Hell Between Us
25 Capitulo 25 - Primeiros passos
Notas iniciais
Pov – Daryl
Eu a entendo, sei que é cheia de traumas e que passou por coisas inaceitáveis, que essa mulher trouxe tudo de volta e que por isso Abby está confusa, mas isso não significa que tenho que me curvar a suas vontades o tempo todo, que posso fingir que não estou vendo o modo como tenta se destruir.
Ela me afasta o tempo todo e não sei como continuar com isso, o que fez hoje foi mais uma prova disso, me tratou como um desconhecido, me desafiou como faria com um inimigo, apenas para provar que pode fazer, se colocou em risco, deixou a todos e isso podia ter dado errado, ela poderia ter acabado mal, nós poderíamos ter precisado de suas espadas e ela simplesmente quis mostrar que é livre.
Que seja livre então, não sei lidar com isso, mal consigo entender o que eu sinto, nem mesmo consigo expressar isso, se vou ter que lutar sozinho então é melhor que acabe de uma vez, sou sempre eu caminhando para Abby, nunca ela para mim, nunca, nem um único passo.
As flechas estão mais do que limpas, mas fico repetindo o trabalho de limpar e conferir cada uma delas porque isso de algum jeito me faz sentir eu mesmo, coisa que não acontece quando estou com ela, Abby me faz sentir diferente, melhor e mais importante, faz parecer que precisa de mim e isso me contorce por dentro, muda a ordem das coisas para mim, mesmo assim que se dane, não dou mais nem um passo para ela.
Abby surge na porta da cela, olha para mim, depois para a mochila, odeio quando faz isso, odeio como parece sempre pronta para fugir, que vá se é isso que quer, passai uma merda de vida sozinho, posso suportar o tempo que me resta, nem deve ser muito mesmo, uma hora se vira uma esquina e acabou, está na boca de um deles.
─Eu não sou indefesa! – Ela me diz ainda de pé, parada na porta, indecisa sobre se entra ou sai, dá então uns passos para dentro – Não estava em risco, realmente eu sei me cuidar – O tom é suave, como que querendo se explicar, mas isso não muda o que fez.
─E os outros? Não pensou sobre os outros? Que podíamos cair numa armadilha e precisar de você? Que o armazém podia estar infestado e que talvez se estivesse conosco salvaria um de nós?
─Não, eu não pensei sobre isso, mas não aconteceu, estamos todos de volta.
─Sorte! – Digo guardando as flechas no lugar de costume, deixo duas na besta e me ergo – Apenas isso, sorte, quando vou lá fora, quando levo pessoas comigo, eu gosto que voltem.
─Daryl... – Ela me olha, está ali, parada na minha frente e tem aqueles olhos incríveis e sempre tão confusos e queria ser capaz de mudar aquilo, mas não sou.
─Disse que eu decido por todos lá fora e sim, eu faço isso, mas é também sobre mim que recai o peso de quando as coisas dão errado, eu os levo lá fora, se não os trago de volta então a culpa é minha!
Ela fica surpresa, claro que nunca tinha pensado nisso, vive sozinha e não compreende que é mais do que ficar vivo, e manter os outros vivos também.
─Sinto muito, não pensei nisso, só queria...
─Mostrar que a rainha do apocalipse não se dobra, era eu ali! – Me aproximo muito irritado, as mãos se movendo de um lado para outro – Não sou seu inimigo, não sou o Sam, não pode fazer do seu jeito e depois ameaçar arrancar minhas orelhas, sou seu igual!
Ela fica muda, espero mesmo que mude e aprenda, não posso fazer isso por ela, caminho para a saída, preciso de espaço, quero pensar e ficar sozinho.
─Está deixando a cela ou... Ou a gente? – Ela me pergunta e me volto para ela, é frágil, parece agora a brisa leve e inofensiva, não é nem de longe o furacão que me largou no meio da busca e caminhou feito uma deusa no meio da rua mais cedo.
