Hell Between Us

42 Capítulo 42 - Isso é um tipo de briga?


Notas iniciais
Olá pessoas. Pretendia postar antes, mas ontem foi meu aniversário e fiquei meio sem tempo. Mais tarde se tudo der certo posto em Caminhando. Mas o que quero mesmo é dedicar esse capítulo a minha amiga NOVAES! Somos amigas há muito tempo e AMEI A Recomendação, Novaes você sempre vai ser uma linda que eu adoro e me fez ler uma fic sobre fantasmas e amar, justo eu que morro de medo.Obrigada, receber recomendações sempre me emocionam, te adoro.

Pov – Daryl

─Daryl. – Abby me chama, está deitada em meu peito, a cela ainda escura.

─Humm. – Respondo meio assonado, ela descansava em meu peito e nem me atrevo a me mover e ser acusado de manda-la virar para parede.

─Daryl. – Ela repete.

─O que? – Pergunto e recebo silencio como resposta, me movo para olhar para ela e Abby ressona, está dormindo, sorrio, ela está sonhando comigo.

Me mexo para olha-la, a cabeça que descansava em meu peito se move em direção ao meu braço que a envolvia, o rosto fica visível, está suave, delicado, é um sonho bom.

Aquilo me enche de um sentimento que não sei explicar, estar ali no meio de sua inconsciência, acaricio seu rosto, a pele suave e limpa, os traços delicados, o rosto bem desenhado, o sono tranquilo.

Ela diz mais alguma coisa, mas dessa vez a voz sai enrolada e não compreendo, de todo modo, o rosto continua suave e tem nele um quase sorriso. Onde será que estamos? O que a faz sentir tão leve e feliz?

Desde quando eu sou um cara que invade sonhos femininos? Ela disse que me ama, mais de uma vez, foi preciso ou nunca teria acreditado, assim como agora, quando não acredito que posso estar ali, nos seus melhores sonhos.

Ainda dormindo ela se move, me procura, se arruma de volta no mesmo lugar, os cabelos se espalham sobre mim, a perna se enrola entre as minhas e só consigo pensar na princesinha republicana.

Gosto dela, da garota feminina delicada que ela é, da brisa suave que sopra refrescante em dias escaldantes. Não sei como as pessoas a veem fora dessa cela, não me importo, aqui é só uma mulher, feminina, perfumada e delicada.

Beijo o topo de sua cabeça e a envolvo mais uma vez, fecho os olhos, essa coisa que ficar vendo Abby dormir precisa acabar.

A luz leve do dia se espalhando pela cela me desperta, abro os olhos e o par de grandes e verdes olhos me observa dormir, a mão de Abby apoiava seu queixo, os cabelos longos escorriam como uma moldura perfeita.

─Oi – Ela sorri.

─Oi, acordou faz muito tempo? – Pergunto sem me mover.

─Um pouco, fiquei aqui esperando você acordar, sempre acorda tão cedo, mas hoje acordei primeiro, dormi bem essa noite.

─Sonhou? – Pergunto sem resistir, ela fica pensativa um momento, o olhar perde o foco em busca de memórias.

─Não me lembro. Falei dormindo?

─Qualquer coisa que não entendi.

─Te acordei? – Ela se preocupa.

─Não, estava acordado.

─Vai comigo?

─Óbvio! – Respondo pegando uma mecha dos cabelos dela, enrolo no dedo distraído. – Pensei em irmos nessa cidade vizinha, dá uns vinte minutos de carro.

─É bom, só preciso de uma dessas lojas de departamento, sei lá, uma loja feminina, é só um sapato e uma blusa quente, qualquer coisa serve.

─Então vamos, quanto mais cedo melhor.

Abby concorda, então se move e me beija, depois sorri, parece feliz, foi uma noite perfeita para mim e pelo modo como ela parece relaxada parece que foi para ela também.

