Heartbeats

19 Mais de um ponto de vista


Dianna’s POV

É irritante ver como o mundo te prega peças sem o menor aviso prévio, e quando você os tem simplesmente os ignora. Quando voltamos de NY eu tinha um aperto enorme no peito, ignorei pensando ser somente um dos efeitos da minha ultima briga com Lea. Na madrugada de domingo pra segunda tive pesadelos horríveis, do tipo que te fazer ir pra cama dos pais quando se é pequena, a questão é que eu não era nenhuma criança, eu não tinha meus pais ali, e a única pessoa a quem eu poderia recorrer era a única que eu realmente não podia. E meu orgulho falava muito alto, então fiz o que toda criança faz, me cobri até a cabeça e comecei a rezar pra que amanhecesse logo. Na segunda de manhã eu tinha a cara inchada e pelo visto não era só eu, fui a cozinha disposta a tomar um café da manhã descente já que eu não comia bem a alguns dias, perdi a fome ao ver a cozinha quase intocada, apenas com uma única xícara de café por cima do balcão, ouvi um barulho num dos cômodos e podia jurar que vinha do quarto de Lea, não fiz questão de esperar, peguei a chave do meu carro e saí de casa em direção aos estúdios. Como se não bastasse o mau humor que rondava sobre mim ainda tive que agüentar os olhares do resto do elenco sobre mim apesar de não ter idéia do que estavam falando. Lea chegou nem dois minutos depois de mim, usava um óculos enorme no rosto, como eu disse, não era a única que parecia ter o rosto inchado e com olheiras ali. Foi ela chegar que os olhares aumentaram, não demorei a descobrir o que era, Amber praticamente esfregava aquela maldita revista na nossa cara, pude olhar Lea sem ser notada, tinha o corpo tenso e as feições estavam completamente sérias, antes de qualquer explicação plausível de esclarecimento eis que surge do nada Darren Chriss vulgo Blaine Anderson, ator recentemente contratado para participar de Glee e por assim dizer meu melhor amigo desde os 12 anos de idade. Eu sabia que ele estava nos estúdios, pois tinha cruzado com ele quando cheguei, apresentações feitas e eu fui gravar minha cena, tava ali, bem na minha frente mais um indicio de que o dia tinha começado errado, a maldita revista, a briga com Lea, e agora praticamente todo o elenco/câmeras/figurinistas/diretores/qualquer pessoa errava alguma coisa. Depois de ter gravado sei la quantas vezes a mesma cena fui almoçar com Darren no refeitório improvisado, ele sabia que tinha algo errado, eu vi nos olhos dele, decidi voltar ao camarim pra pegar a maldita revista, meu pior erro. Apesar de estar totalmente consciente da adrenalina correndo pelo meu sangue ao ver Alex ali parado no meio da sala com a revista na mão, aquela visão deturpou meu cérebro a ponto de que apesar de lembrar de tudo o que houve, dos murros, dos tapas, da dor, do sangue, das mãos, dos toques, apesar de tudo não é como se fosse eu. Não soube como eu havia parado no flat de Jon, também não sabia quem havia me trazido até ali, descobri apenas algumas horas depois, num resumo ao redor do dia, só tive consciência de tudo o que realmente houve depois que fui tomar um banho, trouxe a tona tudo o que eu estava alienada, eu senti os murros, os toques, os beijos ásperos, senti nojo por ter me deixado ser tocada daquele jeito, foi fácil achar um jeito pra tentar tirar aquilo de mim, esfreguei tanto a esponja em mim que cheguei a me machucar, mais quanto mais sentia o objeto áspero contra a pele mais me lembrava dos toques dele.

Um tempo depois, quando realmente me senti segura nos braços do meu melhor amigo me permiti chorar, de raiva, de tristeza, de magoa, de ódio, de qualquer coisa. De noite enquanto dormia senti mãos me tocando, a sensação de desespero me invadiu de novo e só o que me restou fazer foi gritar rezando internamente pra que alguém me salvasse, Darren me salvou, eu despertei e descobri que as mãos carinhosas que me tocavam não eram de nenhum estuprador e sim da minha melhor amiga, chorei um pouco mais, a culpa me corroendo. Eu definitivamente me enganei pensando que o pesadelo havia acabado tão logo amanheceu, Darren me convenceu de que teríamos que ir fazer exames, eu podia estar vendo a médica me tocando, mais era o toque dele que eu realmente sentia. Falar realmente foi um problema pra mim, eu não imagino como o delegado conseguia me entender, eu apenas soluçava, as lagrimas me rasgando por dentro, eu não queria ter feito aquilo, lembro de ter comentado uma vez com Naya que se eu pudesse teria nascido muda, eu nunca fui boa em falar, falar significa expor sentimentos, eu nunca fui boa em sentir.

