Hell Between Us

41 Capítulo 41 - Adaptações


Notas iniciais
Ola pessoas! Feliz Ano novo! Que o ano seja incrível para todos nós.

Pov – Abby

O barulho de minhas botas sobre as folhas secas me dá dimensão do momento solitário, estranhamente não me acostumo mais com isso, irônico que justo agora quando podemos acabar sozinhos a qualquer momento eu tenha tanto medo da solidão.

Uma vida de solidão quando podia me cercar de pessoas, não quis, e agora no mundo dos mortos eu quero.

Não me afasto muito do local em que estivemos, só uns minutos da direção que marcamos ou acabo me perdendo de Daryl, não quero isso, nem consigo pensar sobre isso.

Passos arrastados se fazem ouvir quando paro, posso sair daqui, caminhar para longe, mas isso coloca meu encontro com Daryl em risco, ou posso enfrentar os zumbis e me manter onde estou para que ele me encontre, decido pela segunda opção e finco os pés no chão decidida.

Os dois primeiros surgem vindos da mesma direção, já sabiam que eu estava aqui e vem prontos para um ataque, deixo que se aproximem, enfio a espada no primeiro, retirava de sua testa quando o segundo me alcança e uso a outra espada, os dois caem quase ao mesmo tempo, sinto a presença de mais deles, me viro, agora eram três, vindos de lados opostos, eu os derrubo um por um, começo a me cansar de esperam, mais um vem caminhando trôpego, sem um braço, a barriga aberta com as tripas despencando de suas entranhas, é deprimente, jamais me deixaria ficar assim, acabaria com tudo antes.

Sinto como um favor quando com um movimento preciso minha espada atravessa sua cabeça a partir do queixo, preciso de ajuda do pé para afasta-lo, empurro e ele cai sobre os outros corpos a minha volta, uma pequena pilha deles enquanto espero Daryl.

Movo os braços e os ombros relaxando os músculos quando mais dois surgem, essa região está cheia deles, logo vou estar cansada, é bom que aquele caçador me encontre logo.

Escuto o som do motor da moto e quase posso sorrir, junto com os dois que caminhavam vinha um terceiro mais atrás, uma mulher de vestido longo e um brinco brilhante pendurado em uma orelha, o apocalipse não fez distinção, chegou devorando todos.

Ricos e pobres, todos iguais diante da morte em movimento, passo as espadas em x na cabeça dela depois de acertar os outros dois, os pés ainda firmes no chão me centrando como treinei toda uma vida.

Ás vezes acho que me preparei para o apocalipse mesmo sem saber que ele viria, balanço as espadas para que o sangue que escorre por elas saia, a minha volta os corpos dilacerados e agora sem vida denunciam a pequena batalha.

Meu peito sobre e desce em busca de ar depois do esforço, a moto para uns metros a minha frente, Daryl salta dela, olha de mim para o chão, tem aqueles olhos preocupados de sempre.

Não esperava que meu coração fosse saltar daquela maneira só por vê-lo, que fosse ansiar por um abraço e um beijo quando o vejo diminuir a distância entre nós com passos decididos.

Mas não tem abraço nem beijo, é só ele ali diante de mim, atento a meu rosto demonstrando sua tensão.

─O que foi? – Eu pergunto sem conseguir parar de olhar para ele, aquilo ainda me parece tão constrangedor, eu sempre me comporto como uma tola apaixonada diante dele.

Ele dá de ombros, resmunga algo que não compreendo, balança a cabeça em negação, acho que está me dizendo que ficou preocupado.

─Oito? – Pergunta olhando os corpos.

─Não contei. – Digo ainda vidrada nele.

Mais barulhos nos chamam a atenção, ele toca meu braço de leve, me puxa para a moto.

─Vamos sair logo daqui.

Guardo minhas espadas, e me sento em sua garupa, estamos meio sujos de barro, atrasamos mais do que o esperado e Sam deve estar preocupado, mas é a vida que temos agora, não existe mais nenhuma certeza.

Uns minutos no meio da floresta e logo estamos de volta a estrada, o vento volta a soprar em meus cabelos e me encosto em Daryl me acalmando.

