Notas iniciais
Oi caras de boi *-* Como a maioria sabe, nós fomos plagiados :( Isso me entristeceu muito e ainda estou meio sem rumo, mas tenho que seguir com a história, né? Só espero que a equipe do Nyah possa resolver isso logo porque é realmente decepcionante ter tanto amor com algo meu e alguém furtar assim :/

Eu ainda estava deitada aconchegada no peitoral de James sentindo a brisa fria de outono sobre nossos corpos. Jay acariciava meus cabelos tão devagar que eu poderia dormir em seus braços, no entanto, eu fazia o maior dos esforços para me manter acordada e eternizar aquele momento.
— Me fala sobre o Emmett — Meu noivo pediu dando-me um beijo na testa. Eu sorri com o carinho e aninhei-me ainda mais junto a sua anatomia.
— O que quer saber exatamente?
— Eu não sei. O que ele gosta de fazer, de comer e de brincar? Como foram seus primeiros anos? Qual a primeira palavra? Essas coisas.
— Nossa, quantas perguntas! — Brinquei virando-me de barriga para baixo e dedilhei suavemente meus dedos em seu abdome. James apenas sorriu e estreitou os olhos ficando mais atento ao que eu iria dizer — Bom, ele gosta de brincar e jogar bola. Gosta também de tocar que foi uma coisa que... — Mordi minha boca me calando. Merda, eu não poderia falar de Mehmet.
— Continue.
— Mas Jay, eu ia falar sobre...
— Sobre Mehmet, eu sei — Ele me interrompeu — Continue.
Incentivou-me apertando seu braço em minha cintura com ternura.
— Então, ele gosta muito de tocar derbake. Emmett sempre viu Mehmet tocando e se encantou pelo instrumento, ai acabou querendo aprender e esse é um dos seus passatempos favoritos. Sobre brincar, ele brinca com qualquer coisa. Emm é muito elétrico e, por isso, desde que esteja correndo e escalando algum móvel ele se sentirá feliz.
James riu, provavelmente lembrando da própria infância.
— E a primeira palavra?
— Ah Jay, qual você acha que foi? — Fiz suspense já começando a me gabar um pouco.
— "Mamãe", não é? — Ele gargalhou
— Óbvio, meu filho não vive sem mim — Brinquei dando um sorriso convencido, mas logo recebi um selinho demorado.
— O que ele gosta de comer?
— Ele gosta muito de frutas. Quando era pequeno eu amassava e colocava um pouquinho de açucar. Nossa, ele adorava. É claro que também não consigo evitar as besteiras e fast food né? Ao menos no Líbano era mais fácil mantê-lo afastado dessas comidas gordurosas, mas aqui é quase impossível.
— Mas, amor, ele pode ser saudável e comer bobagens também.
— Eu não sei. Só quero mesmo o melhor para ele e sei que o que comemos é fundamental para uma vida com saúde.
— Ele ja experimentou milk shake com batata frita?
— Ainda não.
— Tá brincando! — Seus olhos se arregalaram
— Ele é um bebê, Jay, não vou enchê-lo de doces e aumentar sua glicose.
— Emmett não é um bebê, que bobagem. E que mãe é essa que nunca deu milkshake pro filho? — Meu noivo riu beliscando-me a barriga de leve
— Uma mãe preocupada com a saúde. — Mostrei a lingua debochando
— Mas por que ele nao pode tomar sorvete?
— Ele pode tomar sorvete.
— Então por que nunca tomou milkshake?
— Não sei, amor, ele só nunca tomou.
— Posso dar milkshake pra ele? — Seus olhos brilharam
— Está falando sério?
— É. Eu quero fazer algo que ele faça pela primera vez, entende? Eu vou estar ali participando de algo especial, fazendo meu papel de pai mesmo que em uma coisa tão boba. E eu sei que de alguma maneira toda vez que ele tomar milkshake, ele vai ver meu rosto na frente dele observando-o, vai se lembrar desse dia e vai lembrar de mim.
— E por que ele precisaria disso pra lembrar de você, hun? — Encarei seus olhos entristecidos — Você vai estar conosco todos os dias a partir de agora. Eu não vou te perder, nenhum de nós vai perder um ao outro.
— Eu só quero fazer parte da vida dele, Mandy.
— Tudo bem. Você vai fazer, ok?

Sorri tocando seu rosto com a ponta dos meus dedos. Com elas, percorri um longo caminho seguindo pelas suas bochechas até chegar em seus lábios onde contornei devagar com meu indicador. Foquei meu olhar em sua boca e devagar aproximei-me dando-lhe um beijo calmo e singelo sentindo sua lingua lenta deslizar pela minha. A mão de James subiu pelas minhas costas nuas e eu estremeci com seu toque enquanto acomodava minha própria mão em sua nuca. Seus dedos faziam a linha perfeita da minha coluna subindo e descendo, fazendo com que eu me arrepiasse a cada vez que atingiam minha lombar.

Quando a palma de sua mão tocou minha bunda, eu insisti em diminuir a intensidade do beijo parando-o devagar com uma mordidinha leve em seu lábio inferior. James olhou-me sem entender, mas a quantidade de tempo que passamos fora denunciava algo trágico: eu precisava voltar.
— Melhor pararmos por aqui. — Pedi tocando-lhe a boca — Eu não sei que horas são, mas certamente está perto do horário que prometeu me levar de volta.
— Só mais um pouco, amor. — Ele fizera chantagem enquanto tocava meu nariz com a ponta de seu indicador
— Não posso. E se Emmett acordar no meio da noite e tiver um pesadelo, heim?
— Você tem razão. Nos veremos amanhã, certo?
— Amanhã? Acho que você quer dizer hoje, né? — Brinquei
— Isso mesmo. Quero levar o Emmett para um dia em família.
— Em família? — Ergui uma sobrancelha
— Não me olhe com essa cara, te prometo que vai ser divertido e não vou entrar no mérito da questão.
— Nesse caso terei que concordar — Assumi erguendo meus cabelos e fazendo um rápido coque.

Levantei-me devagar procurando pelas minhas peças de roupas que sabe-se lá onde James havia jogado. Nesse momento uma onda de vergonha invadiu-me. Haviamos mesmo feito amor em frente do Hudson River? E se algum tarado estivesse caminhando por lá de madrugada e nos visse? Ri baixinho do meu pensamento esquizofrênico enquanto colocava as mãos em meu rosto que, provavelmente, estava vermelho.
— Está tudo bem? — Jay abraçou-me por trás e percebi que ele já havia colocado suas roupas
— Sim. Só estou pensando sobre quão loucos fomos — Gargalhei ainda pasma
— Eu te garanto que não planejei nada disso — Ele murmurou dando alguns beijinhos em meu ombro
— Vou fingir que acredito, Diamond. Encontrou minha roupa por ai?
— Serve essas? -Sua mão esquerda se ergueu e lá estavam minhas peças. Ufa, ao menos eu não voltaria nua.
— Obrigada — Sussurrei pegando-as e dando-lhe um selinho.

Terminei de vestir-me e Jay levou-me para casa. Durante todo o caminho ele não parava de cantar algo desconhecido, o que me fez pensar que poderia ser uma de suas diversas canções. Eu estava me sentindo realizada e pronta para encabeçar um relacionamento novamente, quem sabe até dizer toda a verdade a Emmett. Ao que tudo indica, James finalmente estava pronto para ser meu e assumir as responsabilidades que acompanham o título de pai. E eu? Ah eu estava pronta para ser sua, mesmo que essa fosse a primeira vez em que eu me sentisse plenamente segura ao seu lado.