dominada pelo desejo, não sabe o poder que tem sobre mim, o quanto isso me arrebata e empurra para um novo mundo.

Tudo fica intenso, toco cada parte dela, beijo, sinto quando arqueja, se rende, pede por mais, não sabia que as coisas podiam ganhar tanta intensidade, vamos juntos caminhando por um novo mundo de sensações, quero ficar nele para sempre e prolongo o máximo que posso, até nossos corpos explodirem juntos num tipo de prazer que nunca tive antes. Gosto de olhar para ela, de sentir seu corpo relaxando sob o meu, então a envolvo, beijo Abby mais uma vez, um longo beijo que sela o momento mais intenso que já vivi.

─Não acredito que estava me deixando! – Aquilo me incomoda, será que um dia ela vai parar de tentar?

─Quando estava lá nas tumbas, depois que tudo acabou e cai confusa, eu só pensava que ia morrer e nunca tinha dito a você, então eu disse em voz alta o que já sabia, mas não dizia, sentia como se estivesse morrendo, me agarrava a sua imagem para tentar manter a consciência, quando te vi, eu disse, ainda achava que estava morrendo e disse porque queria que soubesse.

─Eu sei, todo mundo meio que ouviu.

─Mas você não disse nada, achei... Na verdade eu sonhei que diria que também me amava, que não queria me perder, mas só se calou, depois foi se afastando, nada de me carregar pela escada, de brigar comigo para comer, virar para a parede, só te via aqui na cama, achei que era porque eu tinha dito e queria me deixar e não sabia como.

─Que mente! –Reclamo. Ela pensou tudo isso?

─Não me chama de mente doentia! – Ela brinca, se arruma em meus braços, toca meu rosto e isso é como sempre foi, ela é carinhosa quando estamos aqui ou quando não se dá conta.

─Achei que queria espaço, sei lá, já viu como é nos filmes? Coisas do tipo, você me sufoca eu preciso de espaço, achei que de outro modo ia me deixar, talvez tenha passado do ponto um pouco.

─Passou muito do ponto! – Ela me beija, sorri, depois o riso se alarga um pouco.

─O que?

─Achou que estava me agradando e pensei que devia ser o tipo de namorado que sempre erra o presente, era assim? Suas namoradas faziam aquela cara falsa quando detestavam seus presentes e fingiam que gostavam?

─Não teve outras namoradas Abby, você é a única.

─Única namorada? – Ela me olha um tanto espantada – Me considera sua namorada?

─Sim, você não? – Agora eu acho aquilo estranho, não sou o tipo moderno e não quero ser. – Não gosto dessa coisa livre de não compromisso.

─Sam diz que é meu, não namorado, eu tinha medo de você ouvi-lo dizer que era meu namorado e não gostar e ficava brigando quando ele dizia namorado, a gente devia falar mais como nos sentimos, assim seria mais fácil.

─Vamos tentar, diga a seu garoto que sou seu namorado, é bom que ele saiba disso, é bom que todo mundo saiba de uma vez e vamos descobrir como que se faz isso.

─Está bem! – Ela sorri, depois me olha séria – Como sabia? Sobre eu nunca... Que você foi o primeiro?

─Único, não gosto de primeiro, primeiro parece que vai ter segundo.

─Como sabia que foi o único? –Ela repete a pergunta, não queria complicar a vida de Sam, mas não vou mentir.

─Queria muito dizer que percebi sozinho, mas não é verdade, o Sam me disse, pensou que estava ajudando.

─Aquele intrometido, vou arrancar aquela língua comprida, não queria que soubesse.

─Porque?

─Porque estava escondendo como me sentia e achei que se soubesse disso saberia o quanto era importante para mim, que eu estava apaixonada por você, que de outro jeito nunca teria te deixado me tocar.

─Não sou tão esperto assim – Rimos os dois. Mulheres pensam muitas coisas, isso me assusta. – Mas gostei de saber, me senti importante, especial, não disse nada para não te deixar constrangida, pensei que era mais por causa dos seus traumas.

─Acho que eu tenho ciúme da Carol. – Não sei como chegamos a isso, nem como se cuida desse tipo de coisa, nem imagino como ela pode achar que alguém tem chance de invadir minha vida quando ela ocupa todo espaço. – Não vai dizer nada?

─Estou pensando em como resolver isso. Não sei nada sobre essas coisas todas de relacionamento.

─Devia dizer que me ama de novo, quem sabe se eu acreditar paro de ficar com ciúme?

