Heaven In Your Eyes
38 Skin
Notas iniciais
James tornava seus atos tão lentos que eu poderia gritar desesperadamente para sentir suas mãos em meu corpo. Com calma, cada botão da minha blusa fora aberto e seus lábios desceram acompanhando a forma com que meus seios iam ficando expostos até, por fim, tirá-la. A forma como James encarava com desejo meu corpo parcialmente nu fazia com que eu me sentisse em êxtase. Seus olhos poderiam atear fogo em minha pele e eu estava arrepiada diante dele. Suas mãos tão firmes subiram pela minha barriga até alcançar meus seios que ganharam um toque mais ardente. Eu já podia sentir meus mamilos ficarem mais rigidos assim que seus dedos contornaram um dos mesmos e arfei involuntariamente ansiando por mais. Jay apenas ergueu seus olhos esverdeados para mim, uma de suas sobrancelhas levantou-se e o sorriso que tanto me derretia brotou no canto de sua boca. Mordi meu lábio inferior o encarando e sem interromper o contato visual pude sentir sua língua quente e extremamente úmida descer devagar entre meus seios. James não parou de movimentá-la e subiu novamente, dessa vez até meu mamilo balançando-a em um ritmo um pouco mais acelerado. Minha mão direita foi parar em seu cabelo puxando-o com força contra mim, o que fez com que Jay guiasse seus lábios até meu seio sugando-o com volúpia ao passo que sua mão se divertia com o outro apertando sem piedade. As sensações tão distintas de dor e prazer se misturavam em mim, até que um baixo grunhir escapou pelos meus lábios quando seus dentes arrastaram devagar em minha pele.
Sua tortura altamente deliciosa continuou por mais algum tempo regada à lambidas e carícias. A boca de James me provocava e causava uma sensação úmida um pouco após o meu baixo ventre. Meu corpo estava pedindo por ele, desejando tê-lo dentro de mim e quando seus lábios desceram um pouco mais senti meu coração acelerar descompassadamente antecipando o que poderia acontecer. Apoiei-me sobre meus cotovelos observando-o enquanto sentia a trilha de beijos ir até um pouco próxima do meu umbigo. Jay mordiscou minha barriga devagar e voltou a olhar-me. Minha respiração estava acelerada e eu acariciei seus cabelos lentamente. Ele apenas sorriu e de repente pegou-me em seu colo. Eu não tinha a menor noção do que estava acontecendo, mas se James estava perto de mim já era o suficiente para confiar.
Fui guiada até seu quarto que estava impecavelmente arrumado. Jay colocou-me sobre sua cama macia e vagarosamente subiu sobre meu corpo. Eu o acompanhava com meus olhos, me sentindo excitada e emocionada com seu ato carinhoso. Não me importaria se tivessemos transado em um lugar incomum, mas a preocupação que meu namorado havia tido em tratar-me com ternura fazia com que eu o venerasse ainda mais. Sua boca retomou a minha com um pouco mais de romantismo, eu estava apaixonada por qualquer coisa que ele fizesse e me doaria por completo se preciso. Cada célula do meu corpo parecia queimar enquanto nossas linguas valsavam lentamente em uma coreografia perfeita. Tão molhada e lenta, sua lingua acariciava a minha e delicadamente escorregou pelo céu da minha boca causando um formigamento único. Desci com minhas unhas arranhando seu abdomem definido até chegar ao cós de sua calça. James mordeu minha boca ao me ter tão perto de seu quadril e eu percorri com meus dedos pelo seu jeans alcançando seu membro por cima do grosso tecido. Escorreguei a palma da minha mão para baixo pressionando-o e subi devagar apertando com cuidado. Ele deslizou sua mão pelas minhas costas erguendo-me um pouco do colchão até alcançar minha bunda apertando-a. Em seguida, puxou-me contra sua ereção deixando-me ainda mais molhada. Apressadamente, interrompi nosso beijo e abri o único botão de seu jeans, descendo o zíper logo após. Em poucos minutos e menos algumas peças, já haviamos conseguido nos livrar do excesso de roupa que nos incomodava. A mão de Jay voltou a descer mais uma vez, agora realizando o exato contorno da linha da minha cintura ao meu quadril. Ele continuou guiando-a até encontrar a intimidade onde começou a esfregar o dedo na entrada realizando um pouco de pressão. Eu estava amando essa forma lascívia de tortura e quanto maior se tornavam suas investidas em meu sexo, mais lubrificada eu ficava. Nossos olhares finalmente se encontraram e carinhosamente seu nariz esbarrou no meu enquanto nossas testas se encostaram. James encostou seu polegar em meu clitóris rodando-o devagar sem interromper a deliciosa fricção que seu indicador realizava. Minhas expressões faciais suplicavam por mais, eu precisava demais. Era como se de alguma forma meu corpo estivesse pronto para recebê-lo, para fazer-me sua mulher assim como eu tinha certeza que ele era meu homem, apenas meu. Tomada por um enorme frenesi, fechei meus olhos na esperança de concentrar-me apenas nas carícias que recebia, mas sua voz rouca próxima ao meu ouvido pediu com luxúria: "olhe para mim" e assim eu o fiz. Voltei a mergulhar na profundeza esverdeada de suas pupilas sentindo-o penetrar mais um de seus dedos.
