Heartbeats

16 Caindo aos pedaços.


— Dianna, você está bem? Consegue me ouvir? Está bem? – A voz era doce e a loira sabia que era familiar mais não conseguia distinguir mesmo que os olhos estivessem voltados ao rosto da pessoa.

— Lea, leva a Dianna daqui, agora. – Jonathan Groff se encontrava em uma das situações mais estranhas de toda sua vida, no momento prendia os braços de Alex depois de lutar bravamente contra o loiro e nocauteá-lo depois de uma direita linda enquanto Naya que chegara instantes atrás distribuía chutes, tapas e socos a torto e a direito.

— Leva ela pra meu hotel, eu estou no Petit Ermitage. – Darren pediu assim que ouviu as palavras de Jon.

— Não, ela vai ficar exposta, Naya já chamou a policia, você vai com o meu carro, Naya vai dirigindo com o carro do Mark, se os jornalistas descobrirem o que aconteceu com ela a primeira coisa que farão é ir até o apartamento de vocês e no hotel ela vai ficar exposta, vai pro flat do meu tio, é no final da cidade, ninguém vai achar vocês, se lembra onde é? – Perguntou a Lea e estendendo a chave para Mark que estava parado na porta.

— Acho que sim, Mark me ajuda, ela não responde. – Pediu aflita ao amigo que de pronto pegou Dianna no colo, a loira se debateu ainda mais e só se acalmou quando Mark começou a conversar.

— Di, se acalma, sou eu Mark, calma, vai ficar tudo bem, vamos tirar você daqui ok? – A garota não respondeu, apenas escondeu o rosto na curvatura do pescoço do rapaz de moicano. – Lea você vem comigo, Nay você me segue com o meu carro, se começar a ser seguida da um jeito de desviar do caminho.

— Eu e o Darren vamos ficar pra prestar queixa, assim que acabar eu dou um jeito de avisar o resto do pessoal e vou encontrar vocês, ok? A chave do flat você pega com o porteiro, ele já te conhece então não tem problema, mais eu vou ligar pra avisar, só passem em alguma loja de conveniência, não tem comida alguma.

— Tudo bem, vamos? – Perguntou a Lea e Naya, ambas estavam nervosas e a morena estava a beira das lagrimas por ver a melhor amiga naquele estado, antes que saíssem pegou um casaco cobrindo a parte do busto da amiga.

Leva 1 hora e 30 minutos dos estúdios até Westwood onde está localizado o flat do tio de Jonathan Groff. Durante 1 hora e 30 minutos um silencio ensurdecedor esteve presente dentro do carro de Mark, 1 hora e 30 minutos e Dianna esteve do mesmo modo em que Mark a colocara no carro, ela mal viu quando desceu do carro amparada pelo amigo, também não prestou atenção quando a melhor amiga se direcionou ao porteiro do prédio e pegou a chave reserva do flat e não soube dizer quanto tempo havia se passado desde que estava encolhida no enorme sofá daquele espaço.

— Ela não reage a nada, todas as vezes que perguntei algo ela não respondeu, acho inclusive que não escutou nada do que eu disse. – Lea murmurou baixinho, as lagrimas ameaçando a cair a cada segundo.

— Ela está em choque, vamos dar um tempo pra ela, agora ela precisa tomar um banho. – Lea e Naya assentiram respectivamente, resolveram preparar um lanche leve enquanto Mark ia falar com a loira.

— Di, olha pra mim. – Mark pediu com a voz suave e erguendo delicadamente o queixo da amiga. – Agora está tudo bem, você está fora de perigo e nada vai te acontecer, certo?.....Porque você não vai tomar um banho? Vai te fazer bem, tudo o que precisa já está no banheiro e a água já está regulada, tem banheira, pode encher.