─Amo você! – Ela sorri, me beija se encosta em mim está tão carinhosa que parece até mentira, não sabia que essas palavras tinham todo esse poder, também não sabia como receber carinho era bom, que precisava disso, mas gosto.

─Sinto muito, ainda tenho ciúme, tem ciúme do Sam?

─Não, no começo tinha um pouco, não entendia bem vocês dois, mas hoje eu só consigo te ver meio como a mãe dele, então não tenho ciúme do Sam.

─Que droga! – Ela brinca. – Então não sabe como é, será que pode não ficar muito sozinho com a Carol?

─Posso, não quero você com essa mochila na mão de novo, aliás odeio essa coisa.

─Eu sei, ficou bem bravo, mas pelo menos a gente se entendeu.

─Prometo tentar usar mais as palavras.

Ela afirma, toco seu rosto, contorno as linhas de sua expressão, tem um rosto anguloso, delicado, os traços são perfeitos, sempre quis toca-la assim, achava que não podia, mas posso, ela é agora minha, meu amor, ela pisca para afastar uma lágrima.

─Que foi?

─Não estou muito acostumada com carinho.

─Eu não faço isso não é?

─Eu entendo, você é bom, cuidadoso, preocupado, e é carinhoso quando a gente faz amor, mas no resto do tempo...

─Sou frio. – Ela está certa, vai ser um longo caminho até aprender.

─Não disse isso Daryl, só que... Está tudo bem.

─Você é carinhosa comigo, outro dia estava me fazendo carinho no refeitório, acho que nem se deu conta, me sentei um pouquinho com você para saber como estava e enquanto falava comigo ficou me fazendo carinho.

─E não correu de mim? – Ela pergunta rindo.

─Tomei um susto, mas disfarcei e gostei, fez parecer que eu tinha alguém.

─Você tem. – Ela é definitiva — Mas não vai mandar em mim, não vou ficar aqui dentro enquanto sai nas ruas, Rick não é meu líder e...

─Já sei é a rainha do apocalipse, não ligo, até gosto, não vou me meter nisso. Foi bom na cabana? – Preciso muito ter certeza, isso me persegue desde que soube de tudo.

─Por isso queria tanto saber sobre a cabana, porque soube que foi o primeiro?

─Único! – Repito para ela não esquecer – Sim, fiquei pensando se foi especial.

─Tudo que tive antes de você foi sujo, doloroso, forçado, me machucou de todos os modos, nunca achei que podia sentir qualquer coisa boa até me beijar, lá na torre principalmente eu vi que podia sentir. Bom me deixou lá e já superei aquilo, não se preocupe, mas então estávamos na cabana e eu estava no limbo, no mais fundo dos buracos, mergulhada no passado e tudo de ruim que vinha dele ─ Detesto que ela tenha vivido tudo aquilo, detesto que tenha que lembrar ─ Me resgatou, me trouxe de volta, e me beijou e só queria ter certeza que era verdade, que eu podia sentir aquelas coisas todas.

Abby para de falar um instante, agora seus olhos brilham de modo carinhoso, ela me beija, abre um largo sorriso e gosto de ser dono das boas recordações.

─Foi o momento mais perfeito que vivi, me fez viva, feliz, sempre que busca algo bom para recordar eu volto aquele momento, só tem um momento que vai superar aquele, é esse que vivemos agora, por que sei que me ama, porque me disse isso.

─Amo. – Afirmo mais uma vez, a cada vez que digo fica mais fácil, mais real.

─Ama! – Ela se move para mais perto, sua mão em meu peito, os dedos delicados e finos me acariciando, tão tranquila e minha.

─Agora vira para a parede! – Brinco com ela que me olha feio, adoro quando fica brava – Estou brincando, não sei que implicância tem com a parede.

─Não tenho nada contra a parede, mas gosto de dormir ouvindo seu coração e só ficava me mandando para longe de você.

─Bobagem! Queria evitar que sentisse dor e não tem como ficar longe nessa mini cama. Quer dizer que agora está inteira, pronta para enfrentar os zumbis lá fora?

─Sim.

─Ótimo, porque amanhã vamos em busca de suprimentos, estava enrolando para te dizer, mas agora que pode ir junto acho que tudo bem.

─Amanhã? Nem acredito, estava com tanto medo de saírem sem mim, fui inventar de deixar o Sam ir e estava morrendo de medo.

─Eu cuidaria dele para você, sabe disso.

─Não acreditou quando eu disse que te amava?

