Hell Between Us

24 Capítulo 24 - Independência


Notas iniciais
Olá pessoas! Mais um capitulo, espero que gostem!!!!

Pov – Abby

Fecho os olhos, encolhida na cama pequena, essa é a hora que mais odeio, quando as portas de ferro começam a ser trancadas e as luzes vão se apagando, escuto o ranger do aço, o barulho das trancas ecoa pela pequena cela, a luz da cela se apaga, cerro os olhos, os corredores vão se apagando aos poucos, então é só escuridão, o braço ainda com gesso lateja e eu o seguro junto ao corpo, talvez dessa vez elas não venham.

O coração bate fora do ritmo quando escuto passos e sussurros, podem só estar passando, talvez não entrem aqui, o barulho fica cada vez mais próximo, é só manter os olhos bem fechados, hoje não vai acontecer nada, acabei de chegar da enfermaria, hoje será diferente.

─Já dormindo patricinha? Nem nos esperou? – É só não abrir os olhos, elas vão embora, vão me deixar em paz – Vamos sua riquinha metida, acorda! – A voz de Selena me faz estremecer e abro os olhos quando sou puxada da cama, ela está de pé rindo quando as outras quatro me seguram no chão, meu braço lateja quando a garota apoia o peso do corpo nele para me manter imóvel, me debato, grito, não me importo, nunca vou deixar de lutar.

─Me solta, socorro, socorro!

─Ainda não entendeu que não vem ninguém? – Ela se ajoelha diante de mim, me dá um tapa no rosto.

─Por favor, por favor! Eu imploro me deixa em paz!

─Adoro quando você implora! – Ela ri – Ela não fica linda implorando? – As amigas riem – Sentiu minha falta na enfermaria?

Suas mãos começam a percorrer meu corpo, as outras riem e dizem coisas a minha volta, choro de modo apavorado como sempre, sinto nojo dela, de mim, de suas mãos e lábios, de como elas me dominam e me fazem tremer, quero morrer, quero desesperadamente que seja a última vez, seus dedos invadem meu corpo em meio a risos e sussurros, todas elas se aproveitam, se divertem enquanto me debato, grito juntando todas as minhas forças e uma mão tampa minha boca, não acaba, não acaba nunca.

Então caio na escuridão e num salto abro os olhos, estou na prisão, era um sonho, um pesadelo, aquela vadia trouxe tudo de volta, minha respiração está alterada, meu coração aos pulos.

─Está tudo bem? – Daryl me pergunta e olho para ele deitado ao meu lado, é um alivio vê-lo ali, mesmo que seus olhos pareçam tão tensos.

─Foi só um sonho, uma lembrança, não sei.

─Está com o braço doendo? – Olho para mim e ainda seguro o braço como se estivesse engessado, eu o solto, movimento.

─Não, ele estava engessado no sonho, desculpe te acordar, eu... eu vou sair daqui e te deixar dormir, desculpe. – Me movo e ele me segura firme, não forte para machucar, apenas firme para me manter na cama.

─Não precisa sair daqui, nem se desculpar, depois que o apocalipse chegou todo mundo tem pesadelos as vezes, é normal, deite.

Não era sobre os zumbis, antes fosse, mas não quero ficar sozinha de qualquer modo e volta a me deitar.

─Eu não peguei as chaves com o Rick – Me lembro e ele sorri.

– As minhas estão aqui, não está trancada na prisão, nem está de novo naquele lugar, tenta dormir.

Então ele sabe que não sonhei com zumbis, afirmo apenas com um movimento de cabeça e fecho os olhos, mas olhos fechados trazem tudo de volta, eu os abro, me movo e encaro o estrado da cama de cima, estranho como numa cama tão pequena e depois de ter tido momentos perfeitos com ele nós consigamos ficar deitados sem nos tocar.

Queria ser do tipo que se aninha nos braços de um homem e se deixa cuidar, como nos filmes românticos antes do mundo acabar, mas não faço isso, fico só com os olhos fixos no teto tentando não chorar.

