Heartbeats
17 Ladrón del tiempo
Na manhã de terça era possível ver o rosto abatido de cada um ali dentro, a cozinha aparentava levemente ter sido mexida apesar do generoso café da manhã posto com tanto carinho por Chris que estivera acordado desde as 5h00min da manhã. Ninguém tinha apetite suficiente, mas saborearam uma ou outra coisa. Dianna ainda estava trancada no quarto.
— Quando vocês iram depor? – Mark perguntou ante ao silencio.
— Podemos ir hoje? – Lea contra perguntou a Naya, a latina só fez assentir com a cabeça. – Depois do almoço nós vamos, e Naya, eu quero que você vá comigo ao psicólogo, estive conversando com Jon ontem e as reações da Di não são normais, ela precisa de terapia, o melhor momento não é agora, e se ela ainda for a pessoa que eu conheço ela vai se opor, mais agente precisa de ajuda pra lidar com ela. – A latina assentiu mais uma vez e voltou a atenção para o celular.
— Ela tem que ir fazer os exames hoje, e depois vou levá-la até a delegacia, melhor acabar com isso logo. – Darren comentou vagamente enquanto comia um donut de chocolate.
— Eu preciso ir até os estúdios conversar com o Ryan, com tudo o que aconteceu ontem ele ficou sabendo por alto, prometi que voltaria pra explicar. – Quem tinha a palavra agora era Jonathan.
— Eu vou com você então. – Chris se direcionou a Jon que confirmou com a cabeça. – E eu preciso das chaves do apartamento Lea, vocês não podem ficar sem roupa, e eu não sei quanto tempo você pretende manter ela aqui Darren, mais eu garanto que ninguém vai arredar o pé daqui por muito tempo, falei com Jenna e Heather e elas vão vir pra me ajudar a organizar o flat, elas não vão ficar, acham que já tem gente demais, Dianna pode se sentir sufocada.
— Melhor assim, o apartamento precisa de uma limpeza, meu tio deixa o flat caso eu precise, mais eu sempre me instalo em um hotel portanto não está limpo, vou ver se compro mais algumas coisas de comer e ainda vou passar no hotel e pegar minhas coisas, Darren se você quiser se instalar aqui não tem problema. – Ofereceu gentil.
— Valeu Jonathan, tudo vai depender da Di.
— Bem, vamos então? – Mark perguntou ganhando respostas positivas, Lea e Naya se arrumaram e antes de saírem junto com Mark a morena entregou as chaves do apartamento a Chris. Os próximos a saírem foram Jonathan e Chris, e minutos depois era Dianna e Darren quem saiam do flat. Com exceção do rapaz, ninguém tinha visto a loira naquele dia.
Naya e Lea estavam dentro daquele consultório a mais tempo do que elas pudessem ter percebido. Passaram pelo menos 1 hora explicando toda a situação ao doutor James Saltzman – Naya quem tinha o telefone o contatou pedindo que a atendesse, e que era de extrema importância deixando claro que pagaria quantas consultas eles precisasse desmarcar. James Saltzman era um profissional altamente competente, tinha em seu histórico formações em Psicologia, Psiquiatria e Psicanálise e era um dos melhores de NY. – James escutou atentamente fazendo uma pergunta ou outra em relação a situação. Lea que ficara mais calada podia dizer com certeza que as feições do homem não eram muito inspiradoras.
— As senhoritas precisam entender que o que a senhorita Dianna passou foi um golpe forte na vida dela. Em casos como este a vitima pode ter várias reações, infelizmente a mais comum é a mesma pela qual essa menina passa. – Saltzman as olhou com atenção para ter certeza de que elas entendiam. – Dianna tem consciência de tudo o que ela viveu, as memórias dos golpes que ela sofreu vão ficar nítidas na memória, eu não posso dizer por quanto tempo, vai de pessoa pra pessoa. Vocês me disseram que ela se arranhava e se debatia na água e num momento ela esfregava a esponja de banho na pele com força, certo? – Naya assentiu – Eu entendo isso como se ela estivesse querendo se punir, com nojo do próprio corpo, é como se ela sentisse as mãos do agressor ainda no próprio corpo, a qualquer toque, sem que ela esteja consciente ela vai voltar ao tempo e lugar do ocorrido. Não há um remédio que faça isso parar, a senhorita Agron vai precisar passar por uma fase de redescobertas, é como uma pessoa deficiente visual, ela passa a vida toda sem enxergar nada e quando tem a oportunidade de ver novamente ela precisa se acostumar com as cores e formas do mundo, no caso de Dianna, ela vai ter que aprender a olhar para o próprio corpo sem ver as mãos de alguém sobre si, ela vai ter que aprender a amar o próprio corpo, a se olhar no espelho e não ter vergonha do que vê, precisa se acostumar com o corpo outra vez.