Ainda que tudo o que eu tenha vivido fora um verdadeiro pesadelo, eu posso dizer que trouxe coisas boas, Lea foi uma delas, é impossível não abrir um sorriso idiota quando me lembro do que ela fez, dos beijos e dos toques dela naquele mesmo dia. Lea me fez um bem tão grande que ela não imagina, ali ela me salvou de todas as formas que alguém pode ser salvo, cada beijo em cada hematoma ela me proporcionava cura. Numa eterna divida que eu sabia não precisava pagar destinei toda a semana a ela, ainda que fosse em pequenos momentos, no quarto escuro, ou em algum outro cômodo do apartamento quando não tinha ninguém, ela entendia que aquele era o meu modo de agradecer. O que aconteceria depois que eu saísse dali? Eu não tinha idéia e preferia não pensar, o que eu queria era ela comigo me dando carinho, essa era minha única certeza.

Fim do Dianna’s POV

— Deus, eu nunca mais faço uma mudança na minha vida. – Chris choramingou desabando no novo tapete do novo apartamento de Dianna.

— Que drama. – Cory riu do amigo, Amber que vinha logo atrás desmontou em cima do sofá bordô de segunda mão.

O apartamento ao qual Dianna se mudara na terça feira já era parcialmente mobiliado, na sala já havia um conjunto de sofá de cor bordô – que era incrivelmente confortável – e uma estante embutida, na cozinha havia um armário de madeira também embutido, e havia uma geladeira e um fogão utilizáveis, no quarto havia um criado-mudo que parecia ser do século passado e havia apenas o estrado de uma cama de solteiro, ainda havia um banheiro normal e um lavabo, alem do quarto principal ainda havia um de hospedes que mais tarde se transformaria em uma pequena biblioteca, o lavabo também seria transformado em um quarto escuro para as fotografias de Dianna. Lea, Naya, Cory, Amber, Chris, Heather e Darren estavam fazendo a mudança da loira, algumas coisas como o tapete felpudo do antigo apartamento Dianna pegou segundo as ordens de Lea, os bancos do balcão da cozinha, o tapete, as cortinas, os quadros, mais da metade dos utensílios de cozinha e eletrodomésticos já que era a loira a cozinheira, também ficaria com as coisas do próprio quarto, um guarda-roupas, a cama de casal e uma escrivaninha que comportava o notebook, livros que estava lendo e alguns portas retratos, as roupas de cama/mesa/banho seriam divididas por iguais.

— Você não deveria contratar uma pessoa pra fazer a mudança? – Chris ignorou o comentário de Cory e se dirigiu a Dianna que vinha da cozinha trazendo um copo de água para Heather e Amber.

— Não quero que ninguém saiba onde eu moro, é por isso que pedi ao Ian – Um dos diretores de Glee – que me ajudasse, infelizmente os rapazes da mudança só ficaram encarregados de trazer minhas coisas até a garagem do prédio, levar as coisas pra cima e montar era com agente.

— Ok, todo mundo parando de reclamar, hm...Di, que flores são essas? – Heather perguntou ao ver um buquê de rosas no balcão que separava a sala da cozinha.

— Ryan me mandou hoje, com um cartão de bem vinda ao novo lar e uma pergunta nada discreta de quando é que eu vou voltar a trabalhar. – Ironizou ganhando risadas de todos. – Amanhã eu vou conversar com ele, mais ainda não posso voltar a trabalhar, ainda tenho vários hematomas que não vão desaparecer de uma hora pra outra.

— As gravações como deve saber estão paradas, metade do elenco está a mercê de lady Dianna. – Heather falou carinhosa ganhando um sorriso de Dianna. – Mais de verdade Di, apesar de tudo eu fico feliz que esteja bem, a série não é a mesma sem a nossa Quinnie baby. – Os amigos soltaram algumas exclamações de carinho e Dianna sorriu tímida, estendeu os braços e Heather não demorou a se encaixar em seus braços, logo o que era um abraço entre duas pessoas se tornou um abraço coletivo, os garotos começaram a pular em meio ao abraço e por muito pouco ninguém foi ao chão, quando se separaram as duas amigas ainda estavam abraçadas.

