Hell Between Us

37 Capitulo 37 - Solitária, mas nem tanto.


Notas iniciais
Oi gente!! Eu não pretendia postar aqui hoje, mas como é aniversário da minha linda Larissa, então quis postar para poder desejar um lindo aniversário cheio de boas suspresas e muitos amigos!!!!!!!!!!! Beijos LARISSA! PARABÈNS!

Pov – Daryl

Foi uma noite bem difícil, Abby teve pesadelos, se mexeu, choramingou e resmungou muitas vezes, se me movia ela me puxava em seu sono agitado como se tivesse medo de ficar sozinha, claro que não vou dizer isso a ela, só quando já estava quase amanhecendo é que realmente relaxou e pude dormir mesmo.

Além disso ainda teve o ciúme de uma adolescente que ela nem mesmo viu, nunca vou entender isso, o que leva Abby a sentir ciúme de mim, essa coisa de relacionamento é um mistério que acho que nunca vou desvendar, me movo ouvindo o barulho dos movimentos na prisão, as pessoas já em seus afazeres.

Melhor pegar algo para Abby comer e chamar Hershel para dar uma olhada nela, olho suas mãos o pulso ainda está marcado, com cuidado procuro o ferimento na cabeça, quando toco ela se move, afasto rápido a mão, ainda está enorme e deve doer ou ela não se moveria com o simples toque.

Penso naquela mulher tocando Abby, como se não bastasse todas as memórias do passado. Se tivesse ido comigo como queria nada disso teria acontecido, eu a coloquei em risco quando achei que a estava protegendo e nunca me perdoaria se não tivesse chegado a tempo.

Mas agora nossa vida vai começar, ela vai se recuperar e voltar a ser a mulher independente que anda por ai feito a rainha do apocalipse e talvez eu até sinta falta dessa fragilidade.

O fato é que ser necessário me faz bem, gosto de saber que ela precisa de mim, que me escolhe sempre, que está aqui, mas preciso ter cautela, Abby não gosta de rédeas e se tentar domina-la então ela vai correr para longe, não posso aceitar isso.

Me movo tentando deixara a cama sem incomoda-la, ela se enrola em mim ainda mais.

─Não quero virar, não está doendo! – Abby reclama sem abrir os olhos.

─Eu não falei nada! – Tudo ela acha que estou mandando nela.

─O que? – Ela abre os olhos confusa, me encara e preciso me acostumar que fala dormindo, passo a mão no rosto.

─Nada.

─Achei que estava falando comigo – Ela suspira, se move na cama, testa o corpo e logo se encolhe mais uma vez com a cabeça em meu peito.

─Vou pegar algo para você comer e chamar o Hershel.

─Não precisa, eu vou descer.

Refreio meu desejo de exigir que fique na cama.

─Tudo bem.

─Mas estou com preguiça agora – Ela fecha os olhos de novo – Só mais um pouquinho aqui.

Ela se move, esconde o rosto na curva do meu pescoço, pela manhã é sempre suave e carinhosa, queria que fosse assim o tempo todo, a rainha do apocalipse lá fora, quando enfrentamos os zumbis e essa doce mulher quando estamos juntos, mas sei que quando realmente abrir os olhos e despertar ela muda um pouco, assim como eu não é boa com demonstrações de afeto.

─Alguma dor?

─Nunca mais vou baixar a guarda, nunca mais vão me pegar desprevenida! – É a resposta da lutadora.

─Está certo, mas o corpo, o que dó?

─Tudo, mas logo vou me sentir melhor. – Abby suspira, depois se afasta – Eu sei, a vida nos chama, melhor a gente descer.

─É o jeito! – Ela se senta, toca a cabeça, isso me preocupa um pouco, mas o fato é que se passaram mais de vinte e quatro horas, então acho que nada mais pode dar errado.