Não posso ficar aqui com ela, não posso, não estou pronta para enfrentar o passado, ele devia ter morrido junto com o mundo, eu saí daquilo, não vou voltar, eu não posso voltar lá, não quero ser de novo aquela garota.

Algumas lágrimas escorrem, mas está escuro ele não pode vê-las, ao menos é o que espero, não quero que me veja assim, não quero que ninguém me veja assim, eu venci isso, sou forte, posso sobreviver, sempre posso sobreviver, fiz isso até agora, mais lagrimas, silenciosas, mas presentes.

Tento pensar em algo bom, a cabana me vem a mente, a primeira vez que alguém me tocou sem me causar repulsa, a primeira vez que eu quis, mas a beleza daquele momento se confundo com as imagens do sonho e me machuca.

Daryl ergue a mão e seca minhas lágrimas, ele não sabe o que está fazendo, não pode fazer isso.

─Não faz isso – Peço ainda encarando o estrado quando mais lagrimas surgem.

─O que? – Me pergunta sem parar de seca-las.

─Não me deixa fraca! – Não gosto de ficar assim sem saber o que fazer, sem dominar minhas emoções.

Daryl se move, então está sobre mim, ainda seca as malditas lágrimas, eu as odeio, odeio porque elas dizem quem eu sou e não gosto disso.

─Você não é fraca, Sam diz que é uma força da natureza e concordo com ele, ás vezes é um furacão, ás vezes é só uma brisa leve e tudo bem, gente como você move o mundo, mesmo esse mundo.

─Não posso ficar aqui, eu sei que disse que ficaria, mas eu e ela não cabemos no mesmo planeta, não consigo.

─Pode e vai ficar, ela não pode vencer.

─A criança, se não fosse a criança...

─Acho que não pode deixar isso te dominar, apenas vá em frente, o lugar é grande e agora você dá as cartas, ela vai ficar longe, muito longe.

─Eu... – As lagrimas somem, de algum jeito ele me faz sentir melhor.

─Vai enfrentar isso, essa é sua casa, lutou por ela, ninguém pode te tirar isso.

Não respondo, mas sei que não posso mesmo ir, não consigo mais, Sam já tinha começado a bagunçar as coisas para mim e então Daryl chegou e revirou tudo de uma só vez, agora estamos aqui e eu estou tocando seu rosto porque toda vez que ficamos assim eu faço isso, não planejo, apenas não sei o que acontece que quando me dou conta estou toda sensível, completamente emocional e isso me apavora e tira o chão.

─Quando amanhecer vamos numa busca difícil, precisa estar concentrada, não será um grupo grande.

─Quando estou lá fora minha mente trabalha diferente, não se preocupe, não vou pôr tudo a perder.

─Nunca achei que faria isso.

─Eu não sou covarde, não mais, não sou fraca, eu não...

─Shiu! – Ele me dá um beijo leve, sinto que quer me acalmar – Não precisa me provar nada, é uma droga de mundo e uma porcaria de passado, eu sei disso, conheço isso, mas não faz diferença agora, agora é hora de seguir.

─As vezes acho que nem você acredita nisso.

Ele não diz nada, eu sei que ele não é esse cara que sabe onde está pisando o tempo todo, Daryl finge não se importar na maior parte do tempo, mas talvez funcione, pode ser que de tanto fingir acabe virando verdade, tem sido assim comigo.

─Quer dormir? – Ele muda de assunto, eu nego, não quero dormir nunca mais.

Daryl me beija, é um beijo diferente e não sei porque, parece mais com carinho que com sexo, gosto, não acho que é proposital, acho que as coisas entre nós são sempre por puro instinto, aquilo me domina de um modo que me acalma, apaga as coisas ruins e então só tem o peso de seu corpo sobre o meu, só tem o gosto que ele deixa em mim e o desejo queimando meu corpo.

