Hell Between Us

65 Capítulo 65 - Mãe


Notas iniciais
Oiiiieeeee Aqui está o capitulo, primeiro desculpem pelo erro de postar no lugar errado. Sei que acharam que era esse capitulo então sinto muito. Agora quero mesmo é agradecer e dedicar esse capítulo a TATA OLIVEIRA DIXON, Fiquei muito emocionada e contente com a recoemndação. MUITO OBRIGADA, achei muito carinho e como forma de agradecer este capitulo é seu. RAFARIGGIS minha amiga linda! Não tenho como te agradecer a recoemendação em Caminhando entre os mortos então te agradeço aqui porque sei que vai ler a fic. Te amo sua linda, adorei seu carinho e também sinto falta da Alice. BEIJOSSSSSSSSSS TATA E RAFA!!! Obrigada

Pov – Sam

Toco com cuidado o rosto de Beth, depois do apocalipse qualquer toque mais forte nos leva a sustos, ela sorri mesmo antes de abrir os olhos, é tão linda que nunca me acostumo, sempre me sinto meio sonhando quando estamos juntos, como se fosse um milagre uma garota como ela me escolher.

Os olhos azuis abrem lentamente e o sorriso se alarga, sorrio de volta, dou um beijo leve em seus lábios.

─Você parece um anjo. – Conto a ela, que apenas sorri mais e depois se espreguiça esfregando os olhos. Beth olha pela janela confusa.

─Tem certeza que já amanheceu? Está meio escuro ainda.

─Eu sei. Abby deve estar de saída com o Daryl, quero me levantar e ir até lá dar uma olhadinha na Bela, não custa ficarmos de olho.

─Sam, você é apaixonante e apaixonado, já viu que nunca consegue gostar um pouco? Tem sempre que gostar muito?

─De onde tirou isso?

─É verdade, está preocupado com Larissa e Bela, acho fofo, já ama as duas, assumiu as meninas como parte da sua família, mas então se preocupa o tempo todo.

─Vem, vamos nos vestir comer qualquer coisa e ficar lá.

─Tudo bem. – Ela se põe de pé, nos vestimos.

─O posto está pronto, Rosita sabe muitas coisas também, foi bom ela dividir comigo essa função, deixamos bem arrumadinho e descobrimos que temos bons recursos.

─Legal! – Respondo colocando pasta de dente na escova. Nos olhamos pelo espelho escovando os dentes lado a lado, gosto muito dessa intimidade toda.

Descemos, Beth coloca um pouco de água para ferver, junto nossas armas enquanto isso. Não demora e logo todo mundo vai estar de pé, nos acostumamos a sair cedo da cama.

Estávamos bebericando o café quando Glenn surge assonado, Maggie o seguia.

─Já tem até café? Onde vão tão cedo?

─Vamos dar uma olhada na Larissa com a Bela. – Beth conta e todos me olham, dou de ombros, se tivessem um filho como pretendem eu protegeria do mesmo jeito, não tem nada errado nisso.

Agora já estava de dia, Daryl e Abby já deviam ter saído, eu devia era ter dormido lá, não sei porque não pensamos nisso. Mesmo Larissa gostando de Bela e sendo treinada ela é apenas uma menina de quinze anos, se Bela precisar mesmo ela não sabe muito o que fazer.

─A gente vai indo. – Digo tocando o ombro de Beth para apressa-la, Beth revira os olhos, acha meio bobo, nem ligo. Entrego sua pistola ela põe na cintura e acenamos, fecho a porta atrás de mim, um grito de socorro soa baixo, paramos nos olhando um momento.

Os dois alarmados, não tem outro grito depois, se Beth não tivesse ouvido também eu acharia que é coisa da minha cabeça.

─Vamos logo Sam! – Ela me apressa puxando a pistola, faço o mesmo, a rua está vazia e silenciosa, chegamos a porta de Abby, está aberta e corremos para dentro.

─Larissa! – Grito quando a encontramos deitada sobre uma possa de sangue.

─Ellen. Vai Sam, agora... Levou Bela. – Meu coração para de bater para retornar num salto de velocidade que me tira o raciocínio.