─A gente esqueceu do mundo, entramos nessa cela nem era noite ainda. – Ela diz e está certa, não pensei em nada.

─Não tem muita coisa boa para se lembrar mesmo. – Ela suspira, se afasta de mim e nos sentamos.

─Acho que não, melhor a gente ir.

Me ponho de pé, ela está certa, melhor ir de uma vez, mas então ela se deita de novo e fica me olhando calçar sapatos, juntar minhas coisas, os olhos verdes estão claros, me deixa um tanto sem reação, não sei bem o que fazer com seu olhar sobre mim.

─Vou indo, quero dar uma olhada no carro antes de sairmos.

─Só vou calçar as botas e já te encontro. – Ela responde e saio meio apressado.

Acabo sorrindo no meio da escada, tolice ficar tão confuso com apenas o olhar dela sobre mim, é Abby afinal, somos íntimos, mais do que eu já pensei em ser com qualquer pessoa no mundo.

Passo pelo refeitório vazio, do lado de fora as coisas estavam mais movimentadas, um grupo trabalhava nas mangueiras para trazer agua do lago para dentro, outros carregavam coisas de um lado para outro.

Rick e Hershel remexiam na horta ou no que um dia seria uma horta, sigo em direção ao carro, ergo o capô e olho para dentro, Carol se aproxima sorrindo.

─Bom dia! – O cumprimento tem um leve tom de crítica, ignoro, resmungo um bom dia entre os dentes e me dobro sobre o motor do carro. – Cadê a Abby?

─Já vem. – Aviso sem saber porque isso a interessa.

─Algo errado com o carro?

─Não. Apenas quero ter certeza que está bem, não gosto de pensar que ele pode me deixar na mão no meio da estrada.

─Vai sair? – Ela pergunta surpresa. Afirmo. – De novo? Não trouxe o bastante ontem?

─Larissa precisa de umas coisas, vou com a Abby encontrar.

─É tão urgente assim?

─Sabe que não me importo de sair Carol, e não quero que a Abby vá sozinha.

─Como vão as coisas? – Eu paro o que estou fazendo e olho um instante para ela, depois volto minha atenção ao carro, verifico o óleo, tudo parece em ordem. – As vezes acho que precisa de uma mulher mais feminina. – Me espanto, de um modo que nem consigo disfarçar, encaro Carol sem acreditar, nunca dei a ela espaço para falar comigo sobre algo tão pessoal, nunca dei espaço para qualquer um fazer isso. – Não se espante, eu olho para ela e... Não sei Daryl, você parece protetor, do tipo que gosta de comandar as coisas, acho que quem manda na cama de vocês é ela.

Baixo o capô do carro, encaro Carol e depois caminho para o volante, nem me dou ao trabalho de dizer qualquer coisa, primeiro porque ela está completamente errada, nunca tive uma mulher tão feminina em minha vida, segundo por que aquilo não lhe diz respeito e não sou o tipo que defende teses, eu apenas ignoro o que não concordo.

Carol me dá as costas, Abby estava a uns metros, nos olhava meio indecisa e só quando Carol passa por ela é que se decide por seguir em minha direção, já a aguardava ao volante.

Ela se senta. Bate à porta sem muita delicadeza, isso é definitivamente a coisa mais feminina que existe, uma mulher descontando sua raiva na pobre porta do carro. Que homem não se arrepia com isso?

─Pronta? – Pergunto sem saber como agir, ela afirma, não se dá ao trabalho de emitir qualquer som, ligo o motor, Sam fazia a guarda e abre o portão, acena quando passamos, Abby sorri para ele, no minuto seguinte, silencio e cara fechada mais uma vez. – Está tudo bem? – Ela mais uma vez usa um movimento de cabeça para responder.

Pego a estrada, o carro segue em baixa velocidade, quero me demorar para chegar até nosso destino, Abby pode virar aquele furacão que não ouve ninguém e prefiro não nos meter numa encrenca.

