Hell Between Us

67 Capítulo 67 - Serenata


Notas iniciais
Oiieee Perdão pela demora, aqui está, espero que gostem, como já disse agora são as coisas se acertando para o fim.

Pov – Sam

Daryl vai pedir Abby em casamento, ou sei lá o que, isso é mesmo incrível, muito estranho também, tudo é bem estranho ultimamente, achávamos que tinha acabado o mundo e ele está recomeçando.

Eugene me ensina a mexer nos aparelhos, as placas para energia solar vão começar a ser instaladas amanhã e vamos dobrar o que temos, é incrível.

Penso em Larissa, minha irmãzinha, ela tinha que ter conseguido, era um pedacinho do futuro e agora... Meu coração se aperta, sei que um dia vai melhorar, foi há três dias, é normal nos sentirmos assim.

Abby então, nem sei como pode ser sempre tão forte, mas agora não é como antes, que ela escondia suas fraquezas e de tanto fingir força ficava forte, era assim quando nos encontramos, mas agora não, agora ela enfrenta as fraquezas e ainda assim é forte.

A pessoa mais forte que conheço, minha irmã, amiga, família. Já me sinto completamente em família com todos os outros, mas ainda assim dentro dessa família tem uma outra, um pequeno núcleo, eu e Abby e tudo que dividimos juntos.

Beth me vem a mente, e a conversa sobre Maggie ter filhos, não sei muito o que pensar, se um dia eu e Beth vamos ter uma família assim, com filhos, Bela e Judy provam todo tempo o quanto isso é perigoso, mas faria por Beth, se fosse importante para ela como acho que é.

Ela tem muito jeito com crianças, seus olhos brilham, ela brinca, canta e ri com eles, talvez em uns meses, se descobrirmos que podemos fazer então a gente possa falar sobre isso, nunca vamos nos separar mesmo.

─Chega por hoje Sam. – Eugene me desperta e desligo a solda. Tiro os óculos e suspiro, meus ombros doem. – Amanhã começamos cedo, em uma semana isso vai estar funcionando.

─Pensou no que eu disse sobre fabricar munição? – Eu pergunto e ele afirma.

─Seu plano é bom e possível, vamos ter que fazer umas adaptações, mas vamos conseguir, amanhã tenho uma reunião com o conselho e falamos disso.

─Então até amanhã.

Saio da nossa batcaverna, é como aquele nerd engraçado chama nossa sala de ideias e trabalho. Caminho para minha casa, quero ver Beth, dar um beijo nela antes de ir pedir a Abby para me ensinar francês.

Daryl só me mete em encrenca, mas por ela eu posso fazer, subo os degraus da varanda, abro a porta sorrindo e então meu sorriso se desfaz. Sinto uma raiva absurda me dominar.

Beth e Noah estão de pé e abraçados no meio da sala. Eu não acredito no que vejo, ela sorri quando me vê, tem a cara de pau de sorrir.

─Posso saber o que significa isso? – Nem reconheço minha voz de tão irritado, ela serra os olhos, sua expressão muda, vejo raiva, a mesma raiva que eu estou sentindo

─Sam... – A voz de Noah sai um pouco confusa, seus olhos arregalados.

─Nos deixe sozinhos Noah, por favor. – Beth pede e ele deixa a casa.

Ela caminha em minha direção, para na minha frente, é pequena, mas parece uma gata selvagem de tão brava, que se dane, também estou bravo.

─O que deu nessa sua cabeça estúpida? – Ela quase grita, Maggie e Glenn entravam, mas dão meia volta e somem por onde vieram.

─O que deu na minha cabeça? Chego aqui e está agarrada ao Noah no meio da sala! – Ela abre a boca, fica lívida e me empurra furiosa, dou um passo para trás, encaro Beth, ela ainda acha que pode ficar brava?

─Seu... Seu... como pode dizer isso? Agarrada? O que pensa que sou? – Será que fui longe demais? Não devia ser eu a estar tendo um ataque?

─Beth eu...

