Hell Between Us

40 Capitulo 40 - Encontro inusitado


Notas iniciais
Olá pessoas! Todos bem? Espero que tenha sido um ótimo Natal. aqui mais um capitulo, espero que gostem, quem lê Only Hope vai reconhecer umas partes, os outros que não leem não fará diferença. Acho que só volto aqui agora em 2015 então desejo a todos um FELIZ ANO NOVO!!!! Muita sorte no próximo ano e muitos sonhos realizados, para mim dividir minhas histórias com vocês já é um sonho realizado. BEIJOS!!

Pov – Daryl

Não encontro nenhum tipo de obstáculo durante a viagem, passávamos por alguns zumbis caminhando a esmo, vez por outra tentando seguir a moto, ás vezes um grupo de três ou quatro, mas nada que nos impedisse a passagem ou nos obrigasse a lutar.

Também não havia muitos carros pelo caminho, um ou dois acidentes, meia dúzia de carros ao longo da estrada deixados para trás em algum momento de pânico e fuga.

Na maior parte do tempo era só a estrada limpa, o céu azul e o vento no rosto, um bom dia, um bom momento para sentir as mãos de Abby descansando em meu peito enquanto sua cabeça está apoiada em minhas costas, nunca estive com uma garota assim, nunca com minha garota.

Quase posso sorrir, mesmo ainda não sabendo como me comportar, é completamente novo ter alguém, pensar que ela está por perto que posso puxa-la para meus braços e beija-la sem medo de recusa, que vamos acordar todas as manhãs na mesma cama.

Se não fosse o apocalipse talvez não tivéssemos essa chance, quase posso ficar grato não fosse todas as mortes que ele trouxe quando assolou a terra.

Nos aproximamos de uma cidade, não é das maiores, mas como nunca estivemos aqui decido que é um bom lugar para achar um super mercado, pegar suprimentos e retornar antes que tudo de errado.

Entramos em uma rua que devia ser uma das ruas principais daquele lugar quando ainda existia um mundo, avisto um mercado, mas não apenas isso, diante dele um grupo de pessoas.

Somos vistos e só podemos parar, não quero arriscar passar reto e ser alvejado, além disso não sou o tipo covarde que foge, não costumo fugir dos mortos, não vou começar agora a fugir dos vivos.

Armas são apontadas dos dois lados, é estranho que ao invés de nos cumprimentarmos pelo grande feito de ainda estarmos vivos, apenas apontamos armas uns para os outros, como inimigos.

É um mundo morto e só o que nos cerca são inimigos.

─Não queremos problemas, estamos só de passagem. –Um dos caras comunica tentando evitar problemas, tenho comigo um grupo forte que quero que volte comigo, além disso Abby não é muito de conversa e também quero evitar atritos.

─Nós também. Vamos entrar aí. – Aponto o mercado.

É bom que saibam que não quero problemas, mas não vou partir feito um covarde sem fazer o que vim fazer aqui.

Meu grupo está atento, Abby com as espadas em punho, pronta para um ataque, ele tem um casal de arqueiros, mais um homem forte e uma mulher, nós também somos um bom grupo, isso pode levar uma vida se alguém não ceder.

─Nós também, depois vamos embora. Podemos entrar juntos, dividir o que encontrarmos e partir, ou ficar nesse impasse o resto do dia.

Nisso concordamos, é um impasse e precisamos arriscar as vezes. Olho para Abby, ela é de novo a rainha do apocalipse, faz aquele ar entediado e despreocupado, dá de ombros deixando claro que não teme nada nem ninguém, sou obrigado a admitir que isso é algo que mexe comigo e me deixa sempre louco por ela.

O homem baixa a arma em sinal de respeito, seus companheiros ficam meio inquietos, mas por fim todos nós fazemos o mesmo, menos Abby é claro, ela nunca baixa a guarda e depois do que viveu posso entender isso.

─Esse é o Ethan, ele lidera nosso grupo lá dentro, eu vou ficar aqui fora e cuidar da segurança.

─Por mim tudo bem. – Se ele pensa que vai ficar aqui fora sozinho e armar alguma emboscada está muito enganado. – Mich cuida das coisas lá dentro. Fico aqui.