Deixo a cama, ela fica de pé logo depois, sente o chão, dá uns passos insegura, porque tem que ser tão dona de si? Seria tão mais fácil ficar mais uns dias de cama e depois se aventurar pela prisão.

Ela pega as espadas, não desgruda delas por nada no mundo, me espera e já acho isso um milagre, normalmente corre escada a baixo, quando deixamos a cela ela para um instante em frente a cela ao lado, mas Sam já não estava mais.

─Desenvolvi um bom método para descer, veja como nem movo a perna – Respiro fundo assistindo sua tentativa de descer. A perna ferida vai primeiro, realmente não dobra, depois a outra, no segundo degrau ela me encara esperando um elogio eu acho, sorrio de má vontade, depois arrumo a besta nas costas.

─É muito bom esse seu método – respondo quando a ergo nos braços e termino a escada em dois segundos – Mas o meu é ainda melhor.

Assim que chegamos no andar de baixo ela me agradece por entre os dentes, chegamos ao refeitório e antes que qualquer um dos dois pudesse dizer qualquer coisa a garota nova corre para Abby.

─Abby! – Ela envolve Abby pela cintura, chora desconsolada assustando e confundindo todo mundo, Abby que é como eu fica imóvel, não retribui, apenas se deixa abraçar – Não acredito que está aqui, é tão bom ver um rosto conhecido.

A menina não desgruda dela, soluça e chora como se Abby fosse sua taboa de salvação.

Abby me olha pedindo ajuda, dou de ombros, não sei o que fazer, ela encara Sam e Beth que como são parecidos fazem sem querer o mesmo gesto incentivando Abby a abraçar a menina, ela obedece de modo confuso, atrapalhado e é como me ver, eu agiria igual, sempre fico atrapalhado se alguém se aproxima muito.

─Larissa! – Ela diz envolvendo a menina – Está tudo bem. – Olho para ela, meu rosto é uma interrogação – O homem que me ajudou, mestre Ioda como você disse, é o pai dela.

─Ele morreu Abby, meu pai, minha mãe, meus irmãos, todos eles mortos! – Ela soluça – Achei que morreria sozinha, nunca pensei que veria alguém conhecido de novo.

─Sinto muito! – Abby responde, faz um carinho nos longos cabelos castanhos, a menina se afasta um pouco e a encara – Está segura aqui, está tudo bem, vem beber uma água e se acalmar.

Logo Sam estendia uma caneca com água, ela toma uns goles. A garota tinha sido forte o tempo todo, mas acho que ver alguém conhecido a fez desmoronar, Abby a conduz até uma das mesas, elas se sentam.

─Ele não queria se juntar a grupos, não queria mais ninguém por perto, dizia que logo as pessoas virariam monstros, que filhos trairiam pais, ficamos sozinhos, meu pai achava que éramos todos fortes o bastante, treinados o suficiente, mas não foi assim.

─Sei que é difícil lá fora.

─Minha mãe foi a primeira, foi só um arranhão, nada demais, um zumbi a segurou pelo braço e meu pai cortou o braço do zumbi, com a katana dele, mas não adiantou nada, no dia seguinte veio a febre, não sabíamos nada disso, ela morreu.

─Eu sei Larissa, não precisa ser mordido, qualquer ferimento causado por aquelas coisas e é o fim.

─Minha mãe queria muito se juntar a um grupo, no começo encontrávamos sempre pessoas, ele dizia não, ela brigava com ele, dizia que ele devia ter levado você com a gente, que você era muito forte que ajudaria, mas ele dizia... – A menina se cala, olha para Abby, seca as lágrimas – Não importa, eles estão todos mortos agora.

─O que ele dizia? – Abby pergunta com a cabeça erguida, Larissa desvia os olhos – O que ele dizia Larissa? Não muda nada, só quero saber.