─Va embora Sam! Não quero falar com você, não quero ver você! É um idiota, um ridículo, Noah veio trazer a espada da Larissa, ele não sabia como entregar para a Abby, meu Deus ele amava a garota. Odeio você, odeio que enxergou maldade num abraço de amigo, que fez isso com ele no momento que ele sofre tanto! – Ela chora, me dá tapas e me empurra em direção a porta e está certa, fiquei cego, me esqueci que era o Noah, que ele tinha perdido Larissa há três dias.

─Desculpe Beth.

─Não quero ver você, nem falar com você, é um idiota, ouviu? Um grande idiota! – Ela bate a porta e fico na varanda com a maior cara de idiota do mundo, porque ela está certa, é isso que eu sou.

─Da um tempo para ela Sam, até a raiva passar. – Me viro e Maggie me dizia abraçada a Glenn. – Vou ver como ela está, vai ficar com a Abby.

Afirmo, não quero falar nada, então caminho para casa de Abby, tenho um nó na garganta, medo de perder ela para sempre, raiva de ter sido insensível e estúpido. Angustiado porque ela simplesmente se livrou de mim, sem mais nem menos, uma falha e ela apenas me expulsou de sua vida como se não fosse importante o bastante para me desculpar.

Daryl me abre a porta, agora eles trancam porque Bela é uma joia preciosa e precisa ser protegida. Passo cabisbaixo e ele não pergunta nada, só me segue até a sala.

─O que aconteceu Sam? – Abby me pergunta quando entro, olho para ela e se Daryl não estivesse ali eu bem que chorava.

─Beth me colocou para fora de casa. – Pego Bela do colo de Abby, coloco a pequena no chão, ela pode começar a aprender que Abby não é só dela, me deito no sofá com a cabeça no colo dela, é bom que Daryl não seja imbecil como eu, porque não vou sair daqui e nem ligo se ele tem ciúme. – Não vai lá gritar com ela e mandar ela me aceitar de volta? Fez o maior escarcéu com o Hershel, se lembra?

─O que aprontou? – Ela pergunta quando Daryl pega Bela no colo e se senta na poltrona em silencio, mas me encarando.

─Senti ciúme. Ela se ofendeu. – Abby mexia em meus cabelos, respira pensativa. – Não grita comigo, nem me ameaça, ela me bateu e tudo já. – Daryl ri, idiota. – Abby é bem forte Daryl, vai rindo para ver se um dia não apanha também.

─Conta em detalhes o que aconteceu para saber se corto as orelhas dela ou as suas.

Eu conto cada palavra, da hora que abri a porta até o momento em que ela bateu com ela no meu nariz. No fim protejo as orelhas, melhor garantir.

─Não precisa fazer isso, não vou cortar suas orelhas.

─Porque estou certo? – Me sento animado.

─Porque isso passa, e errou feio, mas ela talvez tenha exagerado um pouco.

─Bom saber. – Daryl diz olhando para ela.

─Abrace alguém e vai ver se sobram braços para manusear sua besta de novo. – Ela ameaça e prendo o riso, ele mereceu, fica rindo da minha desgraça.

─O que eu faço?

─Vem morar comigo de novo! – Ela diz e faço careta. – Certo, não custa tentar, amanhã se desculpa, eu vou falar com ela, mas não vou pedir nada, isso é com vocês.

─Talvez ela não me ame tanto, me mandou embora.

─Não foi para sempre Sam, Beth tem cara de anjo, mas é forte e decidida, geniosa como toda garota, vai ver está com algum outro problema, não sei, precisam conversar.

─Promete que amanhã vai ficar tudo bem e vou voltar para casa?

─Prometo te ajudar no que puder e te receber de volta se ela te abandonar.

─Melhor que morar na rua, mas quero a Beth de volta, eu a amo muito, não sei dormir sem ela. Consegue dormir sem o Daryl?

─Não estamos falando de mim Sam. Comeu?

─Fui expulso de casa! – Ela fica de pé.

─Temos pão e uns pedaços de carne, vou preparar um sanduiche para você.

As mulheres da comunidade faziam pães deliciosos, até que comer podia ser que diminuísse o vazio que estou sentindo. Fico com Daryl na sala.

─Abby já brigou assim com você?

