Heartbeats

18 Em pratos limpos


— Olha quem resolveu nos agraciar com sua ilustre presença? – Jon anunciou assim que viu Lea entrar pela sala, a morena vestia uma regata vermelha e um short velho de ficar em casa, os cabelos estavam presos por uma caneta e o rosto tinha uma expressão que declarava que a garota havia acabado de acordar.

— Que horas são? – Perguntou enquanto coçava os olhos numa imagem excepcionalmente fofa.

— 11h minha cara. – Jon sorriu divertido ao ver a expressão confusa da melhor amiga, Lea finalmente pareceu perceber que estava na sala e olhou envolta, só estavam Naya, Jon, Mark e Dianna, os dois primeiros sentados um em cada extremo do aconchegante sofá de cor tabaco, Mark estava sentado no chão enfrente a Naya e tinha os dedos entrelaçados aos da latina e por ultimo Dianna que estava escorada no braço do sofá menor com os pés esticados, a morena ficou um tanto incerta de onde se sentar e o que fazer, olhou a loira mais uma vez e se deparou com um bonito sorriso e que estranhamente era confortador e gentil, depois da pequena guerra interna fez a única coisa que esteve com vontade fazer e caminhou até a amiga, depositou-lhe um breve beijo na testa e sem vocalizar o pedido Dianna chegou o corpo pra frente fazendo com que a morena se encaixasse atrás e passasse as penas de cada lado do corpo da loira. – Bom Dia.

— Bom Dia. – Dianna respondeu o cumprimento ao mesmo tempo em que deixava a cabeça descansar contra o busto de Lea.

— O que houve com você? – Perguntou em curiosidade só agora notando que os roxos ao redor dos olhos da loira estavam quase inexistentes e os cabelos inexplicavelmente estavam cacheados num estilo ala Kate Hudson.

— Descobri que Naya é incrível com maquiagem. – Sorriu agradecida a amiga que lhe piscou. – E eu precisei tomar um banho de madrugada, meu cabelo amanheceu assim....até que não ficou mal.

— Pesadelos? – Murmurou de olhos fechados enquanto tinha o nariz roçando contra os cabelos loiros absorvendo todo o cheiro de maçã que empesteava todo o cabelo.

— Uhun.

— Hey, não vai tomar café? – Naya perguntou tirando a atenção de Lea dos cabelos da loira, tinha um sorrisinho divertido no rosto ao olhar a cena que as amigas protagonizavam.

— Minha boca ta seca por beber café mais ta quase na hora do almoço praticamente, prefiro esperar....a propósito cadê o Darren e o Chris?

— Chris foi buscar o resto do pessoal pra almoçarem aqui, ta todo mundo querendo ver a Di e não é justo eles ficarem de fora e o Darren ta providenciando nosso almoço. – Lea acenou em assentimento.

— Hm...mais tarde o advogado que está cuidando do meu caso vem aqui, quer conversar comigo. – Dianna comentou casualmente atraindo a atenção de todos na sala. – Darren não gostou muito da idéia, mais era uma coisa que ele disse que dependia só de mim pra resolver.

— Imagina o que seja? – Lea perguntou enquanto desenhava alguns padrões aleatórios na palma da loira.

— Não faço idéia, ele vai vir aqui a tarde.

— Certo, eu vou descer numa lojinha de conveniência que tem aqui embaixo porque eu aposto que quando seu querido amigo chegar com a comida ele não vai trazer nada de interessante pra beber, Jonathan, da pra me ajudar?

— Claro, vão querer alguma coisa? – Se direcionou as garotas.

— Uma barra de chocolate meio amargo e outra que seja vegano e 5 potes de sorvete e se vira pra arrumar dois vegans. – Lea respondeu com um sorriso imenso no rosto.

— Acho que vai levar um pouco mais de tempo. – Jon revirou os olhos enquanto dava uma leve batida no ombro de Mark, pegou as chaves, acenou outra vez e saiu do apartamento.

