Heartbeats

10 Controvérsia


— Bora povo que aqui ta quase vazio. – falou um pouco arrastado e alto devido a musica alta que no segundo seguinte parou.

— Parou porque? Porque parou? Last night, I got served a little bit too much of that poison, baby. Last night, I did things..my momma would be so ashamed. It started off, "Hey cutie, where you're from?” And it turned into, "Oh no, what have I done?" And I don't even know his last name. – Heather começou a cantar novamente a musica que fora interrompida.

— Acho que você cantou errado. – A gargalhada de Mark ecoou escandalosa fazendo todos rirem menos Chris, este que estava jogado no chão inconsciente, tropeçou no pé de alguém e foi parar no chão e por la continuou.

— Não to...com a mínima vontade de ir. – Naya cambaleou ao tentar falar, Amber concordou com um aceno de cabeça.

— Eu sei...tem...um..canto que a ge..nte pode ir! Para o riacho, lá não tem luz, mas o som dos carros dá...é longe daqui e ninguém vai escutar...e é nas minhas terras, então se ouvirem, ninguém pode falar nada, pois quem manda naquela porra sou eu! – Dianna gritou batendo no peito ao que os outros riram, e Mark comentou em brincadeira.

— Ô mulher escrota....mais Cory me ajuda com esse bebum aqui. – Apontando Chris.

Como já haviam pagado só o que fizeram foi comprar mais 3 garrafas de tequila e alguns salgadinhos, Cory e Mark jogaram Chris de qualquer jeito na traseira do carro por cima de Amber; Estavam bêbados mais como não tinham opção Dianna e Mark voltaram aos volantes em baixa velocidade, o som dos carros era a única coisa ouvida a quilômetros de distancia, demoraram um pouco mais até chegarem ao riacho e ao estacionarem Cory colocou as coisas em cima do capô do carro, Dianna colocou um CD de musicas variadas para tocar, o som no ultimo volume, logo as garotas começaram a se despir fazendo Cory e Mark arregalarem os olhos.

— Podem tirar esses sorrisinhos aí, estamos todas de short. – Lea sorriu sacana para o descontento dos meninos, menos Chris que continuava no carro.

Os rapazes também tiraram as roupas ficando de cueca, a loira chamou todos e fora mostrar o riacho, se animaram com a visão do lugar e não demoraram a pular, a água não era funda, só na parte de cima mais eles estavam na parte de baixo do riacho então não teria problema.

— Você não vai falar com ela? – Dianna que estava se divertindo com Amber e Lea chegou perto de Naya que estava com uma lata de cerveja na mão, a latina não tirava os olhos da outra loira que estava brincando de tacar água em Cory.

— Falar o que? – O tom na voz era raivoso ainda que muito baixo.

— Não se faça....ela quase fuzilou você e o Mark quando fomos cantar e ele não despregava os olhos de você, o que ta rolando?

— Não sei, e a Morris não tem direito de ficar com ciúmes, eu não tenho nada com ela. – Dianna arqueou as sobrancelhas ao comentário da amiga e Naya revirou os olhos, odiava como a loira podia ser esperta.

— Tirando os beijos, as pegações e o sexo que eu tenho certeza que rola?! – Dianna sorriu presunçosa ao ver a latina com as bochechas levemente vermelhas.

— Desde quando você fala disso com tanta naturalidade? O sexo com a Sarfati te quebrou foi? Não sabia que ela era tão potente assim na cama. – A loira que tinha um sorrisinho nos lábios e os olhos em diversão fechou a expressão se sentindo incomodada com o comentário. – Ok, desculpe sim? Mais essa história ta me deixando louca da vida. – Apontando com a cabeça Heather nas costas de Cory e Mark que estava cantando alguma coisa com Lea e Amber.

— O que você quer afinal de contas? A sua história com a Hemo é mais antiga que a do Mark, que até hoje a noite eu nem tinha notado que existia.