─Não. – Ele responde aliviado. – Quando ela voltar com seu pão não esquece da lição em francês.

─Você não tem coração? Eu estou depressivo.

─Um pedido em francês pode convencer Beth.

─Está certo! –Suspiro, Abby volta, me entrega o pão e pega Bela que desce do colo de Daryl e caminha tropeçando para ela.

─Come e vai dormir, amanhã a gente acerta as coisas.

─Abby, tem uma coisa que quero dizer a Beth em francês, me ensina?

─Que adianta falar em francês com ela se ela não vai entender? – Eu sabia que a Abby era muito mais inteligente que eu e Daryl juntos, nenhum dos dois pensou nisso, trocamos um olhar discreto.

─É... É... Frances é a língua do amor, ela vai ficar emocionada que tentei, depois traduzo, pode me ensinar?

─Posso! – Ela sorri. – É bonito mesmo, e saber que se esforçou para aprender só para dizer a ela pode ser romântico. – Os olhos dela brilham um pouco, acho que Daryl vai se dar bem. – O que quer dizer?

─Eu te amo. Quer ser minha mulher? – Olho para Daryl, com um leve movimento de cabeça ele confirma que falei certo.

─Uhm, quer pedi-la em casamento? – Abby sorri. – Je t’aime. Voulez –vous me marier?

─Isso é eu te amo. Quer ser minha mulher?

─Mais ou menos, é eu te amo, quer casar comigo? – Olho para Daryl, sutilmente ele nega.

─Não Abby, tem que ser como eu disse. Eu te amo. Quer ser minha mulher?

─Porque?

─Que professora chata, ensina logo o menino! – Daryl diz ansioso, ela ergue uma sobrancelha, depois olha para Bela e sorri.

─Vamos ajudar a mamãe? É assim Sam. Je t’aime. Eu te amo. Vous voulez être ma femme? Quer ser minha mulher?

─Je t’aime. Vous voulez être ma femme? – Bela diz de modo simples e rápido, num sotaque que me parece perfeito.

─Vai ficar me humilhando pequena?

─Fala Sam? – Eu repito, uma, duas, três vezes. Daryl atento a cada palavra, Abby corrigindo e Bela repetindo com perfeição.

─Manda ela parar? A menina fica me humilhando de propósito! – Reclamo e Abby ri.

─Deixa de ser idiota. Vai mais uma vez.

Repito lentamente Abby falando comigo e melhora.

─Tenta aí Daryl? – Ele me fuzila com o olhar. Só queria ver se ele já aprendeu.

─Nem pensar que vou ficar enrolando a língua feito idiota! – Sinto uma leve e disfarçada decepção em Abby, aquilo é bem bom e acho que preciso de uma ideia boa assim para Beth me perdoar.

─A última garoto, capricha, a Bela já aprendeu.

Suspiro e repito, Abby aplaude e Bela faz o mesmo, não sabe muito porque, mas bate palmas também.

─Vou dormir. Fico no quarto da Bela, ela não usa mesmo, se a Beth não me quiser de volta ela vai dormir com vocês até os cem anos que aquele quarto vai ser meu.

Sigo para a escada, me atiro na cama e fecho os olhos, Abby vai adorar o pedido em francês. Que merda, tem que ter um jeito.

Escuto os dois subindo para o quarto ao lado, me reviro na cama sem conseguir pegar no sono, falta Beth do meu lado, aquilo é um tormento.

─Cantar! – Me sento. Abby gosta de francês e isso vai emociona-la porque Daryl vai se esforçar para fazer algo que ela gosta, não ele. Beth gosta de cantar. Salto da cama, calço os sapatos apressado. – É isso, vou fazer uma serenata para Beth e não vou esperar amanhã droga nenhuma.

Bato na porta do quarto de Abby, melhor avisar. Não pedir, apenas avisar e pedir um pouco também, ela é mulher, sabe das coisas. Só mesmo no meio de um desesperado momento de pânico para me convencer que Abby Coleman sabe dar conselhos amorosos.

─O Que? – Daryl abre a porta sem camisa e com a besta em punho, Abby senta na cama assustada, Bela choraminga no berço, acho que acordei todo mundo.