─Que você sempre foi a melhor com as duas Sai, que nunca ninguém te superaria, que tinha um forte instinto de sobrevivência, mas... Abby meu pai era... – Abby cruza os braços, não sei se para se proteger, se apenas se fechando para a garota até ter sua resposta – Meu pai dizia que você não conseguia conviver com pessoas, que não sabia e não queria, que era como um animal solitário.

─Você vai ficar bem aqui, essas pessoas são boas, não tenha medo, é seguro aqui.

─Abby você estava aqui e... – A menina aponta seu corpo – Se machucou.

─Isso foi pessoal, além disso já acabou.

─Rick... o líder de vocês...

─Deles! – Abby fica de pé – O líder deles.

─Ele disse que posso ficar.

─Você é só uma menina Larissa, claro que vai ficar – Abby se refaz do desconforto das palavras da garota, se aproxima dela e toca seu ombro. – Uma vez eu estive bem perdida, sozinha e acredite, com muito mais medo que você agora, seu pai me estendeu a mão, é hora de retribuir, não está mais sozinha.

─Ela vai entrar para nossa família ou a deles? – Sam pergunta, acabo relaxando, essa história de minha família, sua família é tudo da boca para fora – É sério, isso faz diferença, éramos só nós dois, os irmãos aventureiros, agora se ela for entrar então...

─Decidi ai com ela Sam, eu vou procurar o Hershel para agradecer.

Abby caminha para mim, estou encostado na parede olhando para ela.

─Tudo bem?

─Desisto de fugir do passado, está na cara que estou acorrentada a ele, vou ver o Hershel.

─Manda ele olhar essa sua cabeça, deve ter um jeito de fazer esse negócio melhorar.

Ela afirma sumindo para dentro do bloco, pego minha besta e saio com Rick para a ronda como combinamos, no começo ficamos silenciosos, apenas atentos ao ambiente.

─Ela parece melhor.

─Está. Ela é forte, muito mais forte que aquela mulher, mas a perda do menino é um problema, ela está bem culpada.

─Sim. Hershel andou falando comigo sobre essa coisa de aposentar a arma, ele vem insistindo nisso. – Rick muda de assunto, sabe que não gosto muito de falar de mim.

─Já sabe o que eu penso.

─Acha que agora as coisas se acalmam para você?

─Rick, meu negócio é aqui fora, já disse que acho que merece um tempo, que a menos que a gente tenha um problema grande você pode aposentar sua Colt, mas não vou cuidar das coisas lá dentro, lidar com as pessoas não é comigo, não quero ser líder de ninguém.

─Mas cuida das coisas aqui fora? – Ele pergunta e paramos de andar quando ouvimos passos arrastados no meio das árvores, uns minutos depois um zumbi se precipita, acerto uma flecha e ele tomba caminho para buscar.

─Sim, cuido das coisas aqui fora sem problemas, quem sabe não juntamos um grupo para decidir as coisas?

─Um conselho?

─Qualquer coisa assim, fala com o Hershel, ele vai saber resolver isso, e a Carol, sei lá, o Glenn, quem quiser ajudar.

─Boa ideia, acha que Abby participaria? – Dou de ombros, ela é difícil de se deixar envolver, depois da morte do menino está ainda mais arredia, mas nunca se sabe.

─Convide – Eu proponho, ele afirma.

Andamos um bom tempo, nem sinal de problemas, tudo parece tranquilo e voltamos, rondas seria boa ideia, não é bom deixar o perímetro descoberto.

Na volta me envolvo no trabalho de ajudar nos consertos e melhorias, agora que tudo parece ter se acalmado podemos pensar em deixar esse lugar bom o bastante para vivermos.

Evito andar atrás de Abby, não quero que ela se sinta muito pressionada, mas cada um que passa vindo do bloco pergunto por ela, Sam, Maggie e Beth, até mesmo a pequena Larissa que agora parece mais calma.

Todos dizem a mesma coisa, ela está bem, então continuo o trabalho, Carol vem me avisar sobre a comida quando devia ser quase meio da tarde, vamos caminhando juntos para o refeitório.

