Heart By Heart

31 Maybe it's true that I can't live without you


Notas iniciais
Heey coisas lindas. Vim postar mais um capítulo para vocês, espero que curtam. Boa leitura ^^ P.S.: Acho que os capítulos viram mais rápido e tenho uma notícia, vocês decidem se é boa ou ruim. Então... eu já tenho alguns capítulos prontos e ontem eu já estava escrevendo o último capítulo da fic. = Eu sei... AAAAAAHHH! Ainda tem uns 8 ou 9 capítulos ainda para serem postados, mas infelizmente já esta chegando ao fim.

Acordo num sobressalto, estava ofegante e meu coração estava acelerado. Não me lembro, mas pelo meus estado devo ter tido um pesadelo, e dos ruins. Ao meu lado, Aline dormia tranquilamente. Nossos pais tinham saído para jantar e nos pedimos uma pizza e ficamos assistindo DVD deitadas. ( E sim... Nos só ficamos assistindo com um espaço considerável entre nós. BH anda num forno que só). Um pouco antes de cair no sono, ouvi barulho de carro então a mãe dela provavelmente já tinha chegado. Me levanto e saio do quarto, desço as escadas indo ate a cozinha, mas paro ao ver um cara só com uma toalha amarrada na cintura, parado em frente a geladeira. Fico sem saber o que fazer, acho que ele ainda não me viu, começo a dar passos para trás e me viro para a sala.
_ Quem esta aí? — ouço a voz forte e grave atrás de mim. Me viro e vejo um cara, deve ter uns 35 anos, tinha cabelo e barba preta.
_ An... Oi. Sou Fernanda, namorada da Aline.
_ Hum, acho que não fomos apresentados, sou Victor. Não esta tarde para você estar acordada heim mocinha?! — ele se encosta no balcão olhando para mim.
_ Esta, eu-e-eu tive um pesadelo. Só vim tomar um copo d'água. Já estou subindo.- Por que eu estava gaguejando? Passo por ele indo em direção a geladeira. Sinto seu olhar sobre mim, mas tento ignorar.
_ Então... Você e o novo namorado da Sabrinna?
_ Sou sim. Sou um amigo antigo da família. Foi uma pena perde-lo daquele jeito.
_ Foi sim. — e o assunto acabou ai. Olhei para o chão enquanto acabava de beber a água. Não me entendia, através dos músculos avantajados, o cara exalava respeito e autoridade e fui totalmente pega por essa intensidade dele. Não era nada atrativo ou excitante, confesso que estava com um pouco de medo.
_ More, tu ta ai? — ouço a voz sonolenta da minha sogra vindo da escada. — Ah, oi Nanda. Pensei que estava dormindo.
_ É, já estou indo. Boa noite.
Saio correndo dali e entro no quarto de Aline me encostando na porta a fechando. Acho que foi um pouco forte, porque Aline levanta a cabeça assustada com o barulho.
_ O que foi?
_ Eu acabei de conhecer o namorado da sua mãe. Putzgrilla, o que é aquilo.
_ O que? — ela pergunta levantando o lençol, me chamando para lá.
_ O cara, véi. Ta loco, fiquei ate sem palavras. Estou ate falando igual o Guilherme, meu. Ta parei, mas convenhamos o homem parece um guarda roupas. — me deito ao lado dela e ela apoia a cabeça no meu ombro.
_ Eu sei, acho que ele sempre foi assim, me lembro um pouco dele.
_ Ele me disse que era amigo do seu pai. Espera, você acha que os dois... Não, esquece.
_ O que? Fala.
_ Sei lá, deve ser viagem da minha cabeça. — ela continua me olhando e não ia parar ate eu falar o que estava pensando. — É o seguinte, o cara era amigo dos seus pais e agora, de repente, ele e sua mãe estão namorando. E um pouco estranho, não?
_ Ah... — ela parece analisar a situação, franze o cenho, mas depois balança a cabeça. — Acho que não, quer dizer, eu espero que não. Minha mãe era muito ligada ao meu pai.
_ Ele passava muito tempo fora. — deixo escapar sem querer.
_ Você não conhecia os dois, Ok? — ela se senta na cama de costas para mim. — Eles pareciam, não sei explicar, como se completassem um ao outro. Não creio que ela traia meu pai.
