Heaven In Your Eyes

13 Just want you to know


Notas iniciais
Minhas Heavenators (ideia da Mari), como estão? Tirei um tempo para responder 90% dos reviews atrasados e CARAMBA, como vocês são maravilhosas! Sério, são muito lindaaaas *-* Sempre me dando palavras de incentivo, elogiando a história, dizendo que é perfeita e etc. Uau, sério mesmo .. me senti nos céus rs Só queria pontuar que muitas das leitoras dos capítulos que respondi deram uma sumida :( Estou com saudade de vocês!!! Cadê a minha Backstreet Girl? Vamos meninas, apareçaaaam! *OO* Bem capítulo Jandy (como a Mari também deu ideia kk) para vocês. EU ME DERRETIII nesse capítulo e tenho certeza que vocês farão o mesmo haha

MENINAS LINDAS, VAMOS CHEGAR AOS 200 COMENTÁRIOS? Dia 10 faço um mês de história e quero bater 200 comentários até esse dia. Faltam oito dias, me ajudem? POR FAVOOOR? Eba, já considerei a ideia aceita heim KKKKKKKK

– Duas doses de curaçau blue, por favor. — Falei enquanto sentava em um dos bancos apoiando os braços no balcão de madeira do bar. Abri a pequena bolsa que carregava e tateei-a procurando pelo maço de cigarros. Tirei uma unidade de dentro do mesmo acendendo em seguida e o levei aos meus lábios tragando lentamente.
– Desde quando você fuma?
A voz tão conhecida soou perto de mim. James estava ao meu lado escorado lateralmente também sobre o balcão, mas sem se sentar. Seus olhos estavam fixos em meus lábios e as luzes colocadas pelo dj da festa iluminavam-o diante da escuridão da pista de dança. Virei-me para Jay sem responder e apenas joguei toda a fumaça da minha boca em seu rosto, o que o fez fechar os olhos e prender a respiração. James cruzou os braços com impaciência e mirou-me mais uma vez assim que deixou de inalar a nicotina que expirei.
– Não vai mesmo me responder?
– Desculpe. Está falando comigo? — Fui sarcástica e abri um enorme sorriso enquanto segurava o cigarro entre meu indicador e dedo médio
– Claro que estou, Amanda. — Jay pareceu completamente incomodado com a maneira como me portava
– Bom, acredito que se quisesse falar comigo não teria me ignorado quando chegou. — Vociferei
– Te ignorado? — Ele pareceu surpreso, mas logo esboçou um sorriso no canto da boca — Ah meu Deus, você está achando que eu não quis falar contigo. Não, claro que não. Só achei que não ia gostar que eu me dirigisse a você com o Kendall por perto e para evitar um problema na festa do Logan, decidi que nos falaríamos mais tarde.
– Claro. Minta mais, por favor. — Falei girando meu corpo para frente mais uma vez ignorando-o.
Levei o cigarro até os lábios tragando novamente e exalando a fumaça.
– Por acaso queria que eu tivesse ido? Sentiu minha falta? — James chegou mais perto e seu perfume provocante se misturou ao cheiro do meu cigarro.
– Não. — Falei de forma ríspida e um pouco alto demais
– Seu drink, senhora. — O barman deslizou o copo de vidro com líquido azulado pela madeira até que o mesmo tocasse meus dedos, mas James foi mais rápido e o pegou virando em sua boca.
– ISSO ERA MEU! — Protestei indignada
– Eu sei e estava ótimo. — Ele disse e seus olhos redondos caíram sobre mim.
– O que pensa que está fazendo?
– Cuidando de você. Não vou deixar que fique bebendo por aí!
– Eu não sou a garota de dezesseis anos que bebia qualquer merda que você me dava.
– Definitivamente não, agora você faz merda por conta própria. — Ele disse tirando o cigarro da minha mão. James o levou até a boca tragando demoradamente e com elegância. Eu estava hipnotizada por cada movimento proveniente do seu corpo. Assim que a fumaça saiu devagar por seus lábios entreabertos, ele pressionou o objeto contra um cinzeiro apagando-o.
– Você fuma? — Perguntei ainda abismada
– Parei há dois anos. E você?
– Só quando estou nervosa. — Assumi
– Está nervosa agora?
– Difícil não estar depois de tanto tempo.