— Di, eu fico feliz que esteja bem e espero logo que você volte pra gente la nos estúdios mais eu já tenho que ir, vou passar na casa dos meus pais ainda, vocês voltam comigo? – Mark se direcionou a Cory, Amber e Chris que assentiram já pegando as coisas.

— Eu também já vou indo, tem certeza de que não quer que eu fique aqui hoje com você? – Lea perguntou baixo a Dianna que estava ao seu lado.

— Tenho sim, não se preocupe, eu vou ficar bem. – Apertou-lhe a mão em sinal de confiança.

— Vamos? – A morena tornou a perguntar a Heather, Naya e Darren.

— Vocês podem ir, eu vou ficar um pouco mais se não se importar Dianna. – Lea assentiu um pouco a contra gosto.

— Claro que não me importo Nay. – Dianna sorriu a latina olhando mais séria para a morena que estava ao lado, Mark, Cory, Amber e Chris se despediram da anfitriã da casa, Heather e Darren também se despediram da amiga e o rapaz reafirmou novamente que pra qualquer coisa seu celular estava ligado, na sala ainda restavam Lea, Dianna e Naya, a latina deu uma piscada e saiu pra algum cômodo aleatório dando a oportunidade de Dianna se aproximar.

— Eu vou ficar bem, e eu não prefiro a companhia da Nay do que a sua, ela só quer conversar, eu preciso me acostumar aqui, com você fica difícil. – Disparou sincera deixando Lea um pouco assustada com sua percepção.

— Ok. – Bufou contrariada — Mais qualquer coisa você me liga.

— Tudo bem mamãe. – Sorriu divertida, Lea assentiu e se virou pra sair do apartamento, mais antes que pudesse dar um passo sentiu mãos macias em seu pulso, se virou para a loira confusa. – Pedágio – Sorriu travessa, Lea soltou uma risadinha enquanto segurava delicada a cintura de Dianna, sem permissão alguma uniu os lábios num toque simples, a permissão para aprofundar o beijo foi concedida e tão logo as línguas deslizavam uma sobre a outra, o beijo não durou muito mais foi o suficiente para ficarem com os lábios um pouco inchados. – Eu vejo você amanhã ok? – Perguntou lhe dando um selinho.

— Uhun, até amanhã. – Despediu-se com um beijo soprado, assim que a porta fora fechada Dianna se encaminhou para a biblioteca onde sabia que Naya estaria, não errou, a latina olhava as fotos em cima da escrivaninha e nas mãos tinha um porta retrato, era si mesma junto com a latina e Heather, era a primeira foto que haviam tirado com as roupas de Cheerios, primeiro dia de gravações.

— Parece que foi em outro século. – Se virou encarando a loira, tinha lagrimas nos olhos. – Sinto falta.

— O que aconteceu? Esteve quieta o tempo todo sinal de que está preocupada, HeMo? – Arqueou a sobrancelha.

— Também. – Naya fungou, uma, duas vezes.

— E o que mais? – Perguntou curiosa.

— Você....não sei, parece que só agora ta caindo a ficha do que realmente aconteceu. – Murmurou, o lábio inferior tremendo, era notável que segurava as lagrimas, tão orgulhosas as duas, orgulho ali se assemelhava a fraqueza.

— Eu fiquei bem destruída, não? – Dianna se aproximou da amiga, os olhos banhados em lagrimas. – Vocês estão me concertando, pouquinho a pouquinho, todos vocês.

— Não parece ser o bastante.

— Mais é, Nay presta atenção. – Pediu segurando firme as mãos da amiga. – Você faz tudo o que pôde, você principalmente quem segurou a onda de todo mundo, você sempre foi a forte, por sua causa Lea foi forte por mim. – Sorriu doce. – Você é meu anjo da guarda, está comigo até quando eu perco a razão e eu te amo por isso, é quem mais fez por mim durante todo esse tempo da nossa amizade. Eu tenho muito orgulho de você Rivera. – Terminou firme, as lagrimas não mais se prendiam aos olhos das duas garotas, mais o sorriso bonito no rosto de ambas demonstravam que as lagrimas não machucavam.

— Certo, vamos parar com o momento in Love ok? – Retomou a postura firme, um sorrisinho no canto dos lábios enquanto enxugava as lagrimas, Dianna riu da amiga e fez o mesmo. – Essa pressão mais uma TPM horrível estão me matando. – Fez bico, uma gargalhada gostosa escapou dos lábios da loira, Naya a acompanhou.

