Notas iniciais
Amores, finalmente um capitulo mais caliente que a titia dividiu em duas partes para mantê-las/os ansiosas/os HSUHUAHS Eu agora tenho leitores homens, olha que coisa maravilhosa? Sei que não respondo comentários desde o capítulo 23, mas farei em breve ok? haha Beijos e as/os amo! ♥

– James! — "Merda!", xinguei em pensamentos ao ver Amanda diante de mim com o olhar assustado. Maldita hora em que decidi abri a porta!
– Oi amor! — Tentei responder como se nada tivesse acontecido — Pode entrar! — Dei espaço para que ela passasse
– "Pode entrar?" — Me copiou e sua voz expressava fúria. Ela passou por mim como um furacão, pisando firme — O que é isso no seu rosto?
– Ah, isso? — Disfarcei — Eu fui fechar a porta do carro e bati sem querer. — "Mentiroso", meu super ego* denunciava.
– Sem mentiras, ta legal? Não esqueça que eu te namorei na sua pior fase e sei bem como é brigão! — A mão de Amanda estava na cintura e isso só podia indicar que eu estava com problemas
– Eu não estou mentindo! — Virei de costas fingindo procurar algo na estante, tipicamente nervoso
– James, eu vou perguntar pela ultima vez! — Sua voz denunciava impaciência
– Ok Amanda, me meti numa briga. Satisfeita?
– Com quem? — Permaneci calado, isso eu não poderia responder — Com quem, James?
– Olha, não foi nada demais! — Tentei tornar tudo mais ameno
– Você esta cheio de hematoma e diz que não foi nada? Vai voltar a mentir pra mim?
– Nunca! — A assegurei
– Então seja honesto comigo! — Ela pediu
– Não era para você estar aqui, não era pra você saber...
– Mas eu te achei estranho e quando vim ver como meu namorado estava, mas me deparei com ele todo machucado — Sua voz estava mais calma e imaginei que estivesse pronta para conversarmos de maneira mais tranquila.
– Eu fui falar com o seu pai hoje. Sei que me pediu pra que eu não o fizesse, mas não fui capaz de ver a mulher que amo, a minha mulher, sofrendo.
– Jay, eu te pedi tanto! — Ela murmurou
– Eu sei, mas eu precisava fazer isso por vocês dois. — Confessei encarando seus olhos marejados
– Foi ele que... Que fez isso com você? — Sua mão tao delicada tocou meu ferimento e eu deixei um pequeno "ai" escapar com o toque — Foi ele Jay?
Eu não queria concordar, não queria piorar as coisas, mas assenti brevemente com a cabeça.
– Sim, foi ele.
– E você revidou? — Perguntou temendo a minha resposta
– Nunca! Eu jamais faria esse tipo de coisa.
– Eu sei que não e acredito plenamente em você. — Seu lábio inferior estava tremendo e ela o mordeu delicadamente — Eu.. Eu sinto muito por ele ter feito isso!
Amanda abraçou-me com força jogando os braços em volta de mim com tamanha precisão e desespero que era como se o mundo fosse acabar diante de nossos olhos. Eu a atei junto a mim, sentindo seu calor me curar como meu tipo predileto de tratamento alternativo.
– Shhh... Não precisa ficar assim.
– É claro que precisa. Olhe para você! — Sua mão foi erguida aos poucos tocando-me novamente. Seu indicador — frio pela temperatura que se encontrava Nova York — deslizou pela marca roxa fazendo um contorno perfeito. Eu mantinha seus olhos nos dela e nada mais. — Foi por isso que não foi me ver, não é mesmo? Você não queria que eu soubesse.
– Não queria que se ferisse sabendo do que ele fora capaz.
– Sofro muito mais por saber que aguentou isso por minha culpa — Sua voz carregava um remorso que fez meu coração se contorcer em pena — Eu vou pegar um pouco de gelo, está bem?
– Amor, não precisa. Olha, isso vai passar em pouquissimo tempo. — Levantei indo atrás dela, mas Amanda já tinha se apropriado da minha cozinha e estava mexendo no freezer. Me enconstei sobre a mesa observando-a sempre tão graciosa.
