Notas iniciais
AMORECOS ECOS ECOS *.* haha Titia tá no gás hoje HUSHUAHS Como vocês estão? Com saudades? Eu sim! Capitulo começando a reaproximação Jandy e .. to com bloqueio criativo hohoho KKKKKKKKKKKK Mas passa, tudo passa :') Espero que aproveitem esse capítulo e divirtam-se. Comentem muito, dêem sugestões de coisas para a nossa página lindja e .. ME AMEM kkkkkkkkkkkk Love you guys! ♥

Permaneci do lado de fora enquanto o resto dos convidados começava a entrar e acomodar-se na enorme Igreja que Ingrid escolhera. Eu podia sentir a brisa fria da noite aproximar-se e por sorte meu terno conseguia aquecer-me enquanto eu arrumava um pretexto estúpido para convencer a mim mesmo de que deveria estar ali ao invés de junto com a cerimonialista — como estavam os padrinhos e pais dos noivos. Sim, eu sei claramente que na realidade estava esperando por ela e não sei qual razão me motivava a querer vê-la, mas eu queria. E como queria! Estava cansado da distância entre nós, dos abismos que foram colocados por nós mesmos e dos planos irrealizados. Estava cansado de esconder meus sentimentos por ela em tantas canções, de brigas intermináveis por Emmett, cansado até mesmo de tentar chamar sua atenção inconscientemente. A verdade é que odeio como Amanda é capaz de ferir-me tirando meus direitos paternos, mas odeio mais ainda que tudo que faça seja incapaz de arrancar do meu peito o que sinto. Acho que por fim tudo que espero é vê-la hoje com aquele libanês filho da puta para ter a oportunidade de dizer a mim mesmo que devo seguir em frente com outro alguém, que devo reestruturar minha vida ao lado de uma nova mulher e do meu filho — que ainda pretendo ter comigo. "É hora de encarar a verdade, James", murmurei para mim mesmo, "vocês três nunca serão uma família".
– Falando sozinho novamente? — Carlos apareceu de repente assustando-me
– Não, está mais para um debate entre minha parte sã e meus instintos.
– Quem está ganhando? — Brincou
– Ninguém, pelo menos por enquanto. — Respirei fundo tentando tirar a tensão que estava em mim enquanto encarei o céu rapidamente.
– Está certo sobre tirar a guarda de Emmett?
– Acho que no momento essa é a única certeza que tenho.
– Mas você sabe que esse golpe final vai tirar Amanda da sua vida para sempre, não é? Ela não será capaz de te perdoar depois disso.
– A Amanda não quer que sejamos uma família, Carlos, e se eu tiver que escolher entre ter uma vida com ela sendo "tio" de Emmett ou assumir meu filho e perdê-la, te digo com certeza que escolho Emm. Eu jamais abriria mão dele por mulher alguma!
– É exatamente o que ela fará se pedir a guarda. Mandy não ficará ao lado do homem que quer tirá-lo de seus braços, ela lutará por Emmett.
– Então ambos lutaremos.
– Irmão, você sabe que eu estou ao seu lado para tudo, mas isso é loucura. Aproveite que as coisas ainda estão no início e peça ao seu advogado para cancelar. Por que não tenta uma última vez se entender com a Amanda? Ela é apaixonada por você.
– Apaixonada por mim? Ela está com o Mehmet, que, aliás, é o motivo de termos rompido.
– E você acha que ela estando com outro teria te ajudado, te levado pro hospital e cuidado com tanto afinco de ti?
– Claro, claro — Ironizei — Para depois jogar na minha cara que escolheria o babaca porque eu estava voltando a ser o mesmo.
– Ela não escolheu coisa nenhuma.
– Como sabe?
– Você por acaso não é amigo da noiva não? — Carlos levantou uma sobrancelha
– O que?