─A gente? – Eu a encaro – Não tem a gente, tem eu, o cara que errou e se desculpou, que foi te buscar, que trouxe sua mochila para essa maldita cela – aponto e os dois encaramos a maldita mochila, depois voltamos a nos olhar – E tem você, o tempo todo se debatendo desesperadamente para fugir de mim e todo o resto. Não sei lidar com isso.
Eu deixo a cela, desço as escadas e passo pelo refeitório sem olhar para ninguém, paro no pátio decidido a subir um tempo na torre e pensar sobre tudo, Carol se aproxima.
─Achei que tinha sido um bom dia, voltaram, trouxeram suprimentos e armas, mas parece taciturno.
─Estou bem Carol, tenho que estar não é? Isso é só sobreviver afinal, alimentar pessoas e sobreviver.
─Talvez, pode ser, para mim pelo menos é, mas andei achando que era mais do que isso para você.
─Não vou falar sobre isso! – Aviso e ela sorri.
─Eu sei, nunca fala, mas devia falar com ela ao menos, quer dizer, acho que ela também não sabe que as coisas para você são confusas.
─Carol...
─Certo, não vou me intrometer, nem mesmo sei se gosto ou não da ideia de tê-la aqui.
Olho para ela e não gosto nada de ouvir isso.
─Mas é aqui que ela vai ficar! Diga que faço a guarda na torre essa noite.
Caminho para a torre, ou tento, por que no meio do caminho Sam me chama. Mas que maldição, será que não tenho direito a umas horas de paz?
─Ela não foi muito bem com o pedido de desculpas posso ver.
─Isso é entre nós! – Mas porque todo mundo acha que pode se meter nisso?
─Eu sei, é que Abby me salva e protege todo tempo, ela me mantem vivo e eu queria muito que tivesse uma chance, acho mesmo que você é essa chance.
─Não acho que ela concorde.
Nem sei porque dou ouvidos a esse garoto, ele acha que é o expert em Abby, só porque passou uns meses sozinho com ela, ele não tem a menor ideia do quanto ela pode tornar tudo difícil.
─Sabe, você podia desculpa-la mesmo o pedido não tendo sido muito bom, ela meio que está aprendendo ainda.
─Abby, não quer aprender Sam, esse é seu objetivo, não o dela, ela não deu nenhum passo em minha direção, isso cansa.
─Não! Caramba, é isso que acha? Nossa, não entendeu nada mesmo, as coisas vão mesmo muito mal, Abby já fez isso, tem feito desde que chegamos, sabe que, eu não devia falar, mas quero que dê certo – Ele olha em volta, estamos sozinhos, ao menos ninguém perto o bastante para ouvi-lo – Se disser a ela perco as duas orelhas e talvez a língua, mas é que... Bom! Teve as coisas ruins que aconteceram com ela naquele lugar e teve você, se é que me entende, isso foi um grande passo eu acho.
Ele se afasta e fico tonto com o que disse, encaro a torre e é um bom lugar para digerir o que me contou, subo e apoio a besta no chão, aspiro o ar fresco do inicio da noite, a cabeça ainda ferve, não sei o que pensar, claro que não quero ficar sem ela, tem algo entre nós que não consigo evitar, suprimir, mas mesmo assim não sei como agir, como fazê-la ver isso.
Penso nos olhos assustados dela no meio da noite, tão diferente de como é quando caminha com suas espadas, foi como estar diante da menina de dezesseis anos que foi atirada ao inferno, quis abraça-la, mas eu acho tudo tão difícil, gostei do modo como dormimos, gostei de tê-la ali, da sua pele, do cheiro dela, quase achei que podia ser diferente, que um dia talvez pudéssemos ser algo como um casal.
Aquilo é uma grande porcaria, eu tinha me decidido a passar por essa merda toda sozinho, não me dei nem mesmo chance de pensar a respeito, nunca olhei para nenhuma das mulheres de nenhum outro modo que não como irmãs, e então ela chegou e do dia para a noite foi tudo para o inferno.
