Heartbeats
7 With Temptation
— Meu deus, que zona. – Dianna que até então tinha os olhos fechados os abriu olhando Lea que olhava com a testa franzida ao redor da sala, tinha em mãos a garrafa de tequila pela metade.
— Era por esse motivo que eu não queria a ‘festinha’ aqui. – a loira comentou indo em direção ao sofá e desabando no mesmo, Lea que não tinha muito controle sobre si própria soltou uma gargalhada exagerada sem aparentemente motivo algum.
— Eu acho que estou bêbada. – murmurou Lea em tom sério porém rindo em seguida, Dianna revirou os olhos rindo também do descontrole da amiga.
— Ai, to cansada. – Dianna só teve tempo de prender a respiração, quando viu, Lea tinha se amontoado em cima de si.
— E vem descansar em cima de mim? – Dianna perguntou com um sorriso brincando em seus lábios enquanto fazia carinho no cabelo da morena.
— Diiii....você tem um cheiro tããããão bom. – a voz saiu embaralhada, Lea inspirou muito fundo parecendo querer sugar todo o cheiro da pele de Dianna para si própria, a loira se arrepiou dos pés a cabeça.
— Você ta arrepiada. – Lea comentou com um sorriso gigante no rosto voltando seu olhar para a loira que rapidamente desviou dos olhos cor de chocolate. – Isso não é sinal de quem ta ficando excitado? Não é isso? Você ta ficando excitada Charlie? – Lea perguntou com falsa inocência, Dianna arregalou os olhos no momento em que ouviu a palavra excitado, infelizmente não conseguiu produzir uma palavra contra isso. – Se eu fizer isso daqui você geme? – Lea perguntou movendo uma das mãos para o seio direito da loira que arfou ao sentir a mão da morena pressionada em seu seio, tentou formar algo coerente para dizer mais o som que saiu da boca não foi exatamente uma palavra, estava mais para um gemido muito baixo. – E se eu fizer assim, o que acontece? – A morena voltou a perguntar, agora a mão que antes jazia no seio da garota desceu até o ventre da loira e continuou descendo até parar nas coxas e as apertar fazendo uma marca vermelha no local, Dianna se contorceu sobre o corpo de Lea mordendo o lábio com força até sentir o gosto de ferrugem na boca.
— Lee...paraaaa. – Dianna pediu ofegante tentando retirar a morena de seu colo. – Vo..cê.....você está bêbada. – terminou com dificuldade.
— Mais isso não te impede de gemer quando eu te toco assim, impede Di? – Lea murmurou muito devagar, a mão subiu outra vez e Dianna teve de ter uma força sobre-humana para não emitir qualquer som ao sentir que a mão de Lea subia sim, porém, a mão ganhava vida por dentro do vestido azul marinho e ganhavam-lhe as nádegas, os toques sutis e demorados, pareciam acompanhar a voz da morena ao falar. – Você precisa prender a respiração quando está com seu namorado Dianna, hm? Você se arrepia quando ele sente seu cheiro, exatamente assim? – Perguntou com o nariz colado ao pescoço da loira fazendo-a se arrepiar mais uma vez. – Ele te faz gemer como eu faço? Ele te toca como eu te toco Dianna? – Lea perguntou com a expressão séria que por muito não enganaram a loira, os olhos da morena estavam negros, negros como jamais ela tinha visto, brilhavam em uma intensidade absurda. – Diz Charlie, seu namorado te deixa molhada em tão pouco tempo, como eu? – Repetiu a pergunta, e a loira só pareceu realmente entender a pergunta quando sentiu os dedos da garota por dentro da calcinha, exatamente por cima do sexo de Dianna.
— Lea...nã...não faz i..isso, por favor. – Dianna pediu suplicante, o corpo protestando com o resto de sanidade que ainda tinha quando arqueou ainda mais o corpo, pedindo, implorando por mais, por muito mais.
— Me faça parar. – Sorriu doce, a bata que jazia no corpo fora jogada de forma brusca em algum canto da sala, o short na metade da coxa, deus, ela mal sabia como já estava seminua em cima de Dianna. A loira por sinal estava com o vestido na altura da barriga, a visão para Lea era privilegiada, e ela não se privou de ver a amiga com o rosto esfogueado, mordendo o lábio inferior e um pouco suada, expressão de puro deleite. – Você é deliciosa. – Lea murmurou no ouvido da loira enquanto lhe mordia o lóbulo da orelha, um sorriso provocante nos lábios. – Di, você quer que eu pare? – A morena perguntou com a voz extremamente doce, os olhos extremamente venenosos.
— Ss...si... – Dianna tentou mais o som saído da boca fora um gemido muito alto, a mão delicada da morena em contato com o sexo extremamente molhado, fazendo doces e leves movimentos, estava perto, muito perto. A boca descia pra baixo conforme os movimentos dos dedos que para desespero da loira só tocavam por cima, a boca por fim ganhava a pele da barriga dando mordidinhas quando tudo ficou muito quieto, não, não havia ficado quieto, eram os movimentos que pararam.
— Continua, por favor. – Dianna suspirou muito alto antes de pedir, se era o que a morena queria ela imploraria, ela precisava muito aliviar o próprio sexo da pressão que estava sentindo, porem, nada mudou, ainda permanecia tudo calmo. Damn.— Lea? – Chamou uma vez, silêncio. – Le? – a voz era tremula, tremia ao que antes era de desejo agora era de ódio, e não, ela não se privou de soltar um grito que por fim fora abafado por uma almofada. – Eu não acredito. – Choramingou olhando pra baixo vendo aquela que lhe proporcionara o momento mais prazeroso da sua vida, dormindo, o sono mais pesado que o de um morto.
