Hell Between Us

4 Capítulo 4 - Seguros


Notas iniciais
Olá pessoas, mais um capítulo, durante o dia posto nas outras fics.

Pov – Daryl

Tento ficar na frente de Abby, esses caras estão presos há muito tempo, meses sem ver uma mulher, talvez anos, e ela fica ali, desfilando seu shortinho jeans, é claro que logo vai deixá-los tensos para dizer o mínimo e isso não ajuda a resolver o maldito problema que é tê-los aqui.

Eu os conheço, convivi a vida todas com eles, bebi muita cerveja quente em sofás rasgados de casas velhas e mofadas com suas paredes descascadas, a conversa inútil, a pequena tensão sempre presente, a necessidade de se firmar como líder o desejo de provar sua força, sei quem são e o que podem fazer, não podemos dar mole.

Ficamos naquele empasse discutindo se vão ou não passar dali, apontando armas e medindo forças, por mim enfiava logo uma flecha na cabeça oca de cada um e acabava logo com essa merda.

A porta range, espero que seja Rick para nos ajudar, não tiro os olhos dos infelizes, um segundo de distração e eles tomam nosso espaço, é só isso que estão esperando, mas não comigo aqui, nunca baixo a guarda.

─Abby, Hershel não está nada bem, será que pode ficar lá dentro, para o caso de ser preciso resolver as coisas? Acho que ninguém ali faria, eu resolvo as coisas aqui fora. – Rick pede a ela, sei o que está fazendo, é como lidou com o Carl, acho que ela não é uma criança tola para cair nessa.

─Eu sei o que quer Rick, não gosto de estar aqui, por mim tudo bem, mas não vou dividir meu espaço com esses trogloditas! – Ela diz e fico grato, sua presença me deixa tenso, ao menos diante dos imbecis. – Vem Sam.

Ela chama o garoto que parece meio como seu cachorro de estimação, escuto mais uma vez a porta ranger, acho que grades rangem de proposito, só para lembrar os caras onde estão e porque estão ali.

É difícil convencer os caras de que o mundo acabou e não dá para ligar para mamãe, temos que leva-los lá fora, o líder tenta nos botar medo, um idiota meio Chicano que acha que nos intimida, não acho que sabe o que já enfrentamos.

Fechamos um acordo, um bloco de celas limpo por metade da comida, nós os ajudamos e eles podem ficar desde que seja longe, não vai dar certo, mas por mim tudo bem.

A comida é muita, seriam uns dias bem tranquilos se não precisássemos sair em busca de comida, recolhemos nossa parte, Fico mantendo os caras enquanto T-dog e Rick levam a comida, penso em Hershel, o velho era gente boa e queria que aquela merda desse certo, Abby me vem à mente mais uma vez, me surpreende ela ter atendido a Rick, achei que ficaria ali medindo forças com todos só para provar que é forte, mas não fez isso.

Seguimos mais uma vez para as tumbas, não confio nesses idiotas e fico atento, felizmente não sou o único, Rick sabe o que estamos fazendo e não baixa a guarda, mesmo depois de tudo que dissemos os idiotas partem para cima dos zumbis como se estivessem liderando uma porra de uma rebelião, ficamos assistindo os idiotas darem socos e chutes nos zumbis.

As coisas vão acontecendo, um deles é arranhado, o chicano não pensa duas vezes, esmaga a cabeço do cara que passou duzentos e tantos dias dividindo com ele um cubículo, está decidido, esse cara não vai longe, aquele ódio todo é uma bomba relógio prestes a explodir.

Achamos a lavanderia, é preciso abrir uma porta e continuar, Rick dá as instruções, mas claro que o cara faz merda e faz de propósito, atira um zumbi sobre Rick, acerto o zumbi retiro de cima dele, então os dois se encaram, eu sei o que vai acontecer e me preparo. O facão de Rick crava na cabeça do maldito e ele despenca espalhando sangue em todas as direções, uma pequena confusão começa, o baixinho, Andrew foge, Rick o segue e eu e T mantemos os dois outros de joelhos.