A prisão se anuncia através do concreto cinza das construções, nossa casa e gosto de vê-la, a cada dia me sinto mais dona daquele lugar, mais esperançosa e próxima de seus moradores, ao menos alguns deles.

Quando vejo as grades me arrumo na garupa, alguns corpos que passeavam ao longo da cerca começam a caminhar em nossa direção, mas logo os portões são abertos e estamos do lado de dentro, um zumbi se choca com as estacas que colocamos para proteção, estúpido.

Desço da moto, Sam sorria de orelha a orelha, me puxa para um abraço, corresponde sem muita alternativa.

─Suja de barro, as espadas meladas de sangue, se meteu em confusão não é X? Será que não posso me afastar um minuto de você? – Sam brinca comigo.

─Samuel, acho que anda pedindo um corretivo.

Vejo Daryl e Rick trocarem um aperto de mãos, depois Daryl começa a contar o que aconteceu, Beth se aproxima com Larissa, as duas me abraçam, essa coisa de abraço é tão estranha, correspondo.

─Quando o Sam chegou sem vocês ficamos preocupados, ainda bem que estava com o Daryl! – Larissa me diz sorrindo e olhando de mim para ele que agora já tinha se juntado a nós.

─Não se preocupe Larissa eu o protegi! – Brinco e ela ri com gosto, os cabelos balançam.

─O papai estava sempre dizendo que você era osso duro de roer! – Ela diz segurando minha mão, sorriso um tanto forçada e me solto de modo disfarçado.

─Vou me limpar um pouco e cuidar de uns arranhões, escalamos uns barrancos.

Daryl me segue para cela, no caminho paramos no refeitório, Carol o interpela, sinto vontade de parar também, de mostrar a ela que ele é meu, mas não faço isso, soaria ridículo e não quero parecer ridícula.

─Tudo bem Daryl, fiquei bem preocupada quando chegaram sem você! – Escuto ela dizendo quando caminho em busca de uma muda de roupas, não escuto sua resposta, entro na cela, pego uma muda de roupas sem conseguir controlar muito meu humor e quando deixava a cela dou de cara com ele.

Paramos um diante do outro, eu devo ser a pior namorada do mundo, não sei fazer nada que preste, fico ali, muda, claramente com ciúme, um ciúme ridículo que não tem explicação já que não faço nada para ele querer estar comigo.

─Você está bem? – Pergunto o que deveria ter perguntado horas antes, ele afirma, me olha de cima a baixo.

─Menos sujo que você é claro, mas não escalei o barranco duas vezes.

─Não. – Digo apenas. – Vou tomar um banho.

─Precisa comer, não é fácil manter esse corpo que pesa mais que um cervo adulto em funcionamento.

─Vá para o inferno Daryl Dixon! – Ele tem essa mania irritante de me chamar de gorda só para ficar rindo de mim como agora. ─Vou tomar um banho.

─É bom, quando tirar todo esse barro vai parecer pelo menos um quilo mais magra.

Abro a boca para dizer qualquer coisa, depois fecho quando vejo seu ar de riso, como ainda caio nessa? Dou as costas a ele e sigo para o chuveiro, quando saio Larissa me esperava do lado de fora.

─Estava te esperando! – Ela diz tranquila.

─Notei! – Respondo quando seguíamos as duas para a lavanderia onde pretendia lavar minhas roupas, afinal aquele era meu short preferido e não pretendia perde-lo.

─Estou gostando tanto daqui Abby, fiz amigos bem legais, o Carl é um garoto bem legal, um pouco mais novo, mas nos damos bem.

─Que bom!

─Acha que sou um peso para o grupo? Quer dizer, hoje quando saíram eu fiquei pensando nisso, estou bem sozinha agora, será que não vão começar a comentar que não faço nada, que precisam providenciar as coisas para mim, como comida e roupas?

Começava a esfregar as roupas, paro e encaro Larissa, uma ruga de dúvida na testa.

─Estive pensando se não pode terminar de me treinar para que eu possa cuidar de mim mesma.

─Larissa, você tem quinze anos, não está pronta para viver lá fora, não é a única criança aqui.

