Hell Between Us

33 Capitulo 33 - Batalha


Notas iniciais
Oi gente!! Espero que estejam bem e recuperados da MSF, aqui mais um capitulo, estou meio na correria aqui no trabalho, passei rapidinho só para postar, vou tentar postar em alguma fic até domingo, mas não prometo, muito trabalho essa semana, acho que vou trabalhar todo fim de semana, preciso adiantar umas coisas para uma semana de férias perto do natal.

Pov – Beth

Abraço meu pai quando o dia ainda não tinha clareado, seus olhos estão marejados, sorrio tentando parecer forte, estou me arriscando, mas não me importo, não quando isso deixa as pessoas que amo em segurança, as coisas são assim agora.

─Cuidado, não se descuide um segundo.

─Pode deixar papai, volto logo, cuida da Judy para mim.

Me afasto, caminho em direção a saída, Rick segura meu braço.

─Só vai se quiser ir Beth, podemos pensar em outra maneira.

─Eu quero! – Afirmo e ele me solta, Sam me envolve num longo e acolhedor abraço, ele sim me preocupa, porque Sam vai lutar, eu não, eu vou voltar para a segurança de nossas grades – Não perca a concentração lá fora.

─Não, eu fui treinado pela melhor, não se preocupe, te vejo mais tarde! – Nos beijamos, não me importo muito que temos uma plateia, apenas beijo Sam porque pode ser a última vez e quero guardar comigo seu gosto.

Deixo o bloco, está começando a clarear, me apresso até a abertura na grade, Selena me aguarda ali, olha de um lado para outro preocupada.

─Achei que tinha desistido – Ela diz quando me aproximo.

─Não, mas quase, sabe que Michonne vai sair daqui a pouco para uma daquelas buscas idiotas dela?

─O que tem isso? – Selena pergunta abrindo a grade, passo primeiro apertando com força a faca na mão.

─Sei lá, já pensou se damos de cara com ela? O que vamos dizer?

Ela passa, fecha a grade de novo, depois sorri para mim despreocupada.

─Seria uma grande coincidência, mas podemos dizer que quis treinar na floresta e eu me ofereci para ajudá-la, ela vai acreditar, eles acreditam em tudo.

─Certo!

─Pronta para sua grande aventura?

─Sim! – Aviso com um sorriso tenso que nem preciso fingir – Temos que voltar antes que sintam minha falta, se não meu pai vai alardear todos.

─Certo – Começamos a caminhar – Mas de que adiantaria? Soube que o grupo vai sair numa missão em busca de suprimentos, parece que vai quase todo mundo que é forte.

─Eu ouvi eles conversando sobre isso, mas você sabe, ninguém me dá ouvidos aqui.

Freio o tempo todo o desejo de olhar para trás e ter certeza que eles estão por perto, procuro parecer tensa, mas sem exageros, só o bastante para uma garota que fugiu de casa.

Não é tão difícil achar essa sensação, me senti assim quando acompanhei Sam na sua busca por Abby.

Um Zumbi se aproxima saindo de uns arbustos, Selena o acerta com sua faca, depois sorri voltando a caminhar ao meu lado.

─Falta muito? – pergunto uns minutos depois.

─Uns vinte minutos ao sul, vai gostar dos meus amigos, eram quinze homens mais ou menos, vamos ver quantos restaram, ficar aqui fora não é nem um pouco seguro.

─Verdade, onde os conheceu? – Pergunto apenas para distrai-la, não quero correr o risco de ela ouvir passos atrás de nós.

─Conhecia Steve da minha outra vida, antes da merda feder, então quando cheguei em Woodbury e comecei a me entender com o grupo passei a sair de vez em quando, o Governador sabia sempre quem era quem, ele sabia que podia confiar em mim para certos trabalhos – Trabalhos sujos eu penso escondendo o nojo – Um dia cruzei o Steve e seus amigos.

─E os levou para Woodbury?

─Não, eles podiam mais, bom não preciso te dizer como o Governador ela louco, eu sabia que logo aquele lugar iria sucumbir a sua demência, decidimos tomar o lugar, mas ele enlouqueceu antes e sabe o que aconteceu.

─Sei, fico pensando porque não assumiram o lugar já que não tinha mais ninguém lá, não era mais fácil?

─Não esteve lá, perto da prisão o lugar fica parecendo um parque aberto, além disso o desgraçado queimou tudo, Steve assistiu, então chegamos a conclusão que a prisão será perfeita, não tenha medo Beth, você será uma das rainhas do lugar, vai ter voz e poder e Abby vai estar fora do seu caminho.

