Notas iniciais
Caramba, por dez minutos quase que não consigo postar ainda quinta HSUHAUSH Desculpem a demora, dia muito corrido. Capítulo especial o de hoje, espero que gostem heim *-* E ai povo, como estão encarando a volta de Jandy? Me deixem saber tudo que pensam haha Amo demais todos vocês ♥

O som de alguma coisa ricocheteando na minha janela fez com que eu despertasse. Emmett estava aninhado ao meu lado dormindo encolhido e roncava baixinho de tão cansado devido ao desgaste de tanto brincar no casamento. Puxei o cobertor sobre seu corpinho protegendo-o e fui até a janela no intuito de saber do que se tratava, mas o que — ou quem — estava lá surpreendeu-me o bastante para não querer voltara dormir. Abri o vidro devagar e lá estava James olhando para cima com um sorriso no rosto enquanto encenava uma versão moderna de Romeu e Julieta.
— O que está fazendo aqui? — Tentei dizer baixo, mas em um tom que ele entendesse
— Eu poderia fazer como Rapunzel e te pedir para jogar as tranças, mas isso seria bizarro demais, então vim te sequestrar.
— Me sequestrar? Eu não posso sair daqui.
— Pode sim. — Respondeu jogando a última pedra de sua mão longe — Vem comigo.
— Nosso filho está aqui, você sabe que ele dorme comigo.
— Eu te trago para casa antes das cinco da manhã, prometo.
— Jay...
— Por favor, uma fugida só.
— Eu estou de camisola — Tentei argumentar
— Vem assim mesmo.
— De camisola? — Arregalei os olhos
— É, vem logo. Está frio aqui fora amor, preciso de você me esquentando.
— Isso é chantagem, sabia? — Coloquei as mãos na cintura, mas seu sorriso encantador iluminava aquela noiteescura como se a lua banhasse o mar.
— Vem. — Ele juntou as mãos fingindo rezar
— Estou indo, calma.

Fechei as janelas rapidamente e me certifiquei de que Emmett estava mesmo dormindo. Calcei os chinelos que estavam perto da cama e peguei a chave na minha escrivaninha, saindo na ponta dos pés para não fazer alarde. Caminhei nos corredores com lentidão torcendo para que meus passos estivessem leves como uma pluma e eu não tropeçasse em nada — o que era bem provável — pois, apesar de adulta, seria vitima de uma insiquição caso descobrissem minha fuga. Destranquei a porta e corri para os braços de James pulando em seu corpo com tamanha saudade como se tivéssemos sem nos ver há dias.
— Isso tudo é saudade, é? — Ele gargalhou enquanto eu enchia seu rosto de pequenos beijos, ora nos lábios,ora nas bochechas.
— Hm, talvez seja. — Murmurei acomodando meus braços ao redor do seu pescoço e percebi meu noivo olhar-me debochadamente — O que foi, heim?
— Não acredito mesmo que te convenci a vir de pijama na rua por mim, mas... — Ele fez uma carinha pensativa -Tenho que admitir que você está sexy com essa camisola.
— Não tem nada de sexy em estar descabelada e amarrotada.
— Já falei que seu cabelo fica desse jeito depois que você fode? — Suas mãos fortes apertaram minha cinturae foram subindo pelas minhas costas devagar. Mordi o canto da minha boca sorrindo em seguida sem disfarçar o quanto seu toque me fazia bem.
— Não tente me seduzir com essa cantada barata. — Enrubeci e inconscientemente passei minha lingua pelomeu lábio inferior
— Então pare de morder ou lamber essa boca — Respondeu, mas seu olhar não desviou em momento algumdos meus lábios entreabertos. James parecia hipnotizado diante de mim.
— Onde disse que me levaria? — Desconversei para tornar o clima menos erótico possível.
— Eu não disse... — Jay deixou a frase em aberto e tocou a ponta do meu nariz — Mas vou dizer. Quer dar uma volta comigo no Hudson River?
— Caminhar às duas e meia da manhã, amor? — Fiz biquinho e ele aproveitou-se para dar-me um casto selinho
— O que tem de mal? — Questionou puxando minha mão — Você vai ver como o mar fica iluminado nesse horário. Parece que as luzes dos prédios dão vida ao lugar. O que me diz? É só um passeio.
— Estarei de volta às cinco horas?
— Absolutamente. Emmett nem vai perceber que sumiu.

