Heartbeats
21 Everything
— Dianna? O que ta fazendo aqui? – Naya perguntou surpresa ao se deparar com a loira na porta de sua casa as 20h00min. – Está bem? Se machucou? Oh meu deus, o que aconteceu?
Dianna não demorou a sentir os braços confortadores em sua volta, desabou em lagrimas ali mesmo se agarrando a Naya como se sua vida dependesse disso.
— Céus, entre, você está congelando. – Pediu sem desgrudar da amiga.
— Eu...Nay, desculpe, pensei que estivesse sozinha. – Murmurou baixinho vendo Mark em pé olhando as duas garotas com o rosto apreensivo.
— Mark já estava de saída, não é? – O rapaz de moicano apenas assentiu se aproximando da latina, Naya se soltou da loira por uns segundos, apenas para beijar a bochecha do rapaz, Mark olhou Dianna com carinho, sem demoras a puxou para um abraço apertado, os soluços ficaram mais fortes causando tremores por todo seu corpo.
— Você sabe que é minha gatinha preferida não sabe? – Dianna se afastou com um suave sorriso no rosto, ganhou um beijo na testa e logo sentiu um arrepio subir pelo corpo pela falta de calor humano.
Naya levou Mark até a porta sem dizer uma palavra, assim que ouviu o barulho do carro sendo ligado fechou a porta, os braços de Dianna estavam novamente em seu pescoço e novamente o corpo tremia com violência diante os soluços.
— O que aconteceu com você Lea? Tem me ignorado já faz semanas, eu não entendo o seu comportamento. – Lea revirou os olhos mais uma vez, Theo já havia lhe feito aquela pergunta mais alguns pares de vezes.
— Não estou te ignorando, já tivemos essa conversa, não faz nem 5 minutos.
— Não é o que parece, você não retorna minhas ligações, e quando atende o celular fala com grosseria, nem sequer fala comigo pelo Skype mais, tem alguma coisa errada, eu tenho o direito de saber o que está acontecendo, não sou um brinquedo, sou seu namorado. – Theo esfregou os olhos com irritação, a morena estava lhe tirando do sério.
— Eu acho que já te disse que andei ocupada, tem acontecido muitas coisas ultimamente.
— Imagino mesmo. – Exclamou com ironia.
— O que quer dizer?
— A matéria que saiu na revista sobre você e Dianna tem alguma coisa haver com isso? E não se faça de desentendida, eu sei que você já viu.
— Não vai me dizer que você acreditou naquilo? Se você viu bem eu desmenti tudo o que disseram.
— É claro que eu não acreditei naquilo, mais pensei que as coisas estivessem complicadas entre vocês duas, sei como você é apegada a ela, imaginei que fosse por isso que você saiu do apartamento.
— O que? – Lea franziu a testa em confusão. – Como você sabe disso?
— Seus pais pelo menos se lembram que eu sou seu namorado, imagine a cara deles ao descobrir que eu não sabia que minha namorada tinha se mudado.
— Eu não acredito que você foi falar com os meus pais Theo.
— Mais que merda Lea, o que queria que eu fizesse? Eu sequer tenho noticias de você.
— Ok, desculpe, to de cabeça quente. – Murmurou cansada e um pouco arrependida, Theo não tinha culpa por seu mau humor.
— Tudo bem, amanhã nos vemos e eu vou poder cuidar de você. – Era quase perceptível o sorriso do outro lado da linha.
— Amanhã?
— Sim, estou embarcando para Los Angeles em menos de 1 hora, eu te mandei um monte de mensagens falando a que horas chegaria, inclusive que não precisava me pegar no aeroporto porque eu vou pra um hotel e quando amanhecesse iria te ver, inclusive pensei de ficar no seu apartamento agora que mora sozinha, pra ficar mais a vontade.
— Você me mandou mensagens? – Murmurou baixinho incrédula.
— Mandei Lea, o que há? Acho que está precisando de um médico, nem sequer está me escutando.
— Cala a boca Theo, por favor, eu preciso ver uma coisa aqui. – Lea soou desesperada indo aos tropeços até o quarto de Dianna, procurou por todos os cantos o celular e fora o achar debaixo do travesseiro em cima da cama ainda bagunçada, as mãos tremiam sobre as teclas e foi um pouco trabalhoso, quando acessou as mensagens perdeu a cor por um instante. – Theo?
— Sim amor?
— Vai pro inferno.
