Heaven In Your Eyes
67 One Last Dance
Notas iniciais
Gente, to mais morta que galinha de macumba HUSHAS Oh cansaço viu! Juro que só vim aqui postar porque amo muito vocês rs Sério, vocês são o chuchu da minha saladinha HSUHAUHSHUASHUAHS Brinks! Own to animada apesar de cheia de dor. Já contei para vocês que meu professor de Muay Thai é uma delicinha? Ai ai ai, acho que vou ter inspiração (e das boas) para escrever algumas coisinhas em breve KKKKKKKKKKKKKKKK Amo vocês, até quinta ♥
AMANDA POV:
Puta merda, o que foi que eu vi nele? Me diz! Elegante, postura maravilhosa, costas incrivelmente largas do jeito que eu gosto, o cabelo tão inpecável que eu poderia jurar que foi feito por um profissional quando na verdade ele só passou os dedos rapidamente antes de sair de casa, aquela risada gostosa ecoando pelo salão e a descontração que me cativou desde sempre. Afinal, por que é que gosto tanto desse cara? Por ele ser o pai do meu filho? Por ser o primeiro homem por quem me apaixonei para valer? Por ser o sexo mais gostoso? Tudo que ele faz parece ter sido milimétricamente calculado para me magoar e também para me ter aos seus pés como uma submissa diante de seu sádico. Não, eu sou sou masoquista e muito menos sou o tipo de mulher que me submeteria a qualquer chantagem emocional, né? Quem ele acha que é? Um sorriso perfeito e bang, meu coração tá ali implorando para ser arrematado! Busquei pela mão de Mehmet sob a mesa segurando-a, apesar de saber que estava me segurando a ele como o cego que se apoia em sua bengala por medo de cair e eu tenho certeza — tanta certeza quanto dois e dois são quatro — que eu estava tentando impedir a mim mesma de cair de amores.
— Está tudo bem? — Perguntou com seus olhos inquisidores
"Não, não está nada bem. Seria muito mais fácil se James apenas permanecesse sendo o homem ideal para sempre, sem erros e falhas que me partissem o peito. Pode dar uma surra nele até que ele prometa ser meu incondicionalmente?", eu tive vontade de dizer.
— Está tudo ótimo — Murmurei acariciando sua mão devagar — Está aproveitando a festa Savannah? — Desviei o rumo da conversa
— E como! A família de vocês é tão adorável. — Ela disse e eu pude sentir que havia muita sinceridade em suas palavras.
— Você não deveria ter escondido essa mocinha tanto tempo assim de nós, Ken. — Minha mãe se pronunciou
— Concordo, você corria grandes riscos de perder uma mulher incrível e muito simpática — Agora foi nosso pai quem rasgou seda e ela merecia!
— Como vocês são puxa saco, heim! — Kendall disse fazendo graça — Ela agora é minha, só minha e acho bom vocês se prepararem para muitos netos. — Ele a abraçou de lado envolvendo o braço em seus ombros
— Muitos? Amor, não seja exagerado. Deixe apenas o Emmett agora.
— Por falar no Little Jay, onde ele está?
— Kendall! — O chutei por baixo da mesa, o que o fez gritar — Não fale assim, porra.
— Amanda! — Meu pai me repreendeu
— O que? Você viu o que ele disse? Só falta o outro passar aqui, ouvir isso e se sentir. — Cruzei os braços emburrada — Vou dar uma olhada no Emmett lá no parquinho, já volto.
— Quer que eu vá? — Mehmet se ofereceu
— Não precisa, eu mesma vou.
Inclinei-me delicadamente sobre ele dando-lhe um beijo na bochecha — que eu torcera para que James tivesse visto — e levantei da mesa ainda mau humorada. Que inferno, isso por acaso era brincadeira que fizesse? Kendall as vezes parece que come merda! Segui pelas diversas mesas de convidados passando por uma em específico onde estavam Carlos, James, Jessie e mais alguns conhecidos. Mantive meu olhar focado em qualquer lugar que não fosse ali e passei direto seguindo para a área reservada para crianças. Daria tudo por um cigarro agora, mas a presença de Mehmet era tão eficaz quanto qualquer programa anti tabaco. Ele implicava com meu vicio assim como eu implicava com algumas de suas manias e isso até que ajudava na salvação dos meus pulmões de alguma forma. Dei uma rápida passada pelo parquinho e vi que Emmett estava bem correndo de um lado para outro com algum coleguinha que fizera durante o casamento. Aproveitei para dar uma volta pelo salão e observei de longe que Logan estava vindo e puxando os padrinhos de mesa em mesa. O que era isso? Continuei observando e vi que os amigos — dentre eles meu irmão que milagrosamente estava junto de James — carregavam o noivo puxando-o pela gravata até os convidados. Conforme paravam nas mesas, um pedaço da gravata de Loggie era cortado e vendido. Todos pareciam rir tanto e se divertir com isso que eu consegui me sentir contagiada por esse sentimento engraçado. Opa, espera. Eles estão vindo ... Na minha direção? Olhei para trás procurando se havia alguma outra vítima, mas certamente se tratava de mim mesmo.