─Cuida dela! – Peço a Beth quando fico de pé e corro para fora da casa. Ainda escuto Beth sair gritando por socorro, mas corro em direção ao portão.

─Parada aí! – Perto do portão Ellen apontava uma arma para o guarda que fazia o mesmo, Bela chorava assustada em seus braços.

─Saia da frente George, vou embora.

─Deixa a criança no chão Ellen e abro para você.

─Vou atirar George, não quero machucar você.

─Não vai passar Ellen. – George ergue mais a pistola, faz mira, Bela aos gritos agora.

─Deixa ela ir! – Eu grito, não posso deixar que ele arrisque um tiro com Bela na mira. – Abra George.

George me olha, Ellen não seu foco é sair. Sem alternativa ele abre.

─Se afasta George, agora!

─Ellen tem zumbis lá fora. Está com um bebê, me deixa chamar o Bill. – O homem tenta convence-la quando se afastava do portão com as mãos erguidas.

─Bill não entende, ninguém entende, os zumbis não vão me pegar, sou protegida. Nada vai nos acontecer, não de novo.

Ela caminha para fora abraçada a menina, eu a sigo, nenhum momento ela olha para trás, nenhum momento Bela para de chorar desesperada sentindo toda a tensão. Chama pela mãe, pelo pai, meu coração se parte, seu choro vai trazer zumbis de todos os lados.

─Acorda as pessoas, mande me seguir. Vou tentar qualquer coisa. – Aviso seguindo Ellen, escuto o portão se fechar atrás de mim, Ellen desembesta a correr agarrada a Bela que chorava.

Faço o mesmo, tento me mante um pouco atrás ela vai ter que parar em algum momento, zumbis podem surgir de qualquer lado, preciso ficar atento, mas Ellen me dou conta parece saber onde vai e dez minutos depois avisto uma cabana com janelas quebradas e entulho a sua volta.

Um zumbi surge vindo da lateral, ela apenas grita, disparo derrubando o zumbi.

─Vá embora! – Ellen grita entrando no casebre.

─Ellen! – Paro diante da porta, não muito perto, só tenho medo de ela estar em risco, se tiver um zumbi lá dentro. – A casa está limpa?

─Vá embora! Não tem zumbi aqui.

─Vai chegar todo mundo Ellen, me entrega a Bela e fica tudo bem. Ela está chorando.

─Minha filha está segura agora, vá embora, tenho tudo que ela precisa.

─Não vou sair, os zumbis vão chegar, me dá ela.

Ellen surge na janela com Bela ainda em seus braços.

─Ellen. – Dou um passo em sua direção.

─Se tentar entrar aqui mato ela e depois me mato. – Ela encosta a pistola na costela de Bela e paraliso sentindo minhas forças me abandonarem, não sei lidar com isso.

─Eu não vou entrar, só afasta a arma da menina.

Bela chora sem parar, mistura as línguas, fala francês, pede pela mãe e o pai, tenta afastar o rosto de Ellen, fico ali, imóvel, olhando aquela cena desesperado por ajuda. Daryl e Abby, eles precisam chegar a tempo, se tudo der errado eles precisam estar aqui para tentar, ou se despedir.

Ellen está louca, não sabe o que faz e pode atirar na menina, nunca vai entrega-la.

Pov – Abby

Portão aberto, meu coração acelera, a imagem de Bela me vem à mente, algo deu errado, saco as espadas antes mesmo de Daryl parar a moto, Rick liderava um pequeno grupo. Michonne, Maggie e Glenn, Abraham, Bill e Tara.

─O que? – Daryl pergunta a moto jogada do lado de fora a besta já armada.

─Ellen enlouqueceu. – Rick começa e minhas pernas falham, sinto o sangue me fugir. – Sequestrou Bela, atirou em Larissa, Sam a seguiu.

─Para que lado? Quanto tempo?

─Saíram faz uns quinze minutos, por ali. – George responde. ─Ellen desembestou a correr, Sam estava com uma pistola e...

Não escuto mais nada, nem Daryl só corremos, minha mente trabalhando no modo assassino, fico pensando tudo que posso fazer com aquela vadia quando pegar meu bebê de volta.

