Heart By Heart

14 My little wild one


Notas iniciais
Heey, estou de volta com mais um capítulo.
Cara, estou adorando os comentários continuem assim ok' kkkk' Estão me deixando muito haapy.

Ficamos na praia por mais algumas horas e depois vamos para a casa. A casa era grande, dois andares com uma piscina do lado de fora, esse lugar e maravilhoso. Da ultima vez que vim foi quando minha família tirou ferias junto com a de Guilherme e resolvemos vir para cá. É engraçado o quanto nossas famílias se dão bem, parece que somos todos parentes pelo o clima bom que fica.
Por mais que negássemos estávamos super cansados da viagem. Os meninos ficaram no mesmo quarto, mas como ninguém queria dormir no chão, nos dividimos em duplas e cada uma ficava com um quarto.
_ Vamos tirar no palito as duplas e quem vai ficar com o quarto que tem a cama de casal. — diz Maíra quebrando os palitinhos. Saí com ela e com o quarto do casal.
_ Foi até bom, alguém ia ter que tirar as roupas da mala. — digo carregando uma alça enquanto Maíra leva a outra.
_ E mesmo, só que tenho dó de Aline por ter ficado com a Anna. Se nós que a conhecemos há tempos, já temos vontade de matá-la, imagina ela.
Anna pode ser uma das minhas melhores amigas, mas às vezes ela pode ser meio insuportante, imagino Aline com aquele tamanho todo enfrentando o mau humor normal de Anna quando ela acorda todos os dias, e isso vai ser muito engraçado de ver.
_ Ela sabe se cuidar — disse para Maíra.
_ Espero que sim. Sabe, no início fiquei um pouco insegura sobre ela vir. Você sabe, pelo o histórico dela com Guilherme, mas lá na van enquanto estávamos conversando vi os dois brincando um com o outro e não tinha nada de clima tenso ou qualquer outra coisa, só de amizade e um pouco carinho.
_ É, alem do mais os dois eram amigos antes de namorarem, e o Gui passou muito tempo com a família dela e criou apreço por eles muito grande. Mas não e nada que você tenha que ligar não, te garanto. Ele não para de falar de você, acho que e a primeira vez que vejo que ele realmente gosta de alguém desse jeito.
_ Às vezes me pergunto se tudo isso é um sonho e que uma hora tudo vai desaparecer, e ele vai voltar a ser aquele garoto que dava em cima de todas as garotas e nem vai lembrar que eu existo. — ela diz deitando na cama. — E você? Que tal dar uma chance para o Jonas, ele está mais bonito do que aquela vez.
_ Nada a ver. Já te disse ele não faz meu tipo, nunca fez. E eu não posso ficar com alguém e deixar a Aline de vela como vocês me deixam. — digo deitando ao seu lado.
_ Ah fala serio Nanda. — ela diz apoiando o cotovelo no colchão para me olhar. — E isso não é problema, Daniel esta totalmente caído por ela. E se ela não o quiser, pode muito bem achar outro por ai. Ela é muito bonita.
_ Eu sei, mas se acontecer à gente vê o que rola. Não vou planejar nada. E agora vou tomar um banho para ir comer algo porque estou morta de fome.
_ Vai lá. E vê se não demora, esta fazendo muito calor para você ficar 1 hora no chuveiro
Me levanto e pego minha roupa. Tomo banho rápido e coloco um short jeans rasgado na borda e uma regata dos Ramones. Saio e Maira assovia.
_ E gata, vamos terminar o que começamos ontem?
_ A noite é uma criança, temos todo o tempo do mundo mais tarde. — digo secando o cabelo.
_ Ih nem rola, Guilherme já veio aqui e disse que vamos sair hoje à noite. Só nós dois.
_ Hum, então vai tomar banho e se arrume pensando que vai sair comigo. — digo rindo.
_ Ah, mas ai eu nem colocaria uma roupa. — ela diz rindo.
_ Porra molier, assim você me mata.
_ Quem vê, ate acha que somos sapa... Lésbicas, segundo Marcos
_ É. — digo, mas penso. “Ah se você soubesse da missa um terço. "
Ela vai tomar banho e eu vou lá para baixo.
Guilherme ta jogando truco com Aline, os dois formaram uma dupla e estão jogando contra Marcos e Daniel.
_ Ta de brincadeira, vocês são tudo mineiro mesmo. Pra tudo quanto é lugar que vai, joga truco. — digo dando a volta na mesa e olhando as cartas de Guilherme. – O Marcos tem um 4 de paus.