— Vai me contar como anda a situação triangulo amoroso? Com tudo o que aconteceu eu nem sequer consegui conversar contigo sobre isso.

— Ah Di. – Bufou enquanto se jogava num enorme puff que tinha no canto da biblioteca, o silencio ficou presente por alguns instantes até a loira se sentar de frente a amiga numa almofada, de leve acariciou o joelho da latina em forma de conforto, Naya respirou fundo mais uma vez antes de começar a explicar. – Dormimos juntas domingo. – Murmurou envergonhada. – Ela viu que eu estava mal, tinha desabafado com ela sobre o que te aconteceu, eu tava carente, precisando de colo, e ela me deu.

— Vocês brigaram ontem? – Perguntou estudando a expressão de dor na face da amiga, no dia anterior quando Dianna tinha visto Naya a latina tinha algumas olheiras e usava um óculos escuro pra tentar disfarçar, Heather diferentemente não teve vergonha de aparecer com os olhos levemente vermelhos, usou a desculpa de que estava pegando um resfriado, ninguém questionou.

— Fui embora antes que ela acordasse. – Continuou respirando muito fundo numa tentativa de conter as lagrimas, aparentemente deu certo, mais não evitou que a loira pressionasse mais seu joelho. – Deixei um bilhete, dando fim em tudo o que tínhamos.

— Naya....porque você fez isso se claramente não é o que você queria? Eu sei que ficou balançada pelo Mark mais entre ele e a HeMo eu sei que você escolheria ela. – Dianna tinha uma cara confusa, não conseguia entender, sabia que a latina gostava muito de HeMo pra acabar com tudo do nada.

— Porque eu não posso ficar com ela Dianna, você conhece a minha mãe, e isso nem é sobre ela, eu vou acabar com a vida da Heather se eu ficar com ela, você sabe como as coisas são difíceis no nosso mundo, é horrível ter que me conter até na frente dos nossos amigos, eu sei que eles sabem da minha amizade colorida com ela mais não é como se eu pudesse ficar me agarrando com ela assim, você acha que não noto como Amber ou Jenna ou até mesmo o Cory viram o rosto quando eu estou mais carinhosa com a HeMo? Eu sei que eles não tem preconceito, mais eles nunca vão ficar confortáveis comigo perto dela, é diferente quando por exemplo o Michael está junto com a Jenna, ali todo mundo acha bonitinho. Pode não incomodar ela mais incomoda a mim, eu acho que eu tenho direito de ser vista com alguém sem que todo mundo precise desviar o olhar.

— Eu queria poder falar que eu não entendo, que eu acho isso uma bobeira e que você deveria enfrentar isso e não ligar pro que as pessoas dizem mais isso não existe, as vistas de todo mundo pode ter casal que passa por cima, mais como fica o intimo da pessoa?

— Heather não merece o que eu faço com ela, ela tem um namorado e eu me sinto culpada pelo que fazemos pelas costas dele, Taylor é uma boa pessoa, e eu sei que ela também sofre por estar o enganando, é por isso que eu não vou ficar com ela. Quanto ao Mark eu ainda não sei, ele é muito doce, gentil, engraçado, sincero, mais se for pra ter alguma coisa com ele vai ser uma coisa por debaixo dos panos, tanto por Heather como por mim mesma.

— Eu acho que ele pode te fazer um bem enorme. – Sorriu confiante, Naya lhe devolveu o sorriso beijando-lhe as costas das mãos, naquele momento só o que a tranqüilizava era o apoio da amiga.

— E você e Lea? Semana passada ela praticamente quis me enforcar quando peguei vocês se comendo na sala do flat do Jonny Boy. – Naya riu gostosamente vendo a loira com as bochechas vermelhas.

— Se ele não fosse gay eu podia jurar que você tinha alguma coisa com ele. – Riu da cara de susto de Naya. — Lea tem sido incrível em todos os momentos, nem parece que tivemos uma briga feia a pouco mais de uma semana, ela tem me feito bem, acho que se eu to de pé hoje boa parte é por causa dela.

— É mesmo, você nem sequer tinha me falado dessa briga, eu fui entender o porque da sua cara feia na segunda quando a Amber mostrou a revista, o que aconteceu afinal?

