Notas iniciais
Emmett super peralta nesse capítulo KKK Espero que gostem, amorecos *-* (Falei que nem a tia que aperta a bochecha de vocês kkkkkkkk)

Despertei de manhã com a claridade do sol sobre meu rosto. James havia esquecido de fechar as cortinas na noite anterior. Olhei para o espaço vazio ao meu lado buscando pelo homem que amo e pela miniatura que me fez redescobrir uma forma de amor maior ainda. Onde estavam, afinal? Levantei da cama passando os dedos pelos fios embarassados do meu cabelo enquanto procurava o relógio com os olhos. Ótimo, ainda tinha tempo. Percorri o quarto e logo escutei a voz infantil e aguda de Emmett: "Mais espuma, papai?", ele perguntara. O que estavam aprontando? Céus, por vezes pareço ter duas crianças ao invés de uma. Segui as vozes e os encontrei no banheiro. James estava em frente ao espelho e nosso filho estava de pé em um banquinho ao seu lado. Os dois olhavam seus reflexos com os rostos cheios de espuma.
– O que os amores da minha vida estão aprontando já cedo, posso saber? — Brinquei entrando no cômodo
– Bom dia, minha rainha. — James veio beijar-me, mas recuou e riu provavelmente ao lembrar-se que tinha o rosto coberto. Ao invés disso, deslizou o indicador pelo conteúdo e depositou um pouquinho da espuma em meu nariz. Não pude evitar sorrir, ele realmente não perdia uma oportunidade de mimar-me.
– Bom dia, mamãe — Emmett falou mais alto, se fazendo ser notado — O papai vai me ensinar a fazer a barba
– Ah é? — Perguntei erguendo uma sobrancelha — Você realmente tem muita barba a ser feita, não é mesmo? — Conclui prendendo o riso e James beliscou minha barriga de leve repreendendo-me.
– Tenho sim, sou um menino grande — Emm respondeu virando-se novamente pro espelho — Vem cá, pai, anda logo.
– Tá bem, eu já estou indo, menino apressado — James disse indo até nosso filho perto o suficiente para bagunçar seu cabelo
– Eu quero um negócio desse ai também — Apontou para o barbeador
– Não pode, você vai fazer com isso aqui.
– Mas é palito de sorvete, papai.
Não evitei e dei uma gargalhada alta.
– Você deu um palito de sorvete pro Emmett se barbear? — Joguei minha cabeça para trás explodindo em outro riso
– Tem outra ideia melhor, sabichona? — Jay retrucou
– Nenhuma amor, vai em frente. — Respondi colocando a mão na boca para prender outra risada.
Apoiei-me na porta com os braços cruzados prestando atenção em cada instrução que ele daria ao nosso pequeno. Ele o ensinou como mover o palito na direção do rosto e Emmett prestava atenção em tudo. James tinha o cuidado de explicar que cada área crescia diferente, como se ele fosse lembrar de todos esses ensinamentos quando de fato precisasse depilar, mas algo me diz que meu noivo — e até lá marido — não se incomodaria em explicar tudo novamente.
– Isso é tão legal, to ficando que nem o papai! — Emmett exclamava alegremente
Jay desviou o olhar para o filho e sorriu, mas logo voltou a ensiná-lo enquanto fazia em si mesmo. Emm, é claro, terminou antes. Por que será?
– Ficou igual o seu, papai? — Perguntou se olhando no espelho
– Ficou ótimo, já sabe fazer sozinho. — James o elogiou
– A mamãe pode testar se ficou bom? — Me meti
– Como? — Ele pareceu curioso
– Hm, deixa eu pensar... — Me fiz de desentendida e aproximei-me rapidamente dando-lhe um monte de beijinhos no rosto ainda com restinhos de espuma para barbear.
– Ai que mamãe beijoqueira — Meu pequeno resmungou, mas logo insistiu — Ficou boa minha barba?
– A melhor — Garanti
– OBAAAAA! — Ele gritou e desceu do banquinho em um pulo só, o que fez meu coração acelerar pelo medo de que caísse. Emmett seguiu correndo para fora do banheiro sem se preocupar com nada, seu objetivo de ter a barba feita já estava concluído.
– Emm, vem aqui enxaguar isso! — Gritei
– Deixa ele, amor. Depois quando for tomar banho para ir à escola, você tira o que sobrou. — Jay concluiu dando algumas batidinhas com o barbeador
– Posso tentar? — Pedi curiosa mordiscando o canto da minha boca
– O que exatamente, senhorita Conelly? — Ele olhou-me de rabo de olho
– Te barbear.
– Não, nem fodendo. Você vai me cortar todo, Amanda.
– Mas amor, o que tem de mal? — Resmunguei como criança já arrastando meu tom de voz — Deixa?
– Eu tenho que ir ver os produtores de um filme hoje que estão me pedindo uma composição em específico, não posso ir parecendo que tive um encontro com Edward Mãos de Tesoura.
– Não sou nenhum monstro com mãos de tesoura, só quero tentar. Não seja cruel, Jay! — Me esgueirei pelas suas costas abraçando-o
– Você é chantagista, sabia?
– Sim, quase pós graduada nesse quisito. Vai deixar?
– Com cuidado, pelo amor de Deus.
– Virou religioso? — Ironizei
– Nessas horas corro até pra macumba — Ele brincou entregando-me o barbeador — Lembre-se: é o rosto lindo do pai do seu filho e seu futuro marido, não estrague.
– Não vou estragar, idiota — Bati de leve em seu ombro enquanto ria — Fique parado. — Ordenei
Deslizei devagar o barbeador pelo lado esquerdo do seu rosto tendo cautela para não ser bruta demais. A respiração de James parecia estar presa e ele não se movia em nenhum milimetro, estava mesmo com medo de mim? Devagar, levei minha mão à sua nuca acariciando-a e puxei sua cabeça para trás suavemente tombando seu pescoço. Aos poucos, escorreguei o acessório pela pele desta região até ter certeza que havia retirado tudo. Sem interromper o carinho que meus dedos realizavam em seu couro cabeludo, contornei seu queixo e mais algumas partes que faltavam. James mantinha os olhos fechados e apenas os abriu quando depositei um selinho em seus lábios.
– Terminou? — Ele parecia incrédulo
– Ao que tudo indica, Nova York tem uma nova barbeira na cidade — Brinquei piscando um dos olhos — Fiz um bom trabalho até.
– Com toda certeza, meu amor. — Murmurou envolvendo os braços em minha cintura puxando-me para pertinho
– Toda certeza? Você estava se cagando de medo.
– Me cagando? Que termo horroroso, Amanda — Ele riu — E, não, eu não estava.
– Aham, estava pior que Emmett vendo "Coragem, o cão covarde".
– Por falar nele, onde está? — James disse já arregalando os olhos
– Emmett quieto? Só pode estar fazendo merda.
Gargalhei e nós dois corremos para o resto da casa a procura do nosso pequeno. Não demorou muito para o encontrarmos na cozinha em meio a sujeira de migalhas de biscoitos por todos os lados.
– Tcharam, fiz o café da manhã — Ele disse sorrindo e orgulhoso. Eu e Jay nos entreolhamos, tinham biscoitos nos pratos, no chão, sob os móveis e até no cabelo dele. Puta que pariu!

