Notas iniciais
Amorecos de titia *--* TENHO UMA NOVIDADE PRA VOCÊS! Agora vocês podem me acompanhar no face. Fiz uma fanpage lá e tem algumas coisinhas bem legais sobre a fic. Quem sabe até rola uns spoilers, heim? AHUSHUA Vamos curtir, então? Não só por curtir, mas também porque eu quero ter noção de TODO MUNDO que lê e que eu não conheço (principalmente os fantasmas!!). Tenho 190 leitoras, quero ver toooooodas lá sem excessões. Mas Ju, o que vai ter? Além de frases, imagens e futuros spoilers, também vamos ter uma outra surpresa que anunciarei APENAS lá. Então corre, curte e vamos interagir. CURTE: https://www.facebook.com/lollianehodgins

AMANDA POV:

- Sua apresentação foi muito tocante, Emm. Acertou os acordes lindamente! — Mehmet elogiava meu filho conforme seus dedos acariciavam os cabelos do mesmo em demonstração uma de carinho
— Você gostou mesmo papai? Toquei direitinho? — Seus olhos ganharam vida como se recebesse luzes e ele estava deslumbrado com a ideia de ter feito tudo exatamente como Met sempre o ensinou.
— Tocou como um verdadeiro libanês, estou orgulhoso de você — Comentou e meu coração enturvou-se com a triste realidade de que Emmett não era libanês, não era um El-Haddad e jamais seria filho de Mehmet. O pensamento veio como uma sentença em minha mente culpada e me peguei questionando como seria se James tivesse a oportunidade de estar lá e presenciar os dotes de Emmett caso a homenagem tivesse sido ao pai verdadeiro, se ele choraria, se abraçaria o filho, se diria que o ama. Acho que nunca saberei.
— Mamãe, por que você está quietinha? — Emm questionou. As vezes sua inteligência e perspicácia me surpreendia.
— Por nada, meu anjinho. Já guardou seu derbake?
— Já sim.
— Então vamos que agora o papai tem um presente para a sua mãe.

Meus olhos se esbugalharam curiosamente em direção a Mehmet que trazia consigo um aberto sorriso como aquele que sempre me fez ficar serena e tranquila. Ele pendeu a cabeça delicadamente para o lado esperando uma resposta minha e eu pude ver seus olhos castanhos reluzirem gentileza.
— Do que você está falando? — Eu queria reprimir um sorriso como o dele porque na verdade estava envergonhada. Sempre me sinto incomodada quando as pessoas fazem algo por mim e, no caso de Met, eu já estava em uma divida perpétua. O que mais ele poderia me oferecer?
— Que tal se a senhorita Connelly apenas entrar no carro e se deixar ser guiada ao seu presente? — Ele aproximou-se um pouco mais e sua mão tão firme e bem delineada tocou meu ante braço. Já mencionei o quanto gosto de suas mãos? Obstinadas e ao mesmo tempo tão singelas, tocando-me como a seda sobre a mais fina das peles. Aos poucos senti seus dedos subirem acariciando-me e congelei deixando minhas pupilas examinarem cada um de seus gestos. Mehmet, no entanto, parecia não estar com nenhuma segunda intenção e mantinha em si a tranquilidade tão costumeira. — Por favor, Amanda, entre no carro.

Deixei minha armadura cair e coloquei Emm no banco traseiro passando o cinto de segurança em seu corpo para protegê-lo. Em seguida, assumi meu lugar no banco do carona permitindo que Met dirigisse. Ele estava se habituando bem ao trânsito caótico Nova Yorkino e durante todo o trajeto parecia estar certo do que ia fazer. Eu estava confusa o bastante para pensar em qualquer coisa, constrangida por estar recebendo algo quando na verdade eu é quem tanto lhe devo e ao mesmo tempo radiante pela ansiedade do que seria. Quando percebi, o caminho era conhecido para mim e sempre fora: o da minha casa.
— O que estamos fazendo vindo para cá? — Perguntei apontando para os portões que tanto conheço. Mehmet não respondeu, apenas estacionou o carro com maestria e tirou a chave devagar como se estivesse ganhando tempo para alguma coisa. — Met?
— Amanda — Ele disse lentamente e eu sentia sua voz pesada. Era estranho como sempre preferira me chamar pelo nome ao invés de apelidos e eu mesma nunca questionei o porque disso. Meu ex virou-se de frente para mim ainda dentro do carro e tomou minhas mãos com cautela — Eu preciso antes de tudo que você prometa para mim que não se chateará independente do que aconteça. Eu tomei essa decisão apenas para te ajudar e estou praticamente certo de que foi importante tê-la feito.
— Você está me assustando — Murmurei — Não chamou o ... Você sabe, o James né? — Diminui mais ainda o tom da minha voz para que Emmett no banco traseiro não escutasse.
— Não, eu não chamei o James.
— Então do que se trata?
— Eu sei que é dia dos pais amanhã e sei o quanto você tem sido um pai para o Emmett durante todos esses anos — Ele me fez rir, eu realmente fui mais do que mãe — Então decidi que deveria te presentear com algo que já está pendente a muito tempo. Por favor, não se chateie comigo.
— Por que eu me chatearia com um presente?
— Porque não sei se está pronta para recebê-lo. Eu tomei a liberdade de entrar em contato com uma pessoa e Kendall achou justo que eu o fizesse, então esta tudo pronto para que essa data seja realmente especial para você.
— Já disse que estou com medo? — Perguntei fixando meu olhar no seu, ainda mantendo-me receosa. Esse papo todo estava fazendo com que um frio descesse pela minha coluna vertebral.
— Já sim — Seus lábios se curvaram em um doce sorriso conforme seu polegar deslizou pelo meu rosto contornando devagar minha bochecha — Mas acho que já passou da hora de eu te dar esse presente que sempre quis.
— Bem, nesse caso, acho que devemos ir lá ver, não é?
— Não Amanda, apenas você. Eu e Emmett vamos estar te esperando aqui fora até que seja a hora certa. Você vai desfrutar sozinha disso, pelo menos por enquanto.
— Tem um stripper lá dentro? — Brinquei em meio a uma gargalhada e mordisquei minha boca com suavidade
— Allah, não brinque com isso! — Met franziu a testa, mas eu sabia que também estava se permitindo descontrair. Seus olhos focaram meus dentes e eu soltei meus lábios percebendo o gesto que havia feito — Qualquer coisa sabe que pode me gritar, não é? — Ele deu uma piscadela divertida
— Posso gritar desde agora? — Desci do carro, mas exitei a fechar a porta
— Não seja uma medrosa, Connelly — Met brincou — Eu te amo, tenha um bom presente.
— Também amo os dois, comportem-se!
Mandei um beijo no ar para ambos e caminhei até minha casa. Que diabos de presente era esse? Só espero que não seja nada que possa me deixar magoada com Mehmet, mas seu tom de voz cada vez mais culpado denunciava que eu poderia não ficar satisfeita. Céus, tomara que eu esteja enganada.

Notas finais
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