— Me faça sua! — Sussurrei mais implorando do que pedindo, mas o eterno sorriso de garoto brindava sua boca mostrando o quanto estava se divertindo
— Ainda não... — Ele negou girando seus dedos dentro de mim. Mordi minha boca com força.
— Me faça sua! — Voltei a pedir — Por favor. — Supliquei
Jay vagarosamente interrompeu os movimentos que realizava e devagar — tão devagar que me deixou ansiosa — retirou seus dedos de dentro de mim. Quando achei que a tortura havia acabado, pude sentir seu membro roçar devagar em meu sexo e a breve proximidade deixou-me encharcada. Os lábios de James encontraram um dos meus pontos fracos: minha orelha e um arrepio inundou-me quando sua lingua a contornou devagar parando na cartilagem onde recebi uma mordida um pouco mais forte. Eu o sentia respirar perto de mim e ouvia a cada vez que o ar quente de escapava de seus lábios em meu ouvido.
— Você já é minha e sempre será! — Murmurou com a boca colada em minha orelha e de maneira compassada fui sentindo seu membro preencher-me. James prendeu meu lóbulo entre seus lábios chupando-o devagar e alternando com algumas mordidelas. Encaixei meu quadril ao seu acompanhando as estocadas lentas enquanto o abraçava com minhas pernas fazendo-o ir mais fundo. Parecia que quanto mais devagar, mais a excitação durava e era dessa maneira que eu queria que permanecesse. James estava me amando, amando como jamais havia sido amada antes e era isso que tornava o momento tão doce.
Conforme a velocidade ia aumentando, alguns gemidos um pouco mais altos escapavam pela minha boca. Minhas unhas o arranhavam por completo, ora nos braços, ora nas costas, mas ele não parecia se importar com isso. Estavamos tão entregues ao momento que não havia só uma mistura de corpos ali presente, mas sim uma história que havia sido encerrada anos atrás e estava recebendo de presente uma segunda chance. O James Diamond que estava dentro de mim — não só literalmente, mas também de maneira sentimental — não era o mesmo que havia quebrado meu coração em pedaços. Esse era doce na medida certa e ainda assim capaz de despertar em mim um lado cheio de luxúria e desejo. A cada estocada, James me provava o quanto havia mudado, o quanto era capaz de me doar amor, de fazer meu coração disparar e meu corpo implorar por tê-lo dentro de mim para sempre. Seus movimentos foram gradativamente ficando mais curtos e rápidos, o que fez com que um enorme calafrio tomasse conta de mim. Estava chegando ao orgasmo e com mais algumas investidas fui capaz de sentir meu corpo amolecer sob o seu em uma explosão de prazer.
— Eu te amo! — Sussurrei com a voz um pouco falhada pela excitação. Jay ainda estava dentro de mim, apesar dos movimentos terem cessado. Devagar, fui sentindo-o se desconectar do meu corpo e ele deitou-se ao meu lado puxando-me contra seu peitoral.
— Eu também te amo, Amanda, te amo como jamais pensei que poderia amar — Respondeu antes de dar-me um beijo nos cabelos. Eu o apertei ao meu corpo desejando que o relógio congelasse e ficassemos assim para sempre. Eu estava apaixonada e pela primeira vez na vida tinha orgulho de dizer que aquele era o homem que escolhi amar.
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