─E então? Ela é sua namorada?

─Precisa mesmo de um nome? – Respondo um tanto impaciente, agora toda vez que encontro Carol ela quer falar sobre isso.

─Não! – Ela dá de ombros – Parece mais seu protetor de qualquer modo.

Não respondo, apenas olho para Carol sem entender muito onde ela quer chegar com isso.

─Ela parecia uma máquina de matar quando chegou, mas ultimamente não tenho tanta certeza, só a vejo sendo carregada por você.

─Vê muito superficialmente então Carol. – Apresso o passo – Ela matou aquela mulher, a mulher que estava nos traindo bem debaixo do nosso nariz, nos alertou sobre a possibilidade de ser algo maior do que parecia, por isso Beth conseguiu descobrir os planos de Selena, matou um dos homens antes mesmo de tudo começar, não sei o que esperava dela.

─Certo, só estava pensando se ainda é o mesmo.

─Sou, o que não é grande coisa afinal.

Chegamos ao refeitório, Carol toca meu ombro e sorri, ela bem que podia ser de novo minha velha amiga e não ficar se metendo na minha vida.

─É grande coisa sim Daryl, precisamos muito de você, sabe disso, as pessoas agora confiam em você mais do que em qualquer outro, não esqueça disso.

─Tudo bem! – Respondo me afastando, Abby estava numa mesa com Larissa e Sam, me aproximo, seu olhar parece cansado e adoraria arrasta-la para a cama, mas sei que ela detesta ordens, me sento a seu lado.

─Abby me deixou ir na próxima missão Daryl.

Sam me avisa orgulhoso, dou de ombros, não sei se gosto disso, mas até que ele se deu bem lá fora.

─Está bem?

─Ótima! – Ela mente sempre tão mal que devia apenas parar de tentar – Hershel disse que não tem mais nada que possa fazer e que o caroço deve sumir com o tempo.

─Tomou algum remédio?

─Não, aguento a dor, detesto dormir o tempo todo, acho que não sou forte para comprimidos, ou tomei demais na vida, sei lá, só não quero saber mais disso.

─Engolindo a vida a seco! – Sorrio para ela que concorda – Comeu?

─Estávamos te esperando – Larissa responde por ela – Abby disse que você é caçador, será que um dia me ensina?

─Quem sabe, não é muito seguro lá fora, melhor ficar aqui dentro.

Me levanto em direção as panelas, Abby me acompanha embora pudesse levar sua comida, se serve sob meu olhar, pega mais uma concha quando reviro os olhos.

─Satisfeito? – Pergunta de cara fechada, afirmo e voltamos, agora Larissa estava com Sam e Beth, ficamos apenas os dois em uma mesa – Ela é uma menina apenas, mas eu...

─Não quer ser responsável por ela.

─Acho que já provei não ser muito capaz de manter ninguém vivo.

─Mike não era sua responsabilidade, já Sam foi por um tempo e se não me engano ele parece bem vivo.

Ela se cala e começa a comer, mais uma vez suas palavras não condizem com suas atitudes, ela não vai desgrudar os olhos da menina, vai proteger e brigar por ela como faz com Sam e mesmo Beth, como faria por Judith, ela tem medo, mas não consegue evitar.

─Estava trabalhando? Não te vi hoje.

─Sim, saí com o Rick, depois fiquei cuidando das coisas lá fora.

─A Carol meio que não gosta de mim, não que me importe, realmente não ligo a mínima.

─Carol é só uma pessoa, e acaba de dizer que não liga a mínima, então siga em frente – Queria dizer que ela estava enganada, mas no fundo eu concordo.

─Acho que vou precisar voltar nas tumbas, será que iria comigo? – Os olhos escurecem com as lembranças, ela me encara.

─O que quer fazer lá?

─As chaves, acho que caíram em algum lugar lá em baixo.