– Venha. — James disse estendendo a mão para que eu a segurasse. Exitei, mas estendi a minha e ele a segurou com firmeza. Foi como se uma corrente elétrica invadisse meu corpo. Sua palma macia, seus dedos alongados e a maneira como tocou-me eram como mágica sobre minha pele. Eu me arrepiei e fiquei sem reação, não sabia se soltava ou continuava perpetuando o toque, mas a quentura que transmitia era tão acolhedora que eu não me atreveria a fazê-lo. Jay continuou puxando-me e nos afastamos da festa sendo seguidos pelos olhares de Carlos que sorria radiante. Ignorei sua alegria e a expressão que fez para nós dois, antes que a vergonha me impedisse de ir. Era provável que Los estivesse considerando que eu e meu ex íamos dar uns amassos como quando eramos mais novos, mas a intenção não era essa. James colocou sua mão livre dentro do bolso e com a outra apertou um pouco mais a minha, ele me transmitia segurança e eu continuei a caminhar encarando o chão.
– Está mais calma?
– Não. — Fui honesta — É tão estranho voltar mesmo depois de tanto tempo.
– Por minha culpa? — Ele ergueu uma sobrancelha e me guiou a um banco de madeira perto de algumas roseiras. Nos sentamos e permaneci em silêncio. — Responda, por favor.
– Sim, por sua culpa, mas também por minha.
– Sua?
– Uhum! — Murmurei — Fico imaginando que todos aqui já se deram conta que voltei e devem se perguntar porque parti.
– É a pergunta que me fiz todos os dias desde que me dei conta que não voltaria. Foi pela traição, não foi?
– James, eu...
– Me diz a verdade! — Ele chegou mais perto e seus olhos queimavam dentro dos meus. Eu não podia dizer a verdade, não podia contar-lhe que tivemos um filho e que o escondi todo esse tempo.
– Eu não quero falar a respeito, por favor.
– Eu não devia ter te traído. Preciso te explicar tudo que aconteceu.
– Nós dois sabemos que não há mais o que explicar. Você não pensou nos meus sentimentos.
– Não, não pensei. — James abaixou a cabeça e permanecemos calados respeitando o tempo um do outro. Assim que seus olhos voltaram-se para mim, pude perceber que haviam algumas lágrimas que Jay tentava conter. Ele fungou duas vezes e cerrou os lábios evitando que elas escorressem, o que me causou um sentimento de dó.
– Hey, por favor, não fique assim. Eu já chorei o suficiente por esse relacionamento e você não tem que ser o próximo a fazê-lo.
– É exatamente isso que carrego comigo: ter feito você sofrer.
– James, para! — apoiei as mãos em seus ombros — Eu estou tentando superar isso, caso contrário não estaria aqui te ouvindo, e preciso que você não toque nesse assunto para que as coisas não piorem.
– Mas ainda tenho muitas perguntas.
– Faça-as. Responderei as que achar convenientes.
– Certo. — Ele olhou para o céu e segui seu olhar. As estrelas enfeitavam a noite sobre nós, como se brindasse a oportunidade de tê-lo ao meu lado. — Onde esteve esse tempo todo? — James perguntou ainda olhando para cima, incapaz de me encarar
– Fui para Oklahoma quando saí daqui.
– Esteve tão perto assim esse tempo todo? — Ele me interrompeu, dessa vez olhando-me
– Não Jay, fui para o Líbano cerca de um ano depois.
– LÍBANO? — O ouvi quase gritar. Apenas assenti com a cabeça esperando sua reação. — O que? Por que?
– Razões pessoais — Me limitei
– Hm, entendi. Essa razão é alguém em especial?
– É sim, eu estava noiva até pouco tempo.
– Nossa! — O tom de voz de James caiu gradativamente, senti como se tivesse jogado um balde de água fria sobre seu rosto e ele foi incapaz de expressar qualquer emoção
– Jay?
– Oi?
– Está tudo bem? — Perguntei sentindo-me culpada
– Só estou tentando processar. — Ele sorriu com os lábios fechados tentando fingir que estava tudo bem, mas seus olhos diziam o contrário
– Próxima pergunta? — Sugeri
– Melhor. — Ele concordou — Demorou quanto tempo para... você sabe, né? Me esquecer?
– James... para!
– Desculpe, só ainda estou chocado.
– Eu entendo. — "Não, eu não entendo, você que me trocou!", queria gritar.
– Última pergunta?
– Pode ser.
– Ainda sente raiva de mim?
– Sentia até você me gritar estupidamente — Me permiti sorrir e James sorriu também. Seus lábios eram convidativos, macios e combinavam perfeitamente com o tom claro dos seus dentes.
– Eu estava desesperado para te ver, para termos essa conversa.
– E eu fugi dela por longos anos. — Suspirei pesadamente sentindo dessa vez meus olhos se encherem de lágrimas, mas ao contrário de James eu não sabia segurá-las
– Hey! — Ele me imitou — Você não pode chorar! Venha cá. — James disse puxando-me para um abraço de lado. Meu ex envolveu seu braço em mim e apoiei a cabeça em seu ombro, fiquei quietinha sentindo o calor de seu corpo contornar-me. — Desculpa, desculpa, desculpa!

