Notas iniciais
AAAAAAAAAAAMORECOS *-* Nhac, postei em dia, IUPIII! Estamos entrando em reta final, acho que terminaremos a fic antes do natal :( E ai, vão sentir saudades?

AMANDA POV:
– Você quer me matar de preocupação? — Questionei a Emmett que se entupia com um pote de sorvete largado no sofá ao lado de James. A despreocupação estava estampada no rosto dos dois e, olhando melhor, estavam idênticos. Uma das pernas abaixadas e a outra suavemente repousada sobre o sofá, o que dava uma abertura em formato de V na sua pubis. Para James seria sexy o bastante, mas Emm parecia engraçadinho imitando a postura sedutora do pai.
– Quer sorvete, meu amor? — Jay desconversou estendendo a colher que acabara de lamber. O filho da puta estava tentando mesmo me fazer ficar molhada?
– Não, eu quero que esse esse mocinho me responda porque fugiu de casa. — Insisti me concentrando em meu papel de mãe
– Eu disse que ela ia brigar comigo. — Ele disse ao pai em cumplicidade como se já tivessem debatido a hipótese diversas vezes
– E eu garanti que não — Ele levantou-se e eu reparei o moletom largo caído em seus quadris movendo-se suavemente conforme andava até mim. James deu a volta em meu corpo e abraçou-me por trás — Gatinha, por que o escândalo?
– Gatinha? Você está agindo como um conquistador barato, Diamond — Percebi, achando graça da mudança de comportamento repentina
– Me chamando de conquistador barato na frente do nosso filho? Sou isso, Emm? — Sua cara de cínico convenceria até mesmo o pior dos mentirosos de que ele não estava tentando provocar-me, mas eu soube que era mentira quando seu quadril encostou em minha bunda. Emmett podia até não ver, mas eu estava sentindo. Ah, estava!
– Eu não sei o que é isso, mas se for ruim, não é não — Emm, inocentemente, garantiu
– Obrigado, meu filho. Então, meu amor, você vai brigar com ele? — James perguntou pressionando seu membro contra mim, caralho! Seus braços estavam ao meu redor, o que impedia-me de libertar-me da clausura deliciosa a qual estava submetida.
– Por que eu brigaria, não é? — Virei-me de frente para meu noivo achando finalmente uma saída convincente para sua prisão particular. Ele estava com um sorriso largo em seus lábios, o que deixava claro que o sacana filho da puta estava se divertindo com tudo isso — Acho que eu e seu pai podemos resolver esse probleminha como adultos mais tarde.
– Vocês vão brigar? — Emmett perguntou com receio
– Pelo contrário — James garantiu, seguro de si
– Não sei heim, talvez eu o coloque de castigo — Dei uma piscadinha para o homem parado à minha frente
– Você não está falando sério, né? — Murmurou
– Quem sabe. — Retruquei mantendo o ar de mistério
– Você não faria isso sabendo que aquele pote de sorvete está esperando por nós dois, não é mesmo? — Desviou o olhar para onde antes ele e Emmett se encontravam devorando o doce.
– O que isso significa? — Mantive a conversa em um tom baixo instigando-o
– Quem cochicha o rabo espicha! — Emmett gritou subindo no sofá — Larga o Tio-Papai Jay, mãe. Ele é só meu agora! — Reclamou emburrado
– Como é que é? Ele é só seu? — Ergui uma sobrancelha — Fui trocada?
– Desculpe, sou só dele — James sorriu convencidamente para mim soltando-me aos poucos e foi até o filho pegando-o no colo — Vamos pra cozinha fazer bagunça, pequeno herói.
– Vocês acham mesmo que vou cozinhar depois dessa rejeição? — Brinquei fingindo que estava ofendida
– Emm, levanta a camisa. Mostra pra mamãe como seu ossinhos estão de fora! — James pediu
Emmett ergueu a camisa assim como o pai mandara e encolheu a barriguinha, o que fez seus ossos aparecerem sob a pele suavemente.
– Viu, mamãe? — Perguntou fazendo uma carinha de cachorro sem dono
– Está bem, você me convenceu. O que quer comer? — Falei seguindo-os até a cozinha
– Panquecas com mel e chocolate — James foi o primeiro a dizer
– Mas isso é pro café da manhã, amor.
– Vida, já viu que horas são? É quase café da manhã. — Argumentou
– Me dou por vencida — Desisti — E você, Emm? O que vai comer?
– O mesmo que o papai.
– É tudo igual ao seu pai, macaquinho de imitação? — Brinquei mexendo em seu cabelo
– Tudo, tudinho, tudão! — Ele gritou celebrando.