– Deixa de ser teimoso e permita que eu cuide de ti ao menos uma vez. Você já cuidou de mim demais e está na hora de eu retribuir!
– Mas Mandy...
Relutei em vão, ela havia pegado um pouco de gelo e colocado em um pequeno pote. Como conseguia encontrar as coisas tão rápido quando eu mesmo ficava tão perdido em minha própria casa? Amanda chegou perto de mim, que permanecia no mesmo lugar, e apoiou seus utensílios sobre a mesa. Eu continuei recostado no móvel e seu olhar sobre mim parecia um tanto piedoso. Eu sabia que minha namorada estava se remoendo por dentro, sofrendo pelo que havia acontecido e era justamente isso que havia tentado evitar quando não fui buscá-la. Já era dor o suficiente ter tido que ir embora pelo canalha que fui, ter passado por um bocado de situações injustas e ainda ter o próprio pai como o novo homem que a magoaria não parecia certo. A sensação que tenho é de que Amanda sofrera demais, por tempo demais. As vezes é como se cada um de nós tivessemos uma cota de dor a suportar durante nossa trajetória e sinto que a dela já foi extensa o suficiente. São em momentos como esse que me dou conta do quanto ela ainda é frágil e pequena diante desse mundo cruel. Eu a cuidaria, a protegeria e faria o possível para deixá-la dentro de uma concha, como a mais linda das pérolas, como meu tesouro mais precioso. Ela pegou a pedra de gelo com cuidado em sua mão pequena e a deslizou pelo meu rosto. A sensação fria sobre minha pele latejante era um tanto incomoda.
– Me desculpe! — Sussurrou baixinho com seus lábios próximos dos meus — Desculpe pelo que ele fez.
Mandy devagar encostou o gelo no canto da minha boca onde estava um pouco dolorido e logo em seguida roçou seus lábios no local, depositando um terno beijo. Ela subiu próximo ao meu olho esquerdo onde o segundo soco havia sido atingido. Senti mais uma vez sua boca sobre minha pele e me arrepiei com o contato tão próximo. Levei minha mão à sua segurando-a delicadamente. Todas minhas ações com ela eram sempre assim: doces, lentas e românticas. Isso se contrapunha à maneira como o antigo James sempre era: rispido , desinteressado , desafeiçoado e indiferente. Minha mudança com Amanda era tida em atos tão simples e acanhados que eu sequer me dava conta que os estava fazendo e era justamente ai que morava a beleza da nossa relação. Com nossas mãos ainda juntas, retirei o gelo que ela segurava, o tomando agora em meus dedos. Ela me olhou surpresa, mas nossos olhos estavam tão conectados que nenhum dos dois fora capaz de interromper esse contato genuíno. Calmamente, guiei a pedra — que já derretia — até seus lábios escorregando-a pelo inferior com facilidade. Mandy esboçou um pequeno sorriso ao sentir o gélido encostar. Aos poucos, fui trazendo minha boca para perto da sua, nossos hálitos quentes escapando pelos nossos lábios entreabertos, nossos olhares procurando por qualquer resquicio de malícia um no outro. Esperando por mais, por muito mais. Sem me importar com a poça de agua que deixaria em meu chão, soltei o gelo e tomei Amanda em meus braços puxando-a pela cintura com uma força que até então não havia existido entre nós. Eu não sabia dizer de onde aquela pulsão havia saído, como havia sido gerada, mas havia um desejo latente entre nós dois e na maneira perfeita como seus seios subiam e desciam a cada respiração mais funda devido ao clima libidinoso presente em minha cozinha. Com um pouco mais de pressão, fui subindo minha mão direita pelas suas costas sentindo seu corpo se arquear delicadamente para frente. Não precisavamos dizer nada um para o outro, nossos corpos falavam sobre nossos objetivos em uma linguagem muito mais própria e clara. Desencostei da mesa puxando-a um pouco mais forte, o que fez nossos quadris se unirem. Amanda moveu-se devagar roçando seu corpo no meu, o que provocou uma sensação maravilhosa abaixo da linha da minha cintura. Respirei fundo encarando ainda aquele par de olhos tão enigmáticos e tornei