─Está brava?

─Não. Não com você, estou brava comigo, brava porque me importo.

─Você me pediu...

─Esquece o que eu pedi Daryl. – Ela me corta. –Foi uma tolice, moramos no mesmo lugar, dividimos tudo, não tem como evitar ficar sozinho com ela, e se me pedisse algo assim eu ficaria bem brava, então ignore.

─Foram cinco minutos.

─Já disse, não é da minha conta! – Abby não desvia os olhos da janela lateral.

─Isso é um tipo de briga? – Pergunto a ela sem saber se é assim que casais brigam.

─Não. – Ela responde seca e parece mais ainda que é um tipo de briga.

─Você não fala com a Carol? – Nunca percebi que elas não se falavam.

─Não falo com ninguém Daryl, algumas pessoas falam comigo e não é o caso dela, um dia do nada ela simplesmente decidiu me ignorar.

Fico calado, não sei o que pensar.

─Tem ideia do quanto isso é surreal? – Ela me pergunta, dou de ombros tentando me concentrar na estrada vazia. – Esse tipo de briga no meio de um apocalipse.

─Você disse que não era uma briga. – Me sinto idiota, que argumento mais estúpido.

─Conversa, sei lá! – Ela se arruma mais no banco, mexe nos cabelos, os prende no alto da cabeça, o rosto lindo fica mais evidente e isso deve ser alguma técnica feminina para confundir homens.

─E agora? – Eu pergunto.

─E agora o que? – Ela me pergunta finalmente se virando para me olhar, os cabelos se soltam e caem lentamente e é difícil desviar o olhar.

─Essa briga, conversa, como se resolve?

─Como vou saber? – Ela reclama.

Breco no meio da estrada, estamos chegando e não vou entrar em porcaria de lugar nenhum naquele clima tenso. Ela me olha, os olhos verdes estão escurecidos, é a primeira coisa que noto.

─Escuros.

─O que? – Ela pergunta olhando em volta em busca de sentido a minha palavra.

─Seus olhos estão escuros, não está tudo bem ou eles estariam cristalinos.

─Isso. Não sei como mudar, acontece, todo mundo que me importava me traiu de algum modo em algum momento.

─E acha que eu serei o próximo a fazer isso?

─Inconscientemente sim. Desculpe, eu tento ser diferente. – Ela baixa o olhar.

─Nem posso ficar indignado! – Respondo me encostando no banco do carro, as mãos envolvem mais o volante, um zumbi sai do acostamento, caminha para nosso carro, os vidros estão fechados. – Sou como você.

─Sim você é. A diferença é que só tenho você e por isso, não precisa se preocupar.

Começo a rir, aquilo é absurdamente estranho, ela me olha sem entender.

─Você acha que eu não... que tenho mais do que você.

─Tem uma família. – Ela diz.

─Pode ser, mas não é como me sinto na maior parte do tempo. – O zumbi chega a minha janela, começa a arranhar o vidro, gemer e tentar abocanhar, nem presto atenção a ele.

─Melhor a gente ir.

─Assim, sem definir nada?

─Eu vou tentar não me incomodar com vocês.

─Não tem nós. Estive nos seus sonhos essa noite. – Conto a ela que me olha surpresa.

─Odeio falar dormindo. – Abby resmunga.

─Nunca estive nos sonhos de ninguém, nunca fui importante para ninguém.

Não é a coisa mais fácil do mundo de dizer, mas é preciso, talvez isso faça Abby entender.

─Nem eu.

─Não vou estragar isso. – Digo olhando fixamente para Abby, deixando que veja que estou sendo sincero, assisto seus olhos clarearem, mais uma vez ela me faz sentir necessário, ficamos nos olhando calados.

As vezes ficamos calados porque não conseguimos dizer, outras porque não precisamos, ela se move em minha direção, eu passo meu braço por sua cintura e então a puxo para meu colo ao mesmo tempo que meus lábios encontram os seus.