— Mais calma? – Perguntou baixinho enquanto fazia uma relaxante massagem nos ombros da loira enquanto a mesma sorvia um pouco do chá de pêssego contido na xícara de porcelana fina; Dianna suspirou pesadamente e se permitiu recostar entre os braços de Naya.
— Sim, obrigada Nay. – Um silencio cômodo se instaurou e a loira se permitiu simplesmente aproveitar o cafuné que Naya fazia em seu cabelo. – Eu sou a pior amiga do mundo, vivo correndo pros seus braços quando acontece alguma coisa.
— E amigas não são pra isso loira? – Sorriu carinhosa.
— Não só pra isso, você vem sendo minha válvula de escape pra tudo a meses, se você quiser me mandar pro inferno eu juro que vou entender. – Naya abafou uma risada baixa entre os cabelos de Dianna.
— Você sabe que não me importo com isso, quantas vezes eu já corri pro seu colo? – A resposta não veio. – Você vai me contar de quem é que eu vou ter que planejar o assassinato?
— Te baixou Santana Lopez, Rivera? – Dianna arqueou a sobrancelha.
— Ossos do oficio minha cara. – Beijou-lhe entre os cabelos, Dianna segurou-lhe uma das mãos e num ato involuntário começou a brincar com os dedos finos de Naya. – E então, eu vou ter encomendar o caixão de quem?
— Acho que o meu. – Riu amarga.
— Eu preciso dizer que não acredito em uma só palavra que sai da sua boca? Se o problema fosse você, não iria aparecer na porta da minha casa as 20h da noite, pelo menos não enquanto colocava toda a água do corpo pra fora.
— Eu sou uma idiota Naya, uma completa idiota. – Desabafou entre um soluço e outro, mais não havia sequer sinal de lagrimas. – Eu costumo pensar só em mim e acabo esquecendo que outras coisas estão em jogo, depois de tudo o que aconteceu eu realmente pensei que as coisas ficariam bem.
— Querida, do que está falando? – Pediu pacientemente.
— Dormi com a Lea. – Naya assentiu demonstrando que já sabia. – O que ela fez por mim ontem foi inacreditável, quando fomos embora ontem a tarde não foi por causa de alergia nenhuma, foi porque queríamos ficar juntas, passei a noite inteira nos braços dela. – Suspirou muito fundo, as lagrimas antes sem sinal aparente, já rolavam pela pele de marfim de Dianna, um sorriso cheio de saudade estampou seu rosto. – Eu não fui a única a trair Nay, eu não era a única que tinha namorado, Lea não é solteira.
— Mais você sabia disso. – Comentou confusa, era óbvio que a loira sabia disso.
— Sim, eu sabia, só que esqueci do relacionamento dos dois, esqueci que minha melhor amiga e a mulher com quem eu to me envolvendo é comprometida, ela não fala dele a meses Nay, meses, quando eu ainda estava com o Alex eu ignorei que Lea também tinha um namorado, eu sei que ela foi vê-lo em NY, mais durante esse 1 mês eu estive tão ligada a ela que esqueci de tudo.
— Ok, essa parte eu entendi, mais porque você se lembrou dele? Ele foi procurar a Lea? Ligou? Mandou mensagem?
— O que o celular dela mais tem é telefonemas e mensagem dele, hoje quando voltamos pra casa depois da gravação o telefone dela tocou, ela tava no banho, por reflexo eu peguei o celular, talvez fosse algo importante, tinha uma ligação não atendida e algumas mensagens, quando vi o nome dele fiquei curiosa pra saber do que se tratava, vasculhei todas as mensagens dele.....Nay, eu acho que ela não fala com ele desde NY, praticamente todas as mensagens era querendo saber o porque de ela o estar ignorando, porque ela não falava mais com ele pelo Skype e não atendia mais os telefonemas, na ultima.. – Esfregou os olhos com irritação. – Na ultima ele disse que estava prestes a pegar um vôo pra LA, que ela não precisava ir buscá-lo e que... no outro dia ele iria para o apartamento dela.
— Você falou com ela sobre isso? – Perguntou preocupada, os braços de Naya ficaram mais apertados envolta de Dianna em forma de proteção e a loira se aconchegou mais ainda.
— Não, eu só...eu queria esquecer. – Bufou frustrada se lembrando do que acontecera algumas horas atrás.
Flashback
O ranger da porta fora a única coisa ouvida no quarto de Dianna, a respiração da mesma era meticulosamente controlada diferindo da pulsação do coração que estava extremamente descontrolado, e isso não tinha nada...nada haver com o fato de Lea – que acabara de passar pela porta – estar seminua.