nossos lábios próximos mais uma vez deixando-os a centimetros um do outro. Suas mãos, agora não tão ingênuas como antes, foram subindo pelo meu peitoral aumentando minha vontade de tê-las por todo meu corpo. Assim que alcançou a base de meu pescoço, Amanda subiu arranhando até minha nuca arrepiando-me por completo. Se aquele era um convite para beijá-la, eu definitivamente deveria aceitá-lo. Sem mais delongas, encostei meus lábios nos seus me apropriando dos mesmos sem pudores. Comecei a sugá-los devagar, aumentando a intensidade aos poucos enquanto sua lingua me recepcionou com gracejo, enroscando-a à minha em movimentos circulares. Minhas mãos realizavam o contorno perfeito de sua cintura subindo e descendo arrastando o tecido de sua fina camisa de chiffon com a mesma precisão com a qual nossa línguas mantinham-se acariciando uma à outra. O beijo apesar de calmo mantinha em si uma pitada ardente e sedutora, estavamos entregues à tantricidade do momento, esperando por quem daria o próximo passo e, provavelmente, quem resistiria por mais tempo à espera pelo toque mais sexual. Quando o ar se tornou mais escasso e finalmente parecia que nossos lábios se separariam, Amanda deixou um sorriso um pouco mais malicioso enfeitar sua boca, dando-me a permissão necessária para seguir e assim tornei o contato mais mais urgente, afogando-me com precisão no mel de seus lábios. A apertei com firmeza contra o meu corpo e de maneira rápida nos girei colocando-a sobre a mesa. Mandy envolveu suas pernas em meu quadril e as carícias que até então eram mais inocentes ganharam uma tonalidade mais escura, como se uma nuvem de desejo pairasse sobre nós dois. Ela deslizou as mãos pelas minhas costas largas e eu fui sentido minha camiseta ser levada habilmente por seus dedos. Ergui meus braços facilitando seu trabalho e por instantes nossos lábios foram forçados a se separar. Amanda encarou-me com os olhos queimando, eles percorriam meu tórax e abdomem com tamanha rapidez que teria me constrangido se não fosse extremamente sensual tê-la me desejando. Aproveitei o maior contato de nossos quadris e a puxei com força pelo mesmo deixando as partes mais íntimas de nossos corpos praticamente coladas. Voltei a inclinar-me sobre sua anatomia deitando-a sobre a mesa de jantar e tive a oportunidade de observá-la do alto. Fui traído pela minha mente pervertida que desejava quase que de forma vital tê-la nua diante dos meus olhos. A curiosidade sobre o quanto os anos a transformaram gritava em meu consciente e eu queria, acima de tudo, saciá-la como fizera anos atrás. Respirei fundo temendo que o antigo James pudesse voltar devido a sede que tinha quando se tratava de estar dentro dela e calmamente deslizei a lingua pelos meus lábios umidecendo-os a medida que os levava perto o suficiente de seu pescoço. Devagar os deslizei pelo seu queixo criando um rastro detalhado enquanto contornava seu maxilar. Minha mão esquerda se encaixou com perfeição em seu couro cabeludo puxando sua cabeça de forma a deixá-la inclinada. Amanda deixou um pequeno gemido escapar, provavelmente eu havia sido um pouco bruto, mas o sorriso em seu rosto me instigava a seguir. Delicadamente, escorreguei minha lingua pela quente pele de seu pescoço até a base do mesmo. Mandy apertou as pernas ao meu redor e eu subi minha boca realizando pequenas pressões pelo mesmo dedicando alguns chupões um pouco mais intensos. Seu corpo mais uma vez arqueou e eu pude sentir seus seios encostarem em mim, tentadores o suficiente a ponto de me fazer seguir um caminho de beijos um pouco mais úmidos até o primeiro maldito botão de sua blusa. Eu adoraria ter arrancado todos, mas aquele momento era único para nós dois, o reencontro não só de almas como também carnal e eu não estava disposto a fazer sexo, mas sim a pela primeira vez fazer amor com Amanda da maneira mais terna e quente que poderia existir.

Continua.


Notas finais
* Super Ego: É a parte moral da mente humana