Hell Between Us

11 Capítulo 11 - Separação


Notas iniciais
Olá pessoas queridas!!!!! Espero que todo mundo esteja bem, esse capíulo é para ROUGE, que me fez uma recomendação muito delicada, fiquei muito feliz, gostei do que escrevveu e como sempre não sei como agradecer, mas muito Obrigada!!!!!! Não é muito, mas esse capitulo é seu rsrsrsrrsrsrs OBRIGADA!!!!!!!!!!!!!!!

Pov – Abby

Sair da cidade não é tão fácil, Merle nos guia, ele e Rick discutem no caminho, algo sobre não leva-lo, não dou muita atenção, do lado de fora um grupo de zumbis se aproxima atraídos pelo som, Merle amaçava a cabeça de um deles, passo minha espada em outro, Maggie atira e pegamos a floresta finalmente.

Merle tem um pedaço de aço no lugar de uma mão, não sei o que foi, mas seja como for, ele não é o tipo que se quer como inimigo, Daryl carrega a besta sempre em alerta, minha cabeça trabalha rápido, fizemos mesmo aquilo, enfrentamos uma cidade toda e vencemos, pegamos Glenn e Maggie e depois Daryl, eles são pessoas fortes afinal.

A madrugada está fria, felizmente é mais perto do dia que da noite, e que noite!

Ninguém conversa, só caminhamos apressados, sei que o clima está tenso, Merle entregou Glenn e Maggie ao tal governador, acabou numa arena lutando contra o próprio irmão e no fim teve que escolher um lado e se não tivesse sido o nosso, talvez Daryl estivesse morto agora.

Daryl vem para meu lado, ainda não quero assunto com ele, eu o ajudei, mas não muda nada, ele ainda fez algo que me machuca e que não quero lembrar, mas não sai da minha cabeça.

─O cara é meio lunático! – Ele me diz e concordo.

─E perigoso, aquele discurso foi... insano! – Digo a ele sem desviar meus olhos do terreno acidentado, o dia clareando, tenho que admitir que estou feliz de ter ajudado, de estarmos indo para casa e que Daryl está bem.

A estrada se anuncia e já podemos ver o carro e isso é bom, acho que só quero me atirar naquela porcaria de cama dura, naquela cela mofada e escura, que não importa quanto tempo passe ainda conserva aquele maldito cheiro de morte e suor.

─Glenn! – Rick grita por ele apressando o passo.

─Rick, graças a Deus.

─Preciso que fique calmo, temos um problema aqui. – Rick diz e então Glenn e Michonne veem Merle e apontam armas, a confusão se instala.

─O que ele está fazendo aqui?

─Ei, ei, calma ai?

─Espera, abaixa isso! – Daryl exige e apenas me mantenho a parte da confusão que para ser bem honesta não entendo.

─Abaixa a espada!

─Ele tentou me matar! – Michonne avisa com a espada em punho, eu não sei quem é Merle, mas a fila de inimigos não para de crescer, chego a pensar se não foi ele a espalhar, a porra do vírus zumbi por ai.

─Estamos nisso por causa dele!

─Ele nos ajudou a sair de lá.

Daryl defende o irmão, Rick tenta manter alguma ordem, Maggie, Glenn e Michonne querem sangue e eu apenas assisto a tudo sem tomar partido, isso não me diz respeito.

─Te ajudou depois de te dar uma surra! – Glenn rebate Daryl.

─Aquilo foi só uns tapinhas. – Merle é o tipo cínico.

─Sem palhaçada.

Daryl pede a ele, parece querer estabelecer algum dialogo, o irmão não está disposto a ajudar.

─Quer tirar isso da minha cara? – Daryl se cansa da arma de Glenn apontada para ele, eu já teria feito pior, amigos não apontam armas.

─Parece que virou um primitivo.

Merle provoca e não vai mesmo dar um passo pela paz.

─E você? Andando com aqueles doidos.

Os irmãos se enfrentam, os ânimos começam a se acalmar.

─O cara sabe ser encantador, isso eu posso garantir – Merle anuncia – está traçando sua namorada, Andrea.

Agora se dirige diretamente a Michonne que o olha cheia de rancor.