_ Ei, me desculpa. Eu sou uma idiota, tá. Isso é tudo viagem da minha cabeça. — passo os braços por de trás dela e dou um beijo no seu ombro.
_ Eles se amavam muito. Eu torço pela minha mãe, mas tento entender como ela pode amar outra pessoa.
_ Eu sei que quando você encontra a pessoa certa, nenhuma outra te completa daquele jeito novamente. Não acredito em apenas uma metade da laranja, acredito em que tenham pessoas que te completem mais que outras. Em um mundo com 7 bilhões de pessoas, como e que pode uma única pessoa ser sua alma gêmea? E qual a probabilidade de ela esta no mesmo país que você, quem dirá na sua cidade ou no seu bairro? Então é claro que você pode amar mais de duas pessoas, só que não da mesma forma ou ao mesmo tempo. Ai já é filhadaputagem
_ Virou Freud foi?
_ Estou falando serio, quando você encontra uma pessoa é tudo lindo. Quero ver aguentar viver uma vida rotineira com ela, stress, mal humor. Cara deve ser muito chato, por isso eu me pergunto se apenas o amor serve para viver uma vida feliz? É igual naquele filme que assistimos hoje...
_ Procurando Nemo? — ela pergunta com um sorriso, ela sabe bem de que filme se trata.
_ Não, mas é disso que estou falando. É como em 500 dias Com Ela, e se um dia você não achar mais graça nas minhas retardadices? E se achar que eu sou uma louca mental e tentar me enxotar?
_ Na verdade tenho vontade de fazer isso todos os dias.
_ Pensa bem, é tudo muito clichê, muito programado. Você nasce, cresce, trabalha, casa, trabalha, tem filhos, trabalha, trabalha, trabalha ainda mais, e morre. Não que eu não ache que nos duas não teríamos uma vida perfeita, porque nós teríamos. Eu teria um emprego em um jornal, você na corte, e teríamos uma casa igual à de todo mundo em um bairro normal. Só que eu não quero isso, pelo menos não agora. Nós duas temos a vida toda pela frente, podemos ter essas responsabilidades daqui a 10 anos, e durante esse tempo curtir tudo o que a vida tem para oferecer. Eu não quero o normal, o normal é chato. As pessoas sabem que quando morrerem não podem levar nada daqui, mas querem mostrar aos que ficaram que eles não foram totais fracassados durante o tempo que viveram. Eles realmente se mataram de tanto trabalhar. Eu quero desafio, nadar contra a maré e quero você junto comigo. Quero sair sem rumo, só uma mochila com o necessário, uma grana para se sustentar por um tempo e você ao meu lado. Quero conhecer o mundo, quero ver festivais de música, cinema, culinárias. Quero conhecer os lugares mais inusitados, como uma aldeia no Tibete, ou comer coisas estranhas como escorpião lá na China. Eu quero sair daqui, eu quero ter o prazer de viver. Sempre me imaginei fazendo isso sozinha, já tinha comentado com os meninos, mas sei que eles não teriam coragem de abandonar tudo por uma vida sem promessa alguma. E não ligo de fazer isso sozinha, afinal é o meu sonho, mas se tem alguém que imagino comigo nisso é você.
_ Então vamos!
A voz de Aline me tira do meu transe, me envolvi tanto nos meus sonhos que minha mente não estava mais ali no quarto, estava a anos luz de distância.
_ O que?
_ Então vamos sair por ai. No final desse ano estamos saindo da escola, podemos começar com viagens pequenas a lugares pertos. Depois saímos pelo mundo. Tenho algum dinheiro guardado.
_ Nos somos menores.
_ Idaí, tenho 17 e você quase. Tem ônibus, tem avião, charrete. Podemos achar um grupo. E por acaso você se esqueceu de falar sobre um outro defeito do ser humano, o de colocar barreira para realizar seus sonhos. Nunca vi você falando de algo com tanta paixão, então Nanda, viva. Tudo o que você me disse pode ser resumido assim: Você. Quer. Viver. Então parta nisso e foda-se o resto.
_ Acho que não sou apenas eu que pensa sobre isso. — levanto uma sobrancelha para ela.