— Agente pode ajudar de alguma forma? – Lea murmurou com a voz tremula, um aperto subindo pela garganta e a vontade de chorar estava ali presente, seu olhar se direcionou a Naya e a amiga parecia estar do mesmo jeito.
— Estejam presente na vida dela, não a forcem a nada, ela precisa ter o próprio tempo de aceitação, façam elogios, os toques têm que ser mais sutis, assim ela vai ver que ninguém vai machucá-la, e também é importante que ela tenha acompanhamento médico, mais apenas sugiram, é ela quem precisa querer procurar ajuda, e por ultimo procurem distraí-la o máximo que puder.
— Tudo bem, se ela se decidir procurar por ajuda indico o senhor a ela. Obrigada por nos atender assim de ultima hora, espero que o senhor entenda que foi caso de urgência. – Naya agradeceu juntamente com Lea.
— Você fez o certo senhorita Naya, espero que dê tudo certo com essa menina, desejo boa sorte. – Doutor Saltzman sorriu acompanhando as duas garotas até a porta, agradeceram mais uma vez e foram embora.
— Sabe, parece que ainda não caiu a ficha do que aconteceu, se eu não tivesse visto tudo o que ela passou, se não tivesse visto ela sendo esmurrada por aquele infeliz eu não teria acreditado se me contassem, acharia que estariam curtindo com a minha cara. – Lea murmurou aérea enquanto se sentava numa mesa isolada do Starbucks juntamente com Naya.
— Agente tem que segurar a onda perto dela, não da pra ficar com olhar de pena.
— É eu sei, mais o que o Doutor Saltzman disse não ajuda muito, ela se esquiva toda vez que alguém chega perto, com exceção do Darren. – A tom da voz mudou completamente e era quase como um rosnado, Naya olhou Lea com mais atenção e deu um sorrisinho de lado. – Eu nem consegui ver ela hoje.
— Quer que eu tire todo mundo do apartamento pra você ficar um pouco sozinha com ela? – Naya perguntou calmamente enquanto degustava um delicioso Café Mocha.
— O que? – Lea quase engasgou com o chá a base de hortelã e abacaxi.
— O que ouviu, quer que eu tire todo mundo do apartamento? Chris disse que voltaria com Jenna e Heather, e só iria até o flat de noite, o Mark está comigo e vou pedir que o Jon e o Darren me levem pra algum lugar, fico enrolando eles com o que o psicólogo falou.
— Porque faria isso? – Perguntou cautelosa.
— Porque eu sei que você quer um tempo a sós com ela, e outra, eu sei o que ta rolando com vocês. – Naya piscou divertida, Lea engoliu em seco e a fitou em silencio. – Vai querer ou não?
É possível dizer que não havia um só lugar do corpo de Lea Michele que não estivesse tremendo depois da batida da porta se fechando. Naya cumpriu o que havia prometido e tirou Darren e Jonathan do apartamento para conversarem sobre o que o psicólogo havia dito, não havia sido tão simples assim já que Darren não queria arredar o pé do flat, a latina só o convenceu prometendo que seria rápido, Lea tinha pouco mais de meia hora, era suficiente. Dianna estava trancafiada no quarto outra vez, segundo o rapaz a loira surtou dentro do consultório médico quando uma das ginecologistas fora a examinar, só se acalmou depois de uma séria conversa com a médica. Na delegacia fora quase igual, com a diferença de que a loira só ficara muito nervosa e contava o que acontecera aos soluços.