A mão dele desce por meu colo, me fazem arfar, sempre tento de algum jeito tomar controle de mim, mas quando as mãos dele me tocam então o controle se vai e não sou mais eu ali, não me reconheço e é bom me deixar um pouco, que se dane o que ele vai pensar, sou uma mulher e não tem nada errado em me sentir uma, me entrego mais uma vez ao meu corpo e me deixo ser dele.

A claridade leve me acorda, não abro os olhos, só fico ali, sentindo Daryl me envolver, pensando em como me sinto sobre isso, nunca é assim, nunca fico em seus braços apenas, não acordo enrolada nele como agora.

Não que tenham sido muitas vezes, são três dias nessa história, um dia na cabana, um dia aqui, quando acordei sozinha e agradeci ele não estar por que não saberia o que fazer e agora, quando ele dorme me envolvendo.

Isso é estranho e no momento esse não é meu maior problema, meu maior problema é conviver com a vadia sem arrancar sua cabeça.

Daryl se move, sinto sua barba por fazer roçar minhas costas e a droga do meu corpo corresponde de imediato, com isso é possível? Fico pensando se é assim com toda mulher, por que se for não me admira que tenhamos séculos de submissão, como se diz não a isso?

─Acordada?

─Sim, e pronta para as ruas, finalmente.

Daryl ri, se move e então sinto que deixou a cama, continuo ali, olhando para a parede de cimento, decidindo o que fazer da vida.

─Fala como se tivesse ficados meses entediada.

Me viro e encontro seu rosto, nos olhamos um instante, é um homem bonito, tem ali alguma angustia, mas também tem muita coragem e força interior, me sento, melhor irmos de uma vez.

Ele pega a besta, uma mochila e me olha mais uma vez.

─Te vejo lá em baixo.

Afirmo e então fico sozinha, acho que nunca vamos ser nada nem parecido com Maggie e Glenn.

A questão é, eu quero isso? Porque se não quero, porque fico o tempo todo pensando a respeito?

O grupo se reunia perto do carro quando me junto a eles, Sam vem em minha direção de mãos dadas com Beth, sorrio para os dois, evito ampliar meu olhar porque não estou certa se posso deixar Selena viva depois do sonho que tive e me trouxe tudo de volta.

─Quando voltar posso falar com você? – Beth me pede.

─Vou ter que olhar minha agenda Beth, marque uma hora com meu assistente.

Ela sorri para Sam, ele lhe rouba um beijo, não sei se acho bonito ou patético, com o tempo decido.

─Boa sorte lá fora, e volta viva.

─Se passar dessas grades arranco suas duas orelhas!

Rindo os dois se afastam e vamos todos em um carro, Glenn, Maggie, Daryl, eu e Mich, vamos as três no banco de trás e é uma viagem no mínimo silenciosa.

Chegamos a uma pequena cidade, nunca estive aqui e andei por muitos lugares, me concentro no que interessa, pego uma de minhas espadas, não gosto de armas de fogo, claro que não ando sem uma, mas quase nunca a usei desde que a porra do mundo decidiu que era hora de reciclar.

Um corpo podre caminha perdido, nos vê, logo a fome o domina, sempre que olho para aqueles olhos mortos e sem brilho fico pensando se restou algo lá, eu o espero, não gosto de gastar energia desnecessária, nunca se sabe quando é hora de correr, ele tem um buraco no peito, parece quase limpo perto de todos que encontramos por ai, não faz muito que se transformou naquela coisa estúpida e carnívora.

Finco a espada em seu cérebro, retiro e ele cai, o sangue se espalha um pouco, me volto e o grupo me esperava, olho para o prédio a nossa frente, parece um velho deposito, tem portas largas e janelas altas.

─Na lista dizia que é uma distribuidora de alimentos, não sei se restou algo, mas é o melhor que vimos na região, e uns quarteirões mais para frente tem uma loja de armas.

Glenn conta enquanto observávamos o ambiente buscando alguma segurança antes de tentar entrar.

─Posso ir até a loja de armas e me encontram lá quando terminarem.

Eu acho que não precisamos de todos num único lugar.