Eu estava espantada em como Emmett havia se identificado tão rápido com tudo relacionado a James. Ele sempre teve a figura paterna de Mehmet por perto e seguia alguns de seus atos, mas nunca o imitou tão copiosamente como está fazendo com o pai verdadeiro. Não sei se isso se deve ao fato da novidade ou se realmente existe uma ligação forte, mas era inegável o que estava se passando diante dos meus olhos. Jay o colocou em cima da mesa — que mania de fazer isso com todos! — e veio ajudar-me com o preparo. Emm estava empolgado balançando os pézinhos e cantando alguma musiquinha que aprendeu na escola, enquanto eu e James — devidamente comportado dessa vez — cozinhavamos juntos.
– Tá demorando, mamãe — Resmungou
– Pode esperar, menino fominha? — Passei um pouquinho do mel na pontinha do seu nariz e ele riu
– Não. Eu to com fome de setenta mendigos!
– De onde você tira essas coisas, Emmett?
– Aprendo com vocês. Hoje aprendi que o papai é canibal!
– O que?
– Não foi nada, amor — James entrou na frente tentando desconversar
– Nada disso, agora vai me contar.
– É que ele disse que queria te comer, mamãe. Eu ouvi ele falando pra você no telefone! Você ia deixar? — Emm arregalou os olhinhos
– Eu já expliquei a ele que eu estava te dizendo para fazer algo para a gente comer e não isso que ele entendeu. Não foi, amor? — James suplicou com o olhar para que eu confirmasse sua versão
– É, Emm. Você ouviu demais, pequeno. — Menti. Eu disse que ele poderia ouvir, eu disse. Não parece, mas Emmett é bem fofoqueiro quando lhe convém.
– Até parece que eu ia morder sua mãe né? Ia doer. — Jay teve uma ideia brilhante
– Ia muito papai, muito mesmo — Emm fez uma careta e logo uma carinha de nojo
– Nela eu só posso fazer carinho, não é?
– Isso, papai.
– Então eu posso dar um beijo também? — O testou
Emmett fez uma carinha pensativa e não respondeu por alguns instantes.
– Você é meu pai né? — Estava dizendo a si mesmo — E o papai beija a mamãe ... É, acho que pode.
– Sem ciúmes? — James continuava desafiando-o
– Amor, para com isso. — Desliguei o fogão e o abracei ficando na ponta dos pés para beijar-lhe o rosto — Não implica com o nosso pequeno.
– Deixa mamãe, tenho que ser um homemzinho. Pode beijar, mas bem rapidinho.
Emmett colocou as mãos sob o queixo esperando e James puxou-me pela cintura devagar dando-me um selinho suave. É claro que ele não ia definitivamente beijar-me em frente a uma criança de cinco anos.
– Eca, vocês são tão nojentos! — Ele pôs a lingua para fora — Posso comer agora?
– Pode, ciumento — James gargalhou e serviu nossos pratos.

Eu não pude evitar rir ao ter os dois homens da minha vida me dividindo tão cordialmente. Era maravilhoso vê-los juntos, no mesmo ambiente e se dando tão bem. Se alguém me dissesse há seis anos atrás que eu presenciaria essa cena, não exitaria em afirmar que se tratava de um louco. Quer dizer, James tendo uma família? Sendo pai? Parecia um sonho muito distante... E de fato o fora. Mas agora consigo enxergar com clareza que foi o tempo necessário para que ele amadurecesse e se reestruturasse para nos receber em uma vida onde seriamos respeitados e não apenas figurantes. Jay está pronto para nos trazer luz e cor, para nos fazer brilhar e para permitir que sejamos capazes de inserir um pouco de brilho em seu interior antes tão vazio e escuro. Ele conseguiu finalmente enterrar todos os fantasmas que arrastei comigo por longos anos e tudo que quero agora é poder trilhar uma nova vida ao seu lado. Parada aqui, observando-o dar comida à Emmett e apertar-lhe as bochechas, tudo que penso é em "mais". Mais amor, mais vida, mais futuro. Um futuro só nosso.