Aviso e Michonne e os outros concordam, Abby não consegue me obedecer apenas, ela revira os olhos, escondo um sorriso.

Abby começa a caminhar pela rua larga, faz uma pequena ronda em volta do ambiente decidida a fazer apenas o que quiser.

Os grupos entram juntos e parecem bem tranquilos sobre isso, o cara se aproxima de mim quando ficamos apenas os três.

─Luke Baker. – Ele se apresenta.

─Daryl Dixon. – Respondo sem dar muita importância a nomes e apresentações, não acho que voltaremos a nos ver.

─A mulher das espadas. – Ele encara Abby não muito longe de nós, com suas armas em punho e o andar de rainha de sempre.

─Não está disponível! – Rosno, sim, é um rosnado apenas, o cara sorri.

─Me entendeu mal. Estava curioso sobre as espadas, minha mulher tem uma Katana e acredite, faz um estrago infernal nos zumbis.

O cara fica orgulhoso ao falar da mulher, eu relaxo só de notar que ele não parece ter espaço para mais nada, me lembra um pouco eu mesmo.

─E onde ela está? – Pergunto, se é tão poderosa porque não está com ele agora?

─Em segurança. – Meu olhar segue para Abby, quem me dera ela também estivesse em segurança. – Temos um bebê. Summer. – O cara não cabe em si de orgulho.

─Também temos um. – Penso em Judith e todo cuidado que temos com ela, afinal não é a única criança a nascer no meio do inferno, até que é bom saber disso.

─E sua mulher já está por aí? – Ele olha em direção a Abby, fico espantado, como ele percebeu que é minha e de onde tirou que temos um bebê? Que loucura, um bebê, isso é apavorante, chega a me causar arrepios, claro que penso nela com Judy no colo e é encantador, mas não, de jeito nenhum, isso seria absurdo.

─Não nosso. – Aponto de mim para Abby meio confuso. – Um bebê no grupo!

─Entendo.

Ele responde meio sem entender minha reação confusa. Um zumbi surge, nós dois pensamos em nos mover, mas então Abby caminha para ele, com a elegância habitual e nenhum esforço passa sua espada pelo pescoço do zumbi, sei que de algum modo ainda está ali, tentando me provar que é forte e capaz, como se tivesse qualquer dúvida.

A cabeça rola para longe do corpo que despenca, ela então caminha em direção a cabeça que abria e fechava a boca, desejando qualquer coisa viva que pudesse mastigar, enquanto tiver cérebro, enquanto tiver mandíbulas é só aquele abrir e fechar de boca.

Ela enfia a espada no meio da testa, retira com a graça que lhe é característica, acho que fico meio com cara de idiota, mas procuro esconder.

─Vocês têm um lugar seguro? – Ele pergunta.

─Estrada. – Respondo sem nenhuma disposição de contar sobre a prisão e arriscar uma invasão, mais uma.

─Claro, tudo bem, nós também. Estrada. – Estamos os dois mentindo e sabemos disso.

─Não sobrou gente boa por aí. – Aviso me lembrando de tudo que já passamos para manter nosso lugar. – Já enfrentou os vivos? – Se não fez vai fazer em breve.

─Um maldito infeliz e seus comparsas, teve o que mereceu. Minha mulher mandou ele para o inferno e mandamos o resto da turma junto.

Sim, não tem jeito, os vivos se tornaram ainda mais perigosos, o grupo parece ser do bem, assim como nós eles parecem estar lutando por uma chance.

Lá dentro as coisas parecem estar demorando demais, olho para Abby caminhando despreocupada de olho dos dois lados da rua.

─É como é agora. Abby – Ela me olha, é linda, absurdamente bonita, fica ainda mais bela no meio daquele cenário de destruição e caos. Abby caminha em nossa direção, sei que se esforça, ainda tem alguns passos até saber dividir responsabilidades e lutar com pessoas a seu lado. – Vamos perder o sol se demorar, fica aqui ou vai ver se está tudo bem? – Prefiro dar a ela uma escolha, embora saiba que não quer ficar aqui com o cara, nem eu quero.

Ela encara Luke com todo seu desdém, com ar enfadonho e entediado caminha para dentro do mercado em busca dos outros.

