Heartbeats

20 Uma nova cura.


Dezembro chegou com cheiro de mudanças, mal dava para acreditar que a 1 mês atrás uma das co-protagonistas de Glee, a atriz Dianna Agron tinha sido vitima das loucuras do próprio namorado, uma criança inconseqüente que deveria ter achado divertido brincar de gangster. Quem visse a garota loira de lindos olhos verdes hoje não diria que ela quase foi estuprada e que foi fortemente golpeada tendo o rosto quase desfigurado, Dianna andava pelas ruas de LA como sempre fez, infelizmente é uma imagem que todo mundo tinha por fora, por dentro a linda menina andava com medo por todos os cantos, as mãos prendiam com força desnecessária a bolsa e sempre que sentia uma presença perto de si perdia a cor. O mês que se passou também trouxe algumas mudanças relativamente boas, o roteiro do dia tinha mudado na terça e na quinta-feira, tinha uma hora de almoço a mais onde andava duas quadras do estúdio para uma casa onde fazia terapia, Doutor Saltzman vinha acompanhando o caso de Dianna desde o inicio do mês de Novembro e podia afirmar que a garota ia muito bem a cada sessão, ainda assim tinha algumas coisas que eram mais delicadas de se tratar como a restrição em ser tocada, era uma privilégio destinado apenas a Darren, Naya e Lea, o resto do elenco e amigos ainda evitava e quando simplesmente acontecia era natural o corpo da loira se tornar tenso, quando retomou as gravações foi ainda mais difícil já que teve que protagonizar uma cena de briga com Naya devido as personagens, a cena durou mais do que o previsto. Dianna também não conseguia entrar no camarim aberto, a figurinista fora instruída a deixar as roupas de sua personagem ou no trailer que agora passava a freqüentar diariamente ou em seu próprio camarim.

Em termos de nova moradia a loira se adaptou muito bem ao novo apartamento...na parte do dia. Era comum que Lea, Naya, Darren ou Chris dormissem em seu apartamento, ou que ela dormisse no apartamento de algum deles, mais freqüentemente passava a noite com Lea, a relação entre as duas ia muito bem aliás, trocavam alguns beijos ou amassos – com menor freqüência já uma sempre parava – quando estavam sozinhas num dos apartamentos. Nos estúdios ou na companhia dos amigos – exceto Naya, Chris ou Jon quando o mesmo estava na cidade – se limitavam a inocentes carinhos que já estavam acostumadas.

Lea acordou com os raios de sol em seu rosto, resmungou algumas vezes antes de por fim abrir um dos olhos só para o fechar novamente ao ver que o sol estava rumo a seu rosto, virou o rosto se deparando com cabelos loiros a sua frente e parte da pele do ombro exposta pela camisola de alcinhas, foi inevitável não sorrir. Com cuidado deslizou a ponta dos dedos pelo braço numa caricia muito suave, logo não eram só os dedos, a boca fazia o trabalho de distribuir suaves beijinhos por toda a extensão da clavícula, passando pelos ombros e abaixo da orelha, foi o bastante para Dianna começar a se contorcer, o sorriso cresceu um pouco mais se tornando um baixo risinho.

— Acorda dorminhoca. – Mordeu-lhe devagarzinho o ombro. – Tem um lindo dia esperando por nós ali fora, um dia de neve. – Murmurou baixinho olhando pela janela os muitos flocos de neve que caia.

— Neve? Em Los Angeles? No inicio do mês? – Perguntou sonolenta, se virou para a morena e foi presenteada com um beijinho na ponta do nariz e um lindo sorriso. – Bom Dia.

— Ótimo dia, agora se levanta e vamos aproveitar a meia hora que temos antes de correr em desespero para o estúdio. – Dizia enquanto se levantava tirando a camisola, já não se importava em ficar nua na frente da loira, o problema é que ela podia não se importar mais Dianna se importava e muito, fora por isso que destinou seu olhar ao teto como se fosse a coisa mais interessante do mundo.

— Não quero ir trabalhar hoje, to com preguiça demais pra isso, volta pra cama. – Pediu manhosa olhando descaradamente a bunda da morena enquanto a mesma pegava uma roupa no guarda-roupas de Dianna, desde que passara a dormir no apartamento da amiga sempre tinha uma peça de roupa sua ali; Lea voltou-se para a loira e sufocou um gritinho.