Axel pede, implora e detesto assistir a isso, não tem como esquecer as mil vezes em que Merle esteve nesses lugares, podia ser ele, mas meu irmão se comportaria como Oscar, nunca imploraria, jamais faria isso, decidimos ajuda-los, damos um bloco a eles e podemos finalmente voltar e saber como Hershel está.

Nosso grupo ou família como passamos a nos considerar nos últimos meses está reunido em volta de Hershel, Abby está com Sam, os dois estão sentados na escada, parecem silenciosos, respeitando o momento dramático que vivemos.

O Velho é forte, abre os olhos e fico feliz, aprendi a gostar dele, admirar o modo como ele encara a vida e ama as filhas, de algum jeito ele nos incentiva a seguir em frente, vê-lo bem é uma vitória e não ganhamos há muito tempo.

Me afasto das grades de sua cela, meus olhos encontram os dela, são belos olhos, escondem um mundo de coisas que não quero descobrir, desvio meu olhar, mas ela se ergue, caminha para mim e me lembra um tigre, elegante e altivo.

─Onde estão os caras?

─Sobraram apenas dois, estão em outro bloco agora, eles ficam lá e nós aqui, esse foi o trato.

─Viu os outros morrerem? Pode garantir que estão mortos?

─Dois caíram na minha frente, um fugiu e foi devorado no pátio, não vi, mas ouvi.

─Certo, Hershel vai viver.

Ela diz e olhamos para dentro da cela, onde as irmãs Grenne se abraçam ao lado do pai, é o tipo de família que só vi pela tevê, não sei como pode ser isso.

─Vai.

Ela me dá as costas, segue em direção ao cachorrinho treinado, os dois deixam o bloco de celas, Lori vai cuidar da comida, Carol pelo que entendi está lá fora abrindo um zumbi para treinar para a hora do parto, acho no mínimo sinistro.

Eu decido respirar um pouco, ver como tudo está lá fora, o que é preciso fazer para tornar esse lugar habitável, Abby e Sam estão parados lado a lado, olhando o horizonte.

─Está prestando atenção em tudo Sam? Olhe bem para esse lugar agora, um dia vamos nos lembrar desse dia, de como ele mudou nossas vidas.

─Às vezes é a pessoa mais otimista que conheço! – Sam diz a ela, ela dá de ombros, queria me afastar dos dois, parar de ouvi-los, mas não consigo evitar.

─Não tem mais nada depois do inferno Sam, quando chega lá só tem duas opções, ou fica e apodrece ou faz o caminho contrário, é o que estamos fazendo agora.

─Acho que sim, gosto daqui, acho que vai ser bom, claro que isso está uma grande meleca e fede mais do que quase todos os lugares que já estivemos, mas pode ficar bom.

─Pode, vou entrar, ver se precisam de mim, a gente tem que conversar depois, decidir como vai ser! – Ela diz e me afasto, não quero que pense que estava ali atrás apenas para ouvi-los, Abby some de volta para o bloco, começo a arrastar uns corpos, pelo menos para longe do bloco, eles têm razão sobre o cheiro, Sam vem me ajudar, logo Glenn e Maggie faziam o mesmo, e T-dog.

─Eu vou buscar a caminhonete, colocamos tudo dentro e vamos lá fora queimar isso! – O garoto me olha confuso.

─Ir lá fora? Eu não sei, acho que vou falar com a Abby, ver se ela não se importa.

─Você é o cachorrinho dela é isso? Não pode decidir nada sozinho?

Me irrito com o modo autoritário dela, com a obediência cega do garoto, me irrito apenas, sou assim, irritável, jeito Dixon de viver.

Sam larga as pernas do corpo que arrastávamos, me olha sério, eu faço o mesmo, solto os braços do corpo inerte que cai com um baque, a mão se solta do corpo e rola para o lado, fazemos os dois, cara de nojo, mas depois ele me olha firme, agora não lembra tanto um garoto como há pouco.

