Hell Between Us

38 Capitulo 38 - Conflito emocional


Notas iniciais
Oi pessoas queridas! Espero que estejam bem, queria dizer que estou muito feliz com o carinho de todos com essa fic, realmente obrigada!!!!

Pov – Abby

─E então, já dá para tirar? – Pergunto sentada em frente a Hershel que tinha minha perna em seu colo, ele examina atentamente os pontos.

─Sim, vamos fazer isso de uma vez, estão secos e a perna está em ótimo estado, mas sabe que vai ficar com a cicatriz não é?

─Pouco me importa! – Dou de ombros, seis dias, até que foi rápido e não vejo a hora de me livrar de uma vez de curativos e pontos, espero nunca mais ficar assim, já basta todo o resto.

─Está tudo bem? – Ele me pergunta quando começa a vagarosamente limpar o primeiro corte para tirar os pontos, desconfio que pretende demorar bastante só para me manter ali com ele. – Não vai me responder?

─Tudo indo! – Respondo de má vontade e com zero honestidade, tudo indo muito mal se for honesta.

Nunca devia ter dito a Daryl que o amava, foi a maior burrice que já cometi na vida, ele não é mais tão atencioso, não fica mais tão perto de mim, me dizendo como agir, cuidando, carregando pela escada, agora simplesmente aceita tudo que digo, passa o dia longe e só nos vemos de noite, as vezes nas refeições.

─Péssimo assim? – Hershel questiona quando começa a desfazer a primeira leva de pontos – Brigaram?

─Não.

─Soube que andou se confessando uns dias atrás.

─Merda! – reclamo e ele sorri.

─Doeu?

─Não, isso é sobre a boca grande de todo mundo aqui, quer dizer que isso virou assunto?

─As coisas ficaram ruins depois disso?

─No primeiro momento não – Acabo falando, o velho tem talento para arrancar confissões e depois é bom ter um adulto para falar ás vezes, Sam não conta como adulto, é só um sonhador romântico e iludido. – Mas depois... Não sei, acho que ele me deixou mais solta, é isso.

─Sabe que ele não vai dizer como se sente não é? Daryl não é esse tipo, vai ter que ler suas atitudes, arrancar dele as palavras.

─Ler suas atitudes? – Se é isso então a coisa está pior do que pensei, suas atitudes parecem querer dizer que posso fazer o que quiser que ele não liga.

─Se lembra quando disse que podia salvar alguém que precisava? Logo que chegamos aqui e disse que não gostava de metáforas?

─Lembro, estava falando dele? – Puxa o velho é bem perspicaz, tenho que admitir, naquela época eu nem sonhava que rumos essa história tomaria.

─Sim, você não é a única cheia de traumas, Daryl não fala muito.

─Não. Eu sei, mas talvez eu não queira ouvir, talvez eu ainda não possa.

─E se ele tiver algo bom para dizer, sabe que ele nunca esteve com alguém assim tão próximo, quer dizer, vocês dividem uma vida não?

Hershel termina o primeiro corte, examina, admira seu bom trabalho e passa para o outro, agora na altura da coxa, esse se abriu tanto que vai ficar uma boa marca.

─Hershel acho que não quero falar muito disso, não sei, não sou boa com pessoas, ele não é obrigado a ficar com alguém que mal convive em grupo, talvez ele apenas se sinta penalizado, acho que me abri com ele mais do que com qualquer outra pessoa, talvez Daryl apenas se sinta amarrado.

─Cuidado, isso pode ser só o seu cérebro querendo te proteger, tem tanto medo de se dar mal que cria coisas ai dentro, bloqueios, não se deixe enganar.

Suspiro e me calo, o que sinto está claro para mim, eu o amo, não sei como fui me deixar cair nessa, mas não resisti, quando vi já pertencia a ele, mas ele não corresponde, não como eu esperava.