Agora de frente a porta do quarto onde Dianna estava Lea respirava muito fundo tentando controlar a tremedeira na ponta dos dedos. Verificou o relógio mais uma vez, 17h15min, provavelmente teria até as 18h pra falar com a loira e ela não precisava perder mais tempo, parecia que o tempo era pouco demais.
Dois toques e a maçaneta foi girada com cautela, a morena piscou alguns pares de vezes se acostumando com a escuridão.
— Di? Sou eu, Lea, posso entrar? – Silencio, a resposta nunca veio, os passos dentro do quarto eram cuidados e Lea tinha dificuldade de enxergar já que o quarto estava em total escuridão, somente era possível ver o vulto do corpo de Dianna sobre a cama, e Lea podia ver que quanto mais se aproximava mais a loira se encolhia, parou por dois segundo só pra dar a volta no lado esquerdo da cama e ligar o abajur, perfurou o olhos da loira com o seu e quis chorar com o que viu, medo, a loira estava congelada de medo. – Tudo bem, eu não vou te machucar, eu prometo.
Dianna olhou Lea desconfiada, ela não queria e se amaldiçoava todo o tempo por desconfiar que a melhor amiga lhe machucaria de alguma forma, soltou um pouco o ar e piscou os olhos como se assentisse, automaticamente apertou o cobertor contra o corpo ao sentir a cama ceder ao peso da amiga.
— Eu não vou machucar você, vê? – A ponta do dedo indicador tocou-lhe a pele da bochecha e deslizou até a ponta do nariz, a loira ficou tensa por um segundo até perceber que a morena não ia lhe fazer mal, um pequeno sorriso brotou em seus lábios, o primeiro em dois dias. – Eu posso me deitar aqui com você? – Lea ganhou um assentimento como resposta e sorriu contente, deitou-se virada de frente a amiga e ficou assim por incontáveis minutos.
[Sugiro que comecem a ouvir a musica agora.]
— Necessito de um abraço. – Dianna finalmente criou coragem para vocalizar o desejo que estava em si desde que a amiga entrara no quarto, a surpresa de Lea ao ouvir as palavras não demorou a ser quebrada, virando-se de costas na cama puxou a loira para seus braços enquanto deslizava a ponta dos dedos por toda a extensão do braço, lembrou-se das palavras do doutor Saltzman, era preciso toques sutis, continuou até ouvir um gemido de dor assim que encostara a ponta dos dedos no pulso da garota.
— Eu a machuquei? Di sinto muito, não foi minha intenção, descul...
— Tudo bem, só está dolorido. — Sussurrou baixinho, cheia de vergonha.
— Machucou muito? – Perguntou com a voz entrecortada, a boca entre os cabelos loiros.
— Muitas marcas...no corpo todo.
— Eu... – Lea não terminou a frase, se afastou um pouco de Dianna e ficou ajoelhada na cama em sua frente, mordeu o lábio nervosa mais não iria desistir. A analisou do busto a cabeça, as marcas nos olhos não melhoraram em nada e agora pareciam até um pouco pior, num dos ombros havia uma pequena marca, o pescoço tinha duas, uma era um chupão muito grande e pouco abaixo da orelha havia uma marca mais escura e um pouco esverdeada, os dedos calmamente ganharam a pele do ombro e não demoraram a ganhar a pele do pescoço, Dianna tinha os olhos cravados nos de Lea. – Dói? – Perguntou pressionando fraquinho.
— Sim.
A morena engoliu em seco ao ouvir a afirmação da boca da amiga, como odiava Alex, que deus o ajudasse e ela não tivesse que vê-lo em sua frente nunca mais, perderia a compostura e o raciocínio e não hesitaria em enfiar uma faca em seu estomago. Balançou a cabeça brevemente afastando os pensamentos, se inclinou sobre o corpo da amiga e direcionou os olhos até a marca roxa em seu pescoço a inspecionando com cuidado, a respiração de Dianna automaticamente se tornou irregular mais Lea pareceu não notar, e se notou a loira tinha certeza que o leve beijo que recebeu por cima do hematoma fora provocação.
— Olha pra mim. – Pediu assim que voltou seu olhar a Dianna, e a aproximação fora conseqüência. – Vai ficar tudo bem, ninguém vai te machucar, nunca mais. – O tom era de promessa e Dianna se pegou querendo realmente acreditar no que a morena falou.
