Notas iniciais
Meus amores, quero agradecer imensamente por terem demonstrado seu carinho e comentado. É muito importante saber que ainda reconhecem o valor da história, mesmo ela sendo tão longa e cansativa. O capítulo de hoje (como muitos viram na página do facebook) é muito revelador. Espero ter sido capaz de suprir as necessidades e a ansiedade de vocês em relação a esse trecho tão importante. Aproveitei também para desmistificar o Mehmet e torná-lo não tão "idealizado e perfeito". Por favor, digam se não gostaram, critiquem se necessário. Só assim posso corrigir as falhas. Um beijo e muuuuuuito obrigada por serem tão especiais.

Já havia se passado duas semanas desde que o meu inferno astral, vulgo Mehmet, tinha saído da casa de Amanda. Ao que parece, todos os astros e divindades estavam trabalhando em conjunto para que as coisas dessem certo entre nós. Aos poucos, eu já estava começando a interagir mais profundamente com Emmett, o que incluia levá-lo e buscá-lo na escola muitas vezes na semana. Em um desses dias, aliás, ele veio contando-me tudo que aprendeu, que a professora o elogiou e o que comeu no recreio. Pode parecer algo bobo e insignificante para qualquer um, mas para mim esse era um verdadeiro tesouro. Ouvi tudo com atenção tão abobalhado por estar participando de sua vida que parecia uma outra criança entusiasmado com detalhes.

Hoje, inspirado em cativá-lo ainda mais, decidi comprar alguns itens importantes. Primeiramente, Emmett precisa de um quarto — ou um espaço no quarto de Amanda — e para isso não economizei quando se trata de gastar para seu conforto. Vim a frente sendo seguido por um caminhão com móveis, bonecos e brinquedos.

– Fala ai, cunhadão! — Ironizei assim que Kendall abriu a porta depois de me deixar tocar a campainha setecentas vezes. A expressão de surpresa sendo seguida por uma de irritação indicavam que eu não era bem vindo naquela casa.

– O que é isso, Diamond? — Sua sobrancelha erguida e a porta já semi cerrada eram um claro aviso de "vá embora".

– Isso? O que acha? Isso é um pai sendo pai e, ops, o pai aqui sou eu. — Sorri sarcasticamente e fui até o caminhão retirando de dentro do mesmo uma caixa.

– Eu vou perguntar melhor: que porra é essa?

– Presentes.

– E que diabos é essa caixa?

– Quanta pergunta, heim? Ficou ranzinza depois de velho? É uma cama. Vai me deixar entrar? Isso aqui tá pesado para caralho.

Kendall meneou a cabeça para o lado enquanto rolou os olhos derrotado. Aos poucos, ele reabriu a porta permitindo que eu passasse pela mesma. Segui os corredores avistando a sala principal e a enorme escada diante da mesma. Subi o trajeto com a primeira caixa contendo peças e refiz o caminho diversas vezes até subir tudo. Acho que não preciso mencionar que meu antigo melhor amigo não ajudou em momento algum, não é mesmo?

– Amanda definitivamente vai odiar que esteja aqui.

– Aposto que não. Minha noiva está bem satisfeita no que diz respeito à minha companhia. — Respondi malcriadamente enquanto entrava no quarto de Mandy. Aquele cômodo me trazia lembranças especiais e até mesmo sensuais. Se aquelas paredes falassem certamente gritariam algo pornográfico.

– Isso não significa que você tenha que ficar desfilando pela nossa casa.

– Não estou desfilando, estou?

– Tio James! — Emmett vinha correndo em minha direção

– Pequeno super herói! — O peguei em meu colo assim que ele invadiu o quarto. — Que saudade de você, nem parece que te vi ontem. Onde você estava, heim?

– Brincando no parquinho com a tia Savannah, ela me deixou correr um monte.

– E agora você está todo suado, não é mesmo? — A mulher de cabelos negros chegou na porta. — Olá, James.