─Eu morri há dois meses e nove dias, sim, eu conto, quer saber como foi? – Ele pergunta e sim, posso ouvir o que tem a dizer, quero saber quem são e até onde podem ir. – Foi como todo mundo, estava num acampamento pequeno com uma dúzia de pessoas e ele caiu, foi uma correria maldita, gente atropelando gente porque nessa hora o cara não quer nem saber quem está ao lado, só não quer ser o próximo, eu corri, acabei sozinho, num dia infernalmente frio e chuvoso, correndo feito um desesperado, sem parar, o resto do dia, quase a noite toda, achei uma casa, entrei quando não aguentava mais, os dedos escurecidos pelo frio, sem um pé de sapato que perdi no caminho, molhado, se tivesse um zumbi lá ele teria me devorado e eu nem sentiria, me encostei num canto e fiquei ali, morrendo de fome e hipotermia.

Acho que muita gente acabou assim, sempre acaba de algum jeito, mas acho que estar sozinho deve ser mais doloroso.

─Eu a vi entrar por uma janela, parecia uma miragem, me viu, correu para mim, arrumou cobertas para me aquecer, me deu uma bebida qualquer que achou na casa, me ressuscitou, cuidou de mim nos três dias seguintes enquanto me recuperava, saiu duas vezes em busca de comida, roupas e sapatos para mim, toda vez que saia tinha certeza que não voltaria, mas ela voltava, ainda acho que vai me deixar para trás porque ela é forte e não precisa de mim para nada.

─Todo mundo precisa de alguém por perto, pessoas se ajudam agora.

─Abby não precisa, mas me ajudou, me ensinou a atirar, ficamos amigos, gosto dela e se estou vivo é graças a ela, então eu não vou decepcionar a única pessoa que me estendeu a mão desde que assisti meu pai devorando minha mãe há mil anos atrás quando o apocalipse começou e eu fugi sozinho.

─Então foi assim que se apaixonou por ela? – Que pergunta estúpida, que espécie de obsessão essa minha, ele ri, é um rapaz leve, agora não tem mais o ar grave da conversa anterior.

─Eu não sei muito porque insiste nisso, mas não estou apaixonado por ela ou ela por mim, somos amigos, apenas isso, então o caminho está livre para tentar a sorte!

Mereci ouvir isso, fico furioso, mas a culpa é minha não dele, eu fico mesmo martelando isso e não posso manda-lo para o inferno como gostaria.

─Ergue logo essa porra de corpo nojento e vamos continuar! – É um jeito bem simples de resolver as coisas, fingindo que não aconteceram, terminamos de levar os corpos para longe e entramos.

Carl está com uma das espadas de Abby, fazia uma pose de espadachim e lutava contra um inimigo imaginário.

─Se prepare! – Ele diz para o inimigo invisível.

─É “en garde” que se diz, e não trate minha Sai como um simples florete pequeno mosqueteiro, ela não serve para isso.

Abby tira a espada de sua mão, ele sorri animado.

─Fala francês? – Carl questiona.

─Não faz diferença Carl, não mais.

─Um dia me ensina como se usa ela?

─Não, fique com sua arma que é melhor, mais garantido.

Ele suspira decepcionado, ela recolhe a espada de sua mão e a coloca nas costas junto com a outra formando o X de sempre, Sam se aproxima dela.

─Quer ter aquela conversa agora Abby?

─Não, depois, agora vamos só sei lá, fazer o que quiser.

─É estranho não ter que sentir medo, ficar atento, não acha? Reparou que não brigou comigo uma vez hoje?

─Briguei sim, lá em baixo quando sumiu feito um idiota!

─Devia ter ficado calado.

─Isso eu queria ver! – Ela diz a ele que faz careta.

As pessoas começam a se juntar para comer e conversar, Maggie e Glenn se sentam com ela, Abby não faz muito esforço para conversar, nisso se parece comigo, se não tem nada a dizer simplesmente fica calada, eu e Rick começamos uma conversa sobre o mundo de coisas que podemos fazer agora.

