Hell Between Us

14 Capítulo 14 - Corrente elétrica


Notas iniciais
Olá pessoas! estou aqui de volta e quero muito dedicar esse capítulo a minha amiga querida que eu adoro e mesmo com a vida agitada e sempre viajando dá um jeitinho de ler ainda que de madrugada e correndo o risco de dormir menos que o necessário só para se atualizar! Ela me fez uma deliciosa recomendação então esse capitulo vai para ela! Te adoro CAROL BRAKS!!!! Obrigada!!! Espero que gostem.

Pov – Daryl

─Se a mulher era sua ou se queria ela para você era só ter dito! – Merle reclama quando nos encontramos na manhã seguinte, logo a reunião iria começar e ele estava muito bravo.

─Não sei do que está falando! – Desvio meus olhos, ele bufa irritado.

─Me sacaneou maninho, isso foi feio, me jogou na boca do tigre!

─Ela parece mesmo um tigre! – Eu rio – A dor passou?

─Vai a merda maninho, e não se preocupe, prefiro beijar um zumbi a me aproximar dessa louca assassina, ela é o demônio!

─Mereceu!

─Está se divertindo não é mocinha, mas cadê ela na sua cama? Cadê a atitude de macho.

─A atitude de macho rendeu uma joelhada quase fatal, então cuida da sua vida!

─É e por falar nisso como vai ser, e essa merda de reunião do grupo de maricas e madames, começa que horas?

─Toma seu café e me deixa Merle, tenta se acalmar, se adaptar, vai ficar aqui, não causa problemas.

─A vadia... – Olho feio para ele, ela não deu nenhum motivo para ser chamada assim, muito pelo contrário – A mulher, a futura senhora Dixon! – Ele ri de mim, olho em volta felizmente estamos sozinhos – Ela me acertou, quase conta meu pescoço e eu que crio problemas?

─Só tenha um pouco de paciência, vamos fazer dar certo, prometo!

Eu o deixo sozinho, a grade entre o refeitório e as celas está fechada, um exagero que vou resolver em breve, estou de saco cheio de tudo.

Nos reunimos, Abby surge com suas espadas, aquele maldito short as pernas mais sexys do mundo e sua cara de, isso não me atinge, de sempre, e adoro tudo aquilo, e odeio, porque me deixa confuso e sem saber como agir e fico um babaca por conta disso.

─E então o que vai ser?

─Não vamos fugir. – Rick avisa, nos olhamos todos, suspiro subindo as escadas.

─Mas devíamos! – Hershel diz preocupado.

─Rick disse que não vamos fugir e não vamos! – Glenn está puto ainda, seu ódio transborda e adoraria dizer que ele está errado, mas não está, sei disso.

─Mas o que vamos fazer, essa madeira não é suficiente! – Maggie comenta preocupada.

─Vamos ficar, não vamos a lugar nenhum.

─Vamos ficar aqui e viver como ratos! – Merle comenta das grades, todos o olham.

─Tem uma ideia melhor? – Rick o desafia.

─Devíamos ter deixado esse lugar ontem a noite e viver para lutar outro dia, agora ele tem vigias nas estradas, fechando tudo.

─Não temos medo daquele canalha! – Aviso meu irmão que adora se mostrar machão, mas está louco para fugir.

─Pois deviam. Atravessar a cerca com o caminhão é só o jeito dele tocar a campainha, temos muros, mas ele tem armas e homens. Se ele cercar tudo nos mata de fome aqui dentro.

─Coloca ele em outro bloco de celas – Maggie diz e me irrito, isso é uma droga de uma guerra o que eles acham a final?

─Não! Ele está certo. – Eu o defendo.

─A culpa é toda sua, você começou isso! – Maggie explode.

─Que diferença faz de quem é a culpa? O que importa é o que vamos fazer! – Beth mostra que não é uma garotinha tola como pode parecer e coloca as coisas nos termos certos.

─Falei que devíamos ter ido embora! Não podemos ficar aqui.

Hershel diz decido a nos convencer a partir, aquilo é mesmo irritante, suspiro cansado, Rick encara Hershel, depois simplesmente começa a se afastar, deixa o velho fora de si.