─Não, achei que estava delirando.

─Tão difícil dizer e nem acreditou. O Sam disse que não teve muita emoção, que todo mundo já sabia disso.

─Menos eu é claro!

Ela se cala, se encolhe em meus braços, linda de olhos fechados, minha namorada, que coisa estranha, o que Merle diria? Ele teve as mulheres dele, algumas bem fixas, nunca dizia namorada ou coisa assim, mas tinha, sempre me acusava de não ter, de ser solitário, de não ter uma garota para ligar e sair num dia qualquer, mas eu nunca fui esse tipo de cara, tudo fica sempre tão preso dentro de mim.

Preciso deixar as coisas saírem, preciso aprender a dizer, mostrar, Abby merece que eu me solte mais, quem sabe um dia eu consiga.

Vou me esforçar para não ser tão frio com ela, já tem os mortos lá fora, e os vivos querendo nos destruir, tem tanta coisa ruim a nossa volta, podemos ser um casal, eu posso aprender, é bom ter alguém para dividir a angustia, para estar por perto, não tive isso nunca, nem na infância, nem com Merle, não vou desperdiçar essa chance porque tenho bloqueios, ela também tem, talvez se Abby fosse uma mulher diferente, se não tivesse esse passado, nós não teríamos essa chance, mas ela é como eu e por isso pode me entender, por isso pode dar certo.

─Dormindo? – Pergunto diante do seu silencio de olhos fechados e rosto suave.

─Não, estava repassando tudo que aconteceu, se tivesse me deixado sair daqui nunca mais ficaríamos juntos, eu não saberia que me ama, você não saberia que eu falei sério, não podemos mais deixar isso acontecer Daryl, promete que sempre vai achar um jeito de me dizer como se sente?

─Prometo, e você vai fazer o mesmo?

─Vou! – Ela sorri – E vou começar agora, eu gostei do jeito que me pegou, do modo como me beijou, me deixou fora do ar, se já não te amasse ia começar a amar naquela hora.

─Ok, vou me lembrar disso para os momentos ruins, nesses que inventa de fugir.

─Talvez esse seja um momento ruim! – Ela brinca e compreendo, me movo e tomo seus lábios, eu também gostei daquilo, me fez arder por ela, como agora.

Acordo muito cedo, Abby dormindo em meus braços, os cabelos espalhados sobre nós dois, fico ali, imóvel para não acorda-la, lembrando de tudo que aconteceu, de como ficamos meio fora do controle, de como foi bom, das coisas que decidimos juntos, de ser namorado dela agora e de não ter a menor ideia do que isso quer dizer.

Penso no ciúme dela, penso em Carol, preciso analisar isso, será que ela tem razão? Carol já tentou uma ou duas vezes no passado, mas foi em tom de brincadeira e nem levei muito a sério, nunca tive interesse nela, depois nossa amizade se sobrepôs a tudo e passou, mas de fato desde que Abby chegou e nos entendemos ela mudou um pouco.

Mudou de modo geral, não só comigo, mas nesses últimos dias ela deu algumas indiretas sobre Abby, andou me pedindo coisas que podia pedir a qualquer outro, não sei, mas não custa atender o pedido da Abby e manter uma distância segura que não afete nossa amizade, mas que não ponha minha história em risco.

─Acordado?

─Sim, e temos que levantar, daqui a pouco é hora de sair, vamos em grupo, Sasha, eu, você, Glenn e Maggie, e o Sam já ia me esquecendo, Mich está de volta e vai conosco.

─Onde vamos?

─Qualquer lugar que dê para ir e voltar antes de anoitecer, mas daqui uns dias eu e você vamos sair de moto e cobrir uma distância maior, ver como anda as coisas por ai.

─Certo! – Ela me beija – Gosto de sair, ver o mundo, esses dias presa me mataram.

─Sei disso, agora vamos, vou te esperar para descer, se não vai pensar que estou me afastando.

─Me deixando solta, como eu disse ao Hershel.

─Falou com o Hershel sobre nós? – Fico espantando, me levanto ela se senta na cama, será que sabe o quanto é linda com o rosto corado e os cabelos bagunçados?

─Para ver meu grau de sofrimento. – Ela fica de pé e a abraço.

─Desculpe, nunca quis te causar isso. ─ Como se ela não tivesse coisas demais para enfrentar eu ainda invento de ser um cara moderno e deixa-la solta.