— O que ta rolando? Você e Mark, mãos dadas, esse beijinho no rosto antes dele sair com o Jonathan, o que houve? – Dianna disparou assim que ouviu a porta sendo fechada, Naya revirou os olhos pensando por alguns segundos em que resposta dar.

— Estamos em trégua, ontem quando eu saí do seu quarto – apontou Lea e Dianna franziu a testa – ele me chamou pra conversar, pediu pra relaxar e ficarmos bem até essa situação melhorar. – Terminou dando de ombros como se não fosse nada demais.

— E o que vai fazer com a HeMo?

— Eu..é...ah meu celular ta tocando. – Levantou de um pulo correndo até o quarto e batendo com uma força desnecessária a porta.

— Naya deve estar com uma audição apuradíssima hein. – Dianna comentou sarcástica fazendo Lea rir sobre seu pescoço, a morena deslizou a ponta do nariz sobre o pescoço delgado depositando-lhe um breve beijinho.

— Ela vai resolver, tenho certeza. – Sorriu

— A propósito, o que Naya esteve fazendo no seu quarto ontem? – Perguntou com falsa casualidade, anos de atuação, jogados fora quando estava na presença de Lea.

— Curiosa. – Sorriu divertida mordendo de leve o ombro de Dianna, a loira enrijeceu o corpo por um segundo, as imagens da segunda de manhã lhe vieram a mente mais a loira tratou de espantar os malditos pensamentos. – Tudo bem.....e eu respondo, Naya veio me perguntar se eu era algum tipo de exorcista já que te fiz sair do quarto e comer um prato de comida descente ontem.

— Não diria exorcista, mais sim com um ótimo poder de persuasão. – Dianna exclamou entre risos ao se lembrar de como a amiga havia lhe convencido.

— Como se você não gostasse das minhas sessões de cócegas....embora eu devesse ter usado um método mais eficaz, precisei de meia hora pra te convencer sendo que eu conseguiria em menos de 5 minutos. – Sorriu convencida e viu Dianna arqueando a sobrancelha.

— Ah é? E que outro método eficaz seria esse, hm?

— Esse daqui? – Sorriu docemente enquanto delicadamente puxava o queixo de Dianna rumo ao seu próprio, um sorriso tímido ganhou os lábios de Dianna ao sentir Lea pincelando seu nariz, as bocas brevemente se roçando, ficaram assim por alguns segundos até a loira perder a paciência que lhe restava e capturar os lábios rosados de Lea, apesar da força que exerceu o beijo quase não passava de um encostar de lábios, as bocas se mexiam sem presença da língua e era delicado e sensual, o toque não rendeu mais que alguns bons segundos e quando se separaram uniram as testas, ambas de olhos fechados e com lindos sorrisos nos rostos.

— Tenho que admitir, você me convenceria em menos de 2 segundos. – Lea sorriu divertida e Dianna ganhou mais um selinho, se separaram com um barulho estranho e a loira veio a descobrir que era a barriga da morena. – Acho que tem alguém com fome aqui....Darren vai demorar, te trago uma xícara de café, não vai conseguir esperar e eu sei que vai ficar de mau-humor, já volto. – Tentou sair uma, duas, três vezes dos braços da morena mais as braços estavam firmes na cintura de Dianna, na quarta vez foram as pernas a prender o corpo da loira. – O que foi?

— Se quiser sair, vai ter que pagar pedágio. – Sorriu travessa e Dianna revirou os olhos em descrença, desajeitada conseguiu mover um pouco o corpo até estar meio de frente a Lea, deu-lhe um rápido selinho e tentou sair sem sucesso, bufou uma vez e agarrou com certa fúria o rosto da morena e lhe beijou furiosamente, Lea imediatamente gemeu ao beijo, apanhada completamente desprevenida e insanamente pronta para aprofundá-lo. A língua da morena ansiosamente mergulhou na boca de Dianna, deslizando contra a da loira enquanto suas mãos seguravam firmemente com uma das mãos o pescoço de Dianna.