─Volta aqui! – Grita com Rick – Está fugindo Rick, entendemos porque, mas agora não é a hora, disse que isso não era uma democracia, honre o que disse, pus a vida de minhas filhas em suas mãos. Ponha a cabeça no lugar e faça alguma coisa.

Rick escuta tudo, mas ainda assim da as costas a Hershel calado e some nos deixando ali, Abby está ainda parada, encostada na parede, não se intrometeu nenhuma vez, mas tenho certeza que tem uma opinião sobre aquilo.

─Vamos ficar aqui a espera do Rick? – Maggie pergunta inconformada.

─A gente vai proteger esse lugar! – Eu digo a ela, nesse ponto Glenn concorda comigo.

─Ele sumiu, deixou a gente aqui, no escuro? – Carol condena.

─O cara foi dar um tempo, digerir o que disseram, não é o líder de vocês? Deviam confiar nele afinal! – Abby se pronuncia, Maggie entra para uma cela, Carl some em busca do pai, e eu me apoio na grade cansado de ficar o tempo todo mediando as coisas. Evitando confrontos.

─E a gente Abby? O que vamos fazer? – Sam pergunta a ela.

─Lutar Sam, não disse que queria fazer isso? É o que vamos fazer, nos preparar e esperar, ele não está com pressa, vai nos torturar um pouco, preparar algo grandioso, não é isso Merle, você o conhece, não é o que ele quer?

Merle olha para ela um tanto espantado, não esperava ser consultado justo por Abby, concorda com um movimento de cabeça.

─Sim, é isso que vai fazer, torturar todos até juntar homens e vir com tudo em grande estilo, vai fazer a gente se arrepender de ter nascido, sonhar com um zumbi no cangote!

─Ótimo, isso nos dá tempo, vamos cuidar de recebe-lo com a mesma pompa!

Rick retorna, entrega uma arma a Maggie e manda que vigie o lado de fora.

─Não vi atiradores, mas a Maggie vai ficar lá fora, vamos nos revezar nisso.

Rick ainda não está em seu melhor estado, mas parece mais tranquilo, pronto, não sei o que Carl disse, mas definitivamente funcionou.

─Perdemos os pátios, a torre também, está tudo realmente tomado.

─Posso chegar a torre e de lá limpar o pátio! – Me ofereço.

─Vamos torrar toda munição com isso! – Hershel tem razão.

Mais uma vez eu e Glenn nos desafiamos, ele quer se livrar de Merle e não vai acontecer, de jeito nenhum, as palavras de Abby me chamando de fraco me voltam a mente e sempre me dão força para lutar por Merle e pelo lugar que ajudei a conseguir.

Michonne não participa muito, mas sinto que está disposta a ajudar, ela odeia o tal Governador, não está aqui por nós, se uniria até ao Demônio se isso a ajudasse a se vingar dele, só me resta contar com ela, deixo eles discutindo quando a tenção entre eu e Glenn extrapola meus limites de paciência, então escuto Rick se recusar a expulsa-lo, as coisas se aquecem entre eles também.

─Vocês não podem trabalhar um pouco juntos? – Agora é Abby quem pede – Eu vou ficar e ajudar, Michonne também, e Merle, vocês têm mais pessoas dispostas do que tinham quando deixamos Woodbury, não dá para manter a cabeça fria e cuidar disso de modo prático?

─Eu sei que está do lado do Daryl, que quase foi embora quando ele ficou para trás com o imbecil do irmão dele, que se Hershel não tivesse implorado você teria partido, mas eu sei como me sinto.

Glenn diz a ela e fico lá em cima sem acreditar no que acabo de ouvir, ela estava indo embora? Deixando a prisão que vive dizendo que é dela, tudo porque eu... Aquilo me deixa completamente confuso, meio feliz, estranho também, talvez assustado.

─Glenn, não vou manter essa conversa, não agora, Rick eu vou descer, ver as tumbas, e saber como está lá em baixo, a gente pode deixar o lugar pronto.

─Para que Abby?