Abby me envolve pelo pescoço quando nos beijamos longamente, depois ela fica ali, sentada no meu colo, me olha com a expressão suave.

─Está enganada. Já esteve em meus sonhos, é importante para mim.

Outro zumbi surge agora do outro lado, se gruda ao outro vidro, os gemidos ficam mais altos, nos olhamos com pesar.

─Não. Eles não dão uma folga.

─Melhor irmos. – Abby toca meu rosto, me beija. – Eu me importo com você, eu sei que não foi fácil, não pergunto, não pressiono, mas eu sei, e sei que dói falar, que dói lembrar.

Abby me beija mais uma vez e depois volta para seu lugar, arranco e os zumbis ficam pelo chão, pelo retrovisor posso vê-los tentado se erguer.

─O que sonhou? – Ela me pergunta com um leve sorriso quando entrava na cidade.

─Coisas do nosso dia a dia e... coisas Abby.

Ela não insiste, e seguimos o resto do caminho calados, que coisa mais estranha essa, eu devia me sentir tenso, bravo, não fiz nada para merecer sua pequena irritação e desconfiança, mas não, me sinto um tanto feliz, é bom ter alguém que se importa.

Paro o carro numa loja na segunda rua que viramos, é só uma cidadezinha típica da Geórgia, meia dúzia de ruas, uma igreja, um mercado, a escola, as ruas um dia devem ter sido bem limpas, organizadas, mas agora era só o caos comum a todos os lugares.

O pânico produz lixo, me dei conta disso logo nas primeiras semanas, um zumbi se encosta no capô do carro, fica ali, lutando para nos alcançar, escorregando pela lataria enquanto nos vê pelo vidro dianteiro e nos deseja.

Se fossem menos toscos talvez pudesse respeitá-los um pouco. Infelizmente com toda sua idiotice dominaram o mundo, sozinhos são quase inofensivos se tiver um pouco de atenção, em grupo formam uma máquina de matar, impossível de vencer.

─Volto logo! – Abby diz pegando as espadas que descansavam a seu lado no banco do passageiro, reviro os olhos quando abria a porta do carro com a besta e uma faca na mão.

Passo pelo zumbi que só agora se movia pela lateral finalmente em minha direção, acerto a faca.

Ele podia cair direto no chão, mas não, cai sobre o capô, faz um som estridente quando alguma parte metálica de sua roupa vai riscando a lataria enquanto ele escorrega lento para o chão, deixa uma trilha de sangue escuro e podre.

Quando termino de dar a volta no carro Abby já se aproximava da entrada da loja, uma porta dupla de vidro que agora tinha apenas perigosos cacos presos a madeira de apenas um lado. Quando pisamos os vidros fazem ruídos sob nossos pés.

─Sempre tenho mais consciência dos sons quando estou invadindo um lugar. – Abby diz baixo ao meu lado.

Minha besta está erguida, a loja parece vazia a primeira vista, entramos atentos, Abby leva as espadas nas mãos e junto pendurada no ombro uma mochila grande.

As prateleiras encostadas em todas as paredes da loja, as araras, tudo está misturado de roupas coloridas e outros objetos deixando o ambiente confuso.

Vamos caminhando por dentro da loja, vez por outra Abby pega algo e enfia na mochila.

Vou apenas olhando o ambiente em busca do que realmente me trouxe aqui, zumbis. No caminho encontro uma jaqueta forrada, era grossa e aguentaria os dias de neve.

─Abby! – Balanço a jaqueta em sua direção mostrando que tinha encontrado. Sua cara de choque me faz enrugar a testa. – Acha que a cor amarela vai chamar muito a atenção? – Não consigo achar outra razão.

─Não. É simplesmente tenebrosa.

Solto a blusa no chão aguentando o sorriso divertido de Abby uns metros a distância.