─Não sou criança! – Ela rebate.

─Certo, não é a única adolescente aqui, ninguém vai dizer nada, além disso eu disse que não estava sozinha, é só dizer o que precisa e consigo para você!

─Minha bota está furando, e acho que não tenho um casaco para o inverno, a Beth me emprestou uma blusa, mas só tenho essa calça que estou vestindo.

Ela está com o olhar triste, se sente envergonhada, fico com pena, é mesmo horrível depender das pessoas, suspiro.

─Amanhã cuido disso, vou buscar umas coisas para você.

─E se te acontecer algo no caminho? Vou me sentir culpada.

─Se acontecer algo comigo aconteceu Larissa, a vida é assim, mas vou ficar bem.

─Aquilo que meu pai disse... sobre você não saber viver em grupo, ele estava errado, agora eu posso ver.

Não respondo, volto minha atenção ao trabalho de lavar minha roupa, depois penduro e deixamos a lavanderia juntas, mesmo que essa parte esteja protegida as tumbas me trazem péssimas recordações e só quero deixar logo esse lugar.

Nos separamos quando chegamos ao refeitório, Larissa vai ajudar Maggie com a divisão de alguns suprimentos que trouxemos, Beth, Carol e Karen estão com elas, me sento no refeitório com um prato de sopa fria, Sam se senta comigo.

─Cadê o não namorado?

─Acho que agora meio que pode dizer namorado. – Aviso sabendo que vou ouvir umas piadas, ele sorri.

─Quanta evolução! – Brinca – Mas conta, teve um pedido?

─Não, só um vexame da minha parte e depois uma conversa onde esclarecemos as coisas.

─Quem diria que Abby Coleman era uma mulher passional que dá vexames por amor.

Olho para ele buscando algo para contradizer suas palavras, não encontro nada, ele tem razão, engulo mais uma colherada da pior sopa que já comi em toda minha vida.

─Acha que aqueles legumes do Hershel vão crescer algum dia?

─Mudando de assunto X?

─Quer parar de me chamar assim? Que coisa, meu nome é Abby!

─Certo X, vou te chamar de Abby, mas ainda acho X muito melhor, agora me conta, estão namorando?

─É só um jeito de chamar isso Sam, tudo está como antes.

Ele faz careta, termino meu almoço, jantar ou qualquer coisa do tipo, sei lá quando foi que comi e que horas são agora.

─E não acha que podia ser melhor? Não tem nada errado em demonstrar na frente dos outros X, em cuidar um pouco dele e demonstrar carinho, você é muito difícil.

─Obrigada, isso super me anima, além disso se eu fizer o que me pede, embora eu sei que não consigo, mas se tenta-se, ele acharia meio bobo, acho que ficaria até constrangido.

─Todo mundo fica bobo quando namora X, e as pessoas não se importam, não devia se importar também.

─Eu... E se ele me afastar? Rir de mim? Sabia que ele está sempre rindo de mim? – Ele me disse que tripudiaria se eu ficasse grudenta, não quero me sentir uma garota tola e fraca, do tipo que as pessoas podem se aproveitar, definitivamente não quero isso para mim.

─Só acho que devia se esforçar mais, o cara merece, dá para ver que gosta de você e esse namoro que só rola na cela é muito sem graça.

─Cuida da sua vida Sam! – termino o assunto do jeito que sei, mandando tudo para o inferno.

─Podemos treinar amanhã? – Ele me pede quando lavava meu prato e talher.

─Amanhã vou em busca de umas coisas que a Larissa precisa, depois de amanhã treinamos.

─Não vai gostar mais dela do que de mim, vai?

─Sam, quantos anos tem? Cinco?

─Só confirmando, sou seu conselheiro amoroso, merece prioridades.

─Vou me lembrar disso, viu o Daryl por ai?

─Quem o seu namorado? – Ele ri quando o belisco.

─Tem outro Daryl?

─Subiu para a cela um minuto antes de entrar.

Afirmo, depois me afasto em busca dele, Daryl estava de banho tomado, sentado na cama limpando as flechas, ergue o olhar quando entro, mas volta sua atenção ao que está fazendo.