─O tal caolho não está vindo nos ver? Então é bom a gente deixar as coisas claras, ou podemos sair por lá numa emergência ou apenas deixar que tudo fique cheio e quem sabe os zumbis dão conta dele, o cara não acha que a prisão está limpa?

─Vou com você! – Desço as escadas apressado, preciso de algum tempo, e descer vai ser bom – Acho que está certa, devíamos deixar os zumbis fazerem o trabalho sujo de expulsar o infeliz e seus homens.

Abby não recusa minha companhia, segue comigo em direção a entrada das tumbas, ela acena para Sam, que sorri preocupado.

─Não faz nenhuma bobagem, fica aqui dentro eu não me demoro, se fizer...

─Já sei Abby, fico sem orelha.

─E língua!

Ele sorri e então começamos a caminhar pelos corredores escuros, eu levo uma lanterna, aquela primeira parte estava limpa e fechada, ao menos era como devia estar, embora alguém tenha dito algo sobre um grupo que esteve aqui e entrou pelos fundos.

─Viu essas pessoas que estiveram aqui, como eram?

─Não os vi, quando cheguei eles já tinham ido embora.

Olho para ela um momento sem entender bem a ordem dos fatos, como pode ser isso se foi o Rick que os expulsou quando chegaram?

─Eles não foram expulsos pelo Rick? Achei ter ouvido isso.

─Foram! – Ela avisa quando viramos um corredor, tem uma das solitárias aberta, paramos em frente, ela puxa uma espada e abro a porta, ilumino, está vazia, é apenas aquela escuridão e cheiro de mofo e morte – Devíamos deixar algumas delas bem seguras, numa emergência seria bom ter lugares assim, para esperar, quem sabe usamos a surpresa para ataca-los?

Estamos dentro da cela, os olhos fixos nas paredes descascadas, cheias de umidade, com desenhos desformes feitos no passado por presos desesperados, nem imagino o que pode ser uma solitária, ela fica muda olhando para aquele lugar, sinto sua tenção, sei que esteve presa em um reformatório e começo a me perguntar se não conheceu uma solitária como aquela.

─Porque não estava aqui quando Rick os expulsou? ─ Insisto, aquilo ganha certa urgência, importância.

─Não entrei no carro com eles, vim a pé. – Ela diz meio que pega desprevenida – Quer saber? Não estava com vontade nenhuma de ficar perto deles depois do que aconteceu, caminhar até aqui foi bom, me acalmou, quando cheguei Rick já tinha surtado.

─Tem muita integridade, não acho que foi por mim, foi pelo que acreditava eu sei, mas mesmo assim obrigado, não esperava.

─Não me acha capaz de coisas assim? Me vê como uma mulher egoísta que só pensa em si mesma?

─É assim que se vê? – Ela me olha, depois dá um passo para sair, seguro seu braço, ela para e se volta – É por isso que não se mostra? Tem medo que seja assim que as pessoas te vejam?

─Esse mundo criou muitos malucos e psicólogos, o que me parece dá no mesmo, não acha?

─Me acusou de ser fraco e não lutar, mas as vezes parece que é você que faz isso, se esconde. ─ Seus olhos faíscam.

─Olha quem fala, acho melhor a gente continuar, não gosto desses lugares apertados e sem ventilação, você tem que se concentrar para o pânico não te dominar e dá medo de nunca mais ver luz, é...

─Tem uma opinião muito especifica, já esteve assim?

─Se quer ficar fique, eu vou indo! – Ela foge do assunto o que só significa que sim, Abby já esteve assim e isso me magoa.

Ela abre a porta, dá um passo para fora, mas então volta num movimento rápido me empurrando ao mesmo tempo que empurra a porta nos fechando ali num segundo confuso e silencioso que é tão confuso e atrapalhado que acabamos quase abraçados, tão próximos que sinto seu hálito quente, nos olhamos mudos, escuto os passos arrastados do lado de fora, pela altura dos gemidos são um bom número.

Os lábios de Abby ao mesmo tempo que me convidam, me reprimem, ela sempre me parece inatingível, ela passa a língua neles para umedece-los, está com a respiração tão alterada quanto a minha, os olhos presos aos meus, encostada na porta, de algum modo eu a envolvi em meus braços, não me dei conta que fiz isso, nem acho que ela percebeu, mas meu braço envolve sua cintura e sem resistir meus lábios cobrem os dela.