─Limpar isso não vai ser fácil, mas vamos recolher os corpos, agora que temos lavanderia podemos deixar esse lugar limpo, e com cara de casa, viu o tamanho dos pátios, podemos plantar, achar o gerador.

─Achar o gerador é bom, mas acho que a prioridade é a limpeza lá fora, depois vamos ganhando mais espaço aqui.

─Temos que trazer os carros para dentro, e aquelas torres podem ser boas para segurança.

─Sim, pode ser bom, deixar alguém lá em turnos.

Abby está atenta a nossa conversa, não parece nada contente de não estar participando do assunto, mas porque ainda não fez uma cena e mostrou as garras eu não sei.

─Amanhã a gente divide as tarefas e resolve as coisas, hoje vamos só nos trancar aqui e descansar.

Rick se afasta, Lori o olha caminhar para longe de todos, sozinho essa merda já é difícil imagino como deve ser com essa confusão sentimental, eu não sirvo para isso definitivamente não sirvo.

─Abby foi lá fora comigo, me ajudou a pegar um zumbi – Carol diz sentando ao meu lado no refeitório – Para fazer experiência, você sabe.

─Sei.

─Tentei tirar algo dela, mas ela foi reticente.

Fico mudo, sei onde ela quer chegar e já tive o bastante disso por hoje com aquela conversa com o Sam.

─Acho que posso tentar um pouco mais, não quer saber quem ela é?

─Não.

Carol sorri, detesto definitivamente essa mania que ela tem de tentar me salvar, como se eu precisasse disso, ainda mais quando dá esse sorriso condescendente de quem parece entender quem eu sou, ela não sabe, ninguém sabe e não quero dizer, gosto do isolamento seguro, da distância calculada que crio entre eu e o resto da humanidade.

─Certo, já vi que não quer conversar sobre isso.

─Não.

─Acha que tem chance do Hershel se recuperar?

─Está vivo não é? Então acho que sim, ele vai viver.

─Amanhã vou tentar de novo, abrir um zumbi, hoje não deu muito certo, pareço louca?

─Não vejo ninguém normal por aqui Carol, então que se dane o que parece.

Ela ri, se apoia em mim para ficar de pé e me deixa sozinho, tomo um gole de água, acho que o jeito era ir dormir, estávamos todos tão cansados que não tinha mais nada a fazer.

─Quero as chaves! – Abby me diz com a mão estendida de pé diante de mim.

─O que quer X? – Detesto sua arrogância, não consigo não reagir a ela, ainda que ache que não passe de sua proteção, como tenho as minhas.

─Antes ou depois de te mandar para o inferno? – Ela me encara, prendo o riso, agora ali com a mão estendida e os olhos cintilando de raiva me lembra uma menina mimada e cheia de vontades.

─Depois, já me mandou para o inferno hoje e pelo que me lembro eu fui, fiz a limpa e voltei.

─Um grande herói matador de zumbis estou impressionada, agora se puder me dar as chaves fico grata.

─E porque eu faria algo estúpido como isso?

─Olha eu adoraria pedir ao Rick, mas ele foi dormir e não quero acorda-lo, então apenas me dê as chaves e podemos acabar com esse assunto.

─Ainda não me respondeu porque devo fazer isso.

─Ajudei a limpar essa merda de lugar, mereço estar aqui, não me fez nenhum favor nem eu a você, mas não somos do mesmo grupo, não confio em vocês, não quero e não vou ficar trancada aqui a mercê do que vocês querem, vocês têm um molho de chaves eu fico com o outro.

Fico de pé, ela me irrita, não devia permitir, mas permito, ela me irrita porque é forte, porque é bonita, porque me enfrenta e me obriga a abrir espaço quando não quero fazer isso.

─Sabe X...

─Abby, meu nome é Abby, estou sendo cordial com você, então seja razoável.

─Se chama isso de ser cordial, não sei como é quando...

─Está com a cabeça sobre o pescoço não está? Então estou sim sendo cordial, quero as chaves.

─Não, e isso é tudo, se não confia em mim eu também não confio em você, e tenho muito mais a proteger aqui, então esquece as chaves ficam comigo.