— Ryan nos chamou pra falar do que tinha saído na revista, mandou que nos manifestássemos, disse que não queria saber se era verdade ou não e que não era problema dele desde que não afetasse a série negativamente, pediu pra gente esclarecer, nas palavras dele mandou que negássemos tudo sendo verdade ou mentira. Fiquei em choque quando vi aquilo, Lea ficou quieta o tempo todo, daí agente subiu e ela pediu pra nós conversarmos, ela ficou ofendida porque eu menti na frente do Ryan, nas palavras dela era como se eu tivesse vergonha, medo de ser vista como algo a mais que boas amigas, eu disse que ela tava ficando louca, e quando eu ia começar a explicar os motivos da minha reação, ela me beijou, disse pra eu parar de feri-la e que ia desmentir os boatos sobre nós. No outro dia ela foi atrás de um jornalista, esclareceu tudo, não nos falamos mais até o flat.

— Uow, isso parece roteiro de série. – Naya exclamou divertida ganhando um soquinho no braço de uma Dianna que tinha um enorme bico nos lábios. – Eu estive com a Heather a muito mais tempo e a nossa historia não teve a metade do drama de vocês, por sua culpa devo acrescentar....o que vai fazer a respeito disso, vocês não deveriam conversar?

— Sim claro, eu só quero aproveitar um pouquinho mais o que eu to vivendo com ela e... – Naya negou com a cabeça, um sorriso doce pintando em seus lábios.

— Pode parar por aí, eu já sei como a história termina, no final você vai fazer o que é certo, eu te conheço Dianna Agron. – Dianna sentiu as mãos da amiga contra suas bochechas e rapidamente seu rosto ganhou uma careta de dor ao sentir ao sentir a pele ser repuxada e apertada.

— Não seria muito mais fácil se tivéssemos nos apaixonado uma pela outra? – A loira perguntou enquanto massageava a bochecha dolorida, Naya a olhou com um sorrisinho malicioso, mais não conseguiu manter por muito tempo soltando uma longa risada.

— Pode até ser, agente ia se entender quanto a brincar de se esconder, mais tem um ponto crucial aí Fabray, sexo comigo é eu por cima e você por baixo, e ambas sabemos que você é tudo menos passiva na cama. – Lhe piscou divertida, Dianna se levantou corada e lhe acertou a almofada na cama.

— Você não presta projeto de Santana Lopez.

— Você menos ainda, agora será que da pra gente comer alguma coisa? Meu estomago ta reclamando por um prato de comida.

— Comida Japonesa? – Perguntou enquanto procurava na gaveta da escrivaninha por um folheto com o numero do lugar, Naya revirou os olhos sem escolha.

— Claro, é a única coisa contendo carne que você come.

— Um dia vou te levar no matadouro pra você ver como é preparada a carne que você consome sua contribuinte ao assassinato de pobres animais indefesos.

— Você desmaia na metade do caminho. – Desdenhou caminhando pra fora do lugar, se deteve ante a porta com a testa franzida, olhou Dianna que já ia discar o numero do restaurante japonês, pronunciou-se primeiro. – Hm, e seus pais? Acabei esquecendo de perguntar, eles já sabem do que aconteceu?

— Só meu pai, eu não preciso nem dizer como ele ficou não é? Darren quem falou com ele, por um milagre de deus ele conseguiu acalmar papai, pediu pra não contar a minha mãe porque ela poderia passar mal, mamãe é fraca pra lidar com isso, imagine saber que a filha dela foi vitima de um quase estupro pelo namorado louco? Ela não ia suportas.

— Fez bem, tia Mary não ia saber lidar, ainda mais porque você é mulher, e ela te vê com um baby. – Recebeu um olhar mortalmente frio da loira, Naya tinha um sorriso divertido no rosto. – Bom, agora se me da licença eu vou tomar um delicioso banho na sua maravilhosa banheira minúscula, vou pegar um dos seus vestidos emprestados e ah, eu espero não ter problemas com você roubando o cobertor de mim durante a noite já que eu pretendo usufruir do seu maravilhoso colchão. – Dianna olhou a latina horrorizada, horror que se transformou em uma raiva contida assim que viu a amiga lhe piscando e indo em direção a seu quarto, gritou antes que a porta fosse fechada.

— Alguém já te disse que você é muito folgada Rivera?

— Você me ama Agron, ainda bem que já admitiu, vai me poupar trabalho.

A partir daquele momento as palavras ‘eu te amo’ que fosse referente a Naya Rivera estavam totalmente banidas de seu vocabulário, por pelo menos alguns anos.