— Eu odeio seu quarto sabia? Toda vez que olho pra esse maldito cachorro na sua parede eu levo susto, será que não dava pra pintar algo mais inofensivo? – Ralhou, o cachorro a que se referia era a pintura de um rottweiler enorme, era só o rosto e o cão tinha os dentes pra fora e baba escorrendo como se estivesse prestes a atacar alguém, Dianna o pintou na primeira semana morando no apartamento, desde então era comum que Lea se assustasse com a imagem.

— Não queria que eu pintasse um passarinho né? – Perguntou com ironia, Dianna não sabia muito bem porque havia pintado a cara do cachorro tão assustadora, surgiu meio que num mecanismo de defesa, desde o acontecido com Alex e desde que pintara a figura assustadora passou a se sentir mais segura, não mais via a imagem do loiro em sua cama quando acordava de madrugada.

— Podia pelo menos ter maneirado no quesito ‘assustador’. – Bufou saindo do quarto e indo direto para o banheiro, Dianna aproveitou a ausência da morena pra se levantar e ir trocar de roupa, colocou uma legging cinza e uma bata vermelha por cima com uma cinta preta e uma bota rasteira camurça, o tempo que se vestiu foi o tempo que Lea demorou no banheiro, ao sair do mesmo a morena lhe olhou de cima a baixo.

— Algum problema Sarfati? – Questionou divertida ante ao olhar da amiga, Lea a olhou e sorriu envergonhada.

— Nenhum Agron, está linda. – Sorriu lhe beijando a bochecha, Dianna retribuiu o sorriso enquanto ia direto ao banheiro, não sem antes dar um tapa na bunda de Lea, a qual deu uma risada enquanto a loira fechava a porta.

— Lee, viu meu celular? – Perguntou alguns minutos depois enquanto se deparava com a morena com um bico nos lábios preparando o café.

— Não faço idéia de onde está Dianna Agron. – Respondeu seca fazendo com que a garota elevasse o olhar até onde estava.

— Vai mesmo ficar emburradinha só porque não quis ir brincar de tacar bolas de neve com você? – O sarcasmo atravessando cada palavra.

— Você é uma estraga prazeres, a quantos anos não neva em LA justamente no primeiro dia de dezembro? Isso é um marco histórico, você não sabe se vai estar viva quando um milagre desses acontecer novamente.

— Dramática....me ajuda a achar meu celular, depois eu deixo você me tacar quantas bolas de neve quiser. – Pediu manhosa enquanto revirava toda a sala a procura do maldito celular. – Dá um toque nele, quem sabe se não tiver acabado a bateria agente não escuta.

— Ok dona Dianna, qual o numero mesmo? – Dianna a olhou incrédula enquanto a morena pegava o próprio celular, sem ouvir resposta subiu o olhar vendo a amiga com os olhos incrédulos. – O que?

— Como assim você não sabe o numero do meu celular?

— Hey, não me culpe, ainda não me adaptei ao novo número, e onde diabos foi parar o seu outro celular?

— Acho..acho que deixei no camarim, naquele dia. – Murmurou baixando a cabeça, ninguém sabia que Dianna não entrava mais ali, todos achavam estranho porém ninguém questionava.

— Porque você não foi pegar seu celular ainda Di? – Arqueou a sobrancelha em estranheza.

— Desde aquele dia não consigo entrar mais no camarim, toda vez que passo na porta é como seu eu visualizasse o que aconteceu ali.

— Claro, agora faz sentido, Dianna porque você não me contou isso antes? – Perguntou cautelosa.

— Não vi sentido, isso é uma coisa que eu tenho que superar sozinha, agora será que podemos ir? Já achei meu celular. – Pegou o aparelho que estava escondido entre duas almofadas no sofá.

— As vezes eu detesto esse seu orgulho de que acha que pode resolver tudo sozinha, não tenho idéia de como é que você ta fazendo terapia. – Reclamou enquanto pegava a bolsa e o casaco e esperava a loira fazer o mesmo, logo já desciam as escadas, como se não fosse o bastante o elevador estava emperrado.

— A culpa é da Naya, foi ela quem me obrigou.