"And I'd give up forever to touch you
'Cause I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven"
— Quem incomoda? – Lea Michele definitivamente iria parar de beber. Foi exatamente o que ela concluiu ao ouvir o barulho ensurdecedor o celular, o travesseiro fora parar por cima da cabeça tentando abafar, inutilmente é claro, o som do celular, quando o toque parou ela agradeceu com um muxoxo, para em seguida abrir os olhos em fúria ao ouvir outra vez o celular tocor, da mesma forma abriu o celular com ódio.
— Acordou de ressaca? – A voz claramente era masculina e parcialmente familiar, ela só não identificara o individuo.
— Quem é?
— Pelo visto a ressaca ta grande mesmo, não consegue nem mesmo decifrar minha linda voz. – O homem do outro lado da linha riu convencido.
— O que é Colfer? Ta me ligando a essa hora da madrugada por que mesmo? – A voz era arrastada e muito seca. Seca, sua boca pedia por água, nem saliva a boca produzia mais.
— Madrugada? Cheque as horas por favor....não, esqueça, você provavelmente verá tudo dobrado, eu mesmo te informo, são 4 Michele, só que são 4 da tarde. – falou muito calmo, mas Lea sabia que ele prendia um riso.
— Porra....Chris, Dianna está aí? Porque ela não me chamou? Merda, to atrasada. – Reclamou se levantando as pressas indo para o banheiro do quarto, não sabia exatamente como havia chegado la, mas tão pouco interessava, pegou uma blusa no caminho e já ia a vestindo enquanto colocava a pasta de dentes na escova e deixando o aparelho no viva-voz ela penteava o cabelo ao mesmo tempo.
— Ok, se acalme querida. – Chris pediu divertido. – Pare de correr por esse apartamento, você atrasar mais meia hora não tem problema, Dianna veio gravar, e pra falar a verdade não tinha a cara muito boa, aconteceu alguma coisa? E eu não tenho idéia do porque ela não te acordou, nem nos falamos hoje, ela saiu com Naya. – Chris acrescentou e a morena podia ver uma sobrancelha dele arqueando a espera de uma resposta coerente sobre o porque de Dianna estar de cara feia.
— Hm...não sei o que ela tem. Tínhamos discutido por causa do Alex ter dormido aqui mais já estávamos de boa, que eu me lembre não aconteceu nada. – Respondeu franzindo a testa, o que diabos acontecera com Dianna? Será que ela tinha feito algo que a loira não tivesse gostado?
Naya olhava a loira a sua frente com uma expressão indagadora, estavam naquele maldito Café a pelo menos meia hora e Dianna não tinha pronunciado uma palavra desde que entraram.
— Ta fazendo algum curso de mímica? Porque se for, ta indo muito mal, até agora não consegui decifrar o que quer me dizer. – A latina perguntou de forma cínica, Dianna não respondeu, apenas a olhou e Naya viu os olhos vermelhos e marejados da amiga. – Di, o que aconteceu?
— Lea foi o que aconteceu. – Respondeu controlando ao máximo que podia a vontade de chorar.
— O que aconteceu entre vocês de noite? Dormiram juntas? – Naya perguntou cautelosa mais ao ver a expressão surpresa da loira e ao vê-la abaixar a cabeça temeu o que viesse a ouvir.
— Não Nay, mais quase. – Sorriu sem humor.
— O que houve?
— Ela caiu no sono. – Uma lágrima descia pela bochecha e a mesma fora secada com fúria, o soluço antes preso na garganta veio a tona e ela bufou com irritação, Naya que ainda estava aturdida riu, riu tão escandalosamente que ao olhar em volta algumas pessoas a olhavam intrigadas. – Naya, como é que você sabia? – Dianna preferiu ignorar a risada da latina, não precisava brigar com mais alguém.
— Como eu sabia? – Naya perguntou sem entender.
— Você perguntou se dormimos juntas, como sabia? – Perguntou desafiadora, a latina deu de ombros comendo uma rosquinha.
— Intuição.
— Esclarece. – Pediu sorvendo um pouco do café amargo.
— Já percebeu que a relação de vocês não é normal? – A loira ainda não havia entendido e Naya bufou por tamanha burrice. – O jeito que se tratam, que se olham, que se tocam. Veja bem, você e eu somos muito amigas, somos mais próximas do que do resto do grupo, exceto por Heather e Lea. Só que a diferença é que eu beijo a Heather. – Concluiu com um sorriso vitorioso como se tivesse acabado de descobrir a cura para o câncer.
— E? – Dianna perguntou exasperada se perguntando o que significava.
— Francamente, ta na cara que acontece algo entre vocês.
— Ta me dizendo que eu sou apaixonada por ela? – Perguntou incrédula.
— Não digo apaixonada, nem amando, to dizendo que você sente uma coisa a mais por ela que ultrapassa limites da amizade, somos amigas quase tanto como você é amiga da Sarfati, a diferença é que eu não sento no seu colo, eu não te provoco, eu não beijo seu pescoço e muito menos te toco em lugares que sugiram conotação sexual. – Esclareceu bebendo o resto do chá contido na xícara.
— Você ta ficando louca. – Dianna exclamou inconformada tomando a bolsa nas mãos indo em direção a saída do Café. – Não existe nada entre eu e Lea Naya, nada. O que quase aconteceu nunca deveria ter acontecido, foi um erro e se eu não estivesse bêbada o suficiente pra não ter controle sobre mim mesma, era algo que eu jamais pensaria em deixar acontecer. – Tão rápido quanto falou, saiu porta a fora deixando Naya com um leve sorriso nos lábios, isso ia ficar muito divertido.
Fale com o autor