— Mais que por.... – Naya se calou imediatamente ao ver Lea e Dianna quase se comendo no sofá da sala, infelizmente não fora rápida o bastante, num segundo as duas garotas estavam em extremos opostos da sala diante ao susto, era visível o nervosismo pairando no ar. A loira fora a primeira a se pronunciar.

— Eu...hm, vou pegar seu café. – Num piscar de olhos disparou até a cozinha deixando uma latina ainda muito chocada juntamente com Lea que estava tão vermelha quanto se podia estar.

— Você tem idéia do quanto eu quero te matar agora? – A morena perguntou raivosa e assistiu com gosto Naya engolir em seco e tentar balbuciar alguma coisa.

— Eu não tenho culpa, você e Dianna, vocês estavam quase se comendo no meio da sala, não me culpe.

Naya sentenciou aflita saindo quase desesperada de volta ao quarto, Lea bufou com impaciência esfregando os olhos, um cheiro familiar chegou até suas vias respiratórias e um estranho sorriso de encantamento surgiu nos lábios da morena, os pés involuntariamente seguiram o rumo da cozinha e se permitiu olhar da porta por dois instantes Dianna preparar seu café, o sorriso bobo ainda brincava em seus lábios enquanto caminhava até a loira lhe abraçando por trás, o corpo endureceu por um segundo e relaxou no outro ao identificar de quem era o abraço.

— Desculpe. – Pediu enquanto depositava um beijo nas costas de Dianna.

— Pelo quê? – Dianna perguntou surpresa enquanto terminava de despejar o café pela xícara misturando com um pouquinho de mel.

— Pela Naya....e por aquilo la na sala, as vezes sinto como se eu estivesse te pressionando, não quero fazer isso.

— Hey, hey. – Falou enquanto se virava ficando de frente a morena, ambas muito perto, Dianna segurou as mãos de Lea entrelaçando seus dedos enquanto sorria carinhosa. – Não tem que se desculpar, com a Naya agente corria o risco dela ver agente e digamos que ela não deve estar muito surpresa... – Murmurou meio sem graça – E quanto a estar me pressionando... não está, se eu não gostasse eu não retribuía.

— Você gosta? – Lea perguntou com um sorriso de orelha a orelha na face, Dianna podia facilmente achar que jamais se esqueceria da amiga com esse sorriso, e era tão perfeito que nem o melhor pintor do mundo poderia retratar com tanta realidade aquele sorriso.

— Gosto...muito. – Riu mordendo a ponta do dedo em seguida olhando por sobre o ombro da loira, Lea foi impedida de olhar também quando os lábios de Dianna estavam novamente sobre os seus, não passava de um selinho longo mais não evitou que um gemido baixinho saísse da boca da morena. – Hm...acho melhor agente parar, daqui a pouco o resto do pessoal chega e quem vai nos pegar é outra pessoa e vai ficar estranho tentar explicar. – Ponderou enquanto pegava a xícara em cima do balcão e bebericava um pouco, entregou a xícara para a morena que tinha um bico nos lábios, sorriu e lhe deu um rápido selinho se desvencilhando do corpo da morena. – Prometo que te recompenso depois. – Piscou divertida e desapareceu da cozinha, indo a qualquer outro cômodo do flat.

Lea suspirou resignada enquanto bebia o delicioso café que Dianna a havia preparado; Não ia forçar, mais estar tão próxima assim da loira e não poder fazer nada a deixava louca, porém também não queria arriscar nada, detestava admitir mais Naya já as ter visto juntas era muito, se alguém mais as pegasse, mesmo que fosse Jonathan, seria um problema que não estava disposta a enfrentar.