Aline ri enquanto Marcos protesta.
_ Isso é roubo Nanda. Fez isso só porque não sabe jogar.
_ Não é nada, se chama ajuda ao próximo.
_ Você não sabe jogar? — pergunta Daniel olhando para mim.
_ E que... — tento dizer, mas Guilherme me corta.
_ Ela não consegue. Já tentei a ensinar um zilhão de vezes, mas ela continua insistindo que o 6 vale mais que o 3.
_ Mentira, é que ele não sabe me ensinar – digo me defendendo.
_ O que? Vem cá que eu vou te ensinar, e acho bom você aprender. — Aline diz me dando um espaço na cadeira.
_ Quer dizer que agora além de chef de cozinha você também é ÁS em truco? — digo e dou uma risada por causa da piadinha. Ta, somente eu achei graça. Aline deu ombros fingindo que não era com ela e me mostrou suas cartas.
_ Olha, a primeira regra a ser considerada é de que as cartas seguem uma ordem de valores.As mais fortes são: 4 de paus = Zap > 7 de copas > Ás de espadas > 7 de ouros
> Coringa = três e meio. Da carta mais forte para a mais fraca, não importando os naipes: 3>2>A>K>J>Q>7>6>5>4. Essa é a ordem, cada pessoa recebe três cartas, então você tem que jogar uma carta que "mate" (seja maior) as cartas dos demais jogadores! ... -

Ela me explicou todos os princípios do truco, e pela primeira vez na vida consegui entender realmente com se joga. Formamos dupla então, e os meninos revezaram a cada rodada. E assim ficamos jogando ate Maíra aparecer na sala com um vestido floral e uma rasteirinha.
_ Guilherme, meu brother, que gata você tem. — diz Daniel olhando para ela.
_ É, eu sei. — ele joga suas cartas no Daniel e anda até Maira. Coloca seus braços sobre ela e da um beijo na testa.
_ Que bonitinho, mas tanta melação está me dando diabetes. — Como sempre, dou aquela interrompida enquanto colocava uma carta antes deles se beijarem novamente.
_ É muito amor mesmo. Vamos então? — diz Guilherme me afastando enquanto Maíra tirava a carta dos lábios. Rio e vou pro lado de Aline.

_ Vamos. – ela diz e eles saem.
_ E nos? Vamos ficar em casa ou vamos sair? — Pergunta Marcos.
_ Olha, tem um barzinho aqui perto e tem uma boate no centro. Os dois são lugares bem legais e da para curtir bastante.
_ Por mim tudo bem. — digo
_ Beleza, vou chamar a Anna, desde que chegamos, ela está apagada. — ele sobe as escadas.
_ E, meu irmão também. Depois o chamo, ele se arruma rápido.
_ E que tal a gente ir se arrumar também? — pergunta Aline para mim.
_ Claro.
Nos voltamos para o piso superior, e Aline vai para o quarto dela pegar uma roupa. Volta um tempo depois de mãos vazias.
_ É, digamos que não escolhemos um bom momento para subirmos. Ele a acordou, e eles estavam matando as saudades, se é que você me entende. Ainda bem que vi antes de entrar. – ela diz vermelha
_ Vem me ajudar a escolher minha roupa então. — digo e a puxo para meu quarto.
Enquanto fecho a porta, sinto suas mãos nas minhas costas por baixo da blusa.
_ Acho que não é apenas eles que querem matar a saudade. — digo me virando para beijá-la.
Coloco meus braços no seu pescoço e a puxo para mim. Ela continua passando suas mas por minhas costas e as puxo para frente colocando no meu peito.
_ Acho melhor não. — ela diz enquanto dou beijos em seu pescoço. — Vai que alguém entra. – e volta a me beijar.
_Então acho melhor você parar de me beijar, senão fica difícil. Vai tomar banho pra gente poder sair, pode usar o banheiro aqui do quarto.
_ To indo. — ela começa a andar pra lá e entra no banheiro, um tempo depois ela aparece na porta e diz pra mim. – Fica aqui comigo.
Dou um sorrisinho e vou ate ela. Dou mais um beijo e levanto sua blusa. Ela levanta os braços para facilitar a passagem, beijo seu ombro até o fecho do sutiã. O desfaço enquanto ela relaxa sobre meu toque. Eu a viro para mim e começo a desabotoar seu shorts. Ela me olha cheia de desejo, enquanto se forma uma piscina de tecido ao redor dos pés, a pego pela mão e levo ate o box, ligo o chuveiro , a coloco perto e saio de perto. Parecendo como se tivesse sido acordada de um sonho, ela me olha assustada.
_ Como assim? Pensei que ia tomar banho comigo.
_ Você que disse que tem muita gente na casa, podem aparecer. Anna daqui a pouco bate aqui para saber se estamos prontas e não posso atendê-la se você estiver com suas mãos em mim. — digo dando uma piscadela, e a deixo com cara de taxo.
Vou para o quarto e procuro algo decente na mala. Resolvo continuar com a mesma roupa e só colocar uma camisa jeans por cima, e um salto. Também coloco um biquíni, melhor prevenir do que remediar. Depois de alguns minutos, bato na porta banheiro apressando Aline.
_ Anda logo madame. Eu ainda quero tomar uma ducha.
_ To saindo. — ela diz e não demora muito, abre a porta. – Pronto, está satisfeita? — faz uma falsa carranca.
_ Demais. Deixa eu ir logo.
Só jogo uma água no corpo e saio rapidamente. Paro para olhar a reação de Aline da porta. Ela já me viu de toalha algumas vezes, mas toda vez que acontece, a vejo me admirando cada vez mais.
_ Vê algo que gosta? – pergunto enquanto me encosto no vão da porta.
_ Sim, mais especificamente de tudo.
_ Assim eu não aguento, se continuar vou ter que te jogar nessa cama e ai a gente não vai mais sair.