— Vai comprar um pedaço da gravata do noivo, maninha? — Kendall gargalhou ao ver minha cara de "ham?"
— Comprar um pedaço da gravata? — Ergui uma sobrancelha
— É, para contribuir com a lua de mel.
— Adorei a ideia. Quanto vale?
— Quanto quiser, valor simbólico — Dessa vez Logan respondeu
— Hm, acho que devo ser uma madrinha muito caridosa, não é mesmo? Minha bolsa está lá na mesa, pode pegar depois lá Kendall.
— O quanto eu quiser? — Meu irmão beliscou minha bochecha
— Sim, o quanto quiser.
— E a do padrinho? — James tomou a frente e seus olhos quentes focaram-se em minha boca
— O que tem o padrinho? — Tentei me manter sã mesmo estando arrepiada
— Quanto pagaria pela minha gravata?
Ele deu mais um passo à frente tocando minha cintura e incrivelmente não recuei.
— Vem Kendall, vamos continuar vendendo a gravata do Logan. — Carlos disse puxando meu irmão
— Posso ir? — Ele indagou apenas para mim
— Pode, está tudo bem. — Assenti
Os rapazes levaram Ken para longe dali, mas James parecia não desviar o olhar em momento algum do meu rosto. Nossos corpos estavam tão próximos que eu estava sentindo meu coração bater forte contra meu peito quase rasgando minha pele e saindo desesperadamente para encontrar o dele.
— E então, quanto paga pela minha gravata? — Um largo sorriso brindou o canto do seu rosto
— Que eu saiba era só a do noivo que estava a venda.
— Pois eu estou querendo te vender a minha. O que me diz?
— Digo que as pessoas estão começando a olhar você dando em cima da madrinha.
— Estou dando em cima de você? — Ele questionou
— Não está? — Mordi minha boca um pouco decepcionada
— Queria que eu estivesse? — Riu
— Você é irritante, Diamond. — Tentei sair de sua áurea sensual dando um passo para o lado, mas ele bloqueou a saída. — Me deixe sair.
— Só depois que comprar minha gravata.
— Tá, caralho, eu compro.
— Ótimo! Vem comigo. — Ele puxou-me pela mão
— Onde está me levando? — Arregalei os olhos receosa quando percebi que estava me arrastando para a pista de dança
— Estou te levando para pagar a divida pela minha gravata.
— E que porra de divida é essa? Olha, eu não vou...
— Dançar? Esse é meu preço.
Era tarde demais. James já havia enlaçado seu braço forte em minhas costas prendendo-me contra seu corpo. A força que ele fazia sobre mim não chegava a ser bruta, mas era o suficiente para que eu soubesse que não ia escapar facilmente.
— Uma dança. — Insisti
— Apenas uma, eu não tenho um preço muito caro.
Ele começou a conduzir-me devagar dando um passo à direita e eu o acompanhei colocando minhas mãos em seus ombros. Nossos corpos colados faziam-me ofegar, minha respiração estava descontrolada e quando seu quadril encostou no meu fazendo-me sentir seu membro foi o bastante para que eu ficasse em estado de alerta. Por que diabos não me desvencilho? O que ele tem de tão demais que me fez gostar tanto dele assim, que me faz sentir que minha anatomia está em chamas? Talvez fosse o fato de que apenas ver seu rosto já fazia seu coração dar inúmeros mortais no ar. E, se for o caso, há tantos corações por ai, por que vem logo roubar o meu? Eu estou entre dar um murro nesse rosto lindo com esse sorriso sedutor ou colar nossos lábios com paixão. Até porque, acredite, esse é o unico defeito que ele possui: sua boca está longe demais da minha!
— Está bonita a festa, não é? — Tentei puxar um assunto qualquer para evitar o desconforto
— Já disse que é você quem está incrivelmente bonita esta noite.
— Quanto galanteio, James. Vi que ensinou isso a Emmett e gostaria que parasse.
— O que? Ele só segurou na mão da menininha. — O vi mordiscar o canto da boca e logo depois dar um sorriso convencido de lado. É, aquele sorriso que faz a gente babar.
