Heart By Heart
32 Don't need reason, don't need rhyme
Notas iniciais
Uma turma com cerca de 20 pessoas chega a casa mais tarde. Eles chegaram trazendo bebidas variadas. Bernardo me apresentou para a galera e como era de se esperar eles perguntaram se acontecia algo entre nos dois. Nego antes que
Bernardo tente insinuar algo diferente.
O pessoal era muito animado, comecei a conversar um pouco.com cada grupo e logo me senti em casa. Muitos rostos eu reconheci daquela foto no quarto de Helen. Mais pelo fim da noite Bernardo me chama falando que queria me mostrar alguma coisa.
_ Esse aqui e o melhor lugar da casa.
Ele estava me levando por uma elevação que ficava no quintal. Ali tinha total vista para o mar, a água escura se perdia pelo fim do céu. A lua estava cheia e brilhante, a noite estava linda. Me lembrei de Aline.
_ Você não vai virar lobisomem e me atacar vai? — pergunto brincando com ele. — Me trouxe para um lugar mais afastado e tals.
_ Relaxa, a bebida acalma essa vontade. Mas aflora outras. — ele ri.
Coloco meu copo na grama e me sento ali perto olhando para o horizonte. Bernardo senta ao meu lado.
_ Sabe, — ele da um gole na cerveja e depois apoia os braços no chão atrás dele. — eu vinha muito aqui com minha ex-namorada. Ela adorava esse lugar.
_ Aqui é lindo.
_ E, e sim. Ela se sentava como você, e fitava o horizonte como se estivesse decidindo se valia a pena sair dali.
Ele para e suspira.
_ Eu realmente era apaixonado por ela. Eu faria tudo por ela, e quando eu falo tudo é tudo mesmo. Eu quase a apresentei para os meus pais, coisa que nunca tinha feito.
_ Como terminou? — pergunto curiosa. Seu rosto estava escuro, apenas uma parte iluminada pela luz da lua.
_ Ela se mudou, segundo ela um namoro a distancia não da certo então decidimos terminar. Quer dizer eu só aceitei.
_ Sinto muito.
_ Não sinta. Tudo acontece por uma causa. — ele para e passa os braços pelos meus ombros me puxando para perto. Deixo-me ir, acho que ele precisa de um abraço. Ficamos lá sentados, eu com a cabeça no ombro dele e ele apoiado com aas mãos atrás dele. Quando começa a chuviscar, nos separamos e ele levanta correndo.
_ Corre.
_ To indo, espera ai. – Me levanto e começo correr, mas tropeço num buraco ali. Por sorte, ou não, Bernardo me segurou e, naquele segundo em que ficamos nos olhando, ele fez a única coisa que eu mais temia, tentou me beijar. Estava um pouco tonta (Ahaam...) então não vi quando ele se aproximou, quando dei por mim nossos lábios já estavam selados. Me afasto dele com pressa.
_ Por que você me beijou? — pergunto para ele. Ele fica sem reação. — Merda Bernardo, por que você me beijou?
_ Eu-eu... Sei lá, eu me lembrei da Andressa e a gente estava daquele jeito. Você e tão bonita que não me contive.
_ Olha, você sabe que eu namoro e eu sou totalmente apaixonada por ela. Entre nos dois não rola nada mais do que amizade.
_ Eu sei, me desculpa. — ele abaixa a cabeça. Olho para ele, eu ainda estava de cabeça quente pelo o que ele acabou de fazer, mas não quero ficar brigada com ele. Ate porque eu vou dormir na casa dele.
_ Bebemos muito, estamos alterados. Vamos só esquecer tudo isso, ok? — Ele acena e existindo a mão para ele. — Vem, vamos para a festa.
Ele pega a minha mão hesitante, e então vou puxando ele.
Fico mais meia hora e falo para Bernardo que estava indo embora.
_ Gata, você tem que voltar. Eu adorei te conhecer. – Eduardo me da um beijo enquanto quase caia de bêbado.
Nós dois nos despedimos do pessoal e saímos. O caminho foi feito em silencio, cada um com seus próprios pensamentos. Quando chegamos, damos Boa Noite um para o outro e vamos cada um para os seus respectivos quartos. Fecho a porta e me encosto nela relembrando tudo o que aconteceu hoje. O pior é saber que a desconfiança de Aline realmente se concretizou. Aline... Vou ate meu celular e vejo que tinha algumas ligações dela, cinco na verdade. Fico em duvida se ligo para ela agora, são 2h30mim e ela deve estar dormindo. Parece que não já que ela esta me ligando novamente.
_ Alo. — falo me sentando na cama derrotada. Era macia... Boa, muito boa.
_ Oi. Onde estava? Eu te liguei varias vezes. — percebo certa irritação na voz dela.
_ Olha, me desculpa por ter vindo para casa de Bernardo. Você estava certa.
_ Como assim?
_ Depois que a gente desligou, Bernardo me levou ate um ensaio da banda dele...