_ Você fala como se fosse um homem. – ela diz rindo
_ Ué, alguém tem que ser o homem da relação Molier. Você cozinha e eu como. Literalmente. — digo enquanto vou colocando as roupas.
_ Você não presta Nanda.
_ Você gosta assim. Fala que não?! Ei espera... Eu reconheço esse vestido.
_ Convencida nem um pouco. E sobre o vestido, eu não queria correr o risco de ir La no quarto e ver algo que não quero. Mas agora para de convencimento e me amarra o vestido aqui para mim.

_Ok, e confesso que o vestido ficou perfeito em você.
A ajudo com o vestido e com a maquiagem. Passo apenas lápis, rímel e batom, não queria usar muita maquiagem hoje.
_ Gatas, vamos? — diz Anna chegando na porta enquanto retocava seu batom.
_ Aham. — digo pegando meus saltos e os coloco sobre o ombro. — Bora Aline.
_ Podem ir indo. Vou pegar algo na minha mala primeiro.
_ Só não demore, já ta todo mundo pronto.
Ela acena e nos saímos do quarto. Chegando lá embaixo, Daniel nos recebe em pé e não resiste, acaba perguntando sobre Aline. Confesso, ele era bonito, estava com uma bermuda jeans, um Vans e uma blusa preta, o cabelo estava arrepiado como sempre.
_ Ela esta acabando de se arrumar. – diz Anna.
_ Ata. – ele diz e se vira para mim — Meninas, por acaso vocês acham que eu poderia ter uma chance com ela?
_ Sinceramente, não. — digo no mesmo momento em que Anna fala – Quem sabe.
_ Olha Daniel, acho que ela não ta com cabeça para isso agora. Ela passou por uma barra nessa semana muito difícil e tenho a impressão que ela também esta gostando de alguém. — digo tentando convencê-lo.
_ Mas você bem que poderia tentar me ajudar, ou melhor, vocês duas. — ela pergunta olhando para nós. — Por favor, me ajudem?!
_ Daqui a pouco você vai estar de joelhos, Daniel. O que é tão importante assim? — diz Aline chegando atrás de nos.
_ Nada de importante. Cadê o Jonas para podermos ir? — digo mudando de assunto
_ Esta lá fora conversando com o Marcos, cansaram de esperar vocês aqui dentro. – disse se encaminhando para a porta. — Primeiro as damas.
Todas vamos para fora, e enquanto Anna passava pela porta a ouvi sussurrar para Daniel. — Não esquenta, vou tentar de dar uma ajuda.
Olho para ela e vejo aquele olhar. É, aquele bendito olhar.
Anna deve ter mestrado em persuasão, além da lábia ela também tem aquele olhar, o do desafio, algo que ela não desistir enquanto não consegui, não importa como.

Significa que ela provavelmente vai passar a noite toda arranjando situações para fazer Aline perceber Daniel, e como ele é bonito, e inteligente e etc.
Volto a olhar para frente para evitar ficar imaginando a cena, mas isso não impede minha cabeça de pensar. E só vem uma única palavra a minha mente:
F-U-D-E-U!

Notas finais
É isso minhas lindas. Talvez tenha um outro capítulo da Jennifer hoje, ela ainda não confirmou então podem ser que estejam com sorte. kkk
Até a próxima, nos vemos depois
Bye