─Estão de novo com o Rick, eles fizeram uma vistoria antes de subirmos.

Relutante deixo Abby depois de comermos, volto para o trabalho, quando nos encontramos de novo ela estava na cela olhando para a parede, já era noite, tiro a besta das costas, ela me sorri, está triste, muito triste, parece cansada, abatida.

─Oi – Me diz, depois se deita, me sento na cama preocupado, acho que quando ela melhorar tudo isso vai passar, mas até lá sinto que serão dias difíceis.

─Melhor?

─Não sei – Ela me conta e acho que só de não mentir já é um avanço – Deixei o Sam ir porque não posso proteger ninguém, acho que é bom ele simplesmente aprender a se virar. Talvez mestre Ioda tenha razão, não sei viver no meio de pessoas.

─Está se saindo muito bem aqui.

Me deito a seu lado, não que eu seja o cara mais simpático do lugar, mas vivo bem com todos e já fui completamente a parte, então acho que ela pode aprender.

─Gosto das irmãs Greene, e da Mich, ela me disse que vai partir amanhã, caçar o governador, as vezes acho que devíamos reunir um grupo e ir com ela.

─Pelo que apuramos ele é um maluco que está sozinho e possivelmente já está morto.

─Gente como ele não se deixa morrer, sempre fica de pé.

─Pode ser, mas sair em busca de um fantasma e deixar esse lugar desprotegido é burrice, se ao menos tivéssemos uma pista quente.

─Deixa isso para lá, nem consigo caminhar até o pátio, nem sei de onde tirei que podia caça-lo.

─Só mais uns dias.

Ela suspira cansada, eu a puxo para meus braços, nunca tive que acertar uma criança zumbi, mas sei como é ver uma, Sophia ainda está viva em minha memória, e o modo como fomos incapazes de protege-la, como nos tirou toda a esperança, demorei para me refazer e acho que Abby não vai sair dessa melancolia tão fácil, mas um dia vai passar e até lá eu vou ficar por perto.

─Tive medo de subir, quis vir descansar antes, mas não vim, fiquei lá até não aguentar mais porque acho que se fico sozinha as coisas ficam se repetindo.

─Sei como é, Sophia ainda me assombra ás vezes, mas não como antes.

─Acho que quando tiver minha vida de volta isso passa.

Toco sua cabeça ela faz careta, as marcas nos pulsos sumiram, a perna tem novos curativos eu observo.

─Checando as condições?

─Melhor que ontem.

Ela sorri, toca meu rosto, não disse mais que me ama, não vai dizer, foi apenas um delírio, mesmo assim foi a única a dizer, ninguém nunca disse, foi bom de ouvir mesmo sendo mentira, beijo Abby e é um inferno não poder ir mais longe, depois me afasto.

─Acho que é melhor você dormir. – É bem difícil tê-la em meus braços e não poder ir além.

─Eu não vou virar para a parede.

─Mandei você fazer isso? – Ela implica com esse negócio de parede, até dormindo fala disso, que coisa confusa essa.

─Mas ia mandar, sempre manda.

─Porque fica sobre a perna machucada e deve doer, não mandava antes.

─Está certo, esquece isso – Ela responde evitando uma briga, gosto disso.

─Larissa está aqui do lado, na cela que era sua, ela me pediu, disse que queria ficar perto de você.

─Sam de um lado, Larissa do outro, sou a solitária mais cercada de gente que já vi.

─O que prova que não é nem um pouco solitária mais.

Ela me olha pensativa, não sei o que se passa em sua mente, mas decido não tentar entender, beijo mais uma vez Abby, quero dar a ela espaço para ficar inteira de novo, mas isso não quer dizer que não vá beija-la toda vez que tiver uma chance.

Notas finais
É como eu disse, antes de novas aventuras vamos olhar um pouco a vida amorosa desses dois. Beijos!!!!!!!!!!!!!