– Oi. É Savannah, não é?

– Isso mesmo — Ela acentiu — Está tudo bem por aqui, rapazes?

Sua pergunta tinha um outro tom, provavelmente já estava ciente dos meus problemas com Kendall. Este, por sua vez, bufou irritadamente.

– Tem que estar, né? — Respondeu a contra gosto

– Ken... — Savannah tentou consertar

– Tudo bem, já estou acostumado.

– O que é esse bando de coisa bonita, titio?

– São presentes para você.

– Para mim?

– Para você — Brinquei respondendo como ele me perguntara

– Mas por quê?

– Porque você merece.

– E por que eu mereço, titio?

– Porque você é um bom menino.

– Eu sou? — Seus olhinhos brilharam

– Ah, tenha certeza, você é! — Falei enquanto mexia em sua barriguinha em umas pequenas cócegas

– Chega de tantos porquês pro tio James, Emmett. Vamos tomar banho e tirar essa sujeira toda? Logo sua mãe vai estar chegando do trabalho.

– Tá boooom, tia Sav — Ele resmungou — Eu tenho mesmo que ser um menino cheirosinho.

– Isso mesmo.

Escutamos o som do portão sendo aberto. Amanda havia chegado um pouco antes do que tinhamos todos previsto.

– A MAMÃE CHEGOU! — Emm arrancou rapidamente a camisa na expectativa de correr para o banho

– Corre, porquinho. Vamos tirar a sujeirinha logo! — Savannah brincou enquanto o acompanhava pelos corredores

Eu me concentrei em organizar as peças enquanto ela guardava o carro na garagem. Apesar de saber que isso demandaria um pouco de tempo, Mandy de fato estava demorando o bastante para entrar na casa. Olhei para trás e a múmia paralítica do Kendall já não estava mais presente, ótimo! Minutos depois o som de cochichos no corredor ficava evidente. Meu cunhado estava, inutilmente, tentando avisar minha noiva de alguma coisa e, por mais que eu tentasse aguçar minha audição, era impossível captar com nitidez do que se tratava. "Eu deixei bem claro que ele não deveria estar aqui", o ouvi dizer e tive vontade de martelar sua cabeça ao invés do prego. Segundos depois, os saltos de Amanda apareceram em meu campo de visão. Permaneci abaixado no chão batendo com o martelo devagar, mas interrompi a atividade quando a vi se aproximar.

– Olá, meu amor. Que surpresa boa! — Ela dissera segurando meu rosto com delicadeza e abaixando-se para beijar-me

– Oi, minha vida — Respondi dando-lhe em seguida um pequeno selinho.

– O que está aprontando no meu quarto, heim?

– Eu comprei uma cama e alguns brinquedos.

– Cama, Jay?

– Claro. Ele não pode dormir na mesma cama que você, ele vai cair e bater a cabeça. Além disso, estou deixando seu quarto um pouco mais infantil. É meio adolescente demais para uma criança e uma adulta, não acha?

– Isso quer dizer que eu agora terei que viver no mundo encantado dos bonecos de ação e da Liga da Justiça? — Brincou

– Quem sabe, isso depende do gosto do nosso filho — Levantei-me e envolvi os braços em sua cintura fina. Amanda deu um passo a frente e percebi que estava apreensiva. — Está tudo bem?

– Mais ou menos. — Exitou

– E que tal me contar o que está atormentando essa cabeça, heim? — Indaguei carinhosamente beijando-lhe o canto da boca

– Mehmet está aqui.

– Hm, sério? — Fechei-me instantaneamente. Que porra, de novo? — E o que ele quer?

– Eu não sei, estava entrando na garagem e ele estava me esperando lá fora. Disse que quer ver o Emmett.

– Tudo bem, ele pode vê-lo.

– Memso? — Minha noiva pareceu incrédula

– Sim, ele pode. O que vou fazer? Ele o criou! — Tirei meus braços de seu corpo e virei-me de costas voltando aos meus afazeres

– Jay... Por favor, não vamos começar.