— Ele tem cinco aninhos. Cinco.
— Mais dez e vai virar um garanhão. — Sua sobrancelha esquerda ergueu-se em um misto de ironia, deboche e uma pitada de satisfação por me irritar.
— Não se eu puder impedir. Você anda muito engraçadinho!
Dei mais um passo sentindo-me ser conduzida por seus braços fortes por toda a pista. Eu podia sentir seus músculos bem delineados duros como rocha quando me permiti escorregar as palmas das mãos até seus biceps conforme um trecho de As Quatro Estações de Vivaldi tocava agraciando meus ouvidos.
— Engraçado o quanto?
Seu rosto se aproximou um pouco mais do meu e fui sugada por seus olhos impactantes para dentro de uma órbita só nossa. Desci meus olhos até seus lábios rosados e cheios. Até que momento resistia mordê-los? "Mantenha o foco, Mandy, tudo o que ele quer é te levar para a cama", tentei convencer a mim mesma. James não estava se reaproximando de mim e, se estivesse, era melhor eu ter cuidado porque milagres não acontecem com muita frequência.
— O suficiente para eu decidir conversar sobre Emmett. — Respondi rapidamente chegando meu corpo um pouco mais para trás, mas James apertou-me novamente contra si
— Achei que já tinha decidido antes — Ele estreitou os olhos prendendo o riso diante de mim
— Ai, Diamond, me poupe. — Bufei irritada
— O que quer conversar sobre meu filho?
— Nosso filho. — Corrigi
— Ah agora é nosso? Tá me assumindo como pai? Gostei muito disso.
— Você quer apanhar? — Contive minha raiva pressionando os lábios enquanto respirava fundo mais uma vez
— Dizem que tapa de amor não dói — Ele deu uma piscadinha acompanhado por um sorriso cerrado e sarcástico.
— Como se ainda existisse amor por aqui — Tirei uma das mãos do seu braço apontando para o espaço entre nós dois com meu indicador
— Aun hay algo — Respondeu em espanhol
— O que disse? Não entendo sua lingua.
— Quer que eu a coloque dentro da sua boca para entender?
— Sério mesmo? Você é um cachorro sem vergonha. — O sorriso irônico ainda brindava seus lábios e eu, irritada o suficiente, tentei escapar da armadilha que era ter seu corpo tão próximo. — Me solta? — Pedi respirando fundo
— Não, estamos dançando e não acho que Vivaldi ficaria satisfeito em seu túmulo se não dançassemos os mais de quarenta minutos dessa música.
— Está todo mundo nos olhando, me solta.
— Te incomoda que olhem?
— Na verdade, incomoda sim. Podem pensar algo errado, sabia?
James olhou-me com incredubilidade.
— Defina errado.
— Não tenho que definir nada.
— É sério, defina. O que de errado poderia acontecer entre nós? — Seus lábios novamente voltaram a ficar a poucos centimetros dos meus. Dessa vez prendi a respiração nervosa o suficiente por sentir seu hálito quente.
— Muitas coisas — Murmurei hipnotizada por seu magnetismo como se tivesse injetado uma grande quantidade de sedução em minhas veias.
— E você gostaria de fazê-las? — Ele aproximou-se ainda mais
— Pare, James. — Pedi colocando a mão em seu peitoral e empurrando-o um pouco, mas ele aproveitou para erguer minha mão direita e girar-me em meu eixo trazendo-me novamente para si. Eu estava ofegante e por que? Minha parte mais impulsiva gritava "sim, sim, continue" enquanto pulava com pompons nas mãos como uma lider de torcida colegial em dia de grande jogo.
— Desculpe. Pode vir comigo?
— Para onde? Estamos no casamento dos nossos melhores amigos e já ficamos ausentes no noivado, esqueceu?
— Prometo que serei breve. — Seus olhos suplicavam aos meus
— Melhor não, James. — Murmurei enquanto nosso ritmo ficava mais lento
— Por favor. — Ele sussurrou ainda rogando-me
— Está bem, mas se alguém nos vir você vai ter que ter uma excelente desculpa.
— Pode deixar comigo!
De repente um largo sorriso estampou seu rosto e, por mais que eu não quisesse admitir, o meu também fora tomado por essa estúpida alegria. Jay pegou em minha mão guiando-me direto pela pista de dança até uma saída e eu tive tempo o bastante de olhar para a mesa onde estava anteriormente recebendo agora o aval do meu pai que acenava positivamente com a cabeça para mim. Era isso? Minha familia estava estranhamente feliz por mim também? Ok, acho que devo passar a me preocupar porque tem realmente coisas boas demais acontecendo de uma única vez.
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