— Quando eu descobrir o que eu quero, eu respondo. – Murmurou finalmente desviando os olhos para a latinha quase vazia de cerveja, bebendo tudo de um gole só. – E você e a Michele?

Dianna que bebia a garrafa de tequila no bico mesmo, a essa altura já nem se importava com copo ou o que fosse, engasgou com a pergunta respirando fundo, ela ainda não tinha atualizado Naya sobre os devidos acontecimentos.

— Ela não se lembra. – Bufou a espera de alguma reação da latina que só fez buscar a bebida em suas mãos e tomar um gole. – Depois de ter passado as 48 horas, que ela mesma enfatiza toda hora, sem dar noticias, quando eu voltei ela estava a ponto de me colocar pra fora do apartamento de tão nervosa, disse que tinha ficado preocupada, iria colocar o FBI atrás de mim, enfim... – Deixou a frase por si só revirando os olhos, Naya começou a rir escandalosamente, apesar de estarem tendo uma conversa relativamente séria elas não estavam com a sanidade mental intacta.

— Ela não mentiu, ela ligou pra todo mundo pra saber de você, e só não ligou pro Ryan porque a Jenna impediu, não sei como ela não pensou que você estaria na casa do Alex...é, ela me contou enquanto você estava dançando com a Heather. – Esclareceu com a voz um pouco contrariada ao lembrar das duas amigas dançando juntas, a loira arqueou a sobrancelha em incredulidade.

— Hey, ataque de ciúmes pra cima de mim não, eu e a Hemo somos só amigas.

— Esqueci que você é gay só pela Michele. – Deu um sorrisinho de lado.

— Eu não sou gay. – Rebateu com a voz fria.

— Jura? E porque você veio me procurar chorando pelo que quase aconteceu com vocês? E também porque ficou bufando quando disse que ela não se lembrava do que havia acontecido?

— Ok, já entendi, e eu não sou gay, só preciso entender o que ta acontecendo. – Naya olhou duramente a garota que apenas deu de ombros. – E eu tenho namorado que eu....gosto muito. – Dianna pareceu corar violentamente por não dizer que amava, em um movimento rápido a mão direita pescou a tequila na mão da latina tomando um gole muito grande.

— Claro, e eu também odeio carne. – Soou irônica, rindo em seguida.

— Esse final de semana foi o melhor que eu passei na companhia dele Nay, Alex nunca foi tão carinhoso comigo como nesses dois dias, eu realmente gostei de estar com ele. – A voz da loira saiu meio tremula, porém sincera demais. – E as coisas com a Lea, eu não sei o que deu em mim, isso nunca me aconteceu, por deus somos duas mulheres Naya. – Falou exasperada, a latina sorriu parecendo compreender. – Somos mulheres, ela é minha melhor amiga, eu quase fiz sexo com ela, uma garota, do sexo feminino, não é como se ela tivesse um pênis entre as pernas porque ela não tem, tem o mesmo que eu. – Choramingou abaixando a cabeça, Naya começou a chorar junto vendo o conflito que a amiga se encontrava.

Alguns minutos dolorosamente silenciosos se passaram e as duas amigas continuaram chorando, cada qual com seus problemas, não se olhavam e não olhavam nada muito importante, a única coisa que se ouvia eram as gargalhadas de Amber, barulhos na água e o som que estava mais baixo tocando uma musica qualquer, a latina direcionou o olhar a Dianna e deu um breve sorriso beijando-lhe a têmpora e se arrastando pra outro lado, a loira arriscou olhar pra onde a latina estava indo e soltou um sorriso muito fraco ao vê-la com Heather, as duas indo pra um canto mais sossegado para poderem conversar, ao voltar o olhar para frente deu um sobressalto ao ver uma morena em sua frente com os olhos um pouco vermelhos.

— Tudo bem? – Lea perguntou devagar para controlar a voz.