– Não estou começando com nada. Estou? Pelo contrário, deixe que o árabe de meia tigela veja o Emmett, se é que isso vai deixá-lo longe de nós mais um tempo.

– Certeza? Se isso te incomodar posso tentar resolver de outra forma. — Ela dissera baixo abraçando minhas costas

– Não amor, está tudo bem — Respirei fundo tentando controlar minha raiva e parecer o namorado sensato.

– Emmett está no banho?

– Está sim.

– Eu vou fazer o mesmo, está bem? Preciso relaxar, hoje o dia foi muito cansativo. — Ela resmungou enquanto se alongava na ponta dos pés para beijar-me a nuca. Por fim, virei-me novamente para encará-la.

– Pode ir, não se preocupe. Eu vou terminar de montar essa cama e te espero. Quem sabe te faço uma massagem mais tarde.

– Ah, eu vou adorar! — Amanda disse estampando um sorriso — Meus pés estão doendo tanto!

– Não é bem esse tipo de massagem — A corrigi prendendo o riso. Coitada, estava de fato tão cansada que sequer percebera a malícia em minha sugestão.

– Tarado — Minha noiva brincou batendo de leve em meu ombro — Te vejo em uns vinte minutos, tá?

– Claro. Se precisar de ajuda me chama que eu vou na hora, viu? — Maliciei novamente recebendo um olhar de reprovação.

– Se eu te chamar, não termino o banho hoje. Não se esqueça que nosso filho está acordado.

– Certo, certo, senhorita castidade em pessoa. Te amo, viu?

– Também te amo.

Nossos lábios encostaram-se novamente e Amanda saiu pela porta afobada. Me dava pena vê-la trabalhar duro — ainda mais quando o próprio Kendall havia terminado o expediente antes -, mas fazia parte de seu amadurecimento assumir tais responsabilidades e isso aliviava um pouco minha culpa por não colocá-la em minha casa tendo a vida de rainha que merece. Permaneci por mais alguns incontáveis minutos montando a cama até que novamente senti passos atrás de mim.

– Já, amor? Tão rápida? — Questionei sem voltar minha atenção para quem chegara

– Não é a Amanda — O maldito sotaque se alastrou como cheiro de esgoto pelas ruas. — Vim aqui falar contigo, James.

Olhei para trás me deparando com Mehmet parado na porta sem sber se entrava ou não, como se esperasse pelo meu concentimento.

– Achei que tinha vindo por Emmett. O libanês certinho anda mentindo para a mulher amada? — Ironizei voltando a olhar para frente dando continuidade ao meu trabalho.

– Eu vim por Emmett, mas te vi chegando com todas essas coisas e esperei o momento exato para conversar contigo.

– Aqui dentro? Em território neutro? Acaso tem medo de apanhar? — Deixei uma pequena risada escapar. Esse cara é mesmo uma piada!

– Se você usar de violência comigo, isso só demonstrará o quão imaturo está sendo. — Respondeu calmamente

Respirei fundo tentando controlar-me. Levantei ficando de igual para igual com meu rival e apesar de estar realizando um esforço sobrenatural para me manter calmo, eu já podia sentir meus braços responderem sozinhos enquanto girava o martelo em minha mão.

– O que você pensa a meu respeito pouco me importa.

– Certamente não lhe importa, mas importa à sua família e se você quer ser realmente o patriarca dela, tem que agir como tal.

– Eu não tenho razão alguma para aguentar lições de moral vindas de alguém que se aproveitou da fragilidade de uma mulher grávida para ter um relacionamento.

– Me aproveitar? — Mehmet deu um passo à frente — Você foi quem a usou, transou o quanto queria e depois a jogou no lixo. Você a traiu, James, foi você quem a feriu deliberadamente.