_ Ah, que ótimo! Alem de rico ainda tem uma banda.
_ Me deixa acabar de falar, por favor. — Peco e a linha fica em silencio. — Então, nós fomos para o ensaio e eu toquei um pouco com eles. Ele me disse que tinha uns amigos dele indo para lá e me perguntou se eu queria ficar um pouco. Como estava lá com ele, decidi ficar por algum tempo e depois ir embora. Só que ai enturmei com o povo e quando vi já estava bebendo junto. — Ouço a respiração de Aline, era a única coisa que me deixa saber que ela ainda esta na chamada. — Ate que uma hora Bernardo me leva ate um lugar que tinha vista para o mar. Era realmente bonito lá, e ele começou a falar o quanto aquilo lembrava a ex dele. E quando começou a chover nos saímos correndo e eu tropecei, mas ele me segurou. Eu sei o quanto isso soa clichê, mas realmente aconteceu e então ele me beijou. Ou tentou, por que me afastei antes.
Soltei tudo de uma vez, não queria joguinhos agora. Tinha que ser franca com ela, eu devo isso a ela.
_ E agora? — ela pergunta depois de um tempo em silencio.
_ Sei lá, estou indo embora mais tarde. Vai dar tempo para ele pensar no que aconteceu.
_ E você? Queria aquele beijo?
_ O que... Não, e claro que não. Acho que você não ouviu a parte em que eu disse que recuei.
_ Ah, se ele tentou te beijar foi porque ele achou que você queria. Alguma brecha você deu.
Cara, isso não pode estar acontecendo, só pode ser brincadeira. Isso me machucou bem mais do que pensei que machucaria.
_ Primeiro, ele já estava bêbado. E outra... Aline, você me conhece. Depois de tudo o que vivemos você realmente acha que eu ia querer beijar ele?
Ela fica em silencio, não nega nem afirma. Minha cabeça já estava doendo. Não aguentava mais nenhuma gota de stress por agora.
_ Pelo visto não é só o Bernardo que precisa esfriar a cabeça. Olha, to cansada, minha cabeça esta estourando e tudo o que eu quero e dormir. Amanha to voltando para BH, ai a gente conversa ta. Boa Noite... Te amo.
E como ela tinha feito comigo mais cedo, desligo sem esperar a resposta.
Tomo uma ducha e coloco meu pijama, e vou deitar. Antes disso, tranco a porta. Melhor prevenir do que remediar.
Acordo no meio da noite com uma batida na porta. Me levanto meio grogue e vou ate a porta. Do outro lado estava Bernardo, ele estava apenas com um calção folgado. Sua barriga estava descoberta e não pude deixar de olhar *coff coff encarar coff coff* para ela.
_ Vê algo que gosta? — ele pergunta se encostando ao batente da porta.
_ Talvez... — eu penso em ri, mas me lembro do que aconteceu na casa de Eduardo e meu clima bom evaporou. Olho para ele seria e cruzo os braços. — O que faz aqui?
_ Vim te perguntar que horas você ia ir embora amanha. Eu não conseguia dormir, ficava me lembrando do que aconteceu. Eu queria dizer que me arrependo só que eu estaria mentindo.
_ Às 7h. Olha, se você veio aqui para... — tento falar, mas ele se aproxima de mim colando nossos corpos. Seus 1,70 de altura e músculos me envolvem e tento reprimir um desejo de me aconchegar nele.
_ Só um beijo. E tudo o que eu te peco. — Antes que pudesse contraria-lo ele coloca dois dedos sobre meus lábios. — Só um, eu te juro. Depois eu vou para o meu quarto e esquecemos isso. E você volta para BH e para a sua amada.
Todo o encanto que poderia ter sido criado durante esse momento ruiu quando ele falou em Aline. Olho em seus olhos verdes e me perco neles. Vejo ali uma determinação tão grande e sei que nada que eu possa falar vai o fazer mudar de ideia. Tenho que pensar em outra coisa.
Sabendo que iria me arrepender depois, dou um beijo em seus dedos que teimavam em permanecer sobre meus lábios. Ele me olha querendo saber o que significa esse gesto e sorri quando coloco minhas mãos na sua cintura o puxando para mim. Quando nossos lábios se encostaram ele me puxou ainda mais para si.
Meu plano de dar uma joelhada nele foi por água abaixo. Não por ele estar me segurando forte, mas por eu estar gostando do beijo. Nossas línguas dançavam juntas num movimento único. Quando ele se separa de mim morde meu lábio inferior dando um leve puxão, não seguro o gemido. Nós estávamos ofegantes e eu não podia negar que existia um desejo. Olho novamente em seus olhos, agora escuros de excitação.
_ Vai embora agora? — pergunto tentando me acalmar.
_ Só se você quiser. O que vai ser?
Passo minha mão pelo seu peitoral deixando bem clara minha intenção. Ele sorri e me puxa unindo nossos lábios novamente.