**

– Tem certeza que vai dar conta de limpar isso sozinho? Você tinha dito que tinha uma reunião — Lamentei
– Amor, eu tenho tempo restando ainda. Aliás, são só alguns biscoitos. Por sorte, ele não alcançou os sucos da geladeira.
– Ai que vergonha, ele não tem o hábito de sujar nada.
– Mandy, relaxa — Disse pegando em meu queixo e erguendo-o para que eu o olhasse — Primeiro, Emmett tentou agradar. Segundo, ele é meu filho e se não sujar minha casa não será normal.
– Mas eu deveria limpar isso aqui.
– Só que você ainda teve que dar banho no nosso pequeno, teve que se arrumar e ainda vai deixá-lo na escola para seguir ao trabalho. Posso lidar com isso, moro sozinho há anos.
– Tudo bem. Emmett, você está pronto? — Gritei
– Estou mamãe — Ele vinha pulando degrau por degrau da escada
– Desce direito, menino, você cai cair e abrir a cabeça.
– Mandy, pega leve — Jay disse puxando-me pela mão — Cadê meu beijo de bom dia?
Toquei-lhe os lábios com sutileza encaixando-os devagar. James sugou-os no mesmo ritmo demorando um pouco mais no inferior enquanto entrelaçava nossos dedos. Com minha mão livre, acariciei seu rosto ao mesmo tempo em que minha lingua deslizava pela sua calmamente. Ele a mordiscou devagar, o que me fez sorrir. Logo interrompemos a troca de carícias.
– Boa sorte com os produtores do filme.
– E você tenha um bom dia de trabalho. Eu te amo!
– Também te amo.

JAMES POV:

Emmett realmente é uma figura, até mesmo tentando ser um anjinho acaba agindo como um atentado à bomba. Atentado esse, diga-se de passagem, que estou adorando. Tê-lo em minha casa me trás vida, desperta o melhor de mim e faz com que eu queira desperdiçar cada minuto dos meus dias ensinando-lhe algo, fazendo-o rir ou simplesmente ouvindo-o me chamar de pai, como sempre fora meu desejo. Agora que estamos como uma família, sinto que meus pés tocam o chão novamente e que posso, dessa maneira, pegar o impulso para me permitir sonhar de novo e levá-los comigo em todos os sonhos mirabolantes que posso vir a ter. Sei que eles me acompanhariam, sei que nós três somos um só, como se em momento algum tivessemos sido cindidos ou separados. Emmett e Amanda são uma parte externa de mim a qual não quero — e não posso — me imaginar distante outra vez. Meus pensamentos foram interrompidos pelas batidas altas na porta. Que diabos não conhece a existência de uma campainha? Coloquei a vassoura em um canto escorada na parede e fui até a porta abrindo-a.
– Kendall? — Estou vendo miragem ou que?
– Minha irmã está ai? — Seu semblante era sério
– Não, não está.
– Que bom, porque eu vim esclarecer de uma vez por todas o motivo de estar brincando de casinha enquanto está pretendendo ter a guarda de Emmett.