─Confio em você Selena! – Meu sorriso é amplo, mas um tanto sinistro, sinto pelo seu olhar, ela pisca e se refaz, sorri de volta.

─Tem lindos olhos Beth, e um sorriso encantador.

Fico corada, desvio os olhos, não foi uma investida, foi um aviso, um tipo de recado assustador, seguimos mais um tempo, o dia agora completamente claro, dois zumbis surgem, ela dá um passo à frente, acerta um com a faca, chuta o outro que cai e ela se aproxima, pisa em seu pescoço, encara o monstro que tenta alcança-la sem saber o que se passa. Dentes podres, mãos escuras, olhos mortos, ela não fica tocada, ela sorri e enfia a faca em seu cérebro.

─Vamos, estamos perto.

─Beth! – A voz de Michonne dispara algo em mim, meu coração acelera, minha respiração também, agora as coisas estão prestes a acontecer – O que está fazendo aqui?

─Mich, eu... eu... – Olho para Selena pedindo ajuda, ela tem uma máscara fria de indiferença – Na verdade...

─O que anda acontecendo com você afinal? Sair assim, quem sabe que está aqui fora e tão longe de casa?

─Ninguém.

─Viemos treinar um pouco, ela me pediu e aceitei ajuda-la.

─Jeito estranho de treinar, vamos voltar, o grupo me mataria se soubesse que encontrei você na floresta e não levei de volta.

─Pode continuar seu caminho Michonne, levo Beth de volta.

Michonne puxa a espada, os olhos cintilam um pouco, aperto a faca na mão, com medo de uma confusão entre as duas.

─Continue seu caminho você se quiser, Beth volta comigo agora mesmo!

As palavras soam firmes e sem espaço para discussão, Selena meneia a cabeça, nos olha um momento e depois sorri.

─Vamos voltar todas, sempre posso me divertir de outro modo!

Mich caminha de volta o tempo todo uns passos atrás, eu ao lado de Selena fingindo olhares cumplices, mas algo me diz que ela não desistiu, algo em seu olhar revela um novo plano se formando, espero que possa descobrir a tempo, ou que o grupo possa vencer a guerra lá fora.

Assim que entramos ela corre para o bloco, eu e Michonne nos encaramos um longo momento.

─Acha que ela engoliu?

─Não sei, mas vamos ficar prontos aqui, pega a Judy e seu pai e fica com o pessoal no bloco D, eu vou ficar com o Carl aqui fora, se tiver problemas se tranque, arme quem puder, e espere.

─Ok, e a Abby?

─Deixe ela na cela, talvez ela precise me ajudar aqui fora, se tudo ficar bem é melhor que esteja na cama assim não inventa de sair por aí.

─Certo.

─Sem alarde Beth, faça parecer que tudo está bem, não vamos criar pânico.

Concordo e vou fazer o que me pede, dói meu coração pensar, mas não tenho escolha. Meu pai está com Judy nos braços no refeitório, me abraça carinhoso, mas ainda não podemos ficar aliviados, Maggie está lá fora e todos os outros.

Pov – Daryl

O modo como ela pede que não me afaste mexe comigo, meu coração se aperta quando ela é tão delicada, quando demonstra que precisa de mim, eu a envolvo mais, não sou o tipo delicado, mas com ela estou sempre tentando ser.

Ajudo Abby a se despir, não sei se um dia vamos estar assim novamente, ela fica cada vez mais carinhosa, não sabia bem como era isso, essa coisa emocional, sempre foi só físico, mecânico, mas agora penso nela, em como se sente, em como posso faze-la feliz.

Me movimento dentro dela de modo lento, preocupado em não feri-la, querendo que dure a eternidade, ela suspira em meus braços, se deixa levar pelo desejo, diz meu nome, me beija, fico o tempo todo com os olhos fixos nos dela, mesmo o êxtase vem de modo suave e diferente, eu a amo, devia dizer, talvez nunca tenha outra chance, estou indo para uma guerra, mas não consigo, então demonstro num longo beijo que sela esse momento perfeito.

Devíamos dormir, mas nenhum dos dois pode e ficamos apenas ali, sentindo um ao outro, trocando beijos, é o momento mais terno que já tive na vida.

─Tudo bem? – Pergunto afastando seus cabelos enquanto os olhos verdes me estudam.