O grupo nos segue, vão falando sobre Ellen, como aconteceu, o estado de Larissa, mas não consigo ouvi-los, eu só escuto meu ódio, meu medo, minha dor.

─Aqui! – Daryl aponta pegadas. Entrando mais em direção a floresta.

─A cabana! – Bill comunica. – Tem uma cabana nessa direção, abandonada, já usamos uma vez para nos esconder quando voltávamos e zumbis nos perseguiam, Ellen estava conosco.

Ele corre na frente e apenas o acompanhamos. Uns minutos depois avisto Sam, ele derrubava um zumbi com uma faca, escuto o choro desesperado do meu bebê, minha filha. Meu anjinho.

─Não se aproximem! Não se aproximem eu mato Bela e depois me mato! – Ellen grita fora de si quando nos aproximamos. Paramos todos diante da casa.

─Me devolve ela! – Grito, Ellen nega.

─Ela está louca, a arma vai e vem para as costelas da Bela, precisam ter cuidado.

Sam me diz num fio de voz. Um zumbi surge da mata, muitos virão, já tem três caídos. Michonne cuida do morto. Me concentro em minha filha numa interminável crise de choro nos braços de uma maluca suicida.

A vida sempre me alcança com seus intermináveis castigos, nada nunca pode ser apenas bom para mim. Meu coração está fora do ritmo, minha mente ferve e só consigo ouvir o choro de Bela.

─Meu amor, me deixa entrar ai com você. – Bill pede.

─Não! Fica longe, você não entende.

─Nossa filha precisa de você, vamos para casa, vai ficar tudo bem.

─Vou achar um novo lugar Bill, eu e Bela, depois eu volto para buscar vocês, ela é minha, foi Deus que decidiu isso.

─É minha filha! – Eu grito.

─Je te veux, Mamãe.

─Também quero você meu Bebê! – Meu coração dói, é de novo uma dor física me rasgando. – Je viens, mon ange.

─Não fala com ela! – Ellen grita. – É minha, minha filha! ─Bela estica os bracinhos.

─Papai. – A dor me faz dobrar.

─Shiu, vou pegar você Bela. – Daryl diz e sinto sua voz embargada. – Devolve Bela e deixamos que vá para onde quiser.

─Vou dar a volta. – Sussurro, dou alguns passos.

─Fica aí! – Ellen grita. – Se sair da minha visão mato a menina e me mato.

─Estou aqui. – Paraliso.

─Eu vou. – Michonne e Tara começam a se afastar.

─Ellen, isso vai encher de zumbis, eles estão vindo. – Rick avisa. Vão matar todos nós.

─Então vão embora, eles não vão nos pegar dessa vez, aquilo foi um erro, Deus sabe disso, mandou Bela para consertar as coisas. –Ela olha para Bela, agora seu choro é baixo, cansado, o rosto está suado, vermelho, meu anjinho está cansada. – Você tinha que me entregar minha filha e pronto, esse era o plano. Não viu isso? Olhe para você Abby. Não é uma mãe, é uma guerreira. Não sabe amar uma criança, não pode, você e suas espadas foram feitas para a guerra.

Talvez ela esteja certa, não sei ser uma mãe, deixei minha filha em troca de adrenalina, fui correr riscos quando podia ter ficado para cuidar dela.

─Não é verdade, não escute isso. – Daryl me diz parado ao meu lado.

Como posso duvidar, deixei Mike morrer, não consegui salva-lo, não impedi daquela vez e talvez não consiga agora.

─Eu amo a Bela, ela me escolheu, não vê? Ela quer vir comigo.

─Vai esquecer você, vai esquecer seu marido, isso passa, é minha.

─Mamãe. – Bela discorda, de novo me chama com a mãozinha pequena.

─Ne pleure pas. – Não chore meu amor. É só o que quero, os gemidos começam a se aproximar, escuto os passos, são muitos estão vindo em busca de nossas vozes e do choro de Bela. – Eles estão vindo, vão matar todos nós.

─Já disse, não vamos sair daqui.