Dianna não respondeu, apenas seguiu Mark até o banheiro, assim que o amigo a deixou só começou a se despir, a água estava extremamente quente do jeito que queria e antes que entrasse se analisou frente ao espelho do quarto. As marcas da surra estavam por todo o corpo, nas coxas, barriga, braços e ombro direito marcas enormes, verdes e arroxeadas, mais o pior era seu rosto, os olhos tinham uma forte coloração roxa, o supercílio estava inchado, o nariz apresentava só coloração diferente, porém, doía como nunca e o lábio superior tinha um pequeno corte. A garota reprimiu um soluço entrando na banheira se permitindo deliciar-se com o alivio que a água quente lhe proporcionou; mais fora questão de minutos até um grito muito alto soar dentro do pequeno mais aconchegante apartamento, a primeira pessoa que aparecera na porta do banheiro e a mesma levou a mão a boca em horror foi Naya, a segunda foi Lea que ficou em estado catatônico e por ultimo quem apareceu foi Darren que havia acabado de chegar junto com Jonathan e Chris. O rapaz se apressou em entrar no banheiro e tirar as pressas Dianna da água não se importando com a nudez da amiga, as mãos alcançaram um roupão e logo o tecido delicado cobria o corpo da loira que estava aos soluços, Naya e Lea observavam em silencio Darren pegar a garota no colo e colocá-la deitada na cama.

— Está tudo bem. – Murmurou enquanto se deitava com a amiga e a ninava como podia, só então o choro compulsivo viera, os soluços eram altos e era só o que se ouvia em todo apartamento, não demorou para que Jonathan e Chris aparecessem.

O estado em que os amigos se encontravam era digno de pena, a luz acesa permitia bem ver que os olhos de Darren estavam cristalinos e era notável a força que ele fazia para não desabar, com Lea e Naya era diferente, as duas garotas estavam escoradas contra a parede e choravam silenciosamente pelo estado em que a doce Dianna se encontrava. O silencio era perturbador e ninguém fez nada para quebrá-lo, e só saíram do quarto quando a loira estava ferrada em sono profundo.

— E aquele imbecil, o que houve com ele? – Mark deu voz a pergunta que rodava na cabeça da morena e da latina, a atenção das duas voltaram-se na hora em que as palavras foram pronunciadas.

— Ele foi detido, eu e Jon depomos, mais eles precisam que vocês duas. – Darren apontou as garotas. – e Mark façam o mesmo, e também querem falar com a Dianna o mais rápido possível, também temos que levá-la para fazer os exames de corpo e delito por conta dos golpes que ela levou do Alex, depois vou levar até a delegacia os resultados, não quero que ela passe por isso mais do que deve.

— Isso tudo é um pesadelo. – Naya murmurou com a cabeça baixa, a latina fazia o que podia para não chorar na frente dos amigos mais a situação era complicada e tensa, Chris não hesitou em ir para o lado da amiga e acariciar-lhe os cabelos.

— Ela vai ficar bem, não se preocupe, você sabe que ela é forte.

— Eu não sei se acredito nisso.

— Ela vai superar. – Chris repetiu firme e todos naquela sala pediram que as palavras do amigo se tornassem verdade.

— Jonathan, tem problema dormirmos aqui? Acho que ninguém, principalmente as meninas vão querer ir embora.

— Sem problemas Mark, tem 3 quartos e colchão inflável no quarto principal, e o sofá é confortável pra dormir.

— Eu vou ficar no quarto com a Dianna se não se importarem. – Darren se pronunciou no mesmo instante, Lea o olhou um pouco enraivecida mais sequer disse alguma coisa.

— Tudo bem, Le você vai ficar no quarto comigo? – A morena assentiu e logo direcionou um olhar a Naya que assentiu brevemente como se dissesse que estava tudo bem. – E vocês?

— Eu fico no sofá, melhor que Naya e Chris fiquem no outro quarto. – Mark ponderou ao ver a latina ficar tensa, o momento não era propicio pra falar das próprias relações, o que estava em jogo era Dianna e era o que importava.

O clima dentro do apartamento não melhorou em nada durante a tarde, cada um ficou em um determinado canto e todos se revezavam para olhar Dianna que tinha o sono pesado. Lea num dos momentos se arriscou em se aproximar da amiga, pode deslizar as mãos pelo rosto da loira durante alguns segundos até uma nova crise começar. Darren precisou dopá-la com um calmante e remédio pra dormir, por toda a noite a morena se recusou a voltar ao quarto novamente, um sentimento de culpa se instalou e o medo de ser a causa de mais um surto de Dianna a corroia por dentro. Deitada na cama com Jonathan Lea chorou como jamais havia feito, nem as palavras carinhosas do melhor amigo lhe confortavam.