─Tudo bem, e o velho não ajudou nada, ele fica usando metáforas, entrelinhas e ferra com tudo, podia ter dito que você gostava de mim e só não sabia como dizer, mas não, vem com aquele papo de sei lá, seguir o coração, olhar para suas atitudes.

Deixamos a cela e como de costume ela vai olhar Sam que ainda dormia, mas agora isso não é bastante, ela também vai olhar Larissa e só então descemos, escondo um sorriso quando seu olhar se estica para o berço de Judith, são muitas as pessoas que ela não quer se apegar, mas não consegue evitar, em um mês vai passar meia hora só olhando de cela em cela antes de chegar ao refeitório.

─Está rindo de mim não é?

─Definitivamente. Combinamos de dizer sempre a verdade então precisa saber que sim, estou rindo de você.

Beth estava sentada com Rick, Hershel e uma caneca de café, Abby e eu nos servimos e sentamos com eles, pelo olhar de todos acho que perceberam algo, ou a noite de ontem não foi assim tão secreta, prefiro não pensar nisso.

─Bom dia! – Beth cumprimenta com um largo sorriso de compreensão que me apavora um pouco.

─Bom dia. — Respondemos os dois juntos.

─Abby agora que está completamente recuperada podemos conversar? – Rick pede, ela o olha um instante e dá de ombros. – Sei que não me considera seu líder e para ser honesto não sou mesmo, nem seu nem de ninguém, isso foi algo de decidimos há um tempo.

─Eu sei, a tal da democracia. – Abby comenta.

─Isso, mas quando decidimos isso o grupo era apenas uma família, agora somos muitos, coisas precisam ser resolvidas, pensamos em formar um conselho.

─Um conselho mesmo ou como o senado de Roma antiga?

─Não sou Júlio César, pode apostar, um conselho mesmo, nem vou fazer parte, mas quero que você faça.

─Eu?

─Sim. Daryl está no conselho, Hershel, Sasha, Glenn e Carol.

─Aceito! – Ela diz de modo simples e sorrio sabendo que o nome Carol teve efeito em sua decisão. – Vou fazer parte desse conselho.

Num gesto despercebido de posse que faz meu coração acelerar um pouco, ela passa seu braço pelo meu, encosta a cabeça em meu ombro e pode ser que ainda agradeça a Carol por nos aproximar mais do que afastar.

─E dessa família? – Beth questiona – Gosto de saber que os membros da família estão decidindo as coisas por mim, não estranhos que não se importam.

─Muito espertinha senhorita Greene! – Abby brinca com ela. – Estamos indo bem, vamos com calma, eu faço parte do conselho, e o resto o tempo vai dizer.

─Ele já disse! – Hershel responde me olhando enigmático, ela bem que tem razão. Clareza não faria mal ao velho.

─Glenn e Maggie estão arrumando o carro, Sasha já está lá com eles, só falta vocês dois.

─Vamos? – Abby fica de pé, eu a imito.

─Boa sorte lá fora! – Hershel e Beth dizem juntos, Rick caminha conosco para fora.

─Não tenho nada contra você Rick, apenas não quero ninguém decidindo nada por mim, prefiro carregar eu mesma o peso das minhas escolhas.

─Eu sempre soube disso, e de tanto carregar o peso de todas as escolhas é que preciso de um tempo e não quero fazer parte do conselho.

─Tudo bem! – Ela dá de ombros e começamos a arrumar as coisas para sair.

Sam se junta ao grupo uns minutos depois e logo vejo Larissa correr em nossa direção, ela abraça Abby que mais uma vez fica confusa.

─Se cuida lá fora. Vai voltar? – Pergunta tensa.

─Sim. Não se preocupe, de todo modo fica aqui dentro e se cuida, se tiver problemas procura o Rick está bem?

Larissa afirma, se afasta, depois me abraça, de onde essa garota tirou essa ideia? Vive andando atrás de mim agora.

─Se cuida Daryl, e cuida da Abby, traz ela de volta.

─Tudo bem.

Partimos antes que aquilo ficasse mais constrangedor, Rick fecha o portão, guio a moto na frente do carro, Abby com os braços a minha volta, gosto do vento, da estrada e com ela assim fica quase perfeito, só falta mesmo os mortos voltarem para suas tumbas, presto atenção ao caminho. Sair nunca é fácil, mas somos um bom grupo, confiamos uns nos outros.

Notas finais
Gostaram? Eles se confessaram, agora vamos ver se aprendem a ser um casal, mas já está na hora de lutarem juntos e não um contra o outro não é? Afinal é um romance. Beijos!!!!