James repetia essas palavras diversas vezes baixinho próximo ao meu ouvido e percebi que já estava umidecendo seu blazer com as lágrimas que fugiam de mim. Ele subiu sua mão pela minha nuca e começou a fazer carinho em meus cabelos, logo senti seus lábios encostarem no topo da minha cabeça e todo seu afeto foi transferido para mim por essa demonstração de carinho. Eu poderia ter permanecido horas vendo meu sonho se realizar, mas o incessante toque do meu celular nos interrompeu. O peguei na bolsa e pude visualizar o nome: Mehmet.
– Desculpe, tenho que atender.
– Tudo bem.
– Alô? Mehmet, que saudade! – Atendi com animação, faziam semanas que eu não recebia notícias dele — Estou bem, acho que as coisas não saíram tão ruins quanto pensava– Olhei para James que sorriu em resposta — E você? Como está tudo no Líbano?– Vi o rosto de Jay se retrair, ele cruzou os braços devidamente incomodado e logo estava sério diante de mim — Não brinca que perdeu esse contrato, achei que você sairia tocando por todo o Oriente Médio. Hm, você deveria tentar contratar outra cantora, sabe como a Nourhanne é.– Revirei os olhos — Onde estou? Ah, estou na festa de uns amigos, eles me receberam tão bem. Ai Mehmet, não se preocupe, eu já conversei com ele.– Jay rapidamente fitou-me, os olhos estreitos como se estivesse querendo ler minha mente — Olha, eu tenho que desligar. Tá, não se preocupe, eu direi que está com saudades. Te amo muito.

Desliguei o telefone e James já estava se levantando impaciente.
– O que foi? — Me levantei de pronto
– Acho que preciso de um dos seus cigarros. — Ele disse visivelmente irritado
– Nervoso?
– Mais para puto da vida. — James sorriu ironicamente
– Não mesmo, você está há dois anos sem fumar.
– Dei uma tragada hoje com você.
– O que não significa que vou dar o maço na sua mão. Venha!
– Onde vamos?
– Voltar para a festa. O que vão pensar se o padrinho e a madrinha desaparecerem? — Ri enquanto dava o braço a ele e começava a caminhar de volta
– Que estávamos fodendo em algum canto — Ele disse sem preocupação alguma — Como fazíamos nos jantares de família, lembra? — James gargalhou e não pude evitar de lembrar-me
– Nós fazíamos muita merda, você vivia pegando algum baseado e tragando por aí, além de constantemente ficar embriagado.
– Eu definitivamente não era o cara que prestava, né?
– Não mesmo! Mas acho que isso mudou.
– Claro que sim, não sou o mesmo de antes e é isso que estou tentando provar para você.
– Bom saber, Jay. — Sorri verdadeiramente
– O que não significa que eu não esteja tão safado quanto antes!
– Quer parar? — Dei um tapa em seu ombro e ele me deu um daqueles sorrisos maliciosos, mas logo começou a rir tanto quanto eu
– O que? Eu não fiz nada.
– Aham, to sabendo!
– Só acho que não podemos quebrar a tradição e pelo menos no casamento eu deveria comer a madrinha.
– AAAAAAI JAMES, TE MATO! — Ameacei batê-lo mais uma vez e James correu pelo jardim.

Eu estava parecendo uma criança e flashes da nossa adolescência vieram em minha mente. Era como se eu estivesse diante do James que conheci desde sempre, só que com um coração puro e genuíno. Logo ele parou de correr e veio até mim, Jay segurou meu rosto com carinho e permaneceu olhando em meus olhos. O James anterior teria aproveitado para beijar-me com força, morder meus lábios e protagonizar um amasso em público, mas o atual apenas beijou minha bochecha perto o suficiente da boca e soltou-me. Ele seguiu para a festa antes de mim para despistar que estávamos juntos e eu fiquei parada vendo o homem que um dia me feriu se dissipar em um passado que não quero lembrar.