─Serenata Abby, eu vou fazer uma serenata para ela.

─No meio da noite?

─Sim. Tchau, não tranca a porta, vai que não funciona. Tchau!

Corro para a porta, saio apressado e caminho silencioso. Não sei muito bem nenhuma música de cor, não mais depois de tanto tempo sem isso, mas ela vai ter que me desculpar.

Já sei o que cantar, uma vez Beth cantou para mim e foi essa canção, gosto dela e ela sempre me vem a mente. Be Good é uma de suas preferidas.

Paro de baixo de nossa janela e começo a cantar alto o bastante para os zumbis do Alaska nos ouvirem, não sou bom nisso, o que torna tudo ainda mais romântico espero que ela se lembre.

As janelas começam a se abrir, Maggie e Glenn surgem na janela ao lado, Maggie sorri, acena e incentiva, Glenn faz careta, eu sei que está ruim, continuo, se ela não aparecer logo vou ter que cantar tudo de novo e aí aposto que vou acabar é do lado de fora do portão.

Quando a música chegava ao fim ela abre a janela. Será que ficou com medo da música acabar e eu ir embora? Termino com ela de olhos vermelhos e secando lagrimas me olhando lá de cima.

─Me desculpe Beth, eu amo você. Posso voltar para casa? – Ela cobre o rosto e não sei se foi um sim ou um não porque ela está chorando.

─Sobe logo lá e vai consolar ela, garoto burro! – Olho para traz e Daryl está com Bela no colo e Abby a seu lado. Sorrio, e corro para dentro.

Subo os degraus de dois em dois, abro a porta do quarto e Beth se vira, ainda está na janela, mas quando fecho a porta ela vem para meus braços, chorando.

─Desculpe Sam. Não precisava de tudo aquilo, sinto muito, achei que nunca mais iria querer voltar a me ver. – Eu? Como ela pode pensar isso. – Maggie estava tentando me consolar, mas não conseguia parar de chorar.

─Eu te amo Beth, foi ciúme e sei que não precisava sentir, desculpe.

─Também te amo! – Ela está quase me esmagando de tanto que me aperta fica bem difícil respirar assim e principalmente beija-la. – Me perdoa? Nunca mais faço isso.

─Nunca mais ensinou coisas bobas, eu juro, não vamos mais brigar, é muito ruim. Não consigo dormir sem você!

Me afasto um pouco ela sorri e chora e os olhos azuis brilham, eu beijo Beth, um longo beijo, é como estar em casa, sem apocalipse e nenhuma perda, me dou conta do quanto eu a amo, é muito e é para sempre.

─Quero que seja para sempre Beth.

─Também quero Sam, amo você e você canta muito mal, fere meus ouvidos treinados, da próxima vez pensa em outra coisa.

Rimos os dois. Volto a beija-la, minha garota linda com cara de anjo que de vez em quando é uma gata selvagem e agora que tudo passou até que gostei de vê-la tão brava.

─Bem que abriu rapidinho com medo da música acabar e eu ir embora! – Ela ri.

─Foi mesmo! Iria embora?

─Não. Eu ia cantar tudo de novo.

Pov – Abby

─Que grande confusão a desses dois. Acordaram toda a comunidade. – Daryl diz quando caminhamos de volta para casa, Bela adormecida com a cabeça em seu ombro.

─Foi bonito! – Ele entra na minha frente, eu tranco a porta e começamos a subir a escada. Encosto as duas sais na parede, claro que não sairia lá fora nem mesmo para ver Sam fazer papel ridículo sem elas. – Achei romântico e delicado da parte dele.

─Delicado é a Beth cantando, aquilo é tortura, ela abriu só para ele calar a boca, aposto que teria perdoado até o demônio.

─Acho que um pouco de carinho e romance não faz mal, mesmo no fim do mundo, uma surpresa é bonito.

Ele coloca Bela no berço, ela suspira se arrumando, beijamos seus cabelos mais uma vez, eu a cubro com cuidado e voltamos para a cama, me deito ao lado de Daryl, não vou para seus braços, me sinto chateada com seu cinismo.