– Posso ter errado, mas estou retomando minha vida e estou incluindo nela as pessoas que amo. Amanda e meu filho estão inclusos nisso.

– Não, não estão. Você está apenas criando uma disputa estúpida comigo por puro ego porque não quer perder seu espaço como pai e marido. É isso, não é? Tudo porque não podia ver outro homem ocupando seu lugar.

– E se fosse?

– Isso não se trata de competição e sim de fazer o bem a eles dois. Se não for capaz de se dar conta disso, como pode dizer que os quer por perto?

– Eu estou fazendo o bem, estou me empenhando pelo meu filho.

– Está? Você não é capaz de ter um sentimento verdadeiro por Emmett ou Amanda. Sempre estará se questionando quando ela vai te dar o troco por tudo que fez e ela estará se perguntando quando você vai errar novamente — Ele atacou

– EU NÃO VOU ERRAR! — Aumentei minha voz tornando-me mais rude. Deixei que o martelo caísse no chão e apertei minhas mãos com força.

– Eu realmente espero que não o faça e se o fizer, que eu sei que fará, estarei pronto para abrigar Amanda novamente.

– Você. Não. Vai. Tirar. A. Minha. Mulher. De. Mim — Avancei apertando meus dentes uns contra os outros enquanto as palavras escapavam arrastadas e pausadas por minha boca

– Então seja homem, caralho. — Ele xinga? O libanês xinga mesmo? — Eu estou de saco cheio desse teu ego inflado e da maneira como Amanda sempre acaba magoada por tua culpa. Estive lá seis anos atrás e estive quando você não a pediu em casamento por pré julgar que tinhamos algo. Aguento sua instabilidade há meses por amor à essa mulher e, principalmente, porque sou contra todo tipo de intriga e violência. Todavia, devo admitir que não sou de ferro e não permitirei que volte a feri-la. Quer essa famíla? Então seja merecedor de tê-la. Trabalhe demais, seja um bom exemplo e ensine ao Emmett os valores necessários a uma criança. Não deixe que ele se transforme num filho da puta como você foi, não o faça se converter ao mal quando trabalhei durante anos para ensiná-lo como é ser um homem de bem.

– Você fala como se fosse o pai do meu filho! — Rebati

– Podemos não ter o mesmo sangue, mas certamente sou mais pai do que tu és. E você, hun? Quer dizer que é pai sendo que nunca deu uma mamadeira, que não acompanhou o crescimento e que nunca cuidou? Vou te informar de uma coisa: paternidade não está no dna, mas sim em quem cria e dá amor.

– Se não o fui antes é porque não havia condições para que isso acontecesse. Você sabe muito bem que Amanda escondeu a verdade sobre essa gravidez.

– Pois se eu fosse ela, continuaria escondendo. Você não está pronto para ser pai, James, pois continua o mesmo adolescente farrista de sempre.

– Eu estou fazendo o meu melhor e enterrei esse passado há muito tempo.

– Se de fato supõe que está fazendo seu melhor, então o faça de verdade. Porque se eu souber que está andando por ai bebendo e fazendo merda, vou assumir meu papel de novo.

– Seu papel é a puta que pariu! — Voltei a gritar — Eu não tenho que te dar satisfações de como criarei o meu filho e muito menos tenho que ouvir ameaças vindas de ti. Quero que vá embora nesse exato momento. Procure o teu rumo e pare de aparecer de repente procurando pela minha família.

– Sua família? Não se esqueça que foi minha por muito tempo. E, além do mais, se te incomoda tanto assim a minha presença é porque, certamente, se sente ameaçado.

– Ameaçado? Vá tomar no cu você e sua prepotência.

– Eu só quero que saiba que respeito a Amanda.

– Quem deveria se sentir ameaçado aqui é você — Falei mais alto ignorando o que ele havia respondido. Eu estava em um discurso onde já era incapaz de escutar qualquer frase vinda do meu ofensor. Meu olhar estava fixo em qualquer ponto que pudesse acertá-lo e eu praticamente podia sentir o sangue correr para meus punhos em um convite para o ataque.