Todas as minhas convicções, todas as minhas certezas, ela me olha e tudo dentro de mim perde a força e o sentindo e só tem ela, só tem o modo como me olha, parece estar sempre pedindo socorro e só quero resgata-la.
Escuto passos, avisei que faria a guarda da noite, que merda, será que aqueles dois não podem ficar uma maldita noite na cela? Só podem ser Glenn e Maggie, eles adoram esse lugar.
Nem me viro para olhar quando o alçapão se abre, eles que voltem pelo mesmo caminho.
─Daryl. – A voz de Abby chega a mim e me confunde, ela veio até mim? Me viro sem acreditar muito. – Eu... Estive esperando você descer, mas me disseram que vai passar a noite aqui, podemos descer e conversar um pouco?
─Podemos conversar aqui mesmo.
Não vou dar um passo em sua direção, não vou facilitar nada para ela, isso se ela quiser reverter isso, nem mesmo sei o que faz aqui, mesmo com as palavras de Sam, mesmo assim eu me forço a não ceder.
─Eu fiquei muito tempo sozinha, na verdade acho que eu sempre fui sozinha, porque mesmo quando tinha casa, pai e irmão, eles tinham uma vida e eu ficava meio de lado, então eu não sei muito viver assim.
Ela para de falar um instante, espera que diga algo, mas mantenho meu silencio.
─Quero ser diferente, mas não consigo, eu me defendo, eu sempre me defendo, sempre espero que a pessoa... Ela está aqui e fico me sentindo um pouco como antes e então eu quis... Quis provar que não era, que me virava, eu não vi você ali, eu vi o passado e me deu medo de acabar de novo presa, não fisicamente...eu digo... Presa no medo, eu já entendi que isso não muda nada, só queria mesmo dizer por que... Eu me importo com você.
As palavras dela mexem comigo, eu não quero ficar sem ela, a gente pode aprender junto, depois do que Sam me contou, as coisas ficam diferentes para mim.
Ela dava um passo para descer quando eu a puxo para mim, beijo Abby, apenas beijo, ela veio até mim e sei que aquilo foi um passo grande para ela.
Me afasto um instante, ela me olha, parece assustada, indecisa.
─O que foi?
─Não gosto daqui, aquele dia... Coisas se abriram e achei que você ia... – Ela para de falar, aquilo foi mais grave do que imaginei.
─Eu não vou deixar você aqui sozinha, não vou fazer de novo.
Dessa vez ela me puxa para si e me beija, sempre que estamos assim não sinto o inferno entre nós, é só aquele desejo me consumindo e somos mesmo iguais, meus lábios dessem por seu pescoço, ela suspira, suas mãos entram por dentro da minha blusa, me colo a ela que arfa, mas depois me afasta, ou tenta já que ignora seu movimento.
─Daryl, não estamos na cela, aqui é...
─O lugar perfeito! – Meus lábios voltam para os seus enquanto vou ajudando Abby com as roupas – O que acha que Glenn e Maggie fazem aqui?
Aquilo a convence, era tudo que ela queria, ser convencida e então estamos naquele colchão fino misturados a cobertas, nos tocando e descobrindo mais uma vez que ao menos ali, nos entendemos perfeitamente.
Me lembro do que Sam me disse, que Abby nunca teve ninguém e fica mais claro para mim o quanto relações são difíceis para ela e isso só me faz mais envolvido por ela.
Não sei como teria sido aquele dia se ela tivesse me dito, talvez nem tivesse acontecido, mas aconteceu, estamos aqui e quero que seja bom para ela.
Quem sabe com cuidado e atenção ela um dia possa esquecer o passado? Quem sabe eu possa esquecer o meu, mas então tudo isso desaparece da minha mente quando meu desejo por Abby domina e suprime toda a razão.