Eu concordei, não apenas porque queria ter James ao meu lado, mas também porque a ideia de fugir na calada da noite ao seu lado me remetia à nossas aventuras passadas. Pegamos a West End Avenue com seus prédios residenciais e a enorme quantidade de árvores que cercava as calçadas. Assim que alcançamos a Riverside Dr, o Hudson River já podia ser visto ao nosso lado esquerdo. Jay mantinha sua mão junto à minha segurando-a e acariciando-a por vezes com seu polegar. Eu estava me sentindo tola por estar andando de pijamas pelas ruas de Nova York e ao mesmo tempo o vento frio da madrugada fazia com que minha camisola subisse um pouco, o que me arrancava boas risadas e constrangimento. Pegamos a Henry Hudson Parkway e quando atingimos a New York 9A pudemos nos deliciar com a vista perfeita do River do outro lado.
— Espera, vem por aqui aqui. — Jay disse guiando-me e fizemos a curva que nos levaria à West 95 Street passando por uma área um pouco mais deserta próxima a um viaduto. Meu coração praticamente parou quando me deparei com a visão que tinhamos.

O parque dava vista para o Hudson River e as árvores causavam um clima típico de outono. James puxou-me devagar fazendo-me sentar na grama e sentou-se atrás de mim envolvendo suas pernas em meu corpo deixando-me entre elas. Encostei minhas costas em seu peitoral, o que me fez sentir sua cítrica essência Armani Pour Homme emanar de seus poros. Nossa, ele estava realmente cheiroso. Jay encostou seu rosto em meu ombro a medida em que seus braços apertaram-se em volta de mim.
— No que está pensando, hun? — Senti um suave beijo em minha bochecha, o que me fez sorrir.
— Em quão sortuda sou por te ter aqui comigo. Quero dizer, essa noite fui ao casamento dos nossos amigos sem objetivar nada e jamais pensei que sairia de lá noiva, ainda mais de ti.
— Eu também não sabia que ia te pedir em casamento.
— Não? — Constatei arregalando os olhos e virando meu rosto um pouco para vê-lo
— Não, tive certeza disso aos poucos. Sabe por que quis te trazer ao Hudson River Greenway?
— Por que?
— Porque eu ia pedi-la em casamento no pier deste mesmo rio.
— Teria sido maravilhoso estar ao seu lado, Jay. Adoraria poder ter passado aquela noite contigo, beijar-te sob as estrelas e ter aceitado seu pedido. Eu realmente sinto muito por não ter comparecido, por ter te decepcionado daquela forma. Você não conseguiria imaginar como meu coração parou quando te vi com o buquê de flores e o anel diante de mim exigindo explicações. Eu.. Eu me senti tão... — Minha voz embargou
— Shhh... Não diga nada. — James segurou meu rosto e colocou nossos lábios para calar-me — Eu que devo me desculpar por ter julgado errado e por pensar que realmente havia algo entre você e Mehmet. Fui um idiota de te perder, não é?
— Você não me perdeu Jay. Não perdeu seis anos atrás e nem nunca perderá. — Garanti deslizando as pontas dos meus dedos pelo seu rosto sentindo a barba recém depilada espertar-me. Ele pegou minha mão e roçou seus lábios pelo dorso da mesma beijando-a.
— Você precisa me prometer que não irá embora da minha vida de novo.

Seus olhos novamente estavam inquisidores e em um tom mais escuro. Por um instante pude sentir sua dor atravessar-me como se entendesse o que ele estava querendo dizer e a verdade é que eu entendia. Também passei pela mesma dor, também sofri a perda e doía tê-lo longe de mim, doía viver uma história de idas e vindas. Eu não queria mais ir. Só queria ficar, ficar de vez e para sempre ao seu lado.
— Jay, eu não tenho que prometer o que já é óbvio.
— Não, Mandy. Eu estou te pedindo: promete pra mim?
— Eu te prometo, meu amor. Não irei a lugar nenhum, está bem? — Murmurei tentando passar confiança ao meunoivo.
— É muito, muito bom mesmo ouvir isso. — Sussurrou