─Pronto! – Ele dá um tapinha na minha perna, examino seu bom trabalho e me arrumo mais na cadeira, ele toca minha cabeça em busca do caroço, não tem mais nada ali. – Perfeito, está novinha em folha.

─Obrigada Hershel, eu sei que não sou a pessoa mais agradável do mundo, que nem merecia tanto cuidado, mas muito obrigada.

─Se tem em tão baixa conta que só podia ser a garota do Daryl.

Me ergo, já não sei se sou mesmo isso, tento sorrir.

─Nem isso está bom? – Ele se referiu a sexo? Fico corada, Hershel acha que os cabelos brancos lhe dão direito de falar sobre tudo, balanço a cabeça, o pior é que ele realmente pode.

─Não tocou em mim desde que... Que me tirou das tumbas.

─Isso eu imaginei, ele estava muito preocupado com a sua saúde, nunca tocaria em você a menos que pedisse, estava com medo de te machucar, não crie coisas.

─Vai me chamar de mente doentia também? – Reclamo arrumando minhas espadas nas costas.

─Aposto que foi o Sam e acredite, ando admirando muito esse garoto.

─Tchau Hershel, chega de consulta sentimental e psicologia barata.

Caminho para longe, meu andar de novo como antes, me movimento, dobro e desdobro a perna, isso é mesmo bom.

Fico sozinha, Daryl saiu para ronda cedo, não que tenha me dito, nem acho que precisaria me dar satisfação, mas queria que tivesse me esperado, sabia que eu ia tirar os pontos.

Vou para o pátio dos fundos onde normalmente Sam e Beth ficam se agarrando porque é mais afastado, puxo as espadas das costas, esse é um bom jeito de pensar.

Começo meus movimentos, a mente limpa um pouco a princípio, quero sentir meu corpo, então só me deixo relaxar e praticar meus movimentos amplos, repetir e repetir cada um deles até os ombros arderem, esse sempre foi meu jeito, assim ficava tão esgotada que não precisava pensar na droga de vida solitária que tinha. Larissa trouxe um pouco dessas memórias, não que sejam ruins, até que era um tempo de calma, eu só existia nessa época, não é como se vivesse.

Mesmo a família de Paul, o mestre Ioda como Daryl diz não eram próximos, via Larissa e os irmãos treinando com o pai e os outros mestres, sorria e acenava as vezes, atendia telefonemas deles, nada além disso, talvez por isso tenha estranhado tanto o abraço apertado que ganhei quando ela chegou.

Mas agora entendo, é só uma garota sozinha que tem passado todo tempo livre perto de mim e se for honesta até gosto, ela se dá bem com todos, é gentil e falante, esperta e um dia pode ser uma grande guerreira, ficou amiga de Carl, apesar de ele ser mais novo que ela os dois tem vidas parecidas, dois adolescentes no meio do fim do mundo, tinham que se dar bem afinal.

Repito a sequência de movimentos, sinto as primeiras gotas de suor, isso é bom, quanto tempo não me sentia assim, inteira, ao menos meu corpo, os movimentos ainda são precisos e firmes, a perna parece um pouco presa ainda, mas talvez seja só medo, forço ela mais do que o resto, não se pode perder a mão, não agora que minhas habilidades são tudo que me resta para sobreviver.

Minha mente se volta para Daryl e suas pequenas mudanças, primeiro ele apenas começou a me deixar mais livre, nunca mais me deu ordens, mesmo assim estava perto, ainda está, quando estamos na cama ainda durmo em seus braços, ainda falamos baixinho e ele me beija como antes, ainda sinto seu carinho quando pensa que estou dormindo.

Mas ao mesmo tempo parece meio distante, como se não fosse mais se preocupar tanto comigo, ele não vai dizer, Hershel me alertou, então isso quer dizer que se estiver cansado não vai me mandar embora.

Os movimentos ficam mais intensos quando a angustia me domina, ele não me quer mais, é isso que parece, é isso que sinto, ontem só o vi pela manhã, depois de novo na cela, nem na refeição apareceu, além disso conversou com a Carol algum tempo.