─Não. Ficamos todos juntos! – Daryl me encara e não lembra em nada o cara de ontem á noite, não gosto de brigas e problemas, mas não costumo me dobrar e seu tom me incomoda.

─Eu não obedeço ordens Daryl.

O resto do grupo se entre olha quando ficamos frente a frente, medindo forças talvez, mas o fato é que tenho cedido demais e chega disso, eu escrevo meu destino, mais ninguém.

─Isso é um grupo, não tomamos decisões sozinhos.

─Não. Você toma decisões por todos.

Puxo minhas espadas e dou as costas a eles todos, faço o que quero, sou Abby Coleman, ninguém mais me dobra.

Caminho pelo meio da rua, cabeça erguida, peito estufado, essa sou eu, não tenho medo dos mortos, só o que querem é minha carne, que venham buscar, estou esperando.

Se quiserem ir embora sem mim que façam isso, eu posso voltar sozinha, não preciso de nada, nem de ninguém.

Dois quarteirões e nada de zumbis, passo por uma livraria, na vidraça uma dúzia de zumbis se espremiam desesperados, aquele vidro logo cederia, mas não deixo de pensar em como é estar ali, preso, desesperado para sair e ainda assim preso, não são nada, só fome, e mais uma vez me sinto parecida com eles, já estive assim, já fui só um corpo, talvez ainda seja.

Desesperados por mim, parada ali os assistindo, eles se agitam, o vidro racha um pouco e me desperta, retomo meu caminho, um zumbi vem em minha direção, mas é o que digo, economizar energia sempre e simplesmente sigo em frente, ele que me alcance.

Finalmente a loja surge, está obviamente toda saqueada, já dá para ver só pela porta quebrada e a vidraça da entrada, mas nunca se sabe, sempre podem ter deixado uma caixa de munição pelo chão.

Entro em silencio, pulo uma cadeira caída bem na porta, tem sangue e restos de tecidos pelo chão, quando piso a borracha da bota faz aquele barulho irritante de contato com o sangue lodoso, o lugar está razoavelmente claro, o balcão está limpo, atrás dele a estante de vidro onde no passado as armas ficavam expostas está toda quebrada, não tem nada ali além de caixas vazias de munição.

Atrás do balcão um corpo em decomposição, o velho cheiro da morte, o cheiro sempre deixa claro onde estamos, continuo meu caminho, sei que não era ali que o dono daquela droga de lugar guardava suas preciosidades.

Sigo mais um pouco par dentro da loja, ela não é mesmo grande coisa, nos fundos, atrás do balcão, duas portas, uma delas tem um aviso indicando que é um banheiro, a outra é sem dúvida onde ele guardava o que realmente valia a pena.

Me aproximo, escuto gemidos pelo lado de dentro, então está bem, vamos ver quantos são e se podem me vencer.

Sempre é um bom dia para morrer.

Abro um pouco de espaço empurrando uns entulhos pelo chão, depois giro a maçaneta, está destrancada, estúpidos demais para abrir uma porta e ainda assim dominaram o mundo.

Abro uma fresta e me afasto com as espadas prontas, vamos brincar.

Algumas mãos surgem, podres e escurecidas como de costume, depois delas vem os rostos, acinzentados, feridos, são a princípio cinco deles, se trancam vivos e covarde e terminam mortos e cheios de coragem, eles caminham para mim.

A primeira é uma mulher num velho vestido rasgado e com uma grande mordida no ombro, enfio a espada em sua cabeça, o segundo é um homem, passo a outra espada por seu pescoço, a cabeça rola, o terceiro já está perto demais e o empurro enquanto com um giro nas espadas corto a cabeça de mais um e então o outro está de volta, penso em Selena e cruzo as espadas em seu pescoço, como uma tesoura ela faz um grande corte e a cabeça despenca para trás, rola e deixo que fique ali, mais um está caído tentando se erguer entre os corpos que já derrubei, apenas acerto sua cabeça.