Me sento a seu lado, Sam bem que tem razão, não cuido dele como ele cuida de mim, não faço as coisas muito do modo normal, mas eu venho tentando aprender e depois ele nunca precisa de mim para nada.

Já eu, vivo quebrada, precisando de carinho e cuidado, suspiro em silencio.

─Comeu? – Pergunto e ele afirma.

─Limpei suas espadar antes de limpar minhas flechas. – Olho para elas encostadas na parede, ele terminava a última flecha.

─Não precisava eu podia... Obrigada! –Digo por fim. – Amanhã preciso sair para encontrar roupas para Larissa. – Daryl prende a flecha a besta enquanto falo, encosta junto com minhas sais e me encara. – Pode ir comigo?

Estou tranquilo sobre o fato que posso ir sozinha, mas o convido para que ele entenda que gosto de tê-lo ao meu lado, que quero que a gente seja um casal que faz as coisas juntos.

─Posso. Do que ela precisa?

─Roupas para o inverno, um tênis, bota de preferência.

─Me esqueci que ela chegou aqui sem nada.

─Sim. Como quase todo mundo afinal, só a roupa do corpo mesmo e as armas que se pode carregar.

─Ela parece estar se adaptando bem, isso é bom.

─Com certeza. Vai fazer alguma coisa agora?

─Não. – Ele se move para me olhar de frente. – Porque? Precisa de alguma coisa?

─Eu só pensei que podíamos... Sei lá, só ficar perto um do outro um pouco.

─Um bom jeito de passar o tempo até nosso próximo compromisso que é buscar roupas para Larissa.

Sorrio, gosto de pensar que vamos ficar juntos até a manhã seguinte.

─Se machucou? – Pergunto tentando cuidar dele como Sam disse que devia fazer.

─Não, mas não gostei de te deixar para trás, foi uma das coisas mais difíceis que já fiz.

─Eu... eu dei um jeito.

─Quando parei a moto e te vi cercada por corpos... Parecia aquele furacão que se transforma às vezes.

─Podia ter apenas me afastado, mas tive medo de me perder de você.

Agora é a vez dele sorrir, não é tão aberto quando meu sorriso, ele não tem muita prática nisso, mas ainda assim é um sorriso e é meu.

─Não precisa de ninguém não é? Pode apenas sair por aí...

─Está errado, eu amo você, se lembra? – Ele me puxa para seus braços, me envolve, logo sua mão vem para minha nuca quando seus lábios tomam os meus, senti falta de me sentir assim, me deixo levar pelas emoções, correspondo me entregando a ele.

─Agora me lembro.

─Quando chegou lá na clareira... Achei que ia me beijar.

─Achei que ficaria brava, que acharia que não confio em você que me preocupei porque não te acho capaz.

─Deve ser uma ranzinza chata mesmo.

Aquilo me chateia um pouco, não queria que pensasse mal de mim, suspiro e ele me abraça, acaricia meu rosto, me beija mais uma vez.

─Estamos os dois aprendendo, chegamos lá, se lembra que esse é o acordo?

─Lembro. Acha que tem alguém na torre agora? – Pergunto e ele ergue uma sobrancelha, acho que fico corada.

─Mas não é você que prefere, na cela? – Ele enfatiza, só para me provocar.

─Para de me provocar! – Fico morta de vergonha, ele me envolve em seus braços. – Disse que gosta de lá.

─Gosto de você Abby, e a torre parece bem longe nesse momento! – Ele diz quando vai de modo lento me empurrando para a cama, sua boca cobre a minha e definitivamente pouco me importo com o lugar.

Não registro muito como as roupas vão deixando nossos corpos, só o que consigo perceber é que sua pele de encontro a minha me causa arrepios.

Seus lábios vão descendo por meu pescoço, as mãos percorrendo minha pele e me fazendo arder de desejo, nesses momentos não me sinto tímida nem assustada, gosto de ser dele, é a melhor coisa da vida.

Nos movemos juntos, a cama é pequena, mas definitivamente é o bastante, até sobra espaço.