— Você realmente não se lembra não é? – Arrebatou com outra pergunta fazendo dois olhos castanhos muito pequenos se arregalarem em confusão.

— Di...desde que chegou em casa ontem de madrugada vem me perguntando ou mandando indiretas, o que eu fiz?

— Você não se lembra mais nada da reunião la em casa, tirando a parte do Mark, você não se lembra de nada mesmo?

Lea começou a forçar a memória, que instantaneamente lhe deu uma dor de cabeça maior a que já estava, o banho no riacho não lhe ajudara em nada considerando que ela não largava a vodka que estava em sua mão. Olhou Dianna outra vez e percebeu um sorriso triste no canto da boca da loira arregalando os olhos em seguida, alguns muito poucos flashes passavam por sua mente, caricias, toques, beijos, um gemido, cabelos loiros e olhos esverdeados, não, ela ainda não tinha consciência do que realmente havia acontecido mais não era difícil prever, Dianna pareceu perceber que ela parecia se recordar deixando algumas lagrimas caírem, Lea se recostou no carro com a boca aberta, a loira lhe ofereceu a garrafa de tequila e iam dividindo enquanto uma doce melodia ecoava dos carros fazendo com que grossas lagrimas também deslizassem pelo rosto da morena.

I guess now it's time for me to give up
I feel it's time
Got a picture of you beside me
Got your lipstick mark still on your coffee cup (oh yeah)
Got a fist of pure emotion
Got a head of shattered dreams
Gotta leave it, gotta leave it all behind now

Whatever I said, whatever I did I didn't mean it
I just want you back for good
Whenever I'm wrong just tell me the song and I'll sing it
You'll be right and understood
(I want you back for good)

Unaware but underlined I figured out the story


It wasn't good
But in the corner of my mind I celebrated glory
But that was not to be
In the twist of separation you excelled at being free
Can't you find a little room inside for me

Whatever I said, whatever I did I didn't mean it
I just want you back for good
(See I want you back for good)


Whenever I'm wrong just tell me the song and I'll sing it
You'll be right and understood
(I want you back for good)

And we'll be together, this time is forever
We'll be fighting and forever we will be
So complete in our love


We will never be uncovered again

Whatever I said, whatever I did I didn't mean it
I just want you back for good
Whenever I'm wrong just tell me the song and I'll sing it
You'll be right and understood
(See I want you back for good)

Whatever I said, whatever I did I didn't mean it
I just want you back for good
(I want you bac for good)
Whenever I'm wrong just tell me the song and I'll sing it
You'll be right and understood
(See I want you back for good)

Oh yeah
I guess now it's time
To you come back for good

A musica acabava por dizer exatamente o que Lea teria dito, ela não queria se lembrava nitidamente, os flashes vinham embaçados na memória e ela sentia muito por isso, ela já não suportava todo esse drama que ela e Dianna estavam envolvidas, em meses de convivência a situação nunca estivera desse jeito, era sempre uma relação amigável, raras as vezes que discutiam e ainda assim era pela mania de limpeza de Dianna e a bagunça que Lea fazia, mais gritos, choro, isso nunca fora problema e agora por um deslize seu as coisas começavam a desmoronar.

— Sabe quantas vezes você brincou com isso? Sabe quantas vezes eu te vi bêbada se jogando pra cima de mim e eu tive que fazer o máximo pra desviar da sua boca? Quando você se jogou em cima de mim quando eles foram embora – apontando os amigos no rio – eu fiquei surpresa ao ponto de não fazer nada, e então você sentiu o cheiro no me pescoço fazendo com que eu me arrepiasse – a loira negou com a cabeça tentando apagar as imagens daquela noite – a próxima coisa que eu tive consciência de você fazer foi apertar meu seio.....as coisas que eu senti com você me tocando foram tão intensas que eu não consegui te parar e eu não queria que parasse e eu não teria parado se continuasse, pra minha surpresa os movimentos que você começou a fazer por cima da minha calcinha cessaram – Dianna soltou um riso tão sem humor que a morena arregalou ainda mais os olhos, o corpo tremendo em pequenos choques elétricos que pareceram piorar com a ultima informação – Deus, eu quase chorei em frustração pensando ser mais um dos seus jogos e eu tava tão perto, implorei pra você continuar e tudo continuou parado, quando eu olhei pra baixo te vi de olhos fechados respirando calmamente eu vi que você tinha dormindo. – Dianna abaixou a cabeça envergonhada.