Acabou? Que seja, dou dois passos em direção a porta e mais um surge, é absurdamente alto, talvez um jogador de basquete, seus braços são longos e lhe falta uma mão, eu me aproximo e sinto ele me tocar o ombro com a única mão que restou, uso apenas uma espada para cravar em sua cabeça e ele pende um pouco sobre mim, empurro a droga do corpo pesado para trás e ele cai levando a espada, eu a pego de volta e então entro na maldita sala, espero que valha a pena.

O ambiente é bem escuro ali, só uma janela fechada nos fundos, sorrio quando me dou conta da sorte que tive, tem cinco caixas cheias de enlatados, cenouras, ervilhas, sopas, alguns pacotes de garrafas de água, primeiros socorros e armas, automáticas, rifles, munição.

─É isso garotos, obrigada pelo presente.

Devia ter vindo com o carro. Escuto um barulho e aperto as espadas, volto lentamente para a loja e dou de cara com o grupo, eles olhavam para os corpos no chão, me encaram meio perplexos, nem eram muitos, não sei porque o espanto.

─O armazém estava vazio, só tinha restos de comida espalhadas pelo chão! – Maggie diz decepcionada – Achou ao menos uma porcaria de uma caixa de munição?

─Não! – Eu respondo e depois sorrio – Achei um pedaço do paraíso, vamos, temos muito o que carregar.

Daryl está mudo, parece bravo e mesmo sem querer admitir aquilo me chateia.

Meia hora e estamos de partida, o carro lotado e Daryl carrancudo, que se dane, não posso deixar que me domine, de jeito nenhum posso permitir isso.

Chegamos a prisão sem maiores problemas, Sam corre para mim, todos descemos e ele me abraça, devolvo o abraço.

─Acho que não vou me acostumar com esse negócio de você sair e eu ficar, fazíamos tudo juntos.

─Não ficou por ai aos beijos não?

─Claro que não, trabalhei bastante, mas é estranho não saber se está bem, pegou muitos?

─Não. – Respondo quando Maggie passava por mim com uma caixa.

─Não? – Ela diz rindo – se aquilo não era um bom número não sei quanto é muito para você.

Daryl passa direto por nós, nem me olha, some para dentro da prisão e sei que o problema sou eu, acho que todo mundo sabe pelo modo como me olham.

─Já brigaram? Esse namoro vai mal! – Sam e aquela boca grande dele me irritam, eu o fuzilo – Não me olha assim, me ensina a matar então acho que em troca eu vou te ensinar a namorar, vai lá e se desculpa com ele, diz que não queria chateá-lo mas só faz o que quer e adora contrariar as pessoas.

─Primeiro, essa prisão está te fazendo mal, anda muito cheio de si, segundo porque acha que a culpa é minha, que eu o contrariei?

─Não seria você se fizesse diferente, aposto que ele disse para fazerem uma coisa e fez outra só para mostrar sua força.

Ok, foi exatamente o que fiz, mas não vou me desculpar nem em mil anos.

─Cala a boca Sam! E para com esse negócio de dizer que ele é meu namorado, isso é bem chato.

Olho para o bloco, depois para o banco, Sam ri de mim.

─De mudança para o banco?

─Vá para o inferno! – Esbravejo lhe dando as costas e sigo para dentro, Daryl não está no refeitório, Glenn e Maggie contavam para Rick e Hershel a sorte que demos, Michonne limpava sua katana, me junto a ela evitando subir, pego um outro pano e puxo as espadas, começo a limpar em silencio.

Será que acabou? Que agora que ele sabe que não vou simplesmente obedece-lo vai me mandar para o inferno? E se for isso? Será que vou me importar? Se já me importo com sua indiferença imagine o resto.

─Adiar só te corrói mais. – Michonne me diz e olho para ela – Se o quer vá buscar.

─Nunca te imaginei dizendo essas coisas.

─Eu tinha uma vida antes do apocalipse embora não pareça.

Ela tem razão, as espadas estão limpas e decido subir, não gosto nada de fazer isso, gosto menos ainda do que me leva a fazer isso.

Notas finais
O que acham? Me contem! Beijos