Lea tinha um olhar compenetrado no rosto de Dianna, a boca roçou sobre a testa da amiga e desceu sobre a têmpora direita, seguido dos dois olhos, recebeu um muxoxo de dor dos lábios da loira, se desculpou silenciosamente pincelando a ponta do nariz com o da amiga, um suspiro, oh sim, isso era realmente muito bom, inclinou-se um pouco mais, os lábios ganhando um ao outro, um roce de leve e repleto de carinho, a morena não procurou aprofundar, não precisava e o toque terno era suficiente, Dianna não fez objeções assim como também não apartou os lábios dos da amiga, depois de tudo o que viveu ela só precisava de um toque mais carinhoso.
— Eu quero tentar uma coisa, tudo bem? – Murmurou baixinho ante a boca da loira que assentiu e com dificuldade se levantou da cama sendo guiada por Lea. – Eu não vou machucar você, só...não feche os olhos. – Pediu beijando-lhe brevemente o pescoço fazendo que um arrepio corresse por todo o corpo de Dianna, se posicionou atrás da amiga, no quarto havia um enorme espelho ao lado da cama, no quarto em que Lea dividiu com Jon havia o mesmo espelho.
Os dedos finos delicadamente se apossaram da cintura de Dianna por debaixo da blusa de pijama e levemente o tecido ia subindo revelando segundo a segundo a pele alva da loira, Dianna não se opôs quando a amiga retirou o pedaço de pano, apesar da iluminação baixa no quarto era possível ver as marcas dos golpes no abdômen da loira, Lea engoliu em seco com a visão dos hematomas, as mãos se direcionaram a calça de flanela e num empurram a calça cedeu caindo aos pés da garota.
— Você é linda, seu corpo é lindo, e nada, nem mesmo todas essas marcas não diminuem sua beleza. – Lea murmurou no ouvido da loira enquanto distribuía beijos por toda a extensão do pescoço e ombros, as mãos suavemente passeavam pela cintura e barriga da amiga. – Quero que entenda que ninguém vai te machucar, eu quero que você sinta meus toques sem que tenha medo, e eu preciso que você goste e sinta prazer se eu te tocar assim. – Pediu com a voz rouca, a ponta dos dedos tocaram os seios nus de Dianna com carinho e a loira instintivamente fechou os olhos apreciando o carinho. – Abra os olhos. – Dianna obedeceu com certa dificuldade e suspirou de prazer, pela imagem refletida pode ver a si própria com as bochechas esfogueadas. – Em todo toque que receber eu quero que visualize e sinta como se fosse eu te tocando, completamente sem dor.
A morena terminou de falar com um beijo carinhoso nos ombros, Dianna levou as mãos por cima das da amiga e entrelaçou os dedos, ficaram assim por alguns minutos, ambas observando a imagem refletida no espelho, não era perfeito, mais era assim que tinha que ser. Lea a virou mantendo a loira em sua frente e entre seus braços, os dedos deslizaram com uma mexa do cabelo loiro por trás da orelha e não demoraram a fazer uma leve pressão na nuca trazendo a loira pra si, os lábios se tocaram outra vez corajosos, as línguas foram hábeis em se encontrar e faziam uma brincadeira gostosa uma com a outra, foram caminhando até a cama e com cuidado a morena se deitou por cima da loira, as mãos da morena circulavam mais rápido pelo corpo de Dianna sem hesitar, a boca ganhava cada pedacinho da pele branca e por cada hematoma, era como se ela pudesse curar as feridas da amiga. Tudo era recente demais para algum ato mais intimo e num acordo mutuo os beijos e os carinhos mais íntimos cessaram, Lea ainda teve o prazer de vestir a loira, era um gesto tão simples mais tão bonito que os olhos esverdeados de Dianna marejaram na mesma hora, pediu muda por carinho e os braços tão protetores a envolveram num abraço que extravasava ternura.
— Eu amo você. – A voz soou baixinha tornando-se embargada ante a confissão e os braços se tornaram mais firme no corpo de Dianna. A confissão era verdadeira, amava Dianna, não sabia a que ponto, a que intensidade, mais amava, e só precisava extravasar o sentimento, talvez nunca mais tivesse a oportunidade.