─Andrea está em Woodbury? – Não sei quem é a mulher e qual a relação deles com ela, mas todos se espantam, será que não podiam acertar os ponteiros em casa?

─Conhece Andrea?

─Ela conhece sim, passaram o inverno todo se aninhando na floresta, a minha rainha Núbia aqui tinha dois zumbis de estimação, arrancou os braços, as mandíbulas, os mantinha em correntes – Porra a ideia é fantástica, porque nunca pensei em algo assim? – Irônico!

─Cala a boca Merle! – Daryl exige enquanto o irmão destila seu veneno feliz.

Merle começa uma seção de provocação que vai tirando todos do sério, o clima volta a ficar tenso e Rick acerta uma coronhada em sua nuca apagando Merle, Daryl parece não se importar muito, acho que já estava irritado demais e perdendo o controle.

Merle está apagado, Michonne encostada num carro e o grupo decide deliberar, algo como decidir quem afinal vai ou não, Rick pede que me aproxime, me junto a eles, por mim vai todo mundo e pronto, é o apocalipse afinal, o que querem, seminaristas?

─Não vai dar certo!

─Tem que dar. – Daryl diz firme.

─Vai perturbar as coisas.

─E vivemos num mundo encantado, para que perturbar, não é? O que pode ser pior do que o que já temos? Vamos todos de uma vez.

Essa é mesmo minha opinião, queria seguir sozinha com Sam, isso parece cada dia mais impossível, então que diferença faz um ou dois a mais?

─O governador está a caminho da prisão, Merle sabe como ele pensa, ele é útil.

Não gosto de vê-lo assim, desesperado tentando convencer aquelas pessoas que o irmão tem direito a uma chance.

─Não o aceito na prisão. – Maggie diz e eu olho para ela meio espantada, aquelas pessoas começam a me irritar.

─Quase nos matou.

Glenn avisa, ele está mesmo cheio de ódio por Merle.

─Quer vê-lo dormindo no mesmo Bloco da Beth e da Carol? – Glenn me olha – Quer um cara desses perto de você?

─Corto mais do que a mão dele se vier para meu lado, não sou indefesa e ninguém mais devia ser.

─Ele não é um estuprador! – Daryl se ofende.

─Os amigos dele são! – Glenn desabafa e o clima se torna pesado mais uma vez, Maggie parece achar aquilo um exagero pelo modo como encara o namorado.

─Ele não tem mais amigos depois de ontem á noite.

─Merle não vai! Merle não tem como viver lá sem causar problemas – Me lembro que para eles Rick é como um líder, não sei se concordo, nos últimos dias não foi ele quem tomou qualquer atitude.

─E a última samurai vai com a gente? – Daryl reclama.

─Não, ela também não vai.

─Ela não fez nada, não vai conseguir se virar sozinha, está ferida. – Maggie a protege, tanta piedade por uma desconhecida e zero respeito por alguém que arriscou tudo para ir salva-la.

─Não sabemos quem ela é, o Merle é da família. – Daryl diz a eles, parece ser sua última cartada.

─O Merle é sua família, minha família está aqui, e os que ficaram na prisão – Glenn responde irredutível.

─E você é parte dessa família! – Rick diz a Daryl, como se ele tivesse que decidir entre ficar com eles ou com o irmão de uma vida toda, é mesmo isso que esperam dele?

─Vocês não sabem – Sinto a magoa, e aquilo me irrita, não quero sentir nada por ele, não quero nem mesmo fazer parte dessa maldita reunião – Está bem, a gente se vira.

─Não foi isso que eu disse – Glenn quer mesmo que ele mande o irmão para o inferno?

─Daryl não precisa fazer isso – Maggie pede. Aquilo é absurdo demais para mim.

─Sem Merle, sem mim, éramos nós dois antes disso.

─É sério?

─Vai nos deixar assim? O que a gente diz para Carol?

─Ela vai entender.

─Está desistindo? – Eu não queria mesmo me intrometer naquilo, mas nunca me passou pela cabeça que ele se deixaria vencer – Acha mesmo que essas pessoas podem decidir sobre isso? Aquele lugar é seu, tem direito sobre ele, não acredito que vai simplesmente abrir mão sem lutar, você é um fraco.