Ela sempre está por perto afinal, são amigos assim como eu e Sam, mas acontece que ela quer mais do que isso, essa é a grande diferença, e se ele pensou melhor e quer também e não tem coragem de dizer porque sou uma grande idiota e não tenho nada que não seja ele?

Faria mais sentido e eu nem poderia condena-lo, porque ficar com alguém cheia de traumas e problemas se pode ter uma mulher livre que se dá bem com todos?

Ler seu comportamento, é isso que Hershel quer e só consigo ler que está me deixando aos poucos, ou a minha mente é uma grande traidora, preciso dar a ele espaço, preciso deixa-lo ir, isso é a coisa digna a fazer.

Eu fiz tudo que estava ao meu alcance, disse com todas as letras que o amava, fiz isso na frente de quem quisesse ouvir, fui até meu limite, agora só me resta sair de cena com dignidade.

Quando me dou conta não estou mais de pé e treinando, estou sentada, encostada na parede, os olhos molhados por lagrimas, como fui achar que tinha uma chance de superar as coisas do meu passado, ser uma garota comum que vive uma história de amor?

Se não podia antes porque poderia justo agora que o mundo acabou? Seco as lágrimas, mas não saio dali, é um bom lugar para se esconder um pouco, fico revendo tudo que aconteceu entre eu e ele.

Parecia tão bonito, verdadeiro, a gente sempre prende as coisas que quer dizer, mas sempre entendi que eram coisas boas, sentimentos de afeto, mas não, ele quer me deixar.

Já era meio da tarde, acho que posso me isolar aqui até escurecer, depois pego minhas coisas e vou dividir a cela com Larissa, com Sam não é boa ideia, Beth pode não gosta e afinal a cela era minha antes de Daryl sequestrar minha mochila.

Porque ele fez isso se não tinha certeza? Passei minha vida aceitando qualquer migalha que me ofereciam, nunca recebi muito e pode ser que não mereça, mas ele merece o melhor e se não sou eu, vou facilitar para ele.

Respiro fundo acalmando meu coração quando escurece. Vou sair daqui, pegar minha mochila e deixar Daryl livre. Sem chorar, sem fazer cena, sem ficar por baixo, só deixar que ele siga seu caminho.

Limpo o rosto, me controlo treinando a respiração e então fico de pé, rumo para o bloco C, não vai ser nada fácil ficar na cela ao lado da dele, mas eu aguento, sempre vivi no inferno, é esse inferno que nos separa, sempre foi, sempre vai ser, então posso suportar mais um pouco até que uma daquelas miseráveis bocas consiga seu intento.

Passo pelo refeitório evitando as pessoas, o clima estava tranquilo, a maioria já devia ter comido e se recolhido, as pessoas acordavam com o sol e dormiam sempre muito cedo por conta da falta de luz.

Subo as escadas para a cela com rapidez, pego uma muda de roupa e vou para o chuveiro, não quero que ele me veja de rosto inchado pelas lágrimas, melhor ele achar que estou enfrentando tudo isso bem, devo isso a ele, não vou preocupa-lo.

Volto para cela, está difícil fingir, ele ainda não entrou, devo espera-lo ou só avisar depois? Que coisa estúpida, porque não consigo ter uma conversa de gente e resolver isso? Por que sou um animal solitário, não é assim que Paul me descreveu para a filha? Não é assim que as pessoas me veem?

Pego a mochila na mão, o dia que ele a sequestrou me vem à mente, ele parecia me querer, suspiro, mordo o lábio.

─Tirou os pontos? – A voz dele chega as minhas costas e estremeço, aperto a mochila na mão sem me virar.

─Sim, Hershel disse que estou novinha em folha.

Tomo coragem para me virar, a mochila na mão, ele olha de mim para ela, sua expressão fica pesada.