— Hey, tudo bem? – Lea perguntou assim que notou o silencio pesado no quarto.
— Hm? – Resmungou assim que parou de observar a gota de água que caia dos cabelos molhados da morena e fazia um caminho dolorosamente lento pelo pescoço da mesma, sentiu a boca ficar seca.
— Perguntei se está tudo bem? – Perguntou outra vez estranhando o comportamento da loira, sentou-se ao seu lado secando as pontas do cabelo com outra toalha, Dianna que estava deitada acompanhava todo e qualquer movimento.
— Oh, sim. — Desviou o olhar de outra gota que deslizava pelo pescoço e sumia por entre os seios de Lea escondidos pela toalha.
— Não convenceu. – Acusou com a sobrancelha arqueada. – O que houve Dianna?
— Nada é só que... – Passou a mão pelos cabelos loiros com irritação, olhou Lea outra vez, o olhar fora parar justamente na boca da morena que mordia os lábios em preocupação, o que era um ato completamente involuntário e inocente tomou outros rumos. – Eu quero um beijo.
— Como? – Perguntou incrédula abrindo a boca em seguida, o pedido era inusitado simplesmente pelo fato de que Dianna nunca pedia.
— O que ouviu, eu quero um beijo, tem algum problema? – Arqueou a sobrancelha ainda mais em um sinal claro de desafio, Lea agitou a cabeça freneticamente negando, ainda um pouco confusa não hesitou em ficar de joelhos sobre a cama se aproximando um pouco mais de Dianna que a olhava profundamente, as mãos foram parar nos cabelos dourados num carinho sutil, a ponta dos dedos escorregaram até o maxilar e não esperou muito mais pra roçar a boca com a da loira, os olhos se fecharam automaticamente... ambas aproveitando o momento tão intimo do roce de um beijo, um suspiro escapou de Dianna e foi a deixa para que o beijo se concretizasse por fim, o beijo era uma mistura de doce e seco, tamanha era a força com que a loira prensava a cabeça de Lea contra si num beijo duro, ainda assim...bom; Lea incitou Dianna a fazer movimentos e prontamente foi atendida, o beijo se tornando cada vez mais ativo e com cada vez mais movimentos, por fim se separaram com a loira puxando o lábio da morena com um pouco de força.
— Que diabos aconteceu? – Murmurou com a voz entrecortada, a respiração acelerada assim como a da loira e a boca levemente inchada, tinha um perceptível gosto de ferrugem, por extinto levou a mão aos lábios.
— Eu...machuquei você?
— Só mordeu com um pouco de força... – Lea tranqüilizou a loira que tinha um olhar culpado e arrependido. – Isso não responde minha pergunta.
— Por favor, não fala mais nada. – Levou as mãos ao pescoço de Lea outra vez a puxando de uma única vez.
O beijo era ainda mais desesperado que o anterior, as línguas deslizavam com mais rapidez e mais intensidade, as mãos audaciosas de Dianna exploravam livremente as coxas de Lea, apertando, arranhando, fazendo o que bem entendesse, gemidos acompanhavam os atos da loira a cada vez que esta fazia um movimento diferente seja com os lábios ou com as mãos, a cada gemido soltado por Lea atiçava mais ainda Dianna, num movimento rápido se virou por cima de Lea, a toalha que cobria o corpo moreno ficou frouxa e escorregou pra baixo dando uma visão perfeita dos seios fartos, a mão que descansava contra a coxa subiu tomando o seio direito pra si numa massagem carinhosa, os beijos desceram para o pescoço deixando algumas marcas excitando ainda mais Lea que mordia os lábios em desejo, os olhos de Dianna era puro fogo....o corpo da morena perdeu calor por breves segundos, abriu os olhos só pra ver Dianna retirar o próprio vestido seguido do sutiã, então se abaixou novamente e dessa vez a boca se apossou do seio esquerdo enquanto o outro ainda era tomado por uma das mãos da loira, Lea estava a mercê de seus caprichos e só fez gemer ao sentir a língua deslizando quente e molhada por toda a região do seio, a loira lambeu, chupou, mordeu, fez o que queria enquanto sentia as unhas de Lea lhe arranhando as costas devagarzinho, o corpo de Dianna tremeu ante ao arrepio que lhe percorreu pelo corpo e um gemido muito alto também escapou de seus lábios ao sentir o joelho de Lea pressionado contra seu sexo, a toalha que ainda jazia no corpo de Lea atrapalhou e num ato de impaciência a garota o tirou jogando a peça pra um canto qualquer do quarto, a breve mordida que recebeu nos lábios era