─Não sabe o que está dizendo! – Ele diz furioso, depois começa a caminhar em direção ao carro, o irmão começa a se erguer, grita uma bobagem ou outra de longe, Rick segue Daryl desesperado, acha que pode fazer o cara escolher entre ele e o irmão?

Daryl se despede de Rick, pega suas coisas no carro, só então me dou conta que estou diante dele, que o segui assim como Rick, prego meus pés não chão, travo meus lábios com medo de fazer como os outros e implorar, ele me olha, é a última vez, uma coisa estranha me domina e não sei o que é isso, apenas que me pega por inteiro.

Meus olhos ficam presos nos dele, mais uma vez aquele par de olhos azuis cheios de mistérios me aprisionam, nos encaramos um longo segundo, meu coração está saltando confuso, decoro seu rosto, é a última vez que nos vemos, esse mundo nunca dá outra chance.

Minha garganta trava num mundo de coisas que quero dizer, seus olhos respondem a cada uma delas com a mesma angustia de quem não pode aceitar o fim, me lembro do beijo, do gosto que ele tem, ele me dá as costas, segue com o irmão, Merle comemora, é apenas um tolo, não merecia tanta importância quanto foi dada a ele.

Não me movo até Daryl sumir da minha visão, depois disso um ódio me domina, eu sabia que era péssima aquela ideia de me envolver com aquela gente.

─Vai voltar com a gente, tratar a ferida e depois se mandar! – Rick diz a Michonne, ela aceita e também acho que me enganei sobre ela, como pode aceitar assim, de modo fácil?

─Vamos Abby! – Rick me diz quando todos caminhavam para tomar seus lugares no carro.

─Acha mesmo que vou entrar nesse maldito carro com vocês? Que tipo de pessoa acham que eu sou?

Eu os surpreendo, não esperavam por aquilo e me olham espantados, mas estou com raiva, muita raiva.

─Eu não podia fazer nada, ele quis ir com o irmão.

─É mesmo um líder Rick? Não pareceu, pareceu um ratinho obediente atendendo a pedidos.

─Daryl não precisava ter ido embora! – Maggie se defende.

─Não mesmo, ele limpou aquela prisão, tinha direito a ela, assim como qualquer um de vocês, não acredito que tiveram coragem de fazer isso.

─O cara é um bandido!

─O cara só tem uma porra de uma mão, estava com o irmão, o que achavam que ele iria fazer? Não podiam ter feito isso.

─Abby, começamos uma guerra, precisamos de todos, entre no carro.

Rick me pede, usa aquele tom dócil que eu odeio, como se estivesse falando com alguma idiota sem voz e escolhas.

─Se estivesse preocupado com isso não teria expulsado seu melhor homem. – Eles estão me olhando, Maggie vem até mim, minha vontade é de correr atrás daquele idiota e exigir que brigue por seu espaço. ─ O que acha que pode me dizer Maggie? O cara que mandou embora foi o primeiro a se oferecer para te buscar, pelo que sei passou o inverno alimentando você e sua família, agora que conseguiram um lugar chutaram ele.

─Resolvemos isso em casa, vamos conosco!

─Querem mesmo que lute essa guerra com vocês? Para que? Para quando tudo estiver bem me chutarem e pronto? Sem culpa ou arrependimento? Avisem ao Sam que estou chegando.

Puxo minhas espadas, dou as costas a eles e pego a estrada, nem por um decreto sigo com essa gente, não devo nada a nenhum deles, não comprei briga com ninguém, vou pegar Sam e cair na estrada, eu sabia que acabaria assim, que não poderia viver com tanta gente assim.

Familia? Eles não têm a menor ideia do que isso significa, Rick acelera e some na estrada, posso caminhar até a maldita prisão, é mesmo melhor que faça isso, com eles eu acabaria socando alguém, puxo o ar com força, solto lentamente, repito, tento limpar a mente da raiva, da angustia, ela segue para Daryl.

Ele não lutou, simplesmente aceitou o que eles disseram, quem é ele? Porque fez isso? Nunca vou saber, nunca mais vamos nos encontrar, eu devia estar feliz, estava em perigo e agora estou livre, mas porque não consigo ficar feliz com isso?