— Naya, eu preciso da sua ajuda. – Lea parecia que tinha corrido uma maratona, procurara a latina por todos os cantos do estúdio, e fora a achar justamente no refeitório.

— Calma mulher, o que aconteceu? Dianna está bem? – Perguntou preocupada.

— Sim, está bem, mais eu preciso de ajuda.

— Claro, diz aí...ahh, aceita? – Ofereceu um pedaço do sanduiche natural.

— Naya, foco, é importante. – Pediu brava, a latina deixou o sanduiche descansando no prato e bufou em descontentamento. – Eu preciso que você erre suas cenas.

— Perdão?

— Ainda não to ficando louca então para de me olhar desse jeito, Dianna ta com trauma de entrar no camarim aberto, eu tenho um plano pra isso, mais eu preciso de um tempinho, eu prometo que vai ser rápido, mais você tem que errar suas cenas que são as próximas, a minha é depois da sua, pode fazer isso?

— O que você ta tramando Michele? – Arqueou a sobrancelha, um risinho malicioso plantando de seus lábios.

— Vai fazer ou não?

— Ok, mais se eu for despedida eu coloco toda a culpa em você. – Sorriu sapeca, Lea pulou em seu pescoço distribuindo-lhe vários beijinhos pelo rosto. – Só tente evitar meu sofá e vê se pisca um pouco de perfume quando saírem, não quero sentir cheiro do sexo de vocês dentro do camarim não. – Gargalhou da cara horrorizada que Lea fez. – Anda logo Sarfati, você tem pelo menos meia hora e cuidado com os gemidos.

— Cala a boca Naya, e obrigada antes que eu me esqueça. — Deu-lhe mais um beijo e saiu correndo em direção aos fundos dos estúdios onde estavam os trailers.

Lea se direcionou para o trailer que Dianna dividia com Naya, foi uma questão propriamente dita sobre o que seria melhor pra cada um, como Naya e Dianna tiveram uma afinidade imediata resolveram dividir o trailer, o mesmo acontecia com Lea e Jenna, porém os motivos eram diferentes, as duas se conheciam desde crianças. Bateu na porta, uma, duas vezes e ouviu um ‘entre’ soar de dentro.

— Hey. – Dianna exclamou assim que viu a morena adentrar o lugar, estava deitada confortavelmente no sofá e lia um dos muitos livros que tinha espalhado por ali.

— O que está lendo? – Perguntou dando um breve selinho em Dianna.

— Raparação de Ian McEwan. – Sorriu puxando a morena para que sentasse na beirada do sofá.

— Tão intelectual você. – Riu abaixando-se, somente para pincelar o nariz da loira. – Tenho uma surpresa pra você. – Os olhos de Dianna automaticamente adquiriram um brilho diferente.

— O que é?

— Vai ter que confiar em mim. – Apertou-lhe o nariz e se levantou estendendo a mão que rapidamente Dianna aceitou deixando o livro em qualquer lugar. – Ok, agora vire-se de costas pra mim.

— O que está fazendo? – Perguntou após se virar e ver brevemente um de seus lenços nas mãos da morena antes de senti-la amarrando-o em seus olhos.

— Shh, você fala demais Di, fica quietinha, você confia em mim não confia?

— Totalmente. – Respondeu com confiança.

— Boa garota, então confia em mim, nada vai te acontecer. – Prometeu depositando um beijinho no pescoço delgado da loira e viu os cabelos arrepiados.

Lea cuidadosamente foi guiando Dianna pra fora do trailer e em direção ao estúdio outra vez, quem passava pelas duas tinha o semblante confuso mais não perguntava nada, por sorte ninguém do elenco passava por ali, a loira por sua vez mordia o lábio de ansiedade, fora muitas as vezes que Lea precisou se segurar para não se apossar da boca da amiga ali mesmo no corredor, por sua sorte já tinha chegado ao seu destino final, a placa de ferro adornava a porta e tinha dos dizeres em negrito “Camarim Aberto, somente elenco principal”, verificou mais uma vez para ver se tinha alguém no corredor, ninguém, apressada e cuidadosamente instruiu Dianna a entrar, a loira começara a ficar tensa por não saber o que estava acontecendo.