um agradecimento por parte de Dianna.....Lea trocou de posição novamente ficando por cima da loira somente para retirar a calcinha rendada que transbordava excitação, a frágil peça também foi abandonada em algum canto do quarto e os dedos nada tímidos não demoraram a deslizar pelo sexo da garota incitando o clitóris, Dianna arqueou ainda mais o quadril soltando um gemido baixo, as mãos agarraram firmemente a colcha de cetim enquanto sentia o dedo médio de Lea lhe penetrar sem pressa, os movimentos alternavam ora rápidos ora lentos prolongando ainda mais o sofrimento da loira que estava a beira de ceder completamente, as mãos que antes seguravam a colcha agora estavam mergulhadas entre os cabelos castanhos e puxavam com um pouco de força num pedido mudo para que Lea acabasse logo com aquilo....pedido que foi atendido de pronto, o dedo indicador se junto ao outro em movimentos rápidos, as mão de Dianna soltaram o cabelo e grudaram nas carnes fartas das nadegas de Lea, ao que a morena soltou um gemido profundo aumentando ainda mais os movimentos, o beijo no pescoço fora o complemento e Dianna cedeu por fim chegando ao limite. Lea deitou-se por cima de Dianna só pra lhe depositar um breve selinho, foi o bastante para incendiar a loira novamente, num movimento rápido tirou Lea de cima de si invertendo as posições, a boca da morena foi assaltada com fúria, um gemido luxurioso escapou dos lábios de Lea que correspondia o beijo com a mesma fúria, não haviam trocado um beijo assim desde a noite do sitio e a morena já havia se esquecido da sensação inebriante....o braço de Dianna fora parar por baixo das costas de Lea aproximando seus corpos ainda mais, com a mão livre puxou a perna da morena colocando-a dobrada envolta de sua cintura, a mão que antes jazia nas costas trocou de posição novamente se perdendo nos cabelos castanhos os puxando, só pra judiar, a boca voltou a se ocupar do pescoço deixando marcas muito agressivas na pele morena, Lea gemeu outra vez surpresa....e gemeu ainda mais quando a mão que ainda estava em suas coxas deslizou para seu sexo penetrando-o de uma só vez com dois dedos, os movimentos eram ainda mais rápidos que o de Lea e ainda mais fortes, era quase como se fosse pra machucar, incrivelmente a sensação era boa e o arrepio que correu por todo o seu corpo acabou lhe deixando ainda mais relaxada permitindo que chegasse ao ápice mais rápido, um gemido contido escapou de seus lábios outra vez sem freio algum, olhou pra Dianna mais uma vez, os olhos adquiriram um esverdeado mais escuro e a pupila estava mais dilatada que o normal.....Dianna ainda não estava satisfeita.
Ao se levantar algumas horas depois Lea sentiu o corpo dolorido, Dianna esteve incansável e repetiu os movimentos alguns pares de vezes com movimentos ainda mais fortes e mais duros, espalmou a cama a procura da loira e não encontrou absolutamente nada, devagar se direcionou até a porta a abrindo e indo diretamente até o banheiro sem se preocupar com a própria nudez, se olhou no espelho que ocupava boa parte da parede e se assustou um pouco com o que viu, seu pescoço estava cheio de marcas de chupão assim como também tinha na lateral do seio esquerdo, na barriga e no interior da coxa, ainda tinha uma leve marca de mordida em seu ombro no mesmo local onde ainda havia a marca do chupão do dia anterior, lavou o rosto e vestiu um robe preto que tinha no banheiro e saiu a procura da amiga, vasculhou todo o apartamento e não achou nada, nem sequer um bilhete, tentou os dois celulares, “Rolling in the Deep” soou duas vezes no apartamento, num suspiro de pura frustração Lea voltou ao banheiro, algumas lagrimas queimando seu rosto.
Fim do Flashback
— Eu não vou te julgar, mais o que você fez foi errado Di...imagina como ela deve ter se sentido, você não pode culpá-la. – Naya começou cautelosa após ouvir atenciosamente o relato de Dianna sobre o que tinha acontecido, a loira suspirou profundamente abaixando a cabeça extremamente envergonhada. – Você tem que conversar com ela, é a ultima pessoa a quem você deve machucar, especialmente depois do que ela fez por você.
— Eu sei...eu, eu fiquei cega, a imagem dos dois juntos não saia da minha cabeça, eu só precisava esquecer.....eu finalmente acabei com tudo. – Choramingou com a voz rouca.