A mão de James encostou em meu ombro subindo devagar pelo meu pescoço até enganchar-se em minha nuca. Nossos olhares se cruzaram ao passo que nossos narizes roçaram devagar ponta com ponta. Eu sorri e ele também sorriu, até que interrompi o contato visual cerrando meus olhos para entregar-me ao beijoque estava por vir. Por fim seus lábios encostaram nos meus. Tão suaves, doces e delicados que eu os chupei calmamente apreciando o sabor quase que divino. Sua lingua pediu passagem deslizando-a por entre meus lábios até encontrar a minha. Nós as enroscamos girando-a uma ao redor da outra até que sua mão esquerda foi subindo por minha coxa trazendo consigo o tecido fino da minha camisola. James continuou a subi-la até chegar à minha cintura. Nosso beijo foi interrompido aos poucos e ele calmamente deitou-me sobre a grama subindo sobre mim. Eu procurei por seus olhos que, esverdeados, brilhavam iluminando aquela noite e os encontrei mirando-me. Minha respiração estava um pouco descompassada e acelerou-se ainda mais conforme me arrepiei ao sentir os beijos de James. Ele havia inclinado-se sobre meu pescoço beijando-o em uma linha perfeita de cima à baixo até alcançar minha clavícula e voltar. Quando chegou em minha orelha, James mordeu o lóbulo e prendeu-o em seus lábios sugando-o tão forte que me fez suspirar.Minhas mãos subiram pela extensão de suas costas e eu puxei sua camisa conforme minhas unhas escorregavam por sua pele tão clara. Seu corpo diante de mim parecia uma perfeição esculpida por deuses.Eu poderia prender meu olhar em seu abdome e na maneira como seus obliquos instigavam-me a descer os lábios por seu quadril, mas a proximidade de nossos corpos e a forma como ele agora apertava fortemente meu ventre contra seu membro me impediam de tocá-lo da maneira como eu gostaria. Escorreguei minhas mãos pelo seu peitoral sentindo sua pele quente sob meus dedos. Fiz questão de contornar cada curva de seu abdome malhado e demorei um pouco mais perto do cós de sua calça para aumentar a expectativa. Jay desceu sua boca pelo colo tocando os ossos logo abaixo do meu pescoço. Suas mãos habilidosas terminaram de puxar minha camisola e eu ergui meus braços auxiliando-o a despir-me. Logo, seus lábios tão quentes quanto sua anatomia roçaram por entre meus seios. Seus dedos pressionaram-os nas laterais tornando-os mais volumosos enquanto sua lingua subiu girando ao redor do meu mamilo direito. Arfei voltando a pôr minhas mãos sobre seu corpo, agora escorregando-a para dentro da sua calça sentindo o volume já crescente. Eu comecei a acariciá-lo sabendo que James gostava do contato tanto quanto eu estava excitada naquele momento e fiquei certa disso quando ele voltou sua atenção desde os meus seios para o meu rosto sorrindo maliciosamente antes de lamber-me. Puta merda! Inverti as posições rolando no gramado. Jay deitou-se e agora eu estava sobre seu corpo sentada em suas coxas mantendo meus joelhos contra o chão. Puxei suas mãos e comecei a subi-las pela linha da minha cintura até voltar a colocá-las sobre meus seios. Confiante, abri o botão de sua calça descendo devagar o ziper. Eu a desci junto com a cueca até a altura desejada e pude ver seu membro ereto e rijo à minha frente. Segurei-o acima e minha mão- um pouco mais fria devido ao clima — deslizou tranquilamente até a base apertando um pouco mais nesse ponto. Subi novamente realizando pequenas pressões por todo o comprimento e continuei a manipulá-lo enquanto trazia meu quadril mais à frente subindo sobre o mesmo. Jay começou a esfregar seu pênis contra minha intimidade e isso deixava-me mais úmida e excitada. Empurrei-me um pouco mais para frente continuando a fricção até que por fim ele se enterrasse dentro de mim. Pendi minha cabeça para trás cerrando meus olhos para concentrar-me na sensação de ser preenchida pelo homem que amo. A cada movimento era como se toda a paixão que temos fosse reacendida na entrega que realizávamos. Jay movia-se com suavidade, não havia necessidade de ser bruto. No entanto, a precisão de suas estocadas me fazia perder a noção de espaço e tempo como se naquele instante só existissemos nós dois e ninguém mais. Apoiei minhas mãos em seu abdome rebolando em seu membro acompanhando o mesmo ritmo do vai e vem de seus quadris. James apoiou-se em seus cotovelos e puxou-me pelos cabelos para frente trazendo minha boca para a sua. Eu o beijei dando permissão para um beijo mais intenso e quente, repleto de mordidas e sucções. Suas mãos grandes e firmes seguraram minhas coxas controlando meus próprios movimentos para que ficassem mais tântricos e sensuais. Deixei que um gemido baixo escapasse de meus lábios em sua boca e seu corpo respondeu-me em um estocada ainda mais forte. Cravei minhas unhas em seu peitoral tendo certeza das marcas que deixaria e não me importei de estarmos em público, ignorando completamente qualquer preocupação. Eramos apenas eu, o amor da minha vida e o Hudson River como testemunha do nosso desejo. Jay levou as mãos até minha bunda apertando-a com firmeza conforme o ritmo ficava mais acelerado. Eu, por minha vez, comecei a quicar em sua pélvis enquanto controlava meus músculos tornando ainda mais apertado para aumentar seu prazer e, consequente, o meu. Não tardou para que o orgasmo me atingisse. Tão avassalador e inebriante como sempre, fazendo-me perder as forças e o sentido. James permaneceu movimentando-se por mais algum tempo até que o climax também arrematou seu corpo. Eu mal podia acreditar que havíamos transado em um lugar público e, mais ainda, que ele realmente era meu.