— Eu...eu sint..o muito. – A morena murmurou chocada, a mão que se encontrava agarrada a bainha da blusa ia de encontro ao ombro da loira se não fosse parada pela mão da mesma.

— Eu levantei na mesma hora, te levei para o quarto, limpei sua mão que estava um pouco molhada, troquei a sua roupa e te pus pra dormir, e não me pergunte como eu fiz isso porque minhas pernas estavam tremulas, eu precisava tanto que aquela pressão entre as minhas pernas aliviasse e nada que eu fizesse faria parar, nada Lea. – Olhando a garota com rancor. – Eu fiquei pelo menos uma hora dentro da ducha gelada e em nada adiantou, eu tava cega de frustração, foi aí que eu decidi que iria pra casa do Alex, ele ficou em choque ao me ver e pediu explicações, como eu poderia falar que a uma hora atrás eu estava quase transando com a minha melhor amiga? Nele eu vi que talvez ali eu tivesse a solução dos meus problemas, não me importava se ele iria trabalhar no dia seguinte pois eu passei a noite inteira fazendo sexo com ele pra não resolver PORRA NENHUMA LEA. – Dianna gritou as ultimas palavras em fúria, os amigos as olharam preocupados mais não fizeram nada e voltaram ao que estava fazendo, a morena se encolhera diante as palavras ásperas e fez um esforço muito grande pra não vomitar ao imaginar a loira e o namorado nus em uma cama. – Eu passei 48 horas fora pra não ter que olhar na sua cara, me sentindo culpada, confusa e usada, eu não sou gay Lea, eu posso ter um alter-ego masculino mais eu nunca me envolvi com mulheres, o engraçado é que eu quase fiz sexo com você sem te beijar, e eu queria tanto isso, eu queria tanto que tudo aquilo tivesse se sucedido pra você simpl......

A garota não pode concluir sua linha de raciocínio, a boca fora coberta por outra boca faminta, sedenta de desejo, não era considerado um beijo pois não havia contanto entre as línguas, eram lábios colados um no outro em uma pressão sufocante, Dianna não reagiu e Lea viu que ali podia fazer o que bem entendesse, rodeou o braço livre pela cintura da loira a imprensando no carro, com o outro braço, a mão a segurava pelo pescoço, a língua entrou sem pedir permissão furiosa, exigente, a loira não se mexia e tampouco fazia algum movimento, Lea não pareceu se importar porque era ela quem se movimentava obrigando Dianna a seguir seus movimentos, pequenos e baixos gemidos podiam ser ouvidos, era difícil saber de quem eram e o beijo só parou quando o ar se fez necessário. Nenhuma das duas se afastou imediatamente, a morena enterrou o rosto no emaranhado de cabelos loiros que estavam pregados de suor na curvatura do pescoço. Dianna olhava tudo com a visão um pouco embaçada, ela se conhecia bem o suficiente pra saber que as pupilas estavam dilatadas, e Lea também percebeu quando voltou a olhá-la dando um sorrisinho cinicamente doce, só pra provocar.

— Eu..eu n..não... – Dianna tentou falar algo, a voz entrecortada, olhava Lea como se não pudesse vê-la.

— Eu pensei que fosse algum tipo de alucinação, por isso não tentei lembrar de nada, não pensei que realmente isso tivesse acontecido. – A diva interrompeu mordendo o lábio em nervosismo, a loira entorpecida levou os dedos aos lábios e assentiu sem dizer nada. – Me desculpa?