─Muitos zumbis no seu caminho? – O cara questiona.

─Não, ao menos nenhuma horda, vimos uma há uns dias, mas seguiu para o sul.

─A moto é boa ideia? – Ele me pergunta olhando a moto de Merle, está ai um assunto que amo, motos e liberdade, ou é assim que as vejo.

─Sim. Saídas rápidas, caminhos alternativos. – Olho em volta e vejo uma no estacionamento do mercado uns metros mais distantes. – Vamos ver se funciona. – Aponto com o olhar e seguimos para ela, Luke me inspira confiança, parece um pouco comigo, seu grupo lembra um pouco o meu.

Mexo na moto, observo um instante, desconecto uns fios, faço ligação direta e ela parece muito boa.

─Deviam levar. É boa. Modelo razoável, pouco combustível.

─Obrigado! – Ele agradece me afasto. Dois zumbis se aproximam, acerto um com uma de minhas flechas, armava a besta mais uma vez para pegar o outro quando uma flecha passa por sobre nós e acerta o outro.

Me viro e a garota com o arco está ali ainda com o arco em prontidão.

─Viu como sou boa senhor besteiro. Campeã nacional. – Ela sorria toda orgulhosa, parece quase uma menina, mas muito cheia de si. – Pena que a porra do mundo acabou, eu podia ser campeã mundial, agora sou no máximo campeã estadual de explodir cabeças, mas só enquanto a outra pantera se recupera do bebê, depois ela ganha de todo mundo com aquela mania de picotar zumbis.

A matraca fala sem parar como se eu estivesse entendendo alguma coisa, como se alguém pudesse entender, é um tanto irritante.

─Esse arco é coisa de criança. – Coisa de garoto rico de cidade que não sabe o que é caçar para ter o que comer, tratam arco e flecha como uma porcaria de diversão colegial.

─Que babaca! – Ela me espanta, não tem nenhum vestígio de raiva em suas palavras, é só uma garota sem freios, é quase engraçado. – Devíamos ser amigos, mas é muito metido, e sua namorada seria amiga da Annie, elas têm espadas e temos flechas. Quer ser meu amigo?

─Se der sorte não vou precisar vê-la de novo. – Aquilo só pode ser alguma piada, aposto que combinaram lá dentro de mandar a pirralha me tirar do sério, não tem outra explicação. – Sinto muito! – Digo a Luke, não deve ser fácil conviver com aquela maluca, ele ri, acho que me entendeu.

─Cadê os outros Kim?

─Vem vindo, dividimos tudo. Somos muito legais, besteiro.

─Está certo. – Digo começando a me afastar, então um zumbi surge arrastando uma perna e com um braço pendurado. ─Vai lá campeã mundial, manda mais esse para o inferno.

─Manda você, sua arma não é melhor que a minha?

Reviro os olhos, o zumbi bem perto de mim, não gasto esforço nem flechas, com o cabo da besta eu o acerto e ele cai paralisado.

O grupo finalmente se aproxima, empurravam um carrinho com muitas coisas, as espadas de Abby sujas de sangue, ela usa o corpo no chão para limpa-la.

─Problemas? – Pergunto e ela me sorri, acho bonito quando faz isso, nega.

─Não, só dois zumbis meio perdidos agora quando saiamos, tudo bem, encontramos fórmula, dividimos porque eles têm crianças também, ficamos com quatro latas, isso deve durar uns dias.

Ela guarda as espadas, começamos a colocar tudo no carro, uns minutos depois está tudo pronto, Abby se mantem perto do carro quando nos despedimos do outro grupo apertando mãos e desejando boa sorte.

Eles ficam parados assistindo enquanto deixamos a cidade uns minutos depois.

Pov – Abby

A estrada continua tão limpa na volta como esteve na ida e tudo parece mesmo muito bom, gosto de estar ali, na garupa de Daryl, sentindo seu coração bater enquanto me seguro nele que guia de modo despreocupado e um pouco veloz.

Sinto o quanto ele gosta da estrada só pela leveza de sua expressão que consigo perceber pelo pequeno espelho retrovisor.

As coisas aconteceram de modo estranho entre nós. Tenho completa consciência que a culpa é muito mais minha do que dele, eu confundo as coisas, me apavoro porque o amo e não queria amar.