_ Sei lá, você tinha comentado comigo, mas não tinha dado muita importância. No hospital, enquanto você estava inconsciente, fiquei pensando sobre isso. Jurei que quando você acordasse, eu aceitaria ir com você para qualquer lugar.
_ Sabe de uma coisa? — eu falei e ela se virou para mim. — Eu acho que nós somos duas românticas enrustidas. No fundo desses nossos coraçõezinhos tem um rio de arco íris e solzinhos com rosto feliz.
_ No meu ate que eu ate acredito agora no seu? EU D-Ú-V-I-D-O!
_ Ei, como assim?
_ O que esperar de uma pessoa que, enquanto eu tento fazer uma gracinha, fala que se tivesse um pinto naquele momento, ele estaria ereto.
_ Já te disse que te amo amor. Seria apenas uma reação normal do corpo ao ver uma cena excitante como aquela. Afinal, temos que confessar, tu é gostosa pra caramba. Eu ate hoje me pergunto.como porque você esta comigo.
_ Viu só... E disso que estou falando. Você não é fofa.
_ Pensa bem, se você quisesse fofura namoraria um panda.
Ela tenta fazer cara de brava, mas não aguenta e acaba rindo.
_ Ao invés disso eu namoro uma tarada debimental.
_ Sou mesmo. E pelo o que eu me lembro, foi você que foi lá em casa ontem abusar de mim enquanto eu deveria esta descansando. Quem é a tarada mesmo?
_ Culpada.
Voltamos a deitar, ligamos a TV e ficamos assistindo Under the Dome. Não teríamos aula, então ficamos um tempão vendo a série.
Não me lembro de quando dormi.

–---------*----------

Passaram-se semanas desde o meu acidente, sofre mais algumas retomadas de memória, só que nenhuma tão forte como a que tive na escola. Tive que ir ate o Rio, para poder pegar minha medalha e assinar os papeis que ficaram faltando. Era uma viagem rápida de dois dias para ir e voltar, mas meus pais tinham compromissos em BH e não foram comigo, Aline também não podia, então fui sozinha. Bernardo estava me esperando no aeroporto quando desembarquei, ele fez questão quando ficou sabendo que eu iria para lá. Ele me mostrou a cidade, me levou ate o Cristo e andou comigo de bondinho. Eu fui a uma Starbucks (Sonho Meu *-*) e pude tomar meu tão esperado Café Mocha. Os de BH não são tão maravilhosos.
Ele se recusou a me deixar dormir em um hotel, me levou para sua casa e me obrigou a dormir no quarto da irmã.
_ Sabia! Você é um desses riquinhos que mora num apartamento de frente para o mar.
_ Eu não sou rico. Talvez minha mãe seja, mas eu não sou. — ele olha para mim e vi que falava serio, não era só um desses papos para impressionar. Ele não precisava disso ate porque ele não tem chances comigo, mas fiquei feliz por ele estar falando serio.
A mãe dele me acolheu e me tratou super bem. Quando ela falou que eu era bonita e piscou para Bernardo, nem preciso dizer que fiquei vermelha como um pimentão.
_ Somos só amigos mãe. — ele diz
_ Imaginei. Ele nunca traz as namoradas aqui. Quando ele quer "pegar", geralmente leva no apartamento do pai. No total acho que ele só trouxe quatro garotas aqui, pelo menos que eu tenha visto né. — A mulher ri e eu só abro um sorriso fraco. — Ok, vou deixar você se acomodar, fique a vontade querida.
_ Obrigado.
_ Por aqui, vem. — Bernardo me leva ate o andar de cima e abre a porta que leva para um quarto azul com pontos brancos no teto. O quarto era lindo, tinha uma TV grande com um aparelho de som de ultima geração, uma guitarra estava encostada perto de um amplificador. No meio tinha uma cama enorme com detalhes em dourado.
_ Uau. Esse quarto... Por que sua irmã não esta aqui? Eu não sairia desse quarto por nada.
_ Ela esta fazendo intercambio em outro país. Volta mês que vem. Esse quarto é a paixão dela, passa mais tempo aqui do que com a gente.
_ Esta aqui é ela? — pergunto olhando para a fotografia de uma garota com uns 19 anos, loira e alta com grandes olhos azuis. Estava sentada com um violão na perna, estavam em uma roda de amigos, perto de uma fogueira. Bernardo também estava ali.
