Heartbeats
8 48 Horas
— 67 ligações – Lea Michele
— 33 mensagens – Lea Michele
— 10 mensagens de voz – Lea Michele
— 27 e-mails – Lea Michele
— + 1 nova mensagem – Lea Michele
Dianna bufou ao ver uma nova mensagem de Lea em seu celular, era a mensagem de número 34, já estava cansada dessa brincadeira de gato e rato que se metera, precisava voltar pra casa, só não queria ter que enfrentar uma morena furiosa as.....2:35 da manhã, teve de olhar outra vez pra ver se não enxergara errado, estava morrendo de sono e era comum que ela visse tudo dobrado ou turvo. Tirou as chaves do bolso e a olhou atentamente antes de deslizá-la para dentro da fechadura destrancando a porta. Suspirou uma segunda vez rezando mentalmente para que Lea estivesse em seu vigésimo sono, e foi com essa prece que ela adentrou a sala escura suspirando de alivio.
— Graças a Deus. – murmurou escorando na porta para logo em seguida dar um salto e ficar ereta na porta.
— Resolveu dar o ar da graça finalmente? – A morena havia subitamente acendido a luz assim que ouviu a porta se fechar, e não tinha a expressão nada amigável no rosto. – Agora que você chegou quer me dizer onde você passou as ultimas 48 horas Dianna? – Lea tinha os olhos coléricos de raiva, mais não moveu um músculo do batente da porta da cozinha.
— Ahh, sinto muito. – murmurou apertando os olhos.
— Então eu passo as ultimas 48 horas que nem uma louca atrás de você, ligando pra todo mundo pra saber de noticias suas, sem um telefonema, sem um e-mail, uma mensagem, um recado, qualquer coisa, pra você chegar aqui quase 3:00 da manhã pra me dizer, ‘Ahh, sinto muito’? – A voz era seca demais, o que fez Dianna encolher os ombros.
— Lea, não to a fim de discutir isso agora, são 2:43 da manhã. – corrigiu sobre Lea ter dito que era quase 3. – Agente pode, por favor, discutir isso amanhã? Eu to morrendo de sono. – pediu já se encaminhando ao quarto, mais não precisara dar três passos até que a morena estivesse a sua frente vermelha.
— Não Dianna, não da pra gente discutir isso amanhã, e não venha me dizer que ta com sono porque faz 48 horas que eu não durmo preocupada com você. – Acusou com as mãos na cintura, mais ao mesmo tempo em que adotou a postura a desmanchou andando até o sofá e se sentando no mesmo frustrada. – Sabe o que é pensar em ligar até para o FBI pra procurar sua amiga idiota que não deu um sinal de vida nos últimos dois dias? – Um defeito de Lea era repetir algo muitas vezes para que a pessoa ficasse com remorso, aparentemente funcionava mais não com a loira.
— Ta exagerando. – Reclamou ainda parada no mesmo lugar.
— Onde você estava? Porque não deu noticias? – Perguntou com a voz raivosa, porém calma.
— Na casa do Alex, eu precisava pensar. – murmurou com o estomago revirando com a lembrança dos toques da morena em sua pele.
— Pensando em que? E porque não podia fazer isso aqui em casa? – Perguntou e Dianna sentiu os olhos da morena sobre si, sendo obrigada a se virar.
— Você tava aqui. – explicou com o cenho franzido.
— O que eu tenho haver com isso? Eu te fiz algo? – Perguntou preocupada.
— Mas...o que? Lea você não se lembra? – Dianna tinha os olhos arregalados em descrença.
— Me lembro do que?
— Quinta, ou melhor sexta de madrugada, festa aqui em casa, depois que todo mundo foi embora? – Explicou, a mandíbula travada em raiva.
— Do que você ta falando? Eu não lembro de nada mais depois do Mark ter começado a cantar. – Respondeu confusa.
Dianna tinha a boca aberta formando perfeitamente um ‘O’ que saiu sem som, ela simplesmente não podia acreditar que Lea não se lembrava do quase ato sexual em que estiveram, e não era esse o fato que a estava deixando boquiaberta, era o fato de que a morena não se lembrara de como a tocara, dos gemidos, absolutamente nada, porque a ultima lembrança lúcida que ela tinha era de Mark cantando ‘I Will Survive’.