Talvez ela devesse me dar uma boa joelhada porque definitivamente não posso solta-la, minha língua invade sua boca, não encontra resistência, apenas cumplicidade, sinto sua mão subir por meu peito deixando um rastro de calor que me faz aprofundar o beijo, ela se move se colando a mim, é a mesma sensação de abandono, como se não existisse mais nada além daquele momento, mais uma vez o tempo para, o apocalipse simplesmente desaparece.

Nos afastamos um instante, sinto sua tenção, me lembro do que fiz, de quando simplesmente deixei Abby, agora não entendo como pude fazer aquilo.

─Não vou sair daqui! – Sussurro com a respiração entrecortada.

─Por que não pode? – Ela também sussurra.

─Porque eu não quero! – Tomo seus lábios mais uma vez, é ainda mais intenso, voraz, longo, não entendo como um beijo pode provocar tantas reações em meu corpo.

Abby parece relaxar um pouco, se entrega mais uma vez, então sem alternativa e com raiva de precisar respirar nos afastamos mais uma vez.

─Acho que eles já foram.

─Eu... melhor subirmos.

─Sim!

Nenhum dos dois se move, os olhos de Abby me prendem a ela, me hipnotizam e não consigo me livrar deles, eu volto a beija-la, alguém vai ter que ser forte e não serei eu, se depender de mim é possível que nunca mais encontremos a saída.

A cada beijo me sinto mais envolvido, ela mergulha as mãos em meus cabelos, suspira, meu coração acelera quando sinto que provoco em Abby o mesmo que ela em mim, mas ela me empurra com gentileza, junta forças e abre a porta, no corredor puxa suas espadas e apenas caminhamos de volta, nem uma palavra dobre o que acaba de acontecer, é como se não tivesse acontecido.

Um zumbi surge quando viramos o corredor em direção ao bloco, ela passa sua espada sem pensar muito, ele tomba e não paramos para olhar, então estamos de novo em meio ao nosso grupo, todos nos olhando a espera de algum comentário, não vai sair da boca dela me dou conta.

─E então? – Maggie pergunta.

─O que? – O beijo de Abby ainda queimando meus lábios e me deixando confuso.

─Lá nas tumbas, como estão as coisas?

─Escuro e cheio de zumbis! –Eu digo sem me concentrar muito.

─Sério? A Beth nunca esteve lá e se perguntar ela pode dizer que lá é escuro e cheio de zumbis! – Maggie comenta, pisco tentando voltar a realidade.

─Tudo bem, acho que devemos deixar como está, isso pode ser uma boa armadilha, quando acabarmos com aquele infeliz pensamos no que fazer.

Dou as costas a eles e vou procurar Merle, ele está numa cela sentado e com o olhar perdido, Merle não foi feito para viver aqui, não é talhado para isso, nunca vai conseguir seguir regras, dormir em celas, proteger pessoas apenas porque as quer vivas.

Meu irmão precisa de espaço, de movimento, ar, e principalmente liberdade.

─Olha essa sua cara de babaca! Estava se pegando com a garota, é um idiota mesmo, foi se enfiar nas tumbas para isso?

─Cala a boca Merle, não sabe o que está falando, fui ver como as coisas estavam.

─Mente muito mal, e mente mal desde criança.

─O que acha que vai acontecer?

Me encosto na parede, ele me olha de lado, sempre aquele olhar de reprovação, não importa o que eu faça nunca é o bastante para ele, as vezes aquilo cansa.

─Mudando de assunto para fugir da verdade? Sou seu irmão, pode se abrir comigo.

─Merle, tem uma guerra a caminho, quer mesmo tratar da minha vida sentimental?

─Sentimental! Uhu! Olha o maninho delicadinho todo sentimental! – Ele ri num misto de nojo e diversão, não tem diálogo civilizado com Merle Dixon, dou uns passos para sair – Ele vem com tudo, vai matar sua ninja gostosa, você, eu e toda a família feliz.

─Por que não pode ser otimista uma vez?