— Pelo que exatamente? – Murmurou confusa sem saber a que ela se referia.

— Hm... por não ter me dado conta do que se passou exatamente, eu não fazia idéia de que dessa vez eu tinha ido longe demais.

— Você não aprece arrependida. – Analisou o rosto da morena e ela parecia estar confortável apesar de nervosa, mais arrependimento era a ultima coisa que passava pelos olhos cor de chocolate.

— Eu não estou, estaria se você não tivesse gostado, mais só pelo fato de que você insinuou que estava excitada eu não me sinto arrependida, e faria tudo de novo. – Lea murmurou muito baixo se aproximando de Dianna outra vez, não conseguia olhar nos olhos da loira pois ela desviava e num gesto um pouco brusco segurou o queixo da garota a obrigando a lhe encarar, a pele de marfim ganhou uma coloração rubra e Lea deu um sorriso pretensioso. – Diga que é mentira que eu não te causo arrepios, diga que agora você não daria a vida pra ter minhas mãos em você, diga que se eu não apertar seus seios você não fica excitada na mesma hora, diga Dianna. – Pediu com a voz rouca, a mão livre fazia uma leve pressão na cintura e calmamente Lea deslizava a mão pra cima e por dentro da camiseta até chegar ao seio esquerdo da loira, coberto pelo macio tecido do sutiã, a caricia rendeu o som parecido com um ronronar, instantaneamente Dianna fechou os olhos se deliciando com o toque, a morena chegava cada vez mais perto, a falta de ar era presente devido ao peito de ambas que subia e descia freneticamente, os lábios se roçavam em uma tortura muito lenta e quando a loira tentava se aproximar Lea apenas desviava o rosto com um sorrisinho de lado, só pra judiar; A provocação não duraria mais, a morena tinha consciência disso, ela ansiava por provar, beber da garota a sua frente tanto quanto a mesma, porem com o destino não se brincava, Lea pregara uma peça em Dianna evitando beija-la, o destino lhe pregou outra quando Cory e Naya chegaram fazendo muito barulho, como num chock ambas se afastaram quase dez metros de distancia.

— Hey, o que fazem aqui? – Cory perguntou com a voz um tanto quanto enrolada, a loira de olhos agora muito arregalados olhou Naya com repreensão, a latina apenas se encolheu.

— Lea veio buscar bebida, e eu tentando descobrir que horas são, já são quase 4 da manhã, vamos indo né? Amanhã agente levanta cedo. – Dianna o respondeu com o cenho franzido em uma careta engraçada, fora chamar os outros no riacho aos tropeços, por causa de Lea ficar aos tropeços começava a ser freqüente demais, e não era nem porque estava praticamente chapada.

Cory deu de ombros sem falar nada, ajudou Mark a colocar as coisas no carro enquanto Naya olhava a morena sugestivamente mais a garota apenas desviava o olhar comentando alguma coisa com Amber que vinha ensopada logo a frente de Heather e Dianna. Na volta para o sitio as coisas não foram as mesmas, por algum motivo Heather pediu pra ir com Dianna no carro e Lea tomou o lugar da loira indo no carro de Mark, ninguém perguntou ou comentou porém o clima ruim era quase palpável, na volta não houveram musicas, brincadeiras ou conversas, quase não se ouvia a respiração de ninguém, como na ida foram muito devagar, a bebedeira não estava nem longe de acabar mesmo com os banhos na água gelada do riacho; Quase uma hora depois os carros estacionaram de qualquer jeito no gramado do sitio, desceram sem fazer muito barulho e logo cada um fora para seu respectivo quarto de menos Dianna que se encarregara de guardar algumas coisas, o escuro não ajudava muito e foi em meio a trombadas que a loira chegara no quarto para descobrir que ao contrário de Hemo, quem habitava sua cama confortavelmente sentada era Lea.