_ E sim. Não gosto de confessar, mas to com saudades dessa praga.
_ Isso tudo é amor?
_ Ela me irrita, só porque ela toca guitarra melhor do que eu fica se achando. Sempre gostei de guitarra, mas minha área é a percussão e o vocal, eu e os meus amigos fazemos uns sons a capella.
_ Sério? Sempre quis aprender a fazer isso, mas só consigo ficar nos acordes. Você é bom na bateria?
_ Acho que sim, toco numa banda junto com minha irmã.
_ Olha, alem de ser artilheiro no futebol, toca numa banda? As meninas devem cair em cima heim.
_ É mais ou menos. — ele bagunça o cabelo abrindo um sorriso. — E você? Toca alguma coisa?
_ Violão... E guitarra.
_ Serio? E você toca bem?
_ Ao.invés de te falar posso te mostrar. Er... Posso tocar? — aponto para a guitarra ali no canto.
_ Pode, a chata nem vai saber.
Pego a guitarra e posiciono
_ Pode escolher, o que quer ouvir.
_ Me surpreenda.
Ele me olha como se não acreditasse que eu poderia fazer algo realmente bom. Vou ter que tirar esse sorrisinho desse rosto bonito dele. Penso em uma musica e decido começo a tocar o solo que demorei meses para pegar. Sweet Child O'Mine do Guns n' Roses.
_ Caralho garota. — ele me dava um olhar surpreso. — Como você conseguiu? Bem que minha irmã podia estar aqui, ela tenta fazer esse solo a tempos.
_ Um dos meus truques.
_ Você conseguiu com que eu me apaixonasse mais por você.
_ Retardado. Agora vai embora, tenho que tomar banho e ligar para minha NAMORADA.
_ Estou levando um fora e sendo enxotado na minha própria casa. Tá, eu deixo você ir tomar banho, mas depois eu quero te levar em um lugar.
_ Ah nem Bernardo. Estou cansada e amanha tenho que voltar cedo para casa.
_ Eu sei, e só um ensaio da minha banda. Você vai gostar de conhecer o pessoal. Por favor. – ele faz biquinho e eu concordo.
_ Mas só se eu ver vocês fazendo sons a capella.
_ Ta ótimo, você vai se surpreender.
Fecho a porta do quarto e vou tomar banho. O banheiro era ainda mais legal, nunca tinha tomado banho em uma banheira.
_ Como assim? Você ta deitada nessa espuma mesmo? — ouço a voz da minha namorada pelo telefone. Mandei uma foto para ela e meu celular não demorou nem 1 minuto para tocar.
_ Serio mesmo. É bom de mais Line, você podia ter vindo.
_ Se eu soubesse que nesse hotel ia ter banheira eu tinha ido mesmo.
_ Er... Sobre isso. Eu não estou no hotel. — digo hesitante, meus olhos já estavam se fechando enquanto imaginava o humor dela se esvaindo.
_ Como assim?
_ Eu te falei que o Bernardo ia me mostrar a cidade, não falei?
_ Falou, é o que isso tem a haver?
_ Então... Ele insistiu que eu fosse dormir na casa dele, ia poupar dinheiro com o hotel.
_ E você esta na casa dele? — a voz dela começa a ficar mais alta. Conhecendo ela do jeito que eu conheço, provavelmente, ela vai estar com uma carranca no rosto e mexendo no colar.
_ Estou no quarto da irmã dele. Não fica brava, por favor, amor. Ele insistiu tanto que não deu para dizer não.
_ Nanda... Caralho. — ela suspira do outro lado e eu estou quase me batendo por ter contado para ela. — Agora já era né. E como e a casa? E bonita?
_ A casa é linda Line, tem uma vista maravilhosa. O quarto da menina é perfeito, você tem que ver o sistema de som que ela tem e...
_ Pela sua animação eu percebo que deve ser muito legal, sim.
_ Ei amor, me desculpa serio. Eu não teria aceitado se eu soubesse que você ia ficar assim, amanha de manhã estou em BH de novo.
_ Eu sei. Olha vou ter que desligar agora. Depois a gente conversa, tchau.