– Ingrid estava conversando comigo e me contou que não há nada entre Mehmet e Amanda além de um passado, disse até que no dia que estavam vendo o vestido ele insistiu em ir embora para deixar o caminho livre para você.
– Pois ele deveria ir embora mesmo! — Cruzei os braços emburrado como uma criança
– Essa foi a única parte que você ouviu mesmo?
– Não — Desarmei-me — Só ainda parece absurdo tudo isso.
– Se permita saber a verdade, James. — Carlos deu um tapinha em meu ombro impulsionando-me — Ela está linda essa noite e você merece ter essa mulher contigo.
– Espera, como sabe que ela...
Minha frase foi interrompida pela cena diante de mim. A limousine preta estacionou em frente a Igreja e logo atrás estava o carro de Amanda. Ela desceu do mesmo com tamanha graça e parecia tão confortável nos trajes formais que parecia ter sido feita para usar aquele tipo de roupa elegante. Sua postura estava impecável e mesmo de longe eu podia perceber que estava alguns centimetros mais alta — provavelmente por causa de algum salto que estava usando. Devo admitir que vinho realmente é uma cor que lhe cai muito bem. O modelo do vestido delineava suas curvas perfeitas e bem colocadas, já o cabelo em longas ondas esparramadas pelas suas costas fazia minhas mãos formigarem de vontade de percorrê-los e puxá-la pelos mesmos em um beijo. Ela sorriu para dentro do carro, pude ver suas bochechas coradas ganharem um pouco de volume e automaticamente deslizei o olhar para o veículo observando com quem estava falando. De dentro do mesmo saiu Mehmet, tão impecável quanto ela. Juntos, eles pareciam ter saído de algum Red Carpet e admito a ponta de inveja que senti, pois mais uma vez ele estava em meu lugar.
– Não fecha essa cara, mano. — Carlos continuava ali parecendo ler minha mente — Era óbvio que ele também viria.
– Eu sei — Resmunguei
– Vamos lá porque a cerimonialista está nos esperando. Não se esqueça que ainda terão muito tempo juntos.

**
– Estão todos aqui? — A mulher de cabelos castanhos e terninho amarelo perguntou com uma voz anasalada irritante
– Sim senhora, estão todos. — Logan acentiu
– Ótimo. Vamos então à ordem de entrada! Primeiro entrarão os casais de padrinhos. Os homens ficarão à esquerda e mulheres à direita, tudo bem? Vamos formar os pares.
A cerimonislista organizou na seguinte ordem: Kendall e sua namorada — que descobri chamar-se Savannah — , Carlos e Jessie e por último ficamos eu e Amanda. Mehmet entrou para a Igreja assim que nos reunimos — o que tornou mais fácil tê-la perto de mim sem seu carrapato particular por perto — , mas ainda assim ela entreteu-se facilmente conversando com o irmão e a nova cunhada, tagarelando e até mesmo sorrindo. Porra, tinha como ser mais difícil estar perto dela? Parecia que estava preocupada em ocupar-se com qualquer coisa para não ter que trocar meia dúzia de palavras comigo. Acaso pensava que eu iria mordê-la se falasse? Bom, na verdade eu morderia sim, mas apenas se ela pedisse — e isso não seria incomodo algum, diga-se de passagem.
– Por favor, vamos formar filas. O primeiro casal, por favor. Agora o segundo. Ei, vocês dois. — Ela apontou para mim e Amanda, ambos em polos distantes — Podem vir aqui?
Eu coloquei as mãos nos bolsos da calça social e me aproximei um pouco desconfortável. Mandy parecia estar da mesma maneira já que não encarou meu rosto por um minuto sequer. A cerimonialista nos puxou pelos braços nos colocando no final da fila lado a lado e eu pude inalar seu perfume adocicado que parecia exalar de seus poros, cabelos e corpo perfeito. Me permiti olhá-la um pouco mais e minha altura favorecia para observar angulos que o decote de seu vestido deixava a mostra. Ela estava maravilhosa em todos os sentidos, desejante e intensa. Porra!