— Não precisa ser assim, da tempo de concertar, principalmente quando você já sabe o que sente por ela. – Dianna virou o rosto para a miga imediatamente e o sorriso acolhedor estava ali novamente. – O que era indefinido finalmente pode ter um nome....Dianna, você falou que dormiu com ela, não que fez sexo e eu sei que você disse que dormiu querendo dizer que fez amor, eu senti seu corpo tremer cada vez que falou o nome dela, e seus olhos brilharam que nem os da HeMo por mim. – Sorriu por fim abraçando Dianna ainda mais, a loira soltou um soluço forte quando as lagrimas lhe atingiram com força total.
— Eu não posso estar com ela, você sabe disso.
— Sei? Eu acho que eu cometi a maior besteira de toda a minha vida quando não joguei tudo pro alto e fiquei com a Heather. – Riu, um riso totalmente sem humor. – O que você vai fazer?
— Eu vou fazer o certo Nay, o certo. – Respirou fundo enquanto saia dos braços de Naya, o peso que parecia ter sobre as costas tinha diminuído consideravelmente, deu um beijo no rosto da latina e pegou a bolsa e o casaco se dirigindo a porta, Naya a acompanhou.
— Pensa no que vai fazer, não cometa um erro do qual pode se arrepender pelo resto da vida ok? – Pediu em suplica, Dianna somente assentiu e recebeu um terno beijo na testa. – Yo te amo chiquita, no te olvides ok?
— Yo también te amo, gracias por estar conmigo. – Dianna agradeceu com um pouco de dificuldade, espanhol não era seu forte mais conseguiu pronunciar corretamente, Naya lhe abraçou um pouco emocionada, Dianna depositou um leve beijinho no pescoço da latina e se separou com um lindo sorriso no rosto. – Eu tenho que ir, mais antes quero perguntar algo... – Naya lhe olhou atenta, a loira tinha um sorriso muito terno no rosto. – Você está com Mark não está?
— Uhun. – Murmurou com as bochechas coradas.
— Ele te faz bem, então aproveita o quanto puder, ele é uma boa pessoa Nay, enquanto estiverem juntos, ele vai te fazer muito bem...... e sexo com ele é incrível, só usa camisinha, ou vai acabar com uma filha nos braços. – Dianna comentou rindo muito da referencia a própria personagem.
— Vai cuidar da tua vida Agron. – Pôs língua rindo em seguida, Dianna lhe soprou um beijo e saiu em direção ao carro, Naya acenou outra vez quando a amiga lhe olhou do carro, só fechou a porta quando o carro desapareceu de suas vistas rezando internamente pra que Dianna fizesse o certo.
Lea começou a resmungar quando seus ouvidos detectaram um som estridente, não conseguiu identificar o que era porque o som parecia meio longe mais cada vez mais se aproximava, o trec trec ficava cada vez mais alto e mais irritante....a morena coçou os olhos e os tentou abrir sem sucesso, podia sentir os olhos cansados e o corpo pedia claramente pra que se mantivesse quieta e tentasse voltar a dormir novamente, o barulho cessou e a garota agradeceu com um suspiro sentindo o sono lhe assaltar novamente até que o barulho voltou, mais dessa vez era diferente, parecido com um ranger e depois o trec trec outra vez, soltou um murmuro irritado pegando o travesseiro e prensando-o contra seu rosto, o barulho novamente parou mais Lea sentiu o colchão ceder, se obrigou a tirar o travesseiro de seu rosto e com dificuldade abriu os olhos piscando freneticamente encontrando foco, direcionou o olhar para os pés da cama e se deparou com os olhos de Dianna lhe fitando profundamente.
— Dianna? – Murmurou um tanto quanto confusa, sentou-se com dificuldade na cama se recostando contra a parede vermelha. – O que aconteceu? – Forçou as vistas, a preocupação tomando o rosto sonolento ao ver a péssima aparência da amiga, Dianna tinha os olhos vermelhos e um pouco inchados, o cabelo estava meio bagunçado e tinha a expressão extremamente cansada pra não dizer triste.
— Não aconteceu nada de grave comigo. – Pensou bem nas palavras, não podia dizer que estava bem porque claramente era uma mentira.
— Onde estava? Chegou agora? Que horas são? – Passou a mão pelo cabelo em sinal de nervosismo.