_ Tchau. — falo para a linha muda, ela tinha desligado antes que eu pudesse falar algo. Coloco o celular na bancada que tinha ao lado e me afundei naquela água. Estava triste e confusa, muito, afinal tinha acabado de brigar com minha namorada. Mas... Estava triste em uma banheira. Depois de sair dali vou ate minha mala e pego um suéter cinza com ombro caído e um short de cintura alta. Deixo meu cabelo amarrado num rabo de cavalo e fico com o chinelo mesmo.
_ Bora gata? — diz Bernardo abrindo a porta.
_ Vamos.
Não levo meu celular, estava acabando a bateria e deixei ele carregando.
Bernardo me leva pelo jardim da casa e passa por um caminho de pedras. Andamos por uns 5 minutos e ele foi me contando sobre o quanto ele já tinha aprontado naquela rua. Ele parou em frente a uma casa grande e entrou pelo portão de grades que tinha ali. Alguns garotos estavam sentados em alguns bancos no meio de um mar de grama.
_ E ai seus putos. — diz Bernardo cumprimentado eles. — Essa aqui é a Fernanda.
_ Cara, não acredito. Tu conseguiu? — fala um garoto magricela com uma calca batendo quase no joelho.
_ Não Hiago. Ainda não.
_ Se for o que estou pensando, não terá nunca. — falo rindo e os garotos também riem.
_ Já me apaixonei. Prazer, Eduardo e dono dessa humilde residência. — diz outro garoto beijando minha mão. Uma parte de seus cachos saia pela lateral do seu boné e usava uma blusa de gola V.
Cumprimento ele e o resto da turma. Fomos para dentro da casa, que realmente era de Eduardo, o cara já tinha 20 anos. Ele nos leva ate um pequeno estúdio ali dentro e os garotos se misturam, cada um sentado em um banco.
_ Você tem um puta estúdio assim em casa? – pergunto boquiaberta enquanto olhava para tudo aquilo. Passei a mão por um daqueles Box cheio de botões e alavancas. Nunca tinha visto um desses de perto.
_ Eduardo é produtor de artistas, esse estúdio é dele, e esta sempre liberado para gente ensaiar.
Aceno e sem saber o que fazer me sento em um banquinho ali perto vendo eles se ajeitando. Eles começam a fazer sons com a boca, sons que parecem com os de instrumentos. Eles cantaram Clarity, Save the World e Moves Like Jagger.
_ Fiquei impressionada com como parecido ficou, eu adorei tudo e a voz de Eduardo é muito bonita. – falo ainda impressionada com a cantoria que tinha acabado de ouvir.
_ Valeu, gata. MAS... Agora quero ver se você é tão boa quanto o Romeu aqui falou. – Eduardo brinca passando os braços pelos ombros de Bernardo. – Vem cá, vamos tocar uma música.
Ele me puxa para outro estúdio e me entrega uma guitarra que estava ali do lado, os outros garotos também vão para os respectivos instrumentos. Eduardo me entrega um série de cifras e me pede para escolher alguma, pego a de João de Barro, só porque sou totalmente fascinada com essa música. Nessa cifra ela estava em um ritmo acelerado e estudo ela por um instante antes de começar. O som final ficou agradável, eles tocavam bem, apesar de alguns erros de sintonia. Fico ali tocando mais algumas e eles também me mostram uma de suas músicas próprias. Fico sentada assistindo e confesso que adorei cada parte daquele tempo que passei ali. Bernardo se senta ao meu lado enquanto os garotos guardavam os instrumentos.
_ Cansou garota? — ele me perguntou sentando ao meu lado.
_ Cansei, mas eu gostei bastante. Obrigada por ter me convencido a vir.
_ Os meninos também. Estão ate querendo trocar a Helen por você. — ele ri e eu também. — Alguns amigos nossos vão vir ai, se quiser ficar... Você vai se divertir.
Me viro para ele já querendo dizer que não, mas quando vi seu rosto não consegui, parecia que ele queria muito ficar.
_ Só um pouco, depois vou embora. Se quiser você pode ficar.
_ Quando quiser ir embora e só me falar. — ele sorri e sai correndo para falar com os meninos.

Onde eu me meti...

Notas finais
É isso ai lindas. Nos vemos na próxima, beijos.