Abby fica mais livre ali, geme e diz meu nome, gosto de ouvir seu desejo posto em palavras, da voz roca, dos olhos brilhantes, nunca estivemos tão livres para sentir e experimentar, é de longe o melhor momento que já tive e tento grava-lo, sei que em dias ruins eles podem me alimentar de esperança.
Depois nos abandonamos ali, um ao lado do outro tentando trazer de volta nossas respirações, olho para ela e seu rosto está suave, ela sorri, é bonita de um modo que não consigo explicar, é sexy, principalmente assim como o rosto afogueado e os cabelos bagunçados, quase posso nos ver num quarto qualquer num mundo sem mortos, vivendo noites quentes.
─Posso ficar aqui com você hoje? – Ela diz com tanta naturalidade, não dói, não prende na garganta como quase tudo que dizemos, eu a trago para meus braços, ela vem de bom grado, se encosta em mim.
─Porque acha que te deixaria fugir? – Abby sorri, beija meu peito, se aconchega, gosto quando parte dela e não de mim, quando não tenho que ficar forçando uma aproximação.
─Por isso que Glenn e Maggie vivem aqui? – Ela pergunta e afirmo – Agora entendi, nunca tinha pensado muito sobre isso.
─Abby, lá na cabana, a primeira vez que nós dois... Como foi para você? – Não consigo esquecer o que Sam me disse e fico pensando que talvez pudesse ter sido melhor, não queria que ela levasse na memória a primeira vez de modo traumático, Abby se move para me olhar, tem uma ruga de confusão na testa, minha pergunta parece mesmo fora de contexto já que um mundo de coisas veio depois disso.
─Caçando elogios? – Ela pergunta com um sorriso.
─Não, apenas me pergunto se foi tudo bem.
Ela me olha de modo estranho, depois sorri mais uma vez e gosto que está leve, me dá esperança que isso de algum jeito pode começar a dar certo.
─Foi tudo bem, foi tudo... intenso!
─Dez zumbis te perseguindo também é intenso, nem por isso bom.
─Sam entendeu perfeitamente quando contei a ele! – Ela me avisa, e bom posso aceitar o intenso como suficiente.
─Sam não estava lá.
─Certo Daryl, foi perfeito, melhor do que achei que seria, diferente de todas as outras vezes que estivemos juntos, e quando preciso buscar algo bom e que me tenha feito feliz eu volto minha mente aquele momento.
Agora ela me deixou sem resposta ou reação, fico apenas calado com ela descansando em meus braços.
─Quero que seja a gente – Ela diz um tempo depois – Disse que não tem a gente, mas eu quero que tenha, acontece que vou fazer uma besteira atrás da outra e vai se irritar comigo e uma hora será a gota d’agua, e isso...
─Não vai acontecer, quer dizer, eu tenho meus problemas também, a gente pode fazer dar certo.
Chegamos a um acordo, vamos tentar levar isso a um bom lugar, não sei onde é, nem como se chega lá, mas o que importa é o caminho.
─Selena é perigosa, entende isso?
─O que quer dizer? ─ Seus olhos não escondem a magoa, talvez até algum medo.
─O apocalipse, ele fez pessoas boas se comportarem como monstros, mas não fez o oposto, os monstros eles apenas se aprimoraram, Selena era um monstro e continua sendo, tenho duas espadas, posso me defender dela, mas nem todo mundo aqui pode e ela é má e vai prejudicar alguém, ou todo mundo, não pode se enganar sobre isso.
─Acha que ela faria mal ao grupo? Mas o que poderia fazer?
─Vou descobrir, e quero que fique alerta, que deixe seu grupo alerta, eles não me dariam ouvidos, mas ouvem você.
─Meu grupo, seu grupo, não devíamos ser uma coisa só?
─Não tão rápido caçador, não me exige demais.
─Está bem, pelo menos seu grupo aumentou um pouquinho, já tem o Sam, a Beth e acho que posso fazer parte dele não?
─Pode!
─Como vai ser lá fora Abby?
