Notas iniciais
Coisas lindas de titia, como estão? Na última postagem não falei aqui nas notas então hoje vim tagarelar rs Capítulo com POV do Jay para vocês entrarem um pouco na mente desse personagem antes tão sem caráter e agora mais centrado. Vale a pena dar uma repensada! Vi muitas se questionando se ele havia mudado de verdade e, sim gente, ele mudou :) Não se preocupem, ele não quer brincar com a Amanda! Bom, vou ficando por aqui e quero muuuuuuitos reviews heim. Por favor, tagarelem comigo também, me façam ter preguiça de responder KKKKKKKKKKK

JAMES POV:
Amanda sempre trouxera à minha vida um frescor que eu não sabia descrever, sua jovialidade, coragem e ao mesmo tempo sua parte mais delicada faziam dela uma adorável mistura de todas as princesas disney com uma generosa pitada de sex appeal. Era como saborear um chocolate com recheio de pimenta. Eu podia sentir sua doçura escorrer pela minha língua, a forma como seu sabor era agradável ao meu paladar e ao mesmo tempo estava pronto para uma explosão de ardor que queimava-me a pele e deixava-me pedindo por mais. Nosso relacionamento era assim: quente e sempre regredindo aos mais primórdios estágios de um namoro. Ora eu era o cara que a fazia arfar, ora eu era aquele que ela apelidava de maneira estranha — o que me deixava irritado constantemente. Aliás, irritar-me era uma de suas habilidades. Apesar de toda a irreverência e do prazer de ensiná-la o melhor de uma vida sexual que eu tinha certeza ser dividida apenas comigo, Amanda ainda permanecia presa de alguma forma às infantilidades e aos "mimimis" que toda garotinha tem. Aquela idealização de príncipe encantado, falar em filhos, em casamento e em um felizes para sempre que eu podia jurar que nem mesmo os autores de Cinderela acreditavam. Era muito para mim! Eu estava pouco me importando com uma família e, acredite, pôr um anel no meu dedo ou um maior ainda no dedo dela estava fora de cogitação. Por Deus, vinte e um anos! Tudo que eu precisava era um carro que corresse o suficiente, uma loira gostosa que me chupasse em público, algumas garrafas de bebida e dinheiro na carteira. Por falar em loira, não tenho culpa de Halston ter aparecido em minha vida. Ou tenho? Eu e Amanda vivíamos brigando, fosse por eu não ter ligado de manhã, não ter respondido um "eu te amo" ou não ter ido buscá-la na escola com um buquê de flores. Fala sério, não sou o panaca que se derrete por mulher... Ou pelo menos eu achava que não era até me dar conta de que estava andando de um lado para o outro em frente a casa de Carlos essa noite.

Assim que Amanda fora embora da minha casa naquele fatídico dia, nunca acreditei que duraria muito tempo. Veja bem, ela era o tipo de menina apaixonada, que me fazia cartinhas e pedia para o irmão entregar, a que passava em frente a minha casa toda emperequetada para que eu a visse e que suspirava com um simples bom dia. Eu tinha o controle da situação e até mesmo a surra que Kendall me deu seria um bônus diante do sexo de reconciliação que estava por vir. A questão é: eu sou homem, é complicado pensar com a cabeça de cima quando a de baixo fala mais alto! No entanto, ela não aparecera no dia seguinte, na semana seguinte ou no mês seguinte. De qualquer maneira, seria imbecil da minha parte me preocupar. Ela era apenas uma uma pirralha sem juízo com um milhão de coisas fúteis em mente e um sonho de ser a nova princesa Diana. Tentei esquecê-la assim que percebi que estava preso à hipótese de sua volta e foi até fácil de início.