─Não, não quero que vá, não quero ficar.

─Não quero ir, não quero que fique, mas não temos escolhas.

─Promete voltar?

─Prometo me esforçar, não posso garantir nada eu... – Me calo quando os olhos de Abby marejam e sei que é por mim, por Sam, e por todos que ela disse não querer por perto, ela tentou fugir, mas não pode e agora sofre, beijo Abby.

─Cuida dele para mim?

─Ele vai ficar bem.

─Eu não sou uma boba chorona, eu não sou fraca assim, eu juro é só...

─Sei disso, já disse tantas vezes, tudo bem chorar as vezes, tudo bem gostar das pessoas e se preocupar com elas.

─Fica Daryl, deixe que venham.

Acho que nunca vi Abby tão abalada, me machuca não poder atende-la, então eu a envolvo, beijo longamente.

─Dorme um pouco.

─Não, vou ficar olhando você, quero te ver partir, abraçar o Sam, nunca dura muito para mim, sempre acaba, eu não devia ter deixado acontecer.

─Não tem nada acabando, está muito pessimista, tudo pode acabar bem e rápido, então não se preocupe, fique armada, atenta e nos espere, seja lá como for não vai demorar muito.

Ela se abraça mais a mim, enrola as pernas entre as minhas, não está preocupada em se esconder, preservar, para alguém sempre forte como ela se ver indefesa é assustador, Abby não gosta das fragilidades humanas, acha que é apenas fraqueza e isso a atinge de modo violento.

─Tenho que ir.

Ela me beija, me abraça e quando levanto da cama com dor no coração ela faz o mesmo.

─Quero te acompanhar, não me obriga a ficar aqui, não sei esperar, não sei assistir eu posso ser útil.

─Vai ser útil mantendo esse lugar seguro com a Mich, sabe que precisa ficar aqui.

Ela me beija antes de descer, eu a levo no colo até o corredor no andar de baixo, Beth falava com o pai, o grupo já estava reunido, ela abraça Sam.

─Se morrer eu...

─Corta minhas orelhas, minha língua e eu sei, aquela outra parte que só ameaça nos momentos realmente críticos.

─Sim e vou começar por ela, então concentra, não esquece de tudo que aprendeu e cuidado com a retaguarda, tiros convidam zumbis, não quero um herói, quero um irmão, não é isso? Não era assim que queria, que fossemos os dois uma família, nós somos Sam, então se cuida.

─Vou me cuidar, obrigado por me deixar ir, por confiar em mim.

Eles se abraçam mais uma vez, as vezes as coisas que ela me faz sentir me assustam um pouco, me sinto comovido com aquele momento, já vinha aprendendo antes dela, mas agora as coisas ficaram mais claras e esses sentimentos confusos que me invadem as vezes me deixam sem saber como reagir.

Antes de partir aceno, caminho para o pátio com um pouco de raiva de mim, por não envolve-la nos braços e dar um longo beijo, mas não sei ser assim e nem ela sabe e seria mesmo estranho ficarmos nos agarrando no meio do grupo um minuto antes de caminhar para uma guerra, isso pode ser bonitinho nos filmes, mas aqui é a vida real e na vida real isso é bem constrangedor.

Afasto Abby da minha mente, agora é hora de pensar em manter Beth segura e enfrentar uma guerra, vou seguindo seu rastro com o grupo silencioso logo atrás de mim, Beth deixa todo tipo de rastro que consegue, pés firmes no chão, plantas quebradas, além disso posso vê-la vez por outra por entre as plantas.

Uma hora de caminhada, o tempo todo em silencio, trocando apenas olhares e sinais, então sinto a vegetação remexida, marcas de botas, uma clareira não deve demorar a surgir e imagino que é lá que estão, preciso parar Beth antes que a coloque em risco, faço sinal a Mich, ela concorda, depois dá a volta e assistimos seu encontro com Selena e Beth.

Elas conversam um instante, aponto a besta quando Mich puxa sua espada, mas então elas seguem para a prisão e ficamos apenas nós.

─Somos sete agora, vamos encontra-los, descobrir quantos são e como podemos agir.

Tyresse não é o tipo que gosta de estar aqui, ele não foi feito para a violência, Sam é um menino ainda, bem treinado e cheio de vontade, mas um menino, Sasha, Glenn e Maggie sei que estão prontos, Rick é um líder mesmo quando não quer ser e sabe como agir nessas horas, o que me preocupa é esse James, não o conheço, vi duas ou três vezes na prisão, ajudando sempre, isso é verdade, mas não sei se pode ter sangue frio e se não vai atrapalhar mais do que ajudar, mas Sasha disse que ele estava pronto e precisávamos de ajuda.