— Obrigada. – Sussurrou com a voz entrecortada, um obrigada não é exatamente algo que se espera depois que alguém diz ‘eu te amo’, mas Lea não reclamou, ela só ficava feliz com o fato da amiga estar agradecida por isso, entre um obrigada e um auto silencio era preferível o agradecimento sincero, se a loira sentisse o mesmo ela não tinha pressa em escutar.
— Você é alguma espécie de exorcista por acaso? – A porta do quarto de Lea/Jonathan fora aberta num rompante, os amigos olharam imediatamente em direção a pessoa que havia passado pela porta.
— Hey, podia ter alguém sem roupa aqui. – Jon exclamou inconformado.
— Jon você é gay, o que eu acho um completo desperdício devo acrescentar, Lea querida você é gostosa mais não faz o meu tipo, prefiro as loiras, e por loira se entende o nome da Heather e não da Dianna, e tirando que você tem um pezinho no arco-íris e aparentemente é só pelo Charlie.
— Naya. – Lea praticamente gritou o nome da latina em repreensão, por outro lado Naya parecia estar se divertindo, principalmente com a expressão confusa de Jonathan.
— Espera, como é? Ela realmente disse o que eu acabei de ouvir? – Perguntou com as sobrancelhas arqueadas fazendo a morena ficar extremamente vermelha.
— Sarfati que coisa feia, pensei que o primeiro a saber do seu caso com Miss D. fosse o Johnny Boy. – Comentou divertida.
— Michele isso é sério? – Jon perguntou num tom mais sério.
— Uhun.....eu ia te contar, ta recente ainda e agente não teve tempo de conversar.
— Eu quero saber dessa história direitinho depois. Agora, que papo é esse de exorcismo? – Perguntou voltando a atenção para Naya.
— Vai dizer que não percebeu a mudança da água pro vinho da Di? Fiquei em choque quando voltamos e ela estava na sala conversando e rindo com a Lea, isso vindo de alguém que nem sequer queria saber de sair do quarto é uma mudança e tanto, quase caí da cadeira quando a vi comer um prato cheio de comida.
— Só fiz o que o doutor Saltzman pediu e eu não vou contar mais nada, o importante é que ela está bem. – Sorriu ante as caras emburradas dos amigos.
— E que história é essa de que você ta se pegando com ela? Que eu saiba você é completamente hetero, Dianna também.
— Elas são gays uma pela outra. – Naya comentou dando de ombros e a morena a fuzilou com os olhos.
— É complicado, aconteceu de uma hora pra outra, agente não conversou direito sobre isso e nossa ultima conversa envolvendo esse assunto gerou a pior briga que eu já tive com ela. Hoje eu disse que a amava. – Murmurou baixando a cabeça.
— O que? – Jon e Naya perguntaram ao mesmo tempo com um tom de incredulidade evidente.
— Nem eu mesma sei se é do jeito que vocês estão pensando, mais eu garanto que não é só como amiga. Dianna também não deixa as coisas fáceis pra mim, descobri um lado nela que eu não fazia idéia, ela é covarde. – Lea sentenciou olhando para Naya que engoliu em seco na mesma hora sem saber o que fazer.
— Eu conheço ela tão bem quanto você Lea, pra mim é complicado entender o porque dela ter medo, receio, seja la o que for que ela tem. Mais eu sou a ultima pessoa que vou julgá-la sendo que faço o mesmo, só que os meus motivos são diferentes do dela....dá um tempo a ela, não força nada, se você realmente gosta dela nessa intensidade você vai ter que ser paciente, mais se quer um dica, fica perto, principalmente agora....ela precisa de todo o apoio possível e ninguém melhor do que você pra fazer isso.
— Naya eu vou estar me aproveitando dela.
— Se você pensa por esse lado....eu penso que você iria ser apenas uma boa amiga dando a força para que ela possa seguir enfrente, se isso resultar em algo mais é conseqüência.
— Concordo com a Rivera, tudo na vida é questão de atos, o resto é conseqüência. – Jon concordou com uma piscada, ficaram conversando mais um tempo até Naya ir para o próprio quarto dormir, pelo resto da noite Lea pensou sobre o que os amigos aconselharam.
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