— Lea, o que você ta aprontando? – Perguntou assim que ouviu o trinco do que ela julgou ser uma porta, não estava errada.

— Di, vou perguntar mais uma vez, você confia em mim? – Perguntou abraçando a loira por trás, as mãos foram de encontro a blusa do uniforme das Cheerios que era a roupa que Dianna usava no dia para gravar as cenas de Quinn.

— Cla...Claro que confio Le. – Respondeu com a voz entrecortada a medida que a morena subia devagar a blusa.

— Me deixa te curar então. – Pediu baixinho arranhando muito de leve o pescoço da loira que soltou um gemido mais baixo ainda. – Tire a venda Dianna. – Pediu mais uma vez dando-lhe um chupão um pouco forte no pescoço, as pernas de Dianna bambearam e por muita sorte as mãos de Lea em sua cintura estavam firmes, com as mãos tremulas tirou a venda, as pupilas dilatadas embaçaram sua visão por um momento. – Olha pra mim. – Pediu virando a amiga pra si, Dianna tinha a respiração pesada e o peito subia e descia rápido demais.

As mãos delicadas subiram a blusa mais um pouco e prevendo o que Lea queria fazer Dianna esticou os braços pra cima, a blusa saiu com facilidade, um sorriso brotando nos lábios da morena ao ver o delicado sutiã vermelho com detalhes em branco, os olhos pela primeira vez se encontrando, uma coloração rosa clarinho ganhou as maçãs do rosto de Dianna, a morena quase não pode acreditar quando percebeu que era pura e totalmente vergonha, sorriu mais ainda, encantada e maravilhada com a menina-mulher a sua frente, porque Dianna nunca pareceu tão docemente infantil e tão incrivelmente sexy ao mesmo tempo, as mãos até então tímidas da loira deslizaram sobre os cabelos castanhos de Lea, sua pequena nunca estivera tão sexy com uma roupa de couro como estava com aquela para a performance de Start Me Up/Livin’ On A Prayer, sem a mínima pressa Dianna foi descobrindo o corpo de Lea, a desnudando com as mãos e com os olhos, a jaqueta, a bota, a calça, a blusa e o colar não demoraram a ir parar no chão, os olhares que se davam eram repletos de ternura e de paixão, entretanto era a loira quem receberia todos os cuidados, em ambos os corpos restavam as lingeries com exceção da saia das Cheerios que rapidamente fora parar num canto qualquer do pequeno camarim, foi com extremo cuidado que Lea foi deitando a amiga no tapete que jazia no chão, sentou-se por cima de seu ventre, as pernas uma de cada lado do corpo da loira, os olhos novamente brilharam com intensidade, porque sua amiga nunca lhe pareceu tão bonita, os dedos hábeis contornavam cada traço da pele de marfim, a cada toque um suspiro de prazer, Lea abaixou-se até o pescoço da loira e dali foi distribuindo beijos e mordidinhas por todo o pescoço e ombros, era judiação. Preliminares eram para momentos onde tivesse privacidade, no entanto as duas garotas estavam em meio a um estúdio repleto de pessoas e apesar de a porta estar trancada uma simples batida na porta poderia acabar com o clima e era algo que a morena não permitiria; Lembrando-se do pequeno detalhe foi mais audaciosa e cruel nas formas de caricia, um ultimo e exagerado chupão no ombro fora o passaporte para um gemido agoniado e desesperado por parte de Dianna, gemido que intensificou ao sentir as pontas dos dedos arredando a calcinha de renda branca, não satisfeita com o pouco contato retirou num só puxão a peça, Dianna arqueou as costas, um pensamento fácil de que nunca havia experimentado sensação mais incrível do que os dedos de Lea a incitando passava pela mente da loira, movimentou o quadril um pouco mais e o dedo não demorou a encontrar um espaço apertado na intimidade da loira, os movimentos eram rápidos apesar de cuidadosos, Dianna apertou os olhos virando o rosto de lado, foi inevitável não pensar no que passara dentro daquela sala.

— Concentre-se em mim. – Lea pediu com dificuldade, a língua colada ao ouvido de Dianna. – Só sinta e concentre-se, faz isso por mim.