─Vamos descobrir quem são e como se comportam, espero que não seja um número grande, só atacamos quando tivermos certeza, então silencio, se for preciso pegar um zumbi usem as facas.

Rick determina, depois me dá sinal e sigo na frente rastreando o resto do caminho. Não é longe, uns minutos depois vejo a clareira, está cercada por arames, cordas e alguns objetos a sua volta, Rick faz um sinal avisando que vai dar a volta, todos ficamos prontos.

Os homens que posso ver de onde estou parecem distraídos, conversam baixo em volta de uma pequena fogueira, vejo uma barraca, me movo um pouco, perto da cerca atrás da barraca de camping verde oliva uma moça está amarrada e amordaçada, um homem se aproxima dela, Ty está ao meu lado e sinto seu incomodo.

Eu o seguro pelo braço, não é hora de heroísmo, podemos ajudar a moça e ainda acabar com os caras.

─Escuta, presta atenção, vou tirar sua mordaça, não grita – O homem pede e ela aceita, sinto pena dos olhos assustados, do suor escorrendo por seu rosto, Maggie e Sasha trocam um olhar.

─Por favor me deixa ir – Ela sussurra quando a boca ganha liberdade.

─Calma, como é seu nome? – O homem diz também baixo, olhando dela para o acampamento.

─Larissa.

─O grupo vai se mover em breve, não concordo com isso, em ter você presa aqui, se fizer qualquer coisa vão me matar e não servirá de nada, tome – O cara tira uma faca do cinto, prende na bota dela – Quando estivermos caminhando será mais fácil, estaremos no meio de uma pequena guerra, vou deixar as suas cordas meio soltas, então você corre o mais longe que puder.

Ele afrouxa o nó das cordas, dá para ver que está preocupado e a garota apavorada, os olhos cheios de medo e dor, o rosto um pouco ferido, mas ela parece forte, é jovem, e se tudo der certo podemos ajudar quando acabar.

─Desculpe Larissa, sinto muito, não queria que fosse assim.

Ele a amordaça mais uma vez e se afasta com seu rifle, Rick retorna, nos afastamos uns metros, sempre abaixados e em silencio.

─Tem treze caras, ouvi um deles perguntando que horas vão partir, o cara disse que estão esperando Selena e a refém, Beth estava certa, mas eles começam a ficar ansiosos, acham que ela desistiu e querem ir assim mesmo.

Rick conta, nos olhamos atentos, é melhor atacar de uma vez.

─Eles têm uma moça com eles – Aviso a Rick, ele afirma.

─Eu vi, Sasha e Maggie ficam próximas a ela, quando começar, ela deve tentar fugir, deem cobertura, mas não saiam da formação, se ela puder se juntar a vocês ótimo se correr para longe não tem nada que possamos fazer, derruba-los é mais importante – Rick comunica, as duas concordam, olho para Ty ele não está nem um pouco feliz de estar aqui, além de ser o pior atirador que já vi.

─Ty, você cuida dos zumbis – Eu aviso ele afirma muito contente com a chance de não precisar atacar pessoas – Mas não esqueça, o plano deles é tomar a prisão, além disso, precisa saber que derrubaram pelo menos um acampamento, Lizzie e Mika perderam a mãe por conta deles.

─Vou ajudar! – Ele diz meio decidido, apenas meio decidido o que não é o bastante.

─Ok, vamos cercar o lugar, derrubar todos e voltar, se zumbis surgirem se não conseguirmos nos reunir por alguma razão voltar para a prisão é a prioridade.

Concordamos, puxo Sam pela camisa, ele me olha quando já se afastava.

─Você fica comigo, vou levar você de volta garoto, então não discute.

Ele não discute mesmo, me segue e nos posicionamos, a besta está nas costas, temos sorte de termos boas armas, rifles e metralhadoras, armas de longo alcance e precisão, faço mira, um homem sentado com um boné do exército, ele é o que parece carregar a arma mais pesada, aviso a Sam e ele faz sua própria mira em outro, quanto mais derrubarmos de primeira melhor, porque os outros vão reagir.