— Dianna fala alguma coisa. Que diabos. – Lea gritou exasperada perante o silencio da loira, precisava saber o que ela tinha feito.
— Hm..nada, você não fez nada Le. – Deu um sorriso muito grande abraçando a morena em seguida que ficou estática. – Desculpe ter desaparecido, esquece isso por favor, eu vou tomar um banho e dormir, boa noite.
Dianna sorriu mais uma vez ao olhar os olhos cor de chocolate muito assustados, deu-lhe um beijo no rosto e saiu quase aos tropeços até o quarto. Dentro da própria bolha a loira se permitiu suspirar profundamente de alivio, não era como se ela não estivesse chateada, ela estava, queria meter um soco na cara de Lea para fazer com que a morena se lembrasse do que fizeram, mais havia muito mais vantagens se ela simplesmente fingisse que nada acontecera realmente, evitaria o desconforto e a culpa de ambas. Principalmente porque ela precisava esquecer de tudo isso, ela tinha namorado, e apesar de Alex ser meio difícil de se lidar ela gostava de estar com ele, e durante essas 48 horas que passara na companhia do rapaz ela percebera que ele fora mais amável do que em meses de namoro.
Por outro lado, na sala ainda estática estava Lea, a morena não tinha entendido nada, Dianna deveria estar bêbada ou drogada porque ela simplesmente não entendera nada do que havia passado a minutos atrás, mas quando amanhecesse a loira iria ter de se explicar, a se ia.
— Bom Dia flor do dia. – Essa era Dianna quem chegava com o humor enjoativamente nas alturas, Lea que estava esparramada no sofá vendo os desenhos de domingo de manhã a olhou séria. – Acordou de mau humor? – Sorriu jogando um beijo no ar para Lea enquanto preparava seu café.
— Agora que acordou vai me explicar o que aconteceu ontem? – Lea perguntou lhe dirigindo um olhar mortífero.
— Ryan me ligou ontem dizendo que agente só grava na quarta, graças a deus teremos a segunda e a terça de folga. – Proferiu feliz ignorando a pergunta da morena que bufou em seguida.
— Eu sei Dianna e você ta fugindo da pergunta.
— Já tomou seu café? – Perguntou chegando na sala se sentando no mesmo sofá que a morena colocando as pernas da mesma em seu colo. – Hm, adoro esse desenho.
— Você não vai responder minha pergunta não é? – murmurou em tom de suplica, Dianna quase sorriu ao ver um bico se formando nos lábios de Lea mais foi tirada dos pensamentos pelo telefone que tocara na cozinha.
— Telefone, eu atendo.
É, Dianna realmente não responderia nada que se relacionasse aos acontecimentos de quinta a noite até o domingo de madrugada, pensou Lea se voltando a TV novamente, tinha uma razão para a loira não querer compartilhar mais ela esperava que um dia pudesse arrancar a verdade da boca da garota.
— Alô? Ahh, Oi mãe, tudo bem?..... – Lea tinha parado de prestar atenção ao ouvir Dianna no telefone falando com a mãe, não era comum que Mary ligasse para a loira, desde que a garota se mudara para Los Angeles aos 18 anos o contato com os pais era cada vez menos freqüente, no primeiro ano Dianna e Mary ficaram sem se falar devido ao fato da mãe da loira não aceitar que sua ‘menina’ morasse tão longe de casa, depois de um ano sem um telefonema Mary havia voltado atrás e retomara o contato com a filha por isso Lea procurou manter os ouvidos em alerta enquanto se escorava ao batente da porta olhando a amiga ao telefone sorrindo. – Não, tudo bem, eu vou falar com ela e com os outros.....ok mãe eu falo sim, então até hoje a noite, beijos...também te amo. – Terminou com um sorriso alegre no rosto, mordendo o lábio em seguida olhando Lea que tinha as sobrancelhas arqueadas em curiosidade
— O que aconteceu? – Lea perguntou com os olhos arregalados.
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