— Estava na casa da Nay, cheguei agora e deve ser pouco mais de 1h00min da manhã. – Lea assentiu e um silencio mórbido pairou sobre o quarto, nenhuma das duas se olhavam e o clima tenso era quase palpável, parecia que cada uma havia criado sua própria bolha e procuravam se esconder. – Você está bem? – Perguntou preocupada se lembrando dos movimentos bruscos que executou em Lea, o medo de tê-la machucado lhe atormentando.
— Depende do que você se refere. – Respondeu áspera, sua aparência não estava muito diferente da de Dianna, os olhos também estavam vermelhos porem bem mais inchados pelo fato de que dormira chorando, o rosto cansado, Lea parecia ter envelhecido alguns anos, o cabelo também estava todo bagunçado e novamente passou a mãos desta vez tentando arrumá-lo, o cabelo ainda tinha jeito, só não sabia se seu coração também tinha.
— Acho que me referi a tudo. – Mordeu o lábio nervosa. – Só que...mais especificamente queria saber se você está bem depois do que houve mais cedo se...se eu te machuquei de algum jeito.
— Você fui rude, foi fria, no sitio você agiu um pouco parecido com isso só que foi diferente, você não queria me machucar, dessa vez foi de propósito, então não Dianna, você não me machucou apesar de algumas marcas exageradas pelo meu corpo, mais apesar de eu estar bem fisicamente por dentro eu estou destruída, imagina como me senti quando acordei e você não estava mais na cama? Me senti pior do que uma vagabunda, suja, como se eu só servisse pra te satisfazer. – Murmurou calma, mais o sorriso amargo ainda estava em seu rosto, e tinha a expressão totalmente fria.
— Desculpe…eu, eu sei que isso não vai fazer a mínima diferença mais eu sinto muito, estava magoada e com raiva, eu só queria que isso parasse e acabei descontando em você, sinto muito, de verdade. – Respirou fundo, a voz saiu um pouco tremida e rouca pelas lagrimas contidas. – Não queria te machucar de qualquer forma, eu não tenho o direito, principalmente depois de tudo o que tem feito por mim.
— PARA DIANNA. – Lea gritou exasperada assustando Dianna que franziu a testa em confusão. – Só para pelo amor de deus. – Suplicou com as lagrimas molhando seu rosto. – Você faz as coisas como se tivesse que me agradecer, eu fiz porque eu amo você, porque você é importante pra mim, eu não quero você pisando em ovos comigo pra tentar não me machucar, não só ta me machucando com isso, ta me destruindo, eu nunca precisei me sentir usada quando estive com alguém, você fez eu me sentir assim com méritos. – Desabafou com um soluço muito alto, foi o bastante para que as lagrimas cessadas de Dianna viessem a tona novamente.
— É por isso que não posso ficar com você, É POR ISSO QUE EU ME DESESPEREI QUANDO AQUELA MERDA DE MATÉRIA SAIU LEA, É EXATAMENTE POR ISSO QUE EU FUI TÃO FRIA COM VOCÊ. – Dianna também explodiu, a morena só fez se encolher um pouco mais, a loira que antes estava sentada agora andava de um lado para o outro. – Você não devia ter me beijado naquele dia da festa, você não podia ter me beijado naquele maldito hotel, eu não devia ter falado o que te falei no sitio, e você não podia ter cuidado de mim como cuidou no flat do Jonathan, você deveria ter sido apenas minha melhor amiga, me ajudando a superar, não tentando me curar. – Murmurou desnorteada, nem sequer viu o olhar horrorizado de Lea.
— Agora a culpa é minha?
— Não, você não ta entendendo, a culpa não é sua, a culpa é minha, porque fui eu que não te parei, porque eu não devia ter gostado, e porque eu não deveria ter me apaixonado por você. – Ficou em silencio por alguns segundos analisando o que tinha acabado de falar, porque era a primeira vez que ficava tão claro o sentimento que tinha pela melhor amiga, olhou Lea, a morena tinha os olhos arregalados.
— Você leu as mensagens....é por isso que você fez o que fez, porque você viu as mensagens e provavelmente entendeu tudo errado, eu falei com ele só duas vezes depois de NY e ainda assim foi por mensagens, eu não atendi as ligações por medo de acontecer o que ta acontecendo agora.
— Ele é seu namorado.
— E eu amo você. – Rebateu séria. – Eu não tenho uma relação saudável com ele, estamos a um ano juntos e eu praticamente só o vejo 1 vez por mês, eu não posso ficar com ele.
— Nem comigo. – Rebateu automática.
— Porque não? – Questionou duramente, aquela conversa era um pesadelo.