─Não sei obedecer ordens Daryl, mas não vou nunca mais enfraquecer vocês, quando sair por essas grades com um grupo vou tomar para mim a responsabilidade de traze-los de volta, posso dividir isso com você, não posso oferecer mais do que isso.
─Eu não quero mais do que isso, temos mais mulheres fortes do que homens no grupo, aceito isso, não tem nada a ver com sexismo.
─Ótimo, porque isso seria mesmo inaceitável.
─Bom acho que já colocamos um ponto final em todas as questões pendentes não? – Eu digo quando aproveito para traze-la para mais perto – Acho que podemos aproveitar o que resta da noite.
─Parece um bom plano.
─Vamos ver! – Seus olhos estão mais verdes que nunca, acho que eles mudam de cor de acordo com seu humor e decido prestar atenção a isso, quero conhecer Abby, saber quem ela é por trás de todos os traumas.
Descemos assim que amanhece, acho que nenhum dos dois está disposto a enfrentar os olhares de todos, a prisão é um bom lugar para se viver, mas aqui, privacidade é uma palavra desconhecida.
─Se importa de sairmos mais tarde? – Abby me pergunta quando caminhávamos para o refeitório, tudo ainda silencioso e vazio, olho para ela meio incrédulo.
─Certo, isso foi bem estranho, não sei se me acostumo, melhor ameaçar minhas orelhas.
– Estou tentando fazer minha parte ─ Ela toca meu braço com um sorriso no rosto que me faz querer leva-la de volta a torre, mas me concentro no que tem a dizer. ─ Não gosto de pensar naquele acampamento que vimos destruído, não gosto da história que aquela família nos contou, sobre saqueadores ou o que quer que seja aquilo.
─As pessoas no acampamento estavam devoradas Abby, havia marcas de zumbis.
─Um acampamento atacado, sim, foi o que vimos, mas onde foram parar as armas? Quer dizer, zumbis atacam, devoram e seguem em frente, devia haver armas perto dos restos, não?
─Tem razão, podemos andar por aí, precisamos mesmo manter alguma espécie de ronda.
Rick se junta a nós e conversamos sobre isso, ele fica pensativo, logo a prisão está a pleno vapor e me separo de Abby, a conversa sobre Selena martelando minha mente e decido dar a ela um aviso, talvez seja mesmo uma ameaça, mas é bom que entenda a ordem das coisas aqui.
Encontro Selena saindo de sua cela, está sozinha e isso é perfeito, não quero assustar ninguém além dela, pego seu braço e a empurro de volta para cela, ela me olha um pouco confusa, não esperava aquilo.
─Se der um passo em direção a Abby está fora, vai pegar seu filho e cair na estrada, se ele tem alguma importância para você fique muito longe dela.
─Me larga! – Ela solta o braço, o olhar perplexo da lugar a um ar desafiador, sim, ela não é fácil e tem ali muito ódio. – Finalmente ela arrumou um protetor! – Selena me desafia – Sabe, eu podia ter tornado a vida dela no reformatório um passeio no parque, mas ela foi burra, agora aprendeu, um protetor é sempre boa ideia, e quando ele é o rei do lugar então isso é mesmo perfeito.
─Não sou o protetor dela, ela não precisa de um, encare com uma proteção a você, se Abby decidir acabar com você ninguém vai impedir, se qualquer um aqui for prejudicado por sua existência você está fora, então fique longe.
─Gosta dela? Dormem juntos? – Ela finge que não me ouviu – Eu sei como é, Abby é irresistível, vamos fazer o seguinte, fico longe dela, e você fica longe de mim, jogamos no mesmo time, então não me toque.
Ela deixa a cela e aquilo me assusta, a frieza, o desafio, ela é capaz de tudo e Abby está certa sobre ficar de olhos abertos, se não fosse a criança eu realmente a colocaria do outro lado das grades agora mesmo.
Mas existe uma criança e isso nos deixa de mãos atadas sobre ela, só nos resta esperar o próximo passo, é como um jogo de xadrez e odeio esse jogo, não tenho paciência para ele.
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