Escuto ao longe o assobio de Rick, e então disparo, o homem cai, mas uma confusão começa, gritos, tiros em todas as direções, correria, sei que quatro já caíram, consigo acertar um que tentava correr em nossa direção, ele não nos vê, mas quer fugir, o homem que pretendia ajudar a jovem atira em alguém do próprio grupo, mas o homem consegue atingi-lo também.

─Peguei um! – Sam me avisa, temos que nos mover, tem pelo menos mais dois homens escondidos no meio do acampamento.

James surge ao nosso lado correndo, tem um ferimento no braço.

─Sam ajuda ele! – Eu exijo e Sam apoia James e o deita no chão, depois continua atirando, então vejo Rick surgir no meio do acampamento – Que merda! Fica aqui e me dá cobertura.

Passo pelos arames também a arma em punho, conto com os outros nos dando cobertura, dois corpos se amontoam, mais um parece estar por baixo, Rick me encara, está na cara que o homem se escondeu sob os corpos de dois mortos.

Não é o tipo de coisa que goste de fazer, acertar um homem assim, escondido daquele jeito covarde, mas eles pretendiam tomar a prisão, e no fim, eles sempre voltam.

Me aproximo, eu e Rick baixamos nossas armas e disparamos uma rajada de tiros cada um, os corpos se movimentam pelo impacto da bala e então o rosto do homem surge por entre os corpos, os olhos parados denunciando seu fim.

─Mato a garota se não soltarem as armas! – Um homem diz com a jovem de pé, a sua frente e com uma arma na têmpora – Vamos, vão deixar a garota morrer?

─Por mim tudo bem! – Dou de ombros, não é verdade, claro que não, mas é bom que ele acredite.

─Não sei quem é ela e não me importo – Rick ergue a arma, quando vemos Sam vir em silencio por trás do homem com sua pistola erguida, evitamos qualquer movimento, rezo para o garoto não tentar negociar, quando está próximo o bastante ele me olha, quase pede autorização, faço um leve movimento e ele dispara, o tiro atravessa a cabeça do homem que cai diante de nós.

A garota fica imóvel, tremendo assustada, nesse mundo todo mundo sempre pode ser um novo inimigo e não parecemos ser muito amigáveis no momento, mas então Maggie corre até ela e a desamarra.

Diz palavras gentis e ela parece se acalmar, vencemos, estamos todos vivos. Começamos a caminhar para o centro do acampamento, cada um vindo de um canto quando um zumbi se atira sobre James mordendo seu pescoço, Sasha dispara derrubando o maldito, mas então mais deles começam a vir de todas as direções.

─Temos que ir! – Rick me puxa pelo braço, quando passa por James o homem estava morto em meio a uma poça de sangue, feriu a jugular, não há tempo para salvar alguém com um ferimento como esse.

Paramos diante do corpo, Rick acerta a testa de James com um disparo, não sei nada dele, de sua vida, de quem deixou para trás, mas ele veio até aqui, se arriscou, e o perdemos para as bocas podres e famintas que nos perseguem sem trégua.

─Sam! – Chamo o garoto que disparava em zumbis vindos de todos os lados enquanto eu e Rick olhávamos o corpo de James. – Vem!

Corremos apenas os três, zumbis surgiam de todas as direções e vamos cada vez mais nos desviando do caminho, não vejo o resto do grupo, mas torço para estarem todos fazendo o mesmo, correndo.

Penso em Abby e no que espera por Selena, uma vez ficamos em um grande dilema sobre um garoto e sua gangue, mas isso foi a mil anos, numa fazenda quando ainda éramos inocentes, agora as coisas são diferentes, Selena não vai ser expulsa apenas, ela vai para o mesmo lugar que seus amigos e será assim que der de cara com ela.

Paramos de correr, finalmente o número de zumbis diminuiu e podemos tomar fôlego.

─Temos que ir, aquela mulher está lá e não sei o que pode fazer! – Aviso tenso – Além disso nem sabemos se a Beth chegou em segurança.

─Sim e Daryl eu resolvo quando chegarmos, não quero que seja na frente de todo mundo – Rick me conhece o bastante para sentir que meu sangue ferve.

─Então seja rápido, não vou esperar.

─Vão matar Selena? – Sam questiona.

─Pode apostar! – Aviso, pego a besta que descansava em minhas costas, é hora de caminhar para casa – Melhor irmos de uma vez, temos umas horas de caminhada ainda.

Notas finais
Próximo POV metade Selena, metade Abby, acho que vamos ter um grande encontro entre elas. Comentem!!!! Beijos