─Vou matar você! – Me deixo tomar pelo ódio, meu sangue ferve e puxo as espadas das costas, fixo meus olhos em Ellen.

─Vê agora? Você foi feita para a guerra, nunca vai abandonar suas espadas, nunca vai ser capaz de se dobrar pelo amor de uma criança. – Eu não imploro mais, eu não me dobro mais, eu sou Abby Coleman eu fiquei de pé e nunca mais caí, não sei fazer isso. – Admita, seu sangue ferve, quer matar, caçar, não pode amar uma criança.

Zumbis começam a tomar o lugar, minha filha chora, os homens começam a lutar, um zumbi se aproxima da janela, Ellen dá um passo para traz de olhos arregalados quando se dá conta que não está protegida por Deus, que a fome dos mortos não vai poupar ela ou Bela.

Enfio a espada na cabeça do zumbi. Ele cai e Ellen se aproxima de novo da janela, Daryl luta a minha volta afastando tudo de mim, sinto os tiros, as facas e bastões, os homens e mulheres que não podem deixar o lugar lutando enquanto permaneço ali, de pé, encarando aquela mulher sombria que tem nos braços minha vida toda.

Meus olhos encontram os de Bela, cansados, tão verdes como os meus, eu a amo, posso implorar por ela, posso me dobrar, venci todas as guerras que lutei, sangrei e deixei sangrar, é minha família.

Solto as espadas, me ajoelho, não sinto vergonha, não sou mais tomada pelo ódio, não é mais ele que me guia, eu mudei, eu me curei e posso implorar porque agora sou inteira e isso não pode me quebrar. Não tem mais vazio. Eu tenho o amor de uma família, de um homem e de um filho, eu tenho tudo.

─Eu imploro Ellen, volte para casa, fique com ela, mas não deixe meu bebê morrer devorada, entrego Bela, ela é sua, mas saia daí. Não deixe que aconteça de novo.

Encaro meus joelhos, os olhos embaçados pelas lágrimas, a guerra de vivos contra mortos a minha volta, é isso que mães fazem e então a porta se abre e Ellen dá alguns passos em minha direção, não me movo, apenas ergo o olhar.

Ela me estende Bela e sinto como se me devolvesse o mundo, envolvo meu bebê em meus braços.

─Deus não existe, ele me tirou tudo e vai fazer o mesmo com você.

Bela me abraça, sinto seu perfume de bebê, sua pele fina, seu corpo delicado, envolvo minha filha.

─Ele já fez isso uma vez. – Digo a Ellen. – Mas você me devolveu.

Ela se afasta, antes que qualquer um pudesse fazer qualquer coisa Ellen corre de encontro aos mortos que nos cercavam vindos de todas as direções, escuto o grito de Bill, fecho meus olhos, não quero ver, estou cansada de ver isso.

Os braços de Daryl me envolvem, ele me põe de novo de pé. Estamos cercados eu penso olhando em volta, todos lutando.

─Vamos leva-la para casa. – Ele se abaixa, pega minhas espadas. Me estende. – É uma mãe, mas é também a rainha do apocalipse e preciso que lute.

Bela tenta segura-lo pela camisa, indecisa sobre qual dos dois ela quer.

─Agora não querida! – Ele beija seus cabelos. – Sam.

Logo Sam tomava minha filha de meus braços, ela reluta, mas um dia vai entender que lutar faz parte de mim e vai fazer parte dela também.

Giro minhas espadas. Hora de levar meu anjo para casa. Vamos derrubando mortos, abrindo caminho, eu e Michonne temos o poder de derrubar duas vezes mais que qualquer um deles e vamos a frente do grupo. Trocamos um olhar, ela sorri. São só os mortos, eles não podem nos vencer.

Então estamos livres do perigo e podemos voltar para casa. Pego Bela de volta em meus braços no fim do percurso, quando os portões se abrem penso em Larissa.

─Estou com você Abby. ─Daryl me diz quando seu braço passa por meu ombro. Seguimos os dois em direção ao que era agora nossa enfermaria. Tudo que temos são Beth e Rosita, não sabem lidar com um tiro, meu coração bate forte quando chegamos a porta. Sam vem conosco.