Porque não quero perde-lo e faço tudo que está ao meu alcance para ele me deixar, mas ele sempre dá um jeito de consertar tudo para nós, de me puxar para ele quando isso é tudo que quero, mas não sei pedir.

Agora ele diz que é meu namorado e nem sei muito como é isso de namorar, de certo não será para nós como é para Sam e Beth, os dois vivem de mãos dadas, se vão do refeitório para o pátio grudam as mãos, se olham longamente em público, falam baixo um com o outro como se dividissem segredos.

Também não será como Glenn e Maggie, eles são mais maduros, não ficam o tempo todo grudados, mas trocam beijos em público, se abraçam, usam alianças, fazem planos.

Transformaram sua cela em um bom quarto, passam horas lá ou na torre, vivem como se fossem uma extensão um do outro, acho bonito, acho mesmo que me sentiria até feliz, mas não vou fazer isso, nem Daryl vai, não sabemos viver como os outros, não aprendemos com a vida a ser como eles.

Encontrar pessoas foi interessante, é bom saber que tem mais gente tentando, mesmo que não tenha confiado nem um pouco neles, mas não confio em ninguém além de Daryl e Sam, então isso nem é grande coisa.

Daryl diminui um pouco a velocidade, uma de suas mãos deixa o guidão e se entrelaça a minha que descansava em seu peito, meu coração dispara um pouco, na verdade muito, bate como um louco, me surpreende esse carinho, me aperto mais a ele, quero tanto aprender a corresponder.

Quero tanto que dê certo, eu sei que ele não conhece carinho assim como eu, Daryl merece ter um pouco disso, quero fazer valer a pena lutar por mim, quero que não tenha espaço para arrependimentos pelo tempo que nos resta.

Desde que deixamos a cela pela manhã não trocamos um único beijo, nenhum gesto de carinho, nada que fizesse parecer que somos um casal de namorados e então quando ele me faz um simples carinho, um movimento rápido eu fico assim, me sentindo um cão em meio ao adestramento, que se regozija com um simples petisco depois de ter se comportado bem.

Fica claro para mim que amor causa dependência e ando dependente dele, avisei que seria assim, que ficaria fraca e grudenta, isso me aterroriza mais do que zumbis.

─Droga! – Daryl me tira de meus devaneios reclamando por sobre seu ombro, me arrumo atrás dele, minha mente se liga imediatamente, meus reflexos todos em alerta máximo. – Uma porcaria de um monte deles! – Ele reclama diminuindo e posso ver uma fila de zumbis dominando a estrada toda.

Não é como uma horda, não são tantos assim, é só um grupo razoável que pode ser um problema de moto, mas que seria facilmente atropelado se estivéssemos como os outros no carro.

Paramos por completo há uma boa distância, Michonne que estava ao volante para ao lado da moto.

─Podemos voltar e encontrar outra estrada! – Mich diz pelo vidro, olhamos para os corpos caminhando agora mais apressados, depois Daryl olha para a mata ao nosso redor.

─Pode dar certo! – Respondo entendendo seus planos.

─Vamos tentar. – Ele diz decidido. – Vão vocês por aqui mesmo, acelerem e sigam para casa, nós vamos pela floresta até passarmos por eles, depois pegamos a estrada mais a frente, nos vemos na prisão.

Michonne olha para os cadáveres em movimento, depois suspira e dá de ombros.

─Tudo bem!

─Cuidado X! – Sam grita de dentro do carro. – Se cuida! – Afirmo sem conseguir ficar brava com ele.

Eles aceleram e fazemos o mesmo, pegamos a lateral do acostamento e estamos por entre as árvores na floresta, aquela parte ainda em terreno plano, mas para dentro a inclinação aumenta um pouco.

Daryl não pode correr muito, temos que desviar de árvores e pequenas plantas que nos impediriam a passagem, vamos seguindo com algum cuidado, tensos e silenciosos.

Zumbis começam a surgir, vamos mudando o rumo, seguindo em outras direções, nos aprofundando e logo o terreno não será bom o bastante para uma moto e duas pessoas sobre ela.