─Esses caras fazem mal a você, virou um idiota sonhador, se arriscando por eles feito um babaca, vai morrer e nem vão se lembrar disso.

─Já entendi, agora preciso saber o que quer, vai ficar e lutar?

─Estou aqui ainda, não estou?

Deixo Merle sozinho, talvez se tivermos mais tempo ele pode mudar um pouco isso, eu era muito como ele, aprendi com essas pessoas a ser melhor, sei que não sou bom, que talvez não se lembrem mesmo de mim, que talvez não faça muita falta, mas temos um bebê, Rick é meu amigo, Hershel é um homem bom, Abby está entre nós, eu tenho pelo que lutar, e isso é provavelmente o que me distância de Merle.

Troco um olhar com Abby quando passo por ela, não sei se vai acontecer de novo, se um dia vamos falar sobre isso, mas sei que não posso esquecer o que aquele beijo me provocou.

Nos recolhemos todos cedo, ainda estamos meio perdidos e sem muita direção, penso em Andrea, não acredito que depois de tudo que passamos juntos ela está com aquele babaca, que preferiu o assassino a sua família, o apocalipse muda as pessoas.

Não consigo pegar no sono, me levanto decidido a olhar um pouco a noite e respirar, saio em silencio e deixo o bloco, a noite ainda é um pouco fria, adoraria um cigarro e uma cerveja gelada, depois disso com certeza eu poderia dormir.

Caminho um pouco e dou de cara com Abby, paramos frente a frente, nos encarando, ela tinha uma arma pesada na mão.

─Vigia! – Diz como que se explicando, assinto, olhamos ao mesmo tempo para as cercas, meia dúzia de zumbis rosnando nas grades, outros perdidos caminhando pelos pátios, me lembro da imagem incrível dela lá, de pé com suas espadas e cercada por corpos caídos.

─Insônia! – Comunico, mesmo correndo o risco de isso falar demais sobre mim e como me sinto.

─Quanto mais se tem, mais pode perder.

─Já passei dessa fase, agora sei que vale a pena.

─Vou ficar estagnada nela.

─Pensava o mesmo, não queria envolvimento com as pessoas, iriamos morrer mesmo, de que adiantava? Depois vi que precisava delas e elas de mim, agora apenas aceito que os quero vivos e luto.

─E afasta a dor quando tudo se perde, como quando perdeu uma parte do grupo aqui mesmo.

─Você não está imune, não mais, corre o risco de perder o Sam! – Olho em seus olhos e posso enxergar seu medo.

─Ele não estava em meus planos, mas aquele garoto chega e ocupa espaço, não tem piedade, mas não vou deixar que morra – Ela desvia os olhos dos meus, respira buscando algum controle – Não antes de mim.

É como um susto, me faz compreender até onde ela iria por ele e sinto medo, tem uma guerra a caminho, um lunático ameaçando nossos portões e sei que ela se atiraria na frente do perigo para mantê-lo.

─Posso ficar no seu lugar se quiser dormir, estou sem sono! – Decido mudar o rumo da conversa, não quero pensar muito nisso.

─Eu fico! – Ela diz dando de ombros, concordo e devia me mover para dentro, mas tem uma corrente elétrica entre nós, algo vivo e quase palpável, me prega no chão diante dela.

─Então eu vou.

─É uma boa ideia! – Ela me diz e afirmo, então porque estou ainda no mesmo lugar?

Me movo, e ela também e quando me dou conta, estamos nos beijando de novo, isso não pode continuar assim, não quero um envolvimento, ela também não, paro de pensar, não dá para fazer os dois, não quando a tenho assim em meus braços.

─Não é boa ideia! – Ela me diz quando nos afastamos.

─Não mesmo! – Concordo com ela.

─É melhor você... – Abby aponta em direção ao bloco, afirmo meio sem saber o que fazer.

─Eu vou! – Dou as costas a ela e marcho para dentro do bloco, está decidido, vou ficar longe dela, o mais longe que puder, nunca mais vamos ficar sozinhos, isso deve ser o bastante, me atiro na cama, esse definitivamente não sou eu.

Notas finais
Me digam o que acharam, gente o próximo acho que só no domingo. Beijos!!!