— Hm...desculpe, entrei no quarto errado?. – Era pra ser uma afirmação que soara meio que uma pergunta, olhava envolta sem realmente entender, as cores branca e vermelha ainda estavam ali.

— Não....hm, a Hemo foi dormir com o Chris e a Naya acho que ta com a Amber, e..sobraram eu e você.

— Ahh…… ok.

O silencio que pairou no quarto era desconfortável e pareceu durar uma eternidade quando na verdade durava alguns segundos, quebrado por Dianna que ainda estava estatelada na porta do quarto.

— Bem, vamos dormir então né, boa noite. – A loira falava muito rápido devido ao nervosismo, nem sequer esperou resposta, apenas deitou numa das extremidades da cama muito encolhida, o álcool não surtia o efeito esperado que seria deixa-la relaxada, pelo contrário, parecia ainda pior.

Lea não se deu ao trabalho de responder, apenas suspirou muito baixinho, olhou Dianna de frente para a parede e teve de reprimir a vontade de rir, a situação era patética, ela sabia que a loira a queria e com ela não era diferente, o beijo no riacho serviu para incendiá-la por completo, no carro com Mark precisou cruzar as pernas muito apertadamente pra ver se a pressão que sentia melhorava, por muito pouco não soltou um gemido com o gesto. Agora apenas ver a imagem de si e da loira na mesma cama a deixava perturbada a tal ponto que ela se ouviu emitir um som falho do que parecia ser outro gemido. Dianna que tentava inutilmente dormir pode sentir o colchão da cama ceder ao peso da morena, ela não se mexeu mas pôde sentir que a garota lhe observava descaradamente.

Uma mão subia pela pele cor de marfim pausadamente, as pontas dos dedos ganhavam a pele das costas de baixo pra cima causando um arrepio gostoso, logo as unhas passavam arranhando bem de levinho, só pra atiçar.

— Le...o que ta fazendo? – Dianna perguntou tentando controlar a voz que saíra com uma rouquidão impressionantemente sexy na opinião de Lea, ela não parou.

— Carinho, não pode? Pensei que fossemos amigas. – Comentou com falsa inocência.

— E somos. – A conversa pareceu ter fim aí, o carinho continuava ganhando mais intensidade, o corpo quente se aconchegou ao da outra e a aproximação não era tão suficiente, a mão que antes ganhava só a pele das costas agora tinha a pele do pescoço em uma leve massagem, nenhum som, ela resolveu jogar sujo. Pernas entrelaçadas, subindo e descendo, nariz roçando na curvatura do pescoço, mão alisando, apertando a coxa? Que vergonha, demais para o auto controle de uma mulher Sarfati. – Você não deveria fazer isso...ahh. – Gemido rouco, era gratificação.

— Porque não, você gosta não gosta? – Perguntou mordendo-lhe o lóbulo da orelha bem devagar, a ponta da língua fazia uma caricia suava na região abaixo da orelha.

— Hum….. tão bom. – A loira não respondeu, nem precisava, a mão que antes estava quieta agarrada ao lençol branco foi por trás do pescoço da morena a forçando a continuar o que estava fazendo com mais intensidade.

— Deliciosa. – Os lábios carnudos, rosados, pura perdição, friccionavam a pele do pescoço, manchinha vermelha, quase uma bola de neve, ficando maior, roxo, roxo ficava bem em Dianna.

— Ohh, Lee..não deveria.....bêbada...não se lembra. – Palavras desconexas também ficavam bem em Dianna, principalmente quando Lea apertava o seio da loira por cima da blusinha de flanela.

— Shhh, deixa eu terminar o que eu comecei aquele dia. – Murmurou baixinho, voz descontrolada, rouca de excitação, o clitóris pulsava mais forte, gemido baixinho, musica para os ouvidos de Dianna.