– Ótimo. Podem dar os braços, por favor? Sigam o exemplo dos casais a frente.
Eu estendi meu braço para Amanda esperando que ela engaixasse o seu, mas ao contrário disso passei minutos longos em um total vácuo na expectativa de que sua exitação se estinguisse e ela finalmente me tocasse. Cada minuto correspondia a uma hora de aflição, meu coração batia rápido como se estivesse prestes a desvirginá-la e isso parecia loucura, pois sequer iria encostar em sua pele. Ela, por fim, colocou o braço no meu criando uma espécie de laço e eu juro que tive que prender minha respiração devido a nossa proximidade.
– Você está muito bonita essa noite. — Me atrevi a dizer, mesmo sabendo que poderia receber uma patada.
– Se está tentando implacar a mesma piadinha que fez no noivado sobre comer a madrinha, saiba que o pai do meu filho está aqui. — Ela disse séria olhando para frente sem se dignar a desviar o olhar mesmo que uma mosca passasse diante de si
– Eu sei disso. Afinal, você está falando com ele, não é mesmo? — Pude perceber que Amanda rolou os olhos em desdém se segurando impacientemente para não virar-se para mim e chutar minhas bolas. — Aliás, Emmett está lindo. O smoking lhe caiu muito bem, não acha?
– Vai mesmo ficar puxando assunto comigo? Estou fazendo isso apenas pela Ingrid. — Ela colocou uma mão na cintura soltando o ar pela boca pausadamente, mas eu sabia que na verdade estava agoniada por estar perto de mim.
– E eu pelo Logan, mas não muda o fato que teremos que conviver muito mais do que cinco horas de casamento.
Porra, eu tinha todas as razões do mundo para odiá-la por tirar Emmett de mim dessa forma por tanto tempo, mas a voz de Carlos ecoava em minha cabeça dizendo-me que deveria tentar ter uma família com Amanda, que eu havia sido precipitado e que nada existia entre ela e o libanês. E se isso fosse verdade? E se ainda existisse algo entre nós dois?
– Do que está falando?
Suas pupilas encararam as minhas e eu gostaria de ter visto o mesmo brilho que existia meses atrás quando fizemos amor. Amanda era completamente linda e essa beleza ia desde os seus olhos até o mais profundo de sua alma. Eu queria desesperadamente acreditar que nada acontecera, não apenas porque era mais fácil como também porque parte de mim morria com a falta que ela fazia em minha vida. Eu vivia constantemente a dualidade de odiá-la e querê-la perto de mim, acho que finalmente consegui compreender essa linha tênue. O que me parece absurdo é como algo tão ruim pode ao mesmo tempo fazer tão bem, como toda essa raiva pode se dissipar em um desejo sem fim. As vezes eu gostaria de parar de insistir nesse passado do qual me visto e ser capaz de trilhar novos caminhos que não sejam aqueles que sempre me levam ao mesmo ponto, ao mesmo beco sem saída, à mesma amargura sem fim. Ter esse dissabor por Amanda não fará nossas vidas mais fáceis, só vai me render mais uma infinidade de letras que não quero ver ninguém cantar. Minha nostalgia e sofrimento não merecem ser vistos e ouvidos por ninguém a não ser a dona de tanta amargura, aquela que me causa tanta dor e que faz meu coração acelerar. Eu caí de amores por uma mulher que me deixa indefeso e que ao mesmo tempo me impulsiona a travar a maior das batalhas contra si mesma. Ela me instiga ao meu melhor e pior e eu flutuo nesse limbo sem saber por onde seguir, como se dependesse de suas ações para tombar para um dos lados. As vezes parece que as mãos de Amanda me puxam para direções opostas como se eu pudesse me partir em dois e juro que uma parte minha adoraria ir com ela para qualquer canto — até mesmo para debaixo de uma ponte — enquanto a outra adoraria tirar-lhe Emmett para que ela entenda toda a dor que passo. Mas e se o contrário acontecesse? Eu a traí e supôr que ela tenha feito o mesmo agora é também fazer com que eu sentisse a dor que ELA passou. Acaso estamos em um jogo no qual ambos pagam com a mesma moeda sempre? Porque se for, eu me recuso a continuar jogando.