Eu me concentro no caminho que tenho pela frente, só queria chegar logo e agora estou de novo na estrada, e é onde vou ficar, com ou sem Sam, não vou lutar por eles.

Um zumbi surge vindo da floresta, “Bem-vinda ao inferno Abby” seu gemido me diz enquanto o corpo daquilo que um dia foi uma mulher de longos cabelos negros caminha aos tropeços, sua fome mórbida a deixa instintiva, ela me quer, sou tudo que importa, minhas entranhas, meu sangue fresco e quente, é doentio, nojento e triste.

Paro de andar e a encaro, nesse exato momento me sinto mais próxima a ela do qualquer outro ser, sua obstinação cega, me lembra minha existência, mas posso compreende-la, ela quem a mim, vive apenas para isso, pela carne fresca, mas é eu?

Sou tão obstinada quanto ela, seguindo em frente e em frente não importa o que se ponha em meu caminho, mas porque? Porque faço isso? Apenas para encher os pulmões de ar mais uma vez? Por mais um prato de comida estragada? Venho dizendo a meses que faço isso por Sam, que por ele eu sigo em frente nessa obstinação doentia por mais um dia, mas Sam está seguro agora, encontrou pessoas fortes, gente que é capaz de chutar a bunda de um irmão na primeira oportunidade, é capaz de tudo, sim, eles vão viver, se é por Sam então posso soltar minhas espadas agora mesmo e deixar que ela cumpra sua missão.

O demônio continua a se aproximar, alheio ao meu pequeno drama interno, ignorante de qualquer coisa que não seja o cheiro de vida que desprendo e o alucina, não sei porque sigo em frente, mas sigo e não vou parar.

Ergo as espadas, cruzo em seu pescoço e num movimento único e concentrado a cabeça se separa do corpo rolando pelo asfalto quente, balanço as espadas para limpar o sangue, sigo meu caminho, agora sim a mente está limpa.

Um dia todo de caminhada, preciso me desviar do caminho original mais de uma vez, nem sempre lutar é o melhor meio de vencer, ás vezes é preciso recuar e faço isso.

Anoitece, mais uma porcaria de noite na floresta, agora sozinha, penso se Daryl e o troglodita do irmão estavam bem e simplesmente sei que sim, Daryl não é o tipo que morre por causa de um apocalipse, não, ele definitivamente, não caí assim.

Preciso descansar, a verdade é que estou adiando ao máximo minha chegada a prisão, eu não quero me dar conta do que me espera, não quero pensar no que vem depois dela.

Faço um fogo baixo, Sam deve estar apavorado, agora está pensando que o deixei para sempre e se não fosse tão egoísta eu faria exatamente isso, daria a ele a chance de construir algo longe de mim, mas não posso abrir mão dele, não agora que realmente parece que não me restou nada.

Antes de amanhecer retomo meu caminho, clareava quando avisto a prisão, admiro a imponência de seus muros altos, grades e concreto, uma fortaleza prestes a ruir, não vou ficar para assistir sua queda.

Passo pela grade, antes derrubo um zumbi que se achano direito de invadir meu espaço, Sam olhava da passarela, sorrio, o garoto não desiste de mim, nunca aconteceu e isso é estranho ainda hoje, não sei muito lidar com isso.

Quando chego o grupo estava reunido no refeitório, Glenn desenhava no chão com giz, Carl dava a ele algumas instruções, não sei do que se trata, talvez alguma estratégia de guerra, dane-se, não vou lutar.

Sam me abraça, devem ter contado a ele o ocorrido, seu abraço é reconfortante, Carol me dá um sorriso triste, ela e Daryl são muito próximos, pude notar isso nos dias que convivemos, Beth sorri, mas a garota é doce como mel, não é de se estranhar que sorria.

─Sabia que chegaria, nem por um minuto duvidei.

─Mentiroso! – Ele me abraça mais uma vez.

─Não penso mais que vai me deixar a qualquer momento, sei que precisa de mim.

─Então vamos Sam, arrume suas coisas, estamos de partida.

─Partir? – Beth pergunta chocada, ela e Sam trocam um olhar tenso.

─Eu vou Sam, mas não quer dizer que tenha que ir.

─Desculpe Beth! – Ele diz depois de olhar de uma para outra, ela prende o choro, assente em silencio.