– FLASHBACK —

– Hey, Jay! — Chuck me chamou despertando-me de alguns pensamentos que estavam, obviamente, buscando por uma conexão sobrenatural com os dela. Dei mais um gole na garrafa de whisky em minha mão e virei para olhá-lo. Meu amigo tinha duas garotas com ele, uma de cada lado. — Eu tenho um presente pra você e é dos bons! Essas duas aqui são do Texas e estão em busca de uma boa diversão, se é que me entende.
As garotas sorriram para mim, ambas estavam com vestidos curtíssimos — tão curto que eu poderia enxergar seus úteros se quisesse — e vieram em minha direção colocando-se uma a cada ombro meu assim como estavam com Chuck.
– Então, o que achou? — Ele insistiu e seu hálito embriagado invadia com facilidade meu olfato
– Excelente! — Olhei para uma delas e subi minha mão pela sua coxa deslizando com brutalidade por baixo do seu vestido. Não encontrei nenhuma calcinha. — Wow, acredito que será um prazer conhecê-la ... — Deixei a frase em aberto para que se apresentasse
– Charlotte. — Ela disse e seus lábios carnudos juntaram-se assim que terminou de falar. Eu já podia imaginá-los deslizando pelo meu pau.
– Mas tem um probleminha Jay, minha namorada é um pouquinho ciumenta e ela não gosta quando não compartilho a brincadeirinha com ela. — Charlotte disse encarando a ruiva de cabelos ondulados que estava a minha esquerda.
– Isso não será um problema! — Eu disse dessa vez já encarando a ruiva. Percebi Chuck sussurrar um "de nada" para mim antes que eu passasse os braços em volta de ambas e as conduzisse até meu quarto. Pouco tempo depois estava na cama com duas putas nuas, quão clichê poderia parecer?

– FIM DO FLASHBACK —

Ainda assim, nem mesmo as noites incansáveis na farra com Chuck — os rapazes da banda se negavam a me acompanhar — resolviam as lembranças impregnadas em mim. O cheiro de Amanda parecia estar em tudo e eu conseguia sentir falta até mesmo das brigas ou de suas frases prontas sobre quanto me amava. Eu estava parado no tempo esperando que um dia qualquer minha campainha tocasse e ela estivesse ali dizendo que me amava, mas isso não aconteceu e quanto mais os dias corriam, mais inconsolável eu ficava. Foi então que decidi buscá-la e me deparei com uma resistência vinda tanto dos pais quanto do irmão. Era como se eu tivesse sido um monstro que dilacerou o coração da pessoa que mais lhes importava e, no fundo, eu sabia que isso era verdade. A única coisa que fiz foi magoa-la e aprendi da pior maneira que o amor doía mais ainda quando ele aflorava após perder quem antes desdenhei. Foi assim que passei os últimos anos: procurando por Amanda, tentando achá-la em redes sociais e me apegando às migalhas dela espalhadas pelo meu quarto e dentro do meu coração. Quando percebi, já não tinha vontade de sair com Chuck, de ter duas mulheres em minha cama ou sequer de me relacionar. Não vou dizer que me tornei um santo, não mesmo. Estive com algumas pessoas, mas algo que os adolescentes chamariam de "ficadas". Simplesmente não consegui ter algo sério, chamar alguém de minha e, infelizmente, ainda não consegui proferir o tal "eu te amo", porque parte de mim sabe que essa frase só pertence à uma única pessoa. Desde então minha única meta tem sido reencontrar Amanda nem que seja sentada em um banco de praça, esbarrar com ela em um supermercado ou até mesmo vê-la — quem sabe — casada. Só precisava olhar em seus olhos mais uma vez e pedir perdão por tudo. Então quando soube por Logan que ela estaria na cidade, foi como se tivesse encontrado o tesouro pelo qual tenho desperdiçado minha vida na procura. Você pode até achar que gritar por ela no portão tenha sido exagerado, mas eu simplesmente odiaria tê-la longe e não poder sequer ver seus olhos castanhos mais uma vez. Atos desesperados para um homem desesperado, apenas isso! E quando a vi, céus, era como se fogos de artifício tivessem iluminado o breu do meu inferno particular. Amanda sempre fora linda, mas nunca acreditei que isso poderia ser intensificado três vezes mais. Seu corpo havia ganhado mais curvas, seus cabelos castanhos mesmo presos em um coque alto emolduravam seu rosto, suas pernas estavam ainda mais alongadas pelos saltos e todo o conjunto estava encantador. Sua maneira de andar, falar e a forma como sua boca pronunciava cada palavra com um sotaque diferente me instigavam a saber mais sobre aquela mulher que carregava um mistério nos olhos e uma barreira entre nós dois. Deus, eu a queria! Queria seus lábios nos meus, queria tocar sua pele, queria dizer mesmo que desenfreadamente e sem razão o "eu te amo" de anos atrás. Mas aquela não era a mesma Mandy e ela fez questão de deixar isso claro. Certamente não era, era melhor e era a mulher pela qual eu faria tudo para mostrar que também não sou o mesmo.