— Porque eu não sou gay, porque mais da metade do mundo é homofóbica, porque eu não vou conseguir andar de mãos dadas com você sabendo que tem gente virando a cara, eu tenho uma carreira pela frente, Glee é só o começo pra mim Le, porque eu quero ter filhos e eu não quero que eles sofram porque tem uma mãe lésbica e eu ainda sonho em me casar na igreja, não é certo duas mulheres entrarem em uma igreja com vestido de noiva.
— Não diz isso, por favor. – Pediu em suplica engatinhando até Dianna que estava em pé na beirada da cama. – Isso machuca...eu sei o quanto é difícil, eu não escolhi amar você, simplesmente aconteceu....eu também não sou gay, a menos que eu seja somente por você, porque eu só desejo você, porque a cada dia que eu durmo junto com você nesse quarto assustador mais eu tenho vontade de ficar aqui e não sair nunca mais, eu já não consigo dormir sozinha naquele apartamento, eu preciso de você, comigo. – Pediu baixinho puxando a mão da loira e entrelaçando seus dedos, os rostos estavam tão perto que já chegavam a dividir a respiração, Dianna ainda tentou se afastar, oh sim ela tentou, mais simplesmente não resistiu quando Lea lhe puxou pela nuca e uniu seus lábios num beijo totalmente necessitado.
Era errado, era bom mais completamente errado, Dianna não deveria querer tanto aquilo, foi por causa do que estava prestes a acontecer que a briga começara, ela havia machucado Lea e se continuasse a machucaria ainda mais, mais ela simplesmente....simplesmente não conseguia parar, as mãos não se refrearam em alisar as coxas morenas novamente, o beijo não diminuiu a intensidade na região do pescoço e quanto mais repetia aqueles movimentos mais queria que se tornasse real. Também era errado para Lea, estava sendo irracional, mais com Dianna lhe dando mordidinhas em todo o pescoço era difícil ter algum juízo por isso só se deixou levar, ao contrario do que acontecera mais cedo Dianna estava sendo completamente carinhosa em tudo o que fazia, tocava seu corpo como se tivesse o descobrindo pela primeira vez, foi delicada ao lhe despir e a cada pedacinho de pele que era descoberto a loira dedicava extrema atenção, e o mesmo fazia com mais dedicação onde jaziam as marcas de Lea, a cada beijo depositado no local era como um pedido mudo de desculpas.....as mãos começaram um pouco mais ousadas ainda sim carinhosas, Dianna estava pagando na mesma moeda a tortura que Lea a submetia quando estavam intimamente juntas, os beijos se tornavam cada vez mais íntimos, começara na parte interior das coxas e fora subindo cada vez mais, Lea arqueou o quadril e separou ainda mais as pernas, Dianna parou por um segundo incerta do que fazer, olhou Lea, a garota só fez assentir, tinha a respiração pesada a espera do que estava por vir, ainda sem muita certeza do que fazer a loira seguiu, foi o suficiente para Lea sufocar um grito de alivio quando a língua de Dianna se encontrou finalmente com seu sexo, a sensação para ambas era boa e prazerosa, a loira descobriu uma nova forma de torturar a morena, os movimentos com a língua eram basicamente diferentes do que se usado os dedos, era mais carinhosos portanto mais prazerosos, a cada vez que Dianna sugava o clitóris da morena a mesma gemia alto de prazer e não demorou a ter um orgasmo violento tendo o corpo todo tremulo, a loira havia observado suas feições no mesmo instante, seus olhos brilharam com a sensação maravilhosa de ver Lea tão entregue.
— Você está bem? – Murmurou baixinho trazendo Lea para seus braços, a preocupação evidente na voz.
— Uhun. – Respondeu também num murmuro, mais o seu era completamente de sonolência, se aconchegou mais em Dianna a abraçando firmemente, era como se a loira num piscar de olhos pudesse escapar de seus braços.
— Com sono? – Perguntou novamente notando os olhos da morena cada vez mais pesados, começou com uma caricia terna nos cabelos de Lea.
— Sim, mais não quero dormir. – Confessou envergonhada escondendo o rosto contra o pescoço da loira.
— Porque?
— Porque eu tenho medo de acordar e voltar ao pesadelo que foi nossa conversa, eu não quero não ter você nos meus braços novamente.
— Independente de tudo isso você sempre vai me ter, você é minha melhor amiga, pelo resto da vida, e eu amo você. – Declarou muito baixinho, com medo das próprias palavras.
— Canta pra mim, faz muito tempo que não te ouço cantar.