─O que está fazendo? – Pergunta sem rodeios, engulo em seco, como se faz isso? Só quero me aninhar em seus braços, tenho vivido todos esses dias para esperar a noite chegar e fazer isso, quem sabe dou mais um tempo? Penso melhor, observo mais sua postura. – Não vai responder?

Ele tira a besta das costas, apoia na parede como de costume, acompanho seus movimentos me decidindo.

─Onde estava? – Que pergunta é essa? Me recrimino, desvio meus olhos, ele me encara estudando meus movimentos.

─Arrastando umas estantes, achamos a biblioteca ontem, te falei isso.

─Sim.

─Carol está organizando uma sala para as crianças lerem, coisa dela, eu só estava dando uma mão.

Bom agora fica bem fácil me decidir, Carol pode fazer o jogo que quiser para prendê-lo a ela, não sei brincar disso, não sei jogar, ela venceu, simples assim, não precisou se esforçar muito, eles têm uma família em comum, eu cheguei depois, não vivi os momentos difíceis com eles, não tenho chance.

─O que está acontecendo Abby? Porque está agarrada a essa mochila?

─Vou... eu... Vou dividir a cela com a Larissa, acho melhor assim.

─O que?

─É isso Daryl, melhor assim, acho que estamos só... Não sei, quero ir e vou.

─Porque se recuperou e não precisa mais de mim? – Seu tom é pura magoa, me ofende um pouco, machuca também, ele não precisava fazer isso, mas as pessoas de modo geral não costumam muito levar em conta se suas palavras me machucam ou não e sinto um profundo cansaço.

─É o que acha?

─É o que parece. O que pode ter acontecido além disso? – Queria atirar na cara dele tudo que aconteceu além disso e que ele não enxerga ou não se importa, mas de fato eu não sei fazer isso, tudo sempre fica preso em mim e isso me mata.

─Obrigada por tudo Daryl, melhor eu ir antes que fique mais difícil.

─Difícil? Porque ficaria difícil, parece bem fácil para você.

Será que ele pode imaginar o quanto me hipnotiza esse jeito que tem de falar com o corpo o que normalmente a boca cala? De como gosto de ver suas mãos e pés frenéticos em seus ataques? Será que Daryl Dixon tem alguma ideia do que provoca em mim?

─Eu... – Ergo a cabeça, só vivo me dobrando, ele não me ama, não se preocupa em me magoar, não dá a mínima, que se dane, posso fazer o mesmo, quem sabe até facilito para ele – Eu cansei, só isso.

─Rápido! – Ele diz com desdém, me olha irritado, com raiva de mim, me despedaça, machuca, só o que eu tinha era aquele olhar carinhoso e terno, cheio de preocupação – Ainda outro dia estava dizendo coisas... Ainda bem que não dei ouvidos.

Isso sim termina de quebrar meu coração, eu disse que o amava e ele nem deu ouvidos, foi tão difícil dizer, tão grande para mim, engulo em seco, o coração partido.

Lá está ele, andando de um lado para outro, todo cheio de fúria, engolindo as palavras, não dizendo, isso nos matou, o calar, mas agora é tarde.

─Eu sou assim, devia saber, me envolvo com alguém e... logo passa, enjoo – Só quero me livrar daquilo e me encolher num canto para chorar, deixo que pense em mim como uma vadia qualquer que brinca com os homens.

Pov – Daryl

Eu fiz tudo para deixa-la livre, para dar espaço, tive tanto medo de pressionar demais que talvez tenha até ficado longe demais, mas estava feito um idiota querendo mantê-la comigo, fui mesmo um tolo em achar que bastava dar espaço a ela.

Abby não quer só espaço, quer seguir sozinha, ao menos é isso que parece querer me dizer quando a vejo com a mochila na mão prestes a partir, me magoa saber que não passou de uma mentira, que ela só estava perdida e viu em mim uma taboa de salvação, que agora se recompôs e está me chutando, até ai nenhuma novidade, quando não fui chutado?