Tudo bem ele não ser romântico, ele cuida de mim, é carinhoso e não quero, nem espero uma coisa assim dele, mas não precisa achar tudo uma bobagem.

─Não sabia que era assim. – Ele diz me olhando.

─Não? Vive me chamando de princesinha republicana, a garota da agenda rosa se lembra?

─A que escreve sobrenomes juntos para vez se combinam? – Ele faz careta.

─Essa!

─Beth sabe que ele gosta dela, os dois já disseram um para o outro, o resto é bobagem de adolescente. – Começo a achar que ele só quer me irritar, não é possível que pense mesmo assim.

─Já entendi Daryl, vamos dormir.

─Está brava?

─Não. Estou muito feliz, muito mesmo, os dois se entenderam, achei o momento bonito e agora estou com sono, já estava quando ele me acordou. Boa noite.

Me viro para o lado, fecho os olhos, claro que não vou dormir assim, tenho a porcaria da mania de dormir pendurada nele, não que ele mereça no momento, mas eu o amo, escolhi esse ogro para amar e ele é assim. Então eu só posso mesmo aceitar que Daryl nunca vai fazer nada assim, já disse que me ama. Pelo visto basta para ele.

─Vai dormir aí? Longe de mim?

Me movo para seus braços, não consigo mesmo ficar longe. Ele me envolve, beija minha testa e olho feio, beijo na testa é demais para mim.

─O que?

─Vá para o inferno! – Sou assim, zero paciência, me recosto mais uma vez em seu peito, sei que ele está rindo, Daryl Dixon ri de mim todos os dias de sua vida e não consigo evitar isso.

Acordo cedo, ainda meio brava com ele, nem sei se com ele ou comigo, eu sempre fico me fazendo de forte e fria e nunca me comporto como uma garota tola e romântica e por isso ele acha que não precisa.

Bem feito para mim, eu não demonstro, mas gosto de ser mulher, espero gentilezas e carinho, quero uma declaração de amor ridícula como a de Sam para Beth, lavo o rosto me olhando no espelho.

Está sendo ridícula Abby Coleman, Daryl é o cara mais gentil e carinhoso do mundo, cuida de você e sempre está perto quando precisa, não seja ingrata e não exija demais, ele não vai se comportar como um bobo só para te agradar, nem mesmo sabe que gostaria de algo assim.

─Mamãe! – Bela me chama de pé no berço, só de ouvir mamãe meu coração já se enche de amor e arrependimento, olho para ela. Pode ter algo mais romântico do que entrar nessa aventura comigo? Ele fez isso, sem pestanejar.

Pego Bela nos braços e volto para cama.

─Vamos acordar o papai? – Sussurro para ela. – Com beijinho? – Ela me beija o rosto. – Não. O papai.

Aponto Daryl e ela beija seu rosto, eu beijo os lábios, ela faz de novo e depois eu, é meu jeito de me desculpar por tolos pensamentos que ele nem sabe que tive.

─Que jeito bom de acordar! – Ele diz confuso abrindo os olhos e vendo as duas sobre ele.

─Bom dia! – Eu digo. – Bon matinée.

─Bon Matinée! – Bela repete.

─Achei que tinha ido dormir meio brava, mas acordou bem feliz.

─Achou errado, estou feliz e amo você.

─Que coisa estranha. – Ele diz cismado, mas me beija, depois beija Bela, e ficamos os três ali, na cama, brincando mais um pouco, Bela pede a boneca, Daryl pega para ela e ficamos olhando ela brincar.

─Será que Sam usou as palavras em francês?

─Acho que cantar já foi ridículo o bastante. – Daryl responde e meu coração até dói um momento.

─Vamos levantar Daryl, tenho muito o que fazer e a Bela deve estar com fome. – Saio de seus braços, nem consigo olhar muito para ele. Me sinto tão sensível quanto Bela, os últimos acontecimentos e a segurança desse lugar anda mexendo com as mulheres da comunidade de um jeito bem confuso.

Notas finais
Beijossssssss No próximo ele fala frances, Prometo. Comentem