Beth o abraça quando entramos, chora assustada, a roupa suja de sangue. Rosita me encara.

─Ela não tem muito tempo Abby, o tiro pegou muitos órgãos, está com hemorragia interna, ela está lutando porque quer ver você.

Eu queria ser fraca e covarde, queria cair em prantos e me entregar. Acontece que não sou assim, não consigo ser, eu aprendi a me erguer e caminhar e faço isso agora, é o que vou fazer sempre. Caminho para a porta entre aberta.

Sam e Daryl ao meu lado, Bela em meus braços. Larissa está deitada. O rosto pálido, tem soro ligado no braço.

─Remédio para dor. – Ela me diz com um sorriso fraco. – Sabia que nossa menininha estaria de volta.

Ela faz sinal e abaixo Bela para que ela de um beijo na pequena.

─Vai ficar tudo bem. – Eu tento ser forte, mas a voz embarga quando ela beija os cabelos de Bela.

─Boa sorte Bela, aprenda a usar sais, e lute, mamãe pode ensinar tudo.

─Você também quando sair daqui. – Sam diz beijando sua testa. – Não acha Noah? – Só então percebo o rapaz no canto, chorando mudo. Ele afirma sem conseguir falar.

─É um bom irmão Sam. Ciumento e chato como todo bom irmão, fez parecer que estava tudo bem, que tudo era igual.

Ele afirma, ela respira fundo, tão pálida, os olhos pesados, meu coração se contorce. Sam pega Bela nos braços, caminha para porta, Noah dá um beijo leve nos lábios de Larissa e queria que ela tivesse tido a chance de viver o amor.

Daryl não se move do meu lado, não vai me deixar passar por isso sozinha e ficamos apenas os três.

─Vocês dois me salvaram de um monte de jeitos que nem sabem. – Aperto sua mão, beijos seus dedos frios. – Me deram mais tempo, foi bom.

─Não fala assim! – Minhas lagrimas escorrem.

─Obrigado Larissa, por cuidar da minha filha, você salvou nosso bebê.

─Não consegui impedir Daryl.

─Claro que sim. – Ele diz tentando sorrir, mas está com os olhos marejados.

─Meu pai estava errado Abby. Você sabe amar e proteger, é linda, sempre foi, mas é porque... – Sua voz falha. – É porque ama completamente, temos sorte de ter você para lutar por nós. Foi bom ser da sua família. Queria ser como você.

─Você é! É mais do que posso ser um dia. – Eu beijo seu rosto, me sento a seu lado e aperto mais sua mão. – É um anjo protetor.

─Então acho que está na hora de voltar para casa. ─Ela fecha os olhos, a palidez agora começa a ganhar outros tons. – Só vou dormir um pouco.

─Dorme, eu vou ficar aqui, segurando sua mão. – Beijo sua mão, sua cabeça pende para o lado a respiração enfraquece até que depois de um suspiro desaparece.

Não me movo, fico apenas ao lado de Larissa, segurando sua mão agora gelada. Choro. Finalmente o apocalipse me tirou alguém. Me gabei tanto de não ter perdido nada para o fim do mundo, mas então ele revidou.

A mão de Daryl toca meu ombro, não consigo parar de chorar, é apenas uma menina, uma doce e corajosa menina.

─Vai Abby, eu faço. – Solto os dedos de Larissa ainda presos aos meus.

─Não. – Pego minha faca na cintura. Aperto o cabo firma na mão que antes apertava a de Larissa. – Eu faço. Eu deixei ela entrar, não deixo um amigo para trás.

Ergo a faca, encaro o rosto suave adquirindo seu tom cinza morte ainda angelical. Me lembro do abraço de alivio no nosso reencontro. Do seu riso, da atenção nos treinos, Larissa deixou sua marca nesse mundo, no fim é só isso que importa. Então eu faço.

Notas finais
Não podemos esquecer que é o apocalipse, algumas perdas fazem parte do caminho. Sem elas as pessoas não se tornariam quem são. Obrigada e comentem!!!!!!!! BEIJOSSSSSSSSSS