Notas iniciais
Amados, fiz uma nova conta. Vamos ver se as coisas se ajeitam agora :/ AIIIIIN TO TÃO FELIIIIZ, consegui escrever três capítulos no mesmo dia *-* Isso é ótimo porque ai fico mais tranquila e não escrevo porcarias na pressa KKKKKKKKKK Quero aproveitar hoje para divulgar a história da minha malvada preferida: a Gio s2s2 Então Heavenators gostosos da tia Ju, leiam: http://fanfiction.com.br/historia/343298/O_Massacre_Quaternario/ (desculpa não ter colocado no capítulo anterior, amiga, eu esqueci >< rs)

Já era a terceira vez que eu tocava a campainha da casa dos Connelly. Minha paciência definitivamente estava esgotando até que Amanda apareceu na porta abrindo-a com um sorriso que se desfez ao me ver.
— Oi — Ela revirou os olhos e pude notar o ar se esvair por seus lábios tão devagar quanto sua paciência ia embora antes mesmo de trocarmos algumas palavras.
— Oi. — A respondi observando cada pequeno detalhe do seu corpo. Ela trajava um vestido acinturado cujo corte era um pouco acima dos joelhos, a estampa florida combinava delicadamente com a estação do ano em que estavamos e seus cabelos presos em um rabo de cavalo alto a faziam parecer uma menininha. — Nossa, parece uma princesa. — Murmurei mais para mim mesmo, deixando um sorrido transparecer em meus lábios. Ainda assim, Amanda era inacessível.
— Por que esta aqui? Não é uma boa hora — Ela fechou a porta atrás de si e olhou rapidamente para trás com cautela
— Não é? Eu pensei em sair com Emmett um pouco, leva-lo ao parque ou ficar sentado na varanda comendo alguma bobagem. Só queria dar um oi pra ele. — Assumi um pouco sem graça colocando as mãos em meus bolsos, o que fez com que meus ombros se curvassem. Por que eu me sentia um intruso?
— Estamos indo para a escola dele.
— Escola? — Indaguei confuso e tive que me esforçar para não desfalecer quando vi Mehmet vindo logo atrás de Amanda. Ele trazia em seu colo o meu filho e Emmett, por sua vez, gargalhava estrondosamente trazendo em suas mãos um dos carrinhos que eu mesmo dera no hospital.
— TIO JAAAAAAY! — Meu filho gritou nos braços de seu pseudo-pai e esticou os braços para tocar-me.
— Posso?
Inclinei a cabeça para Emm enquanto meus olhos procuravam em Amanda uma resposta positiva. Ela pareceu demorar a concordar e um minuto depois acenou cordialmente a meu favor. Sem encarar o homem em minha posição, peguei meu filho nos braços apertando-o contra meu corpo com a maior força que poderia ter. Meus olhos começaram a lacrimejar, o que fez com que eu os fechasse numa tentativa estúpida de reprimir um choro bobo e tão necessário.
— Titio? — Emmett me chamou e eu fui obrigado a abrir meus olhos ainda tão úmidos. — Sabia que eu senti muita saudade de você?
— É mesmo, garotão? — Pressionei meus lábios um contra o outro sufocando-me em sentimentos que preferia manter dentro de mim e movi a palma da minha mão direita sobre seu rostinho tão angelical e pueril. — Eu também senti muito a sua falta.
— Por que você sumiu? — Seus bracinhos me envolviam e eu não queria que o contato tivesse fim.
— Eu andei ocupado com algumas coisas.
— Não tem tempo mais pra mim? — Seus lábios formaram um biquinho e eu já podia prever que a birra estava por vir.
— Não mesmo, eu tenho todo o tempo do mundo para você. Andei pensando que deviamos passar mais tempo juntos, o que acha?
— Promete, tio? — Agora havia um tom de alegria em sua voz e ele começou a se balançar em meu colo, o que exigiu um pouco mais de força da minha parte
— Sim, eu prometo — Baguncei seu cabelo com carinho e ele enrrugou o nariz balançando-o como se fosse dar "beijo de esquimó".
— E eu posso levar meu pai?
Meu queixo de retesou quase imperceptivelmente com a palavra pronunciada. "Pai", ele definitivamente sempre relacionaria esse parentesco com aquele maldito homem. Franzi a testa ainda tentando processar tudo aquilo e engoli a seco. Filho da puta!
— Seu pai? Por que não? Ele sempre esteve contigo. — Ironizei
— Nós precisamos ir ou nos atrasaremos — O sotaque tão irritante sôou atrás de mim e do meu filho, o coloquei no chão ainda demorando o suficiente para desprendê-lo do meu corpo e Amanda rapidamente o segurou pela mão com posse.
— Você deveria ligar antes, não pode aparecer assim. — Me repreendeu e eu apenas permaneci encarando seus olhos castanhos
— Está pronta? — Mehmet insistiu aparentemente querendo quebrar o clima ruim presente entre nós
— Estou. — Ela garantiu puxando Emmett até o carro
— Tchau, tio Jay, eu te amo! — Ouvi meu filho gritar enquanto agitava a mãozinha no ar
— Também te amo, pequeno Emmett. — Respondi sorrindo verdadeiramente, mas logo voltei meu foco para o homem diante de mim. — Então agora você mora aqui?
— O que? Não, eu não moro. Estou aqui temporariamente. — Ele respondeu de forma tão natural que eu sequer poderia perceber ironia, raiva ou desprezo em sua voz.
— Você sabe que ele é MEU filho. — Apontei para meu próprio corpo e logo cerrei minhas mãos em punhos controlando o ódio que possuia explodindo em meus músculos.
— Sim, James, eu tenho total consciência disso.
— Então o que está fazendo em Nova York? Aqui não é o seu lugar.
— Eu o criei e tenho todo o direito de sentir sua falta, se vir vê-lo. Querendo ou não, Emmett acredita que eu sou seu pai. Como acha que ele se sentiria se o pai o abandonasse? Ele é uma criança e temos que pensar no bem dele ao invés de travar uma disputa de egos.
— Eu estou pensando nele.
— Não parece. Eu não tenho interesse em Amanda, James. A amo, mas não a quero infeliz ao meu lado enquanto lamenta por ainda ser apaixonada por você. Quero o bem deles dois e vou embora quando tiver certeza que você amadureceu o suficiente para fazê-los feliz.
— Você não sabe nada sobre mim. — Avancei um passo a frente
— Mas sei o bastante para ter certeza que você não confia nela, que a julgou só porque nos viu juntos, que em qualquer fraqueza toma um porre sem se importar que ela já está magoada o bastante para ainda ter que te ver mais uma vez agindo como aquele que a feriu. Cresça, James.
— Você se sente superior, não é mesmo?
— Não, eu só estou pensando nela enquanto você está preocupado o bastante pensando que você é o pai, que você é o injustiçado, que você não está na família, que você não é escolhido. Pare, pare de focar em si mesmo! Quando entender que tudo que precisa é fazê-la feliz, a sua felicidade virá em troca.

Escutamos o som da buzina e Amanda o chamou com a mão graciosamente. Mehmet fez uma pequena mesura e saiu sendo o último a dar a palavra. Odeio quando esse tipo de coisa acontece e odeio mais ainda ter levado um sermão do ex da mulher que amo, como se eu fosse um moleque imaturo que acabara de rabiscar as paredes do jardim de infância. Por falar nisso, que diabos eles iriam fazer na escolinha de Emmett? Idiotamente — ou talvez pela primeira vez deixando a ficha cair — me dei conta da data que se aproximava e isso fez com que eu amaldiçoasse todas as gerações dos Connelly. Malditos egoístas!