— Dianna, seu amigo me contratou para auxiliar no seu caso, mais vocês tornam meu trabalho difícil já que não escutam uma palavra do que eu digo. – Sr. Morrie repetiu mais uma vez depois de uma salva de exclamações ofensivas de que sua sanidade mental estava comprometida.

— O senhor não pode estar falando sério, é lógico que aquele filho da mãe tem que ser preso, ele não pode ficar impune por aí, hoje foi Dianna, amanhã pode ser qualquer pessoa. – A morena impertinente exclamava pela centésima vez desde aquela conversa, os outros só balançavam a cabeça confirmando, exceto Dianna que se mantinha quieta no sofá frente ao advogado.

— Ela tem razão. – Darren continuou. – Ele quase a estuprou, a agrediu fisicamente, como o senhor quer deixá-lo solto por aí como se não tivesse cometido crime algum.

— Senhorita. – Morrie se direcionou a Dianna ignorando completamente o que Darren e Lea falaram. – O que o senhor Pettyfer mais preza na carreira?

— A carreira, a fama, ele ama aquilo. – Murmurou baixinho, suficiente para todos ouvirem, se falasse mais alto cairia no choro e seu orgulho gritava a plenos pulmões que não poderia ser fraca.

— Exato, a maioria dos artistas prezam pela carreira, e ele está crescendo nesse meio. – Respirou fundo lançando um olhar severo a Lea que estava pronta para argumentar. – Meu conselho é que peça uma ordem judicial de restrição, ele não poderá chegar perto de você a menos que haja um segurança ou um policial por perto, caso ele não respeite deve pagar uma multa de aproximadamente 150.000 dólares, a imprensa não ficará sabendo o que ele lhe fez, no entanto a cada projeto que ele poderá estar envolvido avisaremos aos produtores o que aconteceu, então ele será descartado, e você ainda deverá receber uma quantia muito alta de indenização por danos morais, e caso os dois estejam em um mesmo evento ele deverá comunicar a justiça e um segurança estará a postos pra qualquer eventualidade, você terá liberdade de fazer o mesmo.

— E isso será até quando? – Dianna perguntou um pouco mais aliviada com as palavras do advogado.

— Irá depender do juiz e creio que também dos laudos de uma clinica psiquiatra. Veja bem, ele não irá ser preso a menos que não respeite alguma dessas ordens judiciais, mais isso tudo é suficiente para acabar com a carreira dele, é a mesma coisa que se ele estivesse preso.

— Tudo bem, eu concordo. – Morrie lhe direcionou um breve sorriso confiante e apertou a mão de Dianna, os outros na sala a olharam incrédulos, mais foi Darren que se pronunciou.

— Mais Dianna... – Tentou protestar em vão, ante ao olhar da amiga.

— Dianna nada, Darren eu agradeço por tudo o que tem feito por mim, não tem nada que eu possa fazer pra te agradecer eu sei disso, mais isso é uma decisão só minha, e já está tomada, Sr. Morrie eu agradeço por tudo, tem carta verde pra tudo o que me disse.

— Você faz bem senhorita, bom, eu vou indo então, qualquer coisa, duvida, meu celular está sempre ligado, devemos voltar a nos encontrar na próxima semana, tudo bem?

— Claro que sim. – Levantou-se acompanhando o advogado até a porta. – Obrigado mais uma vez, até.

— Até. – Despediu-se sumindo das vistas da loira que fechou a porta e se recostou na mesma devido a exaustão.

— Você não podia ter aceitado, aquele desgraçado deveria era receber pena de morte. – Darren exclamou irritado.

— Eu nem sequer vou discutir isso com você, a decisão já está tomada e eu não vou voltar atrás, agora se me dá licença eu vou voltar pro meu quarto. – Proferiu enquanto virava o corredor, ainda foi possível ouvir o barulho da porta sendo fechada.

— Adiantou tudo o que eu fiz? Não, me diz se adiantou de alguma coisa? A surra que ela levou deve a ter afetado, como ela quer deixar esse imbecil solto? – Darren balbuciou raivoso olhando os amigos espalhados pela sala.