─Abby, não pode nos deixar justo agora, Oscar está morto, o Daryl foi embora. – Carol me pede, é uma boa mulher, mas não posso atende-la.

─Daryl não foi embora Carol, foi isso que te disseram? Daryl foi expulso do grupo que ele manteve vivo, tudo porque eles não queriam o irmão dele.

─Merle é um monstro!

─Zumbis são monstros, Merle é apenas um homem, não vou ficar, não estou em guerra, não faz sentido para mim o que fizeram, Rick não podia ter concordado com isso, não aceito o líder de vocês.

─Ele nos trouxe até aqui.

─Sabe Maggie, você matou zumbis se lembra? Não podem se comportar como se ele fosse o rei de vocês, Daryl salvou a filha dele enquanto ele lutava com seus fantasmas, Daryl se ergueu para salva-los enquanto ele dizia que era perigoso, ele cuidou de tudo desde a morte de Lori, não pediu muito em troca, mas o que ganhou foi grande, o cara foi traído por vocês, seu líder está doente e eu não vou me arriscar por gente que não faria o mesmo por mim.

─Abby... – Carol começa, mas não fico para ouvir, dou as costas a eles.

─Se vai comigo arrume suas coisas Sam, preciso achar um lugar para descansar.

Entro na minha cela ouvindo uma discussão no andar de baixo, Glenn quer matar o governador, Hershel não quer que ele vá, não me importo, pego minha mochila, abro para colocar minhas coisas espalhadas pela cela, não dura mais do que uns minutos, depois confiro a pistola, as minhas duas espadas, olho para cama, sonhei horas com esse lugar, mas acabou, chega disso, melhor ir de uma vez, me viro e Hershel está de pé, diante de mim.

─Eu sei que você e o Daryl... Que vocês têm alguma coisa em comum, que está brava com o que aconteceu, acredite, não concordei com isso também.

─Não tenho nada com Daryl, nem quero ter, não é por isso minha indignação, apenas não aceito esse tipo de coisa, certos códigos devem ser respeitados.

─Isso se chama honra, gratidão, conheço isso, está certa, mas estou aqui para pedir, implorar se for o caso, não por mim, pelas minhas filhas, pelo bebê que se arriscou tanto para manter viva e que agora está dando as costas num momento de fúria.

─Devia dizer isso ao Rick.

─Rick não está bem, ele está doente, esse mundo cria coisas... tente entende-lo, perdeu a mulher daquele modo trágico, tem dois filhos para criar, Glenn está obcecado por vingança, algo me diz que sabe que isso só traz mais dor, Maggie está num momento difícil, preciso de você para nos liderar, só até o Daryl voltar, depois ele vai assumir tudo.

─Voltar? – Pergunto confusa.

─Esses códigos de que falou, Daryl é um homem desse mesmo mundo seu, um cara que não dá as costas e ele vai voltar, está esfriando a cabeça, acalmando os ânimos, resolvendo coisas com o irmão e depois vai voltar.

─Hershel... – Fico tentando achar um jeito de fugir, não encontro nada para dizer.

─Nos ajude Abby, por favor, dê essa chance, aquilo foi uma briga de irmãos, vai passar, se ficar, se der essa chance a você e a todos nós, um dia vai compreender isso.

─Quer que assuma as coisas, não sei se posso, eu não sou paciente.

─Acho que o que esse grupo precisa no momento é pulso firme, Rick está lá fora, não sei o que procura, mas aquele homem vai bater na nossa porta, vai derrubar nossos muros e Judith precisa de esperança.

─Judith?

─Carl escolheu o nome.

─O nome da minha mãe... eu não me lembro dela, mas...

─Fique! – Hershel segura minha mão – Sam quer ficar, nós precisamos de você e não vai encontrar nada lá fora, amanhã a culpa por ter dado as costas a um bebê e um velho com uma perna só vai te dominar.

─Isso foi bem baixo Hershel! – tento sorrir, ele aperta mais minha mão, seus olhos me sorriem.

─Ainda não viu nada, posso ser ainda mais baixo.

Notas finais
Beijos!!! Comentem, no próximo, que sai na quinta, vamos ver o que se passa com Daryl.