— O que quer que eu cante? – Sorriu ante ao pedido da amiga que soltava um bocejo cansado.
— Qualquer coisa, eu só quero poder escutar sua voz.
[Everything — Lifehouse]
Find me here,
And speak to me
I want to feel you
I need to hear you
You are the light
That's leading me to the place
Where I'll find peace... Again
Querida Dianna,
“A maior parte da nossa vida é uma série de imagens. Elas passam pela gente como cidades numa estrada, mas algumas vezes, um momento se congela, e algo acontece. E nós sabemos que esse instante é mais do que uma imagem. Sabemos que esse momento, e todas as partes dele irão viver para sempre.”
Eu queria poder estar aí quando você acordasse, durante praticamente um mês eu fiquei te observando enquanto você dormia, cheguei a conclusão de que gostaria de poder saber desenhar, seria a imagem mais bonita que o mundo poderia ver, mais ficaria extremamente enciumada caso parassem pra te admirar, é um direito que somente eu tenho. Eu gostaria de não ter a certeza de que você fosse acabar com tudo o que nós temos, decidi fazer isso eu mesma e evitar que você sofra e sinta culpa por isso também, mais você estava certa quando disse que não poderíamos ficar juntas, seriamos nós duas contra o mundo, e é um fardo que eu não quero ter que carregar.
You are the strength
That keeps me walking
You are the hope
That keeps me trusting
You are the life
To my soul
You are my purpose
You're everything
Amanhã quando eu te encontrar quero que haja naturalmente comigo ok? Não vai ser fácil e provavelmente você vai estar tão destruída quando eu, mais somos fortes não somos? Você já superou muita coisa, isso você tira de letra...eu ja te perdi de mais de uma maneira, não posso perder minha melhor amiga também. Eu saí do seu apartamento precisando tomar algumas decisões, provavelmente quando chegar nos estúdios vai descobrir que eu não sou mais comprometida com o Theo, ele vai ficar bem, ele não é nenhum Alex, e provavelmente vai continuar sendo meu amigo.
And how can I stand here with you
And not be moved by you?
Would you tell me how could it be any better than this?
É provável que eu esteja destruída quando você me vir novamente, só me de um lindo sorriso e me abrace, tudo bem? Eu vou continuar te amando secretamente.
You calm the storms
And you give me rest
You hold me in your hands
You won't let me fall
You steal my heart
And you take my breath away
Would you take me in
Take me deeper, now
“John Steinbek escreveu uma vez: ‘A mudança vem como um pequeno vento que agita as cortinas no amanhecer e vem como o discreto perfume das flores selvagens escondidas na grama.” Mudanças são boas, eu estou mudando as coisas, quero que você também mude, a começar pela parede do seu quarto, você não precisa de uma pintura de cachorro pra se sentir protegida, você tem a mim pra isso, te defendi quando aquele infeliz te beijou no avião na nossa primeira viagem com o elenco se lembra? Ah Agron, eu consigo dar uma direita linda viu?
And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be any better than this
And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be any better than this
“Receio vêm em tudo que é forma e tamanho, Algumas são pequenas, quando fazemos algo ruim por uma boa razão, algumas são grandes, como quando decepcionamos uma amiga, alguns de nós fugimos da dor do receio, fazendo a escolha certa, alguns de nós temos pouco tempo para receio, pois estamos esperando o futuro, algumas vezes temos que lutar pra entrar de acordo com o que passou e algumas vezes
enterramos nossos receios, prometendo mudanças, mas nossos maiores receios não são por coisas que fizemos, são pelas coisas que não conseguimos fazer, coisas que não conseguimos dizer que poderia salvar alguém que gostamos.”
Cause you're all I want
You're all I need
You're everything, everything
You're all I want
You're all I need
You're everything, everything
You're all I want
You're all I need
You're everything, everything
You're all I want
You're all I need
Everything, everything
Eu…eu amo você, ok? Infelizmente eu e você somos fracas o bastante pra não lutar pelo que realmente é importante, então me faça um favor? A partir de hoje não tenha mais medo de tomar nenhuma decisão na sua vida, jogue tudo pro alto e faça o que for preciso pra que esteja feliz por completo. Parte da minha felicidade está com você e eu sei que parte da sua está comigo, então por mim tudo bem.
“Duvides que as estrelas sejam fogo, duvides que o sol se mova, duvides que a verdade seja mentira, mas não duvides jamais de que te amo”
Com amor, da sua melhor amiga.
And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be any better any better than this
And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be any better than this
Would you tell me how could it be any better than this
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