─Aquela coisa do presente errado – Ela apenas concorda, ainda rindo enquanto vamos entrando mais a fundo. – Então vai princesinha republicana, escolhe logo algo mais na moda.

─Não fique magoado, aquilo era amarelo ouro!

─Disse que servia qualquer coisa! – Me defendo.

─Não sabia que coisas assim existiam. – Ela pega uma jaqueta no mesmo modelo, mas cinza, então chegamos a umas prateleiras com sapatos. – Aqui! – Ela se aproxima de um par de botas da mesma cor, enfia na mochila, depois caminha até mim.

─A consultora de moda apocalipse está satisfeita?

─Muito! – Ela toca meu braço, arruma a mochila nas costas e nos viramos para sair, dois zumbis entravam na loja, um deles esbarra no vidro quebrado, parte do rosto fica presa aos cacos enquanto ele apenas continua caminhando.

É nojento de ver, Abby caminha para ele enquanto acerto minha flecha no outro que vinha ao lado, ele cai, sigo até ele para recolher minha flecha. Escuto o som da espada penetrando a cabeça e triturando ossos, o som dela saindo com sangue que espirra pelo chão.

─Como são nojentos! – Abby reclama quando nos juntamos diante da porta.

─E fora de moda.

Saímos para a rua que agora não estava mais tão pacata. Abby é de novo aquele furacão matador de zumbis, vamos derrubando zumbis até o carro, nada assustador, apenas mais do que quando entramos, sete ou oito deles.

Entramos no carro e dou partida, quando viro a rua o número de zumbis começa a diminuir até que nada mais de mortos caminhando e então a estrada surge mais uma vez tranquila como há uma hora quando passamos.

─Foi tão fácil que parece mentira. – Ela me diz sorrindo tranquila. – E eu sei que vai me provocar semanas porque decidi não trazer aquela coisa amarela que chamou de blusa.

─Acho divertido quando a princesinha surge.

─Surge para me assombrar! – Ela diz pouco feliz. – Não gosto muito de pensar naquelas coisas todas que fui criada para acreditar, todo aquele treinamento sobre talheres, moda, recepção, era inútil antes e não passa de uma piada agora, mas de fato ficou gravado em mim de algum modo.

─A menina vai ficar feliz com o que conseguiu para ela.

─Conseguimos, estava lá! – Sua mão repousa em meu ombro, ela está leve.

─Adora sair não é?

─Até a prisão eu nunca tive um lugar, me acostumei com as ruas, acampamentos improvisados que duravam uns dias, umas horas, sempre em movimento, mas claro que prefiro a prisão.

─Prefere...

─Na cela! – Ela termina por mim com uma careta de desgosto. – Sempre ri de mim, já notou isso? – Olho para ela, sua cara de desolação me faz querer parar o carro e toma-la em meus braços, apenas sorrio de lado.

─Você dá munição.

─Peguei umas coisas a mais, pode entregar para Maggie e ela vê quem precisa.

─Ou você pode fazer isso.

─Daryl. – Ela me chama e olho para ela, Abby parece meio triste. – Te deixa triste eu não conviver muito com as pessoas?

─Você sabe, sou um cara muito sociável, cercado de amigos, eloquente, acho muito estranho você ser reservada.

─Que bom.

─Tem uns caras lá agora, até que gosto que não fala com ninguém! – Brinco e ela sorri despreocupada, faço o que quero, paro o carro. – Não gosto dos riscos.

Puxo Abby para mim, beijo seu pescoço, ela se contorce, depois me beija, sorrimos.

─Ainda vamos nos meter em encrenca parando toda hora.

─Pode ser, mas vale o risco.

─Isso vamos descobrir agora. – Ela diz olhando para frente, acompanho seu olhar e um carro parava diante do nosso.

Notas finais
Beijos!! QUe tal deixarem um comentário? Quero saber o que estão achando.