Olho para trás e começamos a ser seguidos por um grupo de zumbis, sspiro, nada nunca é tão ruim que não possa sempre piorar, sim isso é o apocalipse.

Chegamos a um barranco, uma droga de um banco de terra que parece que se estende por alguns metros. Daryl é obrigado a parar a moto, descemos os dois e puxo minhas espadas, ele pega a besta, vem zumbis de várias direções.

─O jeito é escalar o barranco.

─Está bem para isso? – Ele questiona olhando minha perna.

─Em perfeitas condições. – Aviso quando ele precisa acertar o primeiro zumbi que nos alcança. Começamos a escalar, não são muitos metros, nem é uma escalada impossível, alguma vegetação sempre pode servir de apoio e as pedras presas ao barro seco.

Com alguma dificuldade e ouvindo o tempo todo os gruídos do lado de baixo chegamos a parte superior, três zumbis surgem sem aviso, desvio de um uns centímetros de mim.

Num movimento rápido Daryl o empurra e ele rola barranco a baixo se estatelando sobre alguns lá em baixo, enfio a espada na cabeça de outro e Daryl derruba o último com as costas da besta.

Nos encaramos um momento, somos bons juntos, gosto disso.

─Tudo bem? – Ele pergunta se aproximando, afirmo e olhamos para baixo, os mortos raspavam a terra desesperados por nos alcançar.

─Que grande porcaria! – Resmungo olhando a moto parada lá enquanto aqueles corpos estúpidos não pareciam dispostos a desistir de nenhum dos dois.

─Nem pensar que vou deixar minha moto aqui! – Daryl reclama.

─Eu sei, não vamos fazer isso, não tenho nenhuma intensão de voltar para a prisão a pé.

Daryl olha em volta assim como eu, anda de um lado para outro, lá em baixo vinte zumbis tentando escalar e caindo uns sobre os outros, tão patéticos e estúpidos que sinto asco.

─Posso dar a volta e tentar pega-los, eles virão aos poucos, são vinte, acho que nós dois...

─Podemos, mas não é boa ideia.

─Certo, é péssima, não vou coloca-la para lutar com vinte zumbis por conta de uma moto, vamos, achamos outro meio de transporte, uma hora volto aqui e pego a moto.

─Nem pensar. – Não vou ficar caçando um carro que funcione e sei muito bem que é a moto de Merle, que vai magoa-lo deixa-la aqui. – Vou dar a volta, afasta-los, você desce, pega a moto, sai daqui e segue para norte, nos encontramos logo ali na frente.

Movo as espadas me preparando para me afastar, ele me segura o braço.

─Porque acha que vou concordar com isso? – Nos encaramos um momento, me lembro que o amo, nunca esqueço disso.

─Por que confia em mim, sabe que não estou caminhando para enfrenta-los, que posso fazer isso. Porque sempre me disse que somos iguais.

─Dirige moto? – Ele tenta uma última vez.

─Não em terrenos como esse, sendo bem honesta enfiaria a moto do Merle na primeira árvore e acabaria ferida ou devorada.

─Me convenceu! – Ele diz sem esconder a tensão que minhas palavras causam, então a mão que me segurava com firmeza me liberta, mas caminha para minha nuca, ele devia parar com isso, quando me pega assim sempre fico meio zonza, Daryl me beija. – Tome cuidado!

Sorrio, é bom não brigar por minha liberdade, dou as costas a ele e caminho uns metros a frente para depois começar a descer o barranco, fico uns metros longe deles, assobio, todos ao mesmo tempo me encaram.

Naturalmente desistem do barranco, vem em minha direção e é preciso sangue frio para não correr logo de cara, espero que todos estejam caminhando para mim para começar a me afastar, sinto vontade de olhar para cima em busca de Daryl, não acho boa ideia me arriscar tanto.

Eles me seguem e então começo a subir o barranco que nesse ponto parece ser mais íngreme do que a parte em que eu e Daryl escalamos juntos.

Me esforço em dobro, mas chego a parte de cima e escuto o motor roncar e o barulho sumir aos poucos enquanto sem olhar para trás começo a caminhar.

Notas finais
Beijos!! Vou ver se consigo postar em Only Hope até amanhã. Comentem!!!