Um sorriso ganhou os lábios da morena ao sentir que Dianna pouco a pouco cedia as caricias, subentendido pelas pernas da moça que se abriam enquanto ela realmente deitava de barriga pra cima. Lea se endireitou entre as pernas, o joelho subiu pressionando o sexo....molhado? Sorrisinho presunçoso, a loira corou, a morena riu, Dianna vermelha era uma graça, adjetivos muito poucos, a loira era deliciosa, tinha gosto de pureza, Dianna com pureza não combinava, a garota era sexy demais pra um adjetivo tão angelical, Dianna com pecado era mais apropriado. A mão apertou com mais força o seio nu por baixo da blusa, quando tivesse oportunidade jogaria as roupas da amiga fora. Gemidos baixinho, tímidos, ganham intensidade conforme a mão habilidosa acariciava, puxava, incitava, quanto mais provocava mais gemido ganhava.

— Precisa aprender uma lição senhorita Agron, você faz muito barulho, controle-se.

Puxou-lhe os cabelos loiros pra trás com pouca força, a boca colada no ouvido desceu ao pescoço chupando, a mancha roxa ficando maior, só pra castigar, a garota parecia ter dificuldade a se controlar, por caridade ou por vontade Dianna sentiu a boca de Lea assaltar a sua com voracidade, com ganas de arrancar lábios tão perfeitos fora, ela tentou seguir o ritmo, oh ela tentou, mais as mãos estavam estáticas acima da cabeça, seguradas por uma das mãos de Lea, a outra se encarregava de puxar a qualquer modo a blusa pra fora, conseguindo na oitava tentativa quando se viu precisando da ajuda da outra mão.

Sentada sobre o quadril Lea rebolou odiosamente calma e com força, pura judiação. A loira mantinha as mãos agarradas ao lençol, proibidas de tocar no corpo da outra, ordens da mesma. Os olhos apertados, o lábio entre os dentes, a morena pode ver o sangue, a beijou, o gosto da ferrugem não atrapalhou. Provocações a parte, Dianna não soube a que momento se viu sem o short também, tampouco viu que a morena também só estava de calcinha, deliciosa.

— Eu preciso te tocar, por favor. – A respiração entrecortada, a voz saiu esganiçada, num fio, Lea parou com os beijos abaixo do pescoço e a olhou com os olhos brilhando.

— Prometo que deixarei, mais agora, eu preciso ver as sensações que eu te causo, eu quero ver você agonizar nos meus braços, você vai ser só minha Charlie. – Respondeu lhe beijando brevemente os lábios fazendo a loira soltar um grunhido em frustração, as mãos ainda queimavam agarradas ao lençol.

Lea continuava com a tortura cada vez mais devagar, seria até chato se Dianna não estivesse a cada hora mais excitada com o que a morena fazia, beijava-lhe os seios macios, quentes e pálidos, incitava os bicos até estarem intumescidos o suficiente, o corpo jazia algumas marcas, e a cada movimento que a loira dava um pouco mais para baixo a loira cuidava para que não soltasse um grito.

Num movimento inesperado as mãos estavam ao redor do elástico da calcinha branca, Lea sorriu com a visão do tecido da calcinha transbordando a excitação do sexo da loira, sem realmente se dar conta passou os a língua pelos lábios, a boca agora cheia d’água. Ela nunca havia feito algo como aquilo, nunca nem poderia imaginar mais seria uma grave mentira se ela mentisse o fato de que estava louca pra sentir o gosto da garota. A calcinha deslizava calmamente conforme Lea a puxava, sem pressa alguma, calcinha encharcada fora do corpo, ela subiu lhe cobrindo de beijos, do começo da coxa na parte externa a pequenos e suaves beijos na parte interna, conforme ia subindo os beijos Dianna arqueava o quadril implorando mudamente por mais, a morena decidiu prolongar o sofrimento um pouco mais e subiu sugando muito forte o seio direito, a mão fazendo uma pressão gostosa no ventre.

— Onde quer que eu a toque Di?