Me sinto pronta para mais, seus beijos e carinhos não são mais o bastante, quero senti-lo dentro de mim, preciso disso, preciso me sentir dele.

─Não quero mais esperar! – Digo com a voz entrecortada, empurro as palavras para fora porque mal consigo articular as ideias, ele invade meu corpo, arfo, é sempre uma surpresa como seu corpo se movendo dentro de mim mexe com minhas emoções, me deixa num mundo diferente, onde não estou quebrada, onde ele não está.

Depois é aquela languidez que me deixa zonza e sem forças, só sentindo sua presença, aproveitando os resquícios do prazer que me provocou, então gosto de toca-lo, beija-lo, nessa hora não tenho medo de mostrar que sou uma mulher, nem mesmo me sinto tímida pela nudez, ali, na alcova, sou só a mulher de Daryl Dixon e isso me basta.

─Definitivamente não sabemos namorar. – Ele me diz sorrindo com o rosto tão suave e tranquilo que me emociona ser responsável por aquela paz. – Era para ficarmos trocando carinho, conversando, mas você me deixa meio maluco e quando vejo...

─Acha que não é assim com os outros? – Pergunto pensando a respeito, ele afirma, sorrio. – Vou perguntar para o Sam.

─Não me conte, é constrangedor pensar naqueles dois... Assim.

Queria perguntar do seu passado, sei que não sou a única mulher com quem ele já esteve, mas tenho medo que me responda e simplesmente sou ciumenta demais até para ouvir sobre como era antes.

─Acho desse jeito muito bom, não tenho do que reclamar, a conversa pode ficar para depois, como agora.

─E quem disse que agora é depois? Acho que agora ainda é antes, ainda é aquele momento que me deixa maluco.

─Nesse caso me mostre o quanto maluco você fica! – Ele fica surpreso, me morde o lábio, beija de modo sensual, meu coração dispara na mesma hora, que se dane todo o resto, só quero pertencer a ele mais uma vez.

─Está certo, você fica um pouco maluco! – Brinco quando me ajeito em seus braços muito mais tarde depois de nos vestirmos mais uma vez, afinal é o apocalipse e ninguém quer ser pego de surpresa literalmente com as calças nas mãos.

─Culpa sua! – Ele me diz com uma mão descansando em minhas costas. – Acho que as pessoas já foram dormir, está tudo silencioso.

─Sim, é noite e todo mundo se recolhe cedo. Eu pensava um pouco em você quando ficava sozinha na cela ao lado, pensava como seria estar aqui.

─Eu tinha vontade de invadir sua cela e roubar você, principalmente depois daquele beijo na torre, me senti um idiota assim que desci da torre e te deixei lá, não tinha nenhum lugar que quisesse estar além de lá com você, e quando entrou e vi que tinha chorado.

─Fazia muito tempo que não chorava, mas aquilo já passou.

─Eu sei, mas ainda me incomoda um pouco, depois descobri que deixou o grupo e veio a pé, foi bem estranho perceber que se importava, já tinha voltado para Woodbury para me ajudar e logo depois fez aquilo.

─Acho que eu ficava dizendo que era porque aquilo era o certo, mas no fundo foi por que já gostava de você um pouco.

─Só um pouco?

─Talvez muito! – Digo e ele me beija.

─Nunca me imaginei vivendo isso, nunca nem me passou pela cabeça, se não sou como esperava, se erro as vezes, como hoje quando queria que te abraçasse e não fiz... é porque não sei, sou confuso sobre tudo isso, me mande sinais, me chacoalhe, me mostre o que quer.

─Eu tenho o que quero, um namorado que sempre erra o presente! – Brinco e ele concorda rindo. – E que precisa dormir, amanhã temos um dia cheio de coisas.

─Sim, está certa, vamos de carro, não gostei nada de nos separarmos, se estivéssemos de carro não seria preciso.

─Combinado! – Eu me estico um pouco para beija-lo, depois me encolho em seus braços ouvindo as batidas ritmadas do seu coração, é o melhor jeito de dormir, principalmente depois de sentir tanto medo como quando estive sozinha e odiei.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Beijos!!!!! Amanhã posto Only Hope!