— Dianna sabe o que faz Darren, se ela acha que isso é o melhor confia. – Mark disse com sinceridade, a loira já não era nenhuma criança, e ele tinha que entender, deu um tapinha nas costas do rapaz e se direcionou até a cozinha, Naya que estava sentada no braço do sofá cutucou Lea, a latina lhe deu uma piscadinha indicando com a cabeça o quarto, Lea sorriu com o gesto e sem falar nada se direcionou ao quarto.

— Hey, posso entrar? – Lea perguntou depois de abrir uma fresta da porta e ver Dianna com o braço por cima dos olhos.

— Uhun. – Murmurou sem muita vontade de falar, piscou alguns pares de vezes se acostumando com o quarto relativamente escuro.

— Você está bem? – Dianna deu espaço a amiga para que se sentasse mais confortável na beirada da cama.

— Sim, só um pouco nervosa com tudo isso, eu entendo que todo mundo quer me ajudar e eu agradeço, eu só acho que isso é uma decisão minha, não quero ninguém mais se envolvendo nisso, nem mesmo o Darren, eu não vou voltar atrás.

— Ok, acho que você tem razão. – Um silencio se instaurou no quarto, Lea somente olhava Dianna, olhar que não era retribuído. – Dianna..eu... hm, até quando pretende ficar aqui?

Dianna suspirou cansada, tinha esperanças de que essa conversa aconteceria um pouco mais pra frente, pelo visto, a sorte não estava do seu lado.

— Até o fim dessa semana..... Le, eu estive conversando com o Darren e.. – Dianna riu nervosamente mexendo no cabelo num gesto involuntário que alarmou a morena. – Eu não posso mais ficar no nosso apartamento, toda a imprensa sabe onde eu moro e logo que sair alguma coisa sobre o meu rompimento com o Alex aqueles urubus estarão me infernizando durante todo o dia....ele.. ele também sabe onde eu moro, não quero ficar mais la.

— Você pensa em se mudar então? – Lea perguntou, dava graças por estar sentada porque o chão parecia ter cedido a seus pés, Dianna assentiu. – Vai se mudar...sozinha? – Frizou bem a palavra, a garganta queimando com a idéia de não ter mais a loira perambulando pelo apartamento de camiseta e calcinha.

— Eu...é, acho que vai ser o melhor a se fazer, Ryan anda cada vez mais implicante sobre agente morar juntas, e principalmente depois que saiu aquela noticia sobre agente...sabe, bom.. eu acho que seria bom se eu me mudasse, principalmente com tudo o que tem acontecido. – Murmurou baixinho a ultima parte, a pele da bochecha que já retomava a cor natural ganhando um forte tom de rosa.

Lea não precisava que a loira esclarecesse, não era tola e sabia que agora que elas tinham essa...coisa— a qual não tinha definição aparentemente – as coisas ficariam muito mais complicadas, eram amigas com benefícios ao que parecia, mais ainda assim dividiam um apartamento e eram colegas de elenco, conviviam 24h por dia, do momento em que a amizade passa a ser algo mais, outros elementos também se envolvem, era completamente saudável que mantivessem uma distancia considerável que não fosse no trabalho, principalmente porque a coisa que ambas tinham era incerta, assim com a loira, não sabia se isso acabaria no domingo ou não.

— Não vou dizer que eu vou ficar feliz com isso, dividimos o apartamento por meses e eu já me acostumei a muito tempo a ter companhia em casa, mais eu entendo, vai ser bom, principalmente agora. – Engoliu seco agarrando as mãos da loira, desesperada por um toque pele a pele. – O aluguel vence em alguns meses, também não ficarei la. – Dianna iria protestar mais Lea a calou colocando dois dedos sobre seus lábios. – Não tem sentido eu ficar naquele apartamento, já está resolvido ok? Não tem problema. E quanto a série, quando você volta?