Lea perguntou num sussurro enquanto mordia levemente o queixo da amiga, Dianna quase não pode ouvir, mais rapidamente pegou a mão da morena, a deslizando para o meio de suas pernas num contato direto com o sexo úmido. Com a sensação Lea soltou um gemido um pouco alto que fora abafado pela boca da loira contra a sua, a mão de Dianna guiava a da morena mostrando os pontos onde veria ser tocada, logo a garota já a estimulava no clitóris fazendo uma caricia torturante, os dedos deslizavam por todos os pontos querendo descobrir mais e mais, a morena sorriu com a expressão de deleite no rosto da loira e decidiu-se por provocar a entrada do sexo da loira com o dedo indicador e dedo médio, o que bastou para a Dianna explodir num orgasmo avassalador, o corpo tremendo e a sensação de alivio imediato, mais não era suficiente e a morena sabia. Introduziu os dedos sem cuidado algum, ela sabia que nessa hora não precisava, os movimentos frenéticos, rápidos quase selvagens, logo os movimentos retrocederam ao ritmo e Lea introduziu um dedo a mais, um segundo orgasmo não demorou a vir e Dianna que até então tinha o corpo arqueado cedeu bruscamente o corpo, estava incrivelmente exausta, os cabelos grudavam na pele suada, os olhos incrivelmente verdes estavam brilhantes, e a pupila consideravelmente dilatada, ela mal pode sentir a língua da morena de encontro ao seu sexo o limpando, subiu em seguida com um sorriso fascinante no rosto beijando a testa molhada de da loira para em seguida lhe beijar brevemente a boca, onde Dianna pode sentir um leve gosto do próprio sexo.

— Você está linda. – A morena elogiou com um sorriso brilhante, não era mentira, Lea descobriu nesse momento que a imagem mais perfeita que existia era Dianna vermelha devido a exaustão, os cabelos loiros pregados a testa e a respiração descontrolada, não havia nada mais bonito. – Como me saí? – Perguntou sorrindo, ela já fazia idéia da resposta.

— Incrível, você foi incrível. – Um sorriso fraco se formou no rosto cansado de Dianna, o sono lhe beirava mais ela tinha algo que fazer primeiro. – Mais agora é a minha vez.

Dianna sorriu sarcástica? Pode se dizer que sim e a morena teve medo do sorriso sarcástico e maldoso, para logo em seguida abafar um grito com a própria mão ao sentir os dedos de Dianna rasgar sua calcinha enfiando sem muita dó ou paciência dois dedos no sexo da amiga. Os movimentos eram mais rápidos ainda que os de Lea e Dianna se concentrava no rosto franzido da morena a vendo com várias expressões no rosto, logo a boca fora conectada com a da amiga e a loira a beijava com fúria chupando fortemente sua língua, enquanto a outra mão fazia uma pequena passagem no pescoço a relaxando. Lea quase teve um colapso ao sentir tudo aquilo de uma vez, ela tentava acompanhar o ritmo do beijo sem sucesso, Dianna naquele momento se assemelhava a um animal selvagem, o oposto da calmaria e paciência de Lea, Dianna gostava desse tipo de jogo mais ela queria proporcionar maior prazer a Lea, e o orgasmo duplo da morena não demorou a vir a arrebatando por inteiro, o coração batendo acelerado com uma camada fina de suor por todo o copo, Dianna sorriu satisfeita, continuaram assim por alguns minutos até a loira tirar lentamente os dedos de dentro de Lea ao que a morena soltou um gemido muito baixinho em protesto, as duas se deitaram direito de modo que Lea ficasse deitada sobre o peito da loira. Palavras não eram exatamente precisas naquele instante, nem elas precisavam dizer alguma coisa, explicações não era algo que elas precisassem e ambas agradeceram mentalmente antes de enfim pegarem num sono profundo, sendo o ultimo som a escutarem ser o próprio coração normalizando.