– Olha o escândalo que está fazendo, diminua o tom.

– O QUE É QUE VOCÊ DISSE? — Dei mais um passo tendo certeza que a distância entre nós diminuia

– Eu disse para falar baixo ou por acaso quer que a casa toda venha aqui? Eu vim em paz e não para causar transtornos.

– Ah sim, estou vendo sua "missão de paz" — Ironizei — Não sei o que pensa que é vindo aqui e mudando a nossa vida, mas saia fora da porra dessa casa agora.

– Fale mais baixo, James. — Ele pediu

– Como é que é?

– Fala mais baixo.

– Eu não estou brincando. Dá o fora da casa da minha noiva agora. — Mehmet permaneceu com os braços cruzados no mesmo lugar — Eu mandei voce sair.

O empurrei com ambas as mãos e o libanês desestabilizou-se em seu próprio eixo. A paciência já havia chegado ao limite e eu já estava farto de tê-lo diante de mim pregando a ideia de que eu não era bom o bastante para assumir minhas responsabilidades como pai e marido. Avancei contra ele atingindo-o no abdome e no maxilar, o que o fez desequilibrar-se e tombar ao chão. Minhas investidas continuaram apesar de Mehmet tentar bloqueá-las com as mãos a frente do corpo, mas eu estava cego de raiva e descarreguei em um único momento tudo que senti em todos os meses que aguentei sua presença.

– James! Ah meu Deus, o que você está fazendo? — Amanda entrara no quarto gritando e tentando puxar meus braços — KENDALL, KENDALL! — Ela gritou clamando pelo irmão

Conforme os socos e golpes eram disparados no corpo de Mehmet, minha noiva tentou segurar-me e acidentalmente meu cotovelo atingiu-a nos seios. Nesse instante, meu cunhado apareceu puxando-me de cima do árabe filho da puta, mas não creio que ele teria conseguido fazê-lo se eu não tivesse sido surpreendido pelo fato de agredir Mandy sem querer.

– Você está louco? — Kendall gritou contra meu rosto

– Me solta, porra. — Respondi puxando meu braço e indo até Amanda que apoiava as mãos onde eu havia a atingido — Meu amor, me perdoa. Por favor, me perdoa.

– O que aconteceu aqui? — Ela questionou olhando seriamente para mim e Mehmet, ignorando minha tentativa de acariciá-la e tomar-lhe as mãos entre as minhas.

– Esse viado do cacete se sentiu no direito de vir aqui em cima me ensinar a ser pai do meu filho, dizer que eu não sou capaz de amá-los. Tenho que aturar essa babaquice e ainda sorrir?

– Oh! Que grandioso da sua parte, Diamond. Agora está fazendo queixa para a Amanda ou é incapaz de continuar me batendo? — Mehmet se pronunciou

– Mehmet, para — Amanda gritou e logo mordeu a boca, eu sabia que ela estava se controlando para não chorar

– Eu só não te espanco porque tenho respeito pela minha mulher, mas vontade não me falta de te arrebentar a cara — Rebati sentindo minha respiração pesada

– James, para — Ela pediu e eu desviei o olhar para baixo enquanto movia o pescoço de um lado para outro alongando-o. Caralho!

– Pode deixar, Amanda. Eu vou embora, não quero ter que discutir mais com esse homem.

– Agora você ´o bonzinho né? Babaca.

– Sinta-se a vontade para cumprir o seu "papel", James. Eu criei Emmett, não se esqueça disso.

– Mas eu sou o pai biológico e o que está no sangue não se tira. Um dia esse menino vai saber que eu sou o pai de verdade!

– O que o titio Jay disse, mamãe? — Emmett apareceu encolhendo-se na porta. Os olhinhos estavam cheios de lágrima e sua boquinha tremia. Merda, tem como ficar pior?