Com dificuldade a loira abriu os olhos ante as palavras, quando seus olhos se encontraram com os da amiga já não havia mais a sensação de dor, já não havia mais aquela segunda-feira tenebrosa, já não havia mais Alex, o que havia era Lea e apenas Lea, seus dedos, seus beijos, seus carinhos, fora desse jeito que havia gozado pensando que não havia mais ninguém alem de si própria e da melhor amiga, a amando tão apaixonadamente que uma lágrima solitária lhe caiu dos olhos em quando a própria Lea tentava recobrar as forças, Lea nunca viu a lagrima de Dianna, a loira era boa em esconder os sentimentos.

— Tudo bem? – Perguntou após um curto tempo de silencio, tinha a testa franzida em preocupação.

— Estou ótima. – Dianna respondeu com um sorriso bonito no rosto. – Eu gostaria de ficar aqui mas...

— Temos uma cena pra gravar. – Murmurou descontente. – Te ver agarrada com o Chord é uma coisa que hoje eu realmente não gostaria de ver sabe? – A voz era cheia de vergonha, no rosto também havia sinais de rubor, rubor que escondeu entre o pescoço de Dianna.

— Ciumenta. – Riu baixinho – Eu posso inventar que estou com uma incrível crise alérgica, você me leva pra casa e eu não precisarei ficar agarrada a ele.

— De verdade? – Lea parecia uma criança em manhã de natal quando descobria o que havia ganhado do papai Noel, o brilho de diversão e excitação nos olhos era o mesmo.

— Uhun, quer?

— Vou piscar um pouco do perfume da Jenna aqui, é suficiente? – Perguntou rindo da própria loucura.

— Suficiente vai ser, só vai ter que cuidar de mim pelo resto do dia, é o que eu devo gastar até que os espirros parem, topa?

— Posso fazer isso pelo resto da vida. – Sorriu feliz depositando um leve beijinho no pescoço da loira. – Eu amo você. – Murmurou extremamente baixo, e se não fosse pelo fato de que a morena estava com a boca colada em sua orelha Dianna talvez não tivesse ouvido.

— Eu também amo você. – Murmurou tão baixo quanto e apesar de não ter sido suficiente para que Lea escutasse, os movimentos que a loira fez com a boca colada em suas temporas fora suficiente para que Lea entendesse.

— Acho melhor nos levantarmos então, temos que nos arrumar, vou ao banheirinho e já volto. – Deu-lhe mais um selinho antes de levantar e ir até o minúsculo banheiro que havia dentro da saleta.

Dianna tomou consciência de que seu tempo para se arrumar foi um verdadeiro recorde, assim que a amiga saiu do banheirinho foi sua vez de usa-lo e tentar se limpar um pouco, se vestiu em menos de dois minutos e saiu do banheiro, Lea ainda tentava colocar a calça de couro, arrumou-se como podia e começou um trabalho cuidadoso no pescoço ao ver a mancha roxa que Lea havia lhe dado.

— Desculpe, da próxima vez tomo mais cuidado. – Lea sorriu travessa enquanto lhe beijava suavemente o pescoço fazendo com que os cabelos de Dianna se arrepiassem. – Acho que as reações que eu te causo nunca vão parar sabia.

— Tenho a mesma impressão. – Soltou uma risada divertida.

— Pronta pra sessão de espirros? – Perguntou enquanto pegava o perfume de Jenna na bolsa da mesma.

— Nunca estive mais preparada. – Sorriu lhe piscando, o camarim jamais ficou tão cheiroso quanto naquele dia, o cheiro do sexo de Dianna e Lea juntamente com o perfume floral de Jenna faziam uma combinação única.

Dianna nunca mais teve receio de entrar no camarim outra vez, pois tudo o que via quando entrava ali eram os olhos repletos de amor que Lea lhe dedicava todos os dias, mais tarde depois que o plano infalivel dera certo e a loira finalmente havia parado de espirrar foi a vez de Lea receber o troco pela forma pouco profissional com que tratou a cura de Dianna. Anos mais tarde a morena iria confidenciar a Jonathan Groff que aquela fora a melhor noite que passara com a loira em termos sexuais, porque Dianna nunca se assemelhou tanto ao alter-ego quanto naquelas várias horas que passaram se amando, Charlie e Dianna se auto-surpreenderam e surpreenderam a Lea com quantos objetos eram uteis no ato sexual.