Ela me olha um longo momento, não sei o que se passa com ela, o que está pensando, qual vai ser seu próximo passo e só posso ficar irritado com isso.

Abby simplesmente me dá as costas, some para as celas, e sem conseguir evitar sorrio, sigo para o poleiro, por hoje chega, quero só descansar um pouco o corpo, assim que deito eu a vejo subir os degraus, ela balança um molho de chaves quando passa por mim, sorri de modo cínico.

─Eu queria deixar o seu general dormir, a culpa foi sua!

Não respondo, não porque não quisesse, simplesmente porque pela primeira vez não sei o que dizer e isso me deixa bem irritado, mas a prisão está silenciosa e só posso me manter ali, deitado e em silencio, ela não entra na própria cela, vai para cela do garoto.

Não tinha intensão de ficar ouvindo sua conversa, mas com o silencio do lugar não tem muito que possa fazer já que não consigo dormir.

─O que quer fazer Sam?

─Sobre o que Abby?

─Sam eu realmente pretendia passar por essa droga toda sozinha, mas você parece um carrapato, grudou em mim e não teve jeito, então quero saber, ficamos aqui?

─Quer ir embora? – Ela quer ir embora? Aquilo me deixa tão confuso quando o garoto.

─Tem dois presos no outro bloco, era lá que pretendia ficar com você, então não sei, se ficarmos tem que ser com eles.

─Pode tentar fazer isso? Eu quero, gosto de gente e quase não sobrou isso, se puder conviver com essas pessoas sim eu quero ficar, se não puder... Nesse caso a gente pega nossas coisas e volta para estrada, deve ter outra prisão por ai, mais cedo disse que esse lugar iria mudar nossa vida.

─E mudou Sam, ficando ou partindo já mudou, mas não é fácil, eu...

─Parecem ser bons, acho que a gente pode ajudar, quem sabe um dia não gostam da gente como parte da família?

─E se for justamente isso que não quero? ─ Nesse caso é melhor ela correr para longe, porque essa gente adora essa coisa de família, te envolvem de um jeito que simplesmente não pode fugir deles.

─Quando eu morrer, bom, não quero que fique sozinha.

─Se morrer arranco sua orelha.

─Eu tinha que ter umas trinta orelhas, vive querendo me arrancar uma!

─Certo, ficamos então, vamos ver como isso funciona, boa noite!

─Obrigado Abby.

Ela deixa a cela dele e entra na dela, fecho meus olhos, também relutei em ficar, passei o tempo todo me dizendo para ir, nunca saí do lugar e depois de um tempo tive que admitir que não queria ir a lugar nenhum, mas eu sei porque me senti assim, porque não deixo ninguém entrar, mas e ela, porque essa mulher é assim?

O trabalho começa cedo, o tempo todo eu a vejo ocupada, não para um segundo, ajuda com o trabalho pesado junto com Maggie, as duas são muito fortes fisicamente e tenho que admitir que ela não tem medo de trabalhar, as espadas não saem das costas, passamos o dia juntando corpos, lá dentro Carol, Beth e Lori cuidam da limpeza das celas, da comida, Hershel dorme quase o tempo todo, nem imagino a dor que deve estar sentindo depois de ter metade da perna decepada.

Nos reunimos para comer juntos no almoço, agora ela fica conversando com Maggie e evito ouvir a conversa, não sou uma velha fofoqueira que fica na janela ouvindo sobre a vida dos outros.

Fico um tempo ali na escada, mastigando despreocupado, nem acredito que estamos aqui, as chaves estão de novo com Rick, não sei qual foi o acordo dos dois, nem me interessa saber.

Só o que me interessa é que estamos seguros, temos comida, e grades, nunca pensei que gostaria delas, passei a vida correndo desse lugar e hoje ele é o melhor lugar do mundo, quase como viver no paraíso.

─Acabou o descanso gente, vamos trabalhar! – Me ponho de pé, pego a besta e sigo para o pátio.

Notas finais
Então o que estão achando? Espero os comentários. Beijos e obrigada!