– Estou dizendo que nos veremos mais por causa de Emmett.
– Não vamos conversar isso aqui — Ela sussurrou — Prometo que falaremos depois.
– Como assim promete? — Ouvi direito? É isso mesmo?
– Vamos falar sobre Emmett, mas não agora.
– Mamãe, mamãe! — Nosso filho veio correndo passando pelo meio da fila e quase pisando no vestido de Jessie
– Emm, o que está fazendo aqui? — Ela abaixou-se falando baixo com ele porém em um tom bravo — Eu te falei para ficar com sua vó no seu lugar da fila.
– Sai mamãe, eu não vim falar com você. — Ele empurrou a mão de Amanda e surpreendentemente veio até mim — Titio, abaixa.
Amanda encarou-me como se fosse arrancar minha cabeça. Ergui as mãos desculpando-me antes mesmo de saber do que se tratava e me abaixei.
– Ei, campeão, daqui a pouco a cerimonialista vai te tirar daqui. O que houve?
Emmett colocou as mãozinhas na frente da boca e aproximou-se do meu ouvido sussurrando:
– Eu to com vergonha da menina bonita.
– Ta com vergonha? — Perguntei em tom normal
– SHHHHHH! — Ele colocou a mão na minha boca e eu tive que rir
– Desculpe, eu vou falar baixo tá? — Emm concordou acenando com a cabeça — Por que tá com vergonha?
– Porque ela é muito bonita — Suas bochechas estavam vermelhas
– E você também é. Aposto que você está mais bonito que o noivo!
– Mas o tio Loggie é grandão e forte.
– Forte? Ele é um magrelo — Brinquei — Você sim é forte, se duvidar a tia Ingrid casa com você.
– Não, ecot, ela é velha! — Meu filho colocou a lingua para fora — Você promete que eu to bonito, tio Jay?
E eu recordei da mesma pergunta que fiz para Amanda minutos atrás "como assim promete?". Acho que nós dois tinhamos a necessidade de reafirmação.
– Prometo!
– Agora que o complô entre vocês acabou, posso levar um papo com esse rapazinho? — Amanda se pronunciou
– Fala mamãããe — Ele resmungou e virou-se para mim murmurando um "lá vem bronca". Prendi o riso senão Amanda castraria nós dois.
– Você não pode sair correndo por ai. Nós estamos na rua e não é como no Líbano, ja pensou se eu te perco?
– Já.
– E gostaria de ser levado pelo homem do saco?
– O que é isso, mamãe?
– É um moço muito mal que pega criancinhas que não estão com adulto perto e leva dentro de um saco enorme para fazer sabonete.
– SABONETE, MAMÃE? — Seus olhos se arregalaram
– Amanda você está o assustando.
– É para assustar mesmo, ele tem que obedecer. Eu quero você seja o menino bonito e educado que voce é, combinado?
– Mas você já falou isso um milhao de vezes, caramba — Ele cruzou os braços irritado bufando impaciente tambem como Amanda fizera. Tão parecido conosco que chega a dar orgulho!
– Então obedeça e vá lá para trás com sua vó.
– Você é chata mamãe, mas eu te amo mesmo assim.
Emmett correu rapidamente para a avó depois de dizer isso, provavelmente já imaginando que a mãe o chamaria a atenção e eu não pude evitar gargalhar desesperadamente.
– Ele tem toda razão! — Consegui dizer entre os risos
– Cala a boca, Diamond. — Ela bateu em meu ombro voltando a ficar emburrada. Ah Amanda, hoje eu ainda dobro esse teu mal humor!