Cresci com isso, com os chutes que a vida me deu, já devia ter me acostumado, mas com ela é diferente, machuca mais do que todos os outros, magoa, rasga por dentro, eu não era o tipo que sonhava, sempre vivi com os dois pés firmes no chão, sabendo exatamente onde era meu maldito lugar na porra dessa vida.

Abby me fez sentir diferente, me fez sentir importante, imprescindível como ninguém nunca fez, cada pequeno movimento dela mexe comigo, me convida e deixei acontecer, mais do que isso, lutei para acontecer, quebrei muitas barreiras, claro que não todas, mas tinha esperança.

Fico furioso, magoado, irritado, tudo junto, andando de um lado para outro com a cabeça a mil, ela não me ama, foram só palavras soltas no meio de uma crise de medo, algo a se apegar no meio de seu desespero.

Tudo faz sentido, me destrói, então ela muda tudo, uma frase e tudo aquilo ganha novo sentido.

─Eu sou assim, devia saber, me envolvo com alguém e logo passa, enjoo.

Não tem mais ninguém, nunca teve, porque me diz isso? Abby está mentindo, ela tenta passar por mim, eu a seguro pelo braço, ela estranha o toque firme, me encara.

─Enjoa? – Pergunto me aproximando sem solta-la – Quer dizer que fica um tempo com um cara e depois cansa? – Ela desvia o olhar porque não consegue mentir olhando nos meus olhos.

─Exato.

Mais uma vez tenta andar, minha mão envolta de seu braço continua firme a impedir, ela para, não se move, não me encara.

─Melhor me deixar ir. – Já não tem tanta firmeza na voz, está agora mais assustada, indecisa, gosto disso, da sua fragilidade, preciso dela agora, chega de perder, de abrir mão sem lutar.

─Do que enjoa primeiro? – Eu a trago para mim, a mochila se solta de sua mão com o movimento, colo meu corpo ao dela, tanto que ela fica com o rosto junto ao meu, os olhos arregalados e confusos – Vamos Abby, o que enjoa primeiro?

Me movo e a prendo na parede, ela não desvia mais o olhar, minha mão livre corre por seu corpo, sobe até a nuca, beijo seu pescoço, desço meus lábios sentindo o sabor de sua pele.

─Gostava quando os outros caras faziam isso? – Sua respiração altera na mesma hora, encaixo seu corpo ao meu, minha mão solta seu braço, ela não parece mais querer fugir, desce lentamente até a coxa desnuda em seu short sensual – E isso, quando eles tocavam assim seu corpo. Se sentia assim como agora?

Beijo seu pescoço enquanto as mãos ficam livres para percorre-la. Senti falta de toca-la, todos esses dias com ela em meus braços sem poder toca-la assim, com medo de machucar Abby mais do que já estava, minha mão entra por sua blusa, alcança seu seio.

─Daryl, eu... – Ela não termina a frase, suas mãos que pareciam querer me afastar agora relaxam.

─Não teve outros Abby. – Tomo seus lábios, beijo Abby como nunca fiz antes, vasculho cada canto dela, suas mãos que já não ofereciam resistência agora procuram minha pele. – Nunca vai ter.

Ela me olha nos olhos, me deseja, seus olhos não negam, tanto quanto eu, está em meus braços, não foi um delírio, ela me ama, foi real e consciente.

─Porque está fugindo? Não quer ir, nunca quis – Meu rosto cola ao dela, mau conseguimos respirar dominados pelo desejo, mas antes preciso saber, quero ouvir, não paro de beija-la, tocar seu corpo, pressiona-la contra mim, ela arfa.

─Você se afastou, não se importa, eu disse como me sentia e se calou.

─Palavras, sempre querendo palavras! – Beijo Abby mais uma vez, como isso pode não ser uma confissão, ela não sabe tudo que já venci para estar aqui, lutando por ela?

Notas finais
O próximo é uma fofura só, já escrevi. Eu sei a Abby é meio maluca, quem deixa Daryl Dixon? hahahahahahahhaha Espero que tenham gostado, comentem. Beijos