Eu não estava normal, parecia que durante todo esse tempo que o conheço estava guardando toda a atração que sentia por ele e que agora aflorou como um desejo louco.
Sua boca foi descendo ate meu pescoço enquanto suas mãos entraram na minha blusa. Ele estava me tocando com toda a graça, mas ainda tinha um toque masculino, diferente de todos os toques de Aline. Aline... Aline... Quem é ela mesmo?
Ele puxa a minha blusa e eu levanto os braços para facilitar a passagem. Eu durmo sem sutiã então meus seios estavam livres e ele os tratou muito bem. Enquanto chupava um, massageava o outro. Em um momento estávamos em pé e no outro, na cama. Suas mãos e seus beijos estavam por todo o meu corpo. Tremores de excitação passavam por todo o meu corpo, seu beijo era maravilhoso, o de Giovanni não era nada perto do dele e pela primeira vez quis ser tomada verdadeiramente por um homem. Seus beijos for descendo ate chegar no cós do meu short, ele e tirado facilmente e em um movimento só, minha calcinha também. Ainda bem que depilei, não consigo evitar o pensamento e rio com isso, a vergonha também contribuiu.
_ Ta rindo de que? — ele pergunta olhando para mim.
_ De nada. Continua.
_ Tem certeza?
_ Absoluta. — digo com firmeza, ele olha para mim por mais um tempo e depois volta a cuidar de mim. Ele coloca as mãos na parte de dentro da minha coxa e vai subindo devagar. Ele me beija no mesmo instante em que me penetra com o dedo, gemo em sua boca. Ele começa com movimentos lentos e depois vai aumentando gradativamente. Depois ele passou para os movimentos com a língua ele seus dedos se ocupavam do meu clitóris. Sinto meu ápice se aproximando e grito quando chego. Ele volta a me beijar e, quando ele deita em cima de mim sinto o volume na sua calca. Coloco a Mao e é a vez dele de gemer. Abaixo sua bermuda e vejo que ele estava com uma boxer branca. MENINA... Que coisa. Já tinha tocado em Giovanni desse jeito e a sensação foi à mesma.
Bernardo estava excitado e seu pau ereto por debaixo da cueca. Comecei a masturba-lo ele arqueava o corpo para trás, ate que ele me segurou e jogou na cama ficando por cima de mim. Ele tira a cueca e pega um preservativo não sei de onde e coloca em seu membro. Ele me ajeita na cama e me beija, quando se separa de mim passa a mão afastando meu cabelo e me olha com ternura.
_ Se você quis...
_ Faz logo, porra. – todo o controle que eu tinha se escafedido. Ele entra em mim lentamente, colocava um pouco e tirava. Quando chegou ai fundo parou para ver se eu estava bem.
Não conseguia pensar em nada, só na sensação dele dentro de mim apesar de ser um pouco desconfortável eu gostei bastante. Me mexi um pouco para ele saber que pode continuar e então começamos a nos.mover juntos. Quando ele estava quase gozando, ele começa a estocar mais forte, meus gemidos aumentavam de acordo com sua forca. Me sinto chegando pela segunda vez na noite e nos damos o ultimo gemido juntos. Caímos na cama, ofegantes, eu fico olhando para o teto em silencio enquanto me acalmava. O que tinha acabado de acontecer? Ouço uma risada feminina ao meu lado e quando me viro vejo o rosto de Aline.
_ Buu...
Acordo gritando e toda suada, o quarto estava escuro. Foi só um sonho... Só um sonho... A única luz ali era uma fraca, vinda da janela, o sol deve estar nascendo. Ouço o barulho de batidas na porta e vou ver quem é.
_ Ei, ta tudo bem? — pergunta Bernardo, ele estava do mesmo jeito do sonho. Não consigo parar de me perguntar se ele estaria com a cueca branca por baixo. — Nanda?
_ Ah, ta sim, foi só um pesadelo. Já passou. — não consigo nem olhar para ele. Eu devo estar vermelha.
_ Tem certeza?
_ Tenho. Por que está acordado agora? São quantas horas?
_ 5h30. Eu não consegui dormir, fiquei pensando no que aconteceu mais cedo. Que horas você vai embora hoje?
_ Agora. — falo um pouco alto demais. Ele falou a mesma coisa do meu sonho, estava ficando louca. – Quer dizer... Meu avião sai às 8h. Tenho que ir para o aeroporto, gosto de chegar cedo.
_ Ata, eu te levo. Faço questão, é uma forma de me redimir por ontem.
_ Não precisa, esta cedo. Vai dormir.
_ Então você vai embora sem se despedir de mim?
_ Claro que não. Eu ia te deixar um bilhete ou sei lá o que. Obrigada por ter me recebido aqui.
_ O prazer foi todo meu. — ele sorri e se aproxima de mim. Devo ter estampado no rosto a minha hesitação. — Calma, só vou te abraçar. Tu ta estranha.
_ Já não sei o que esperar quando você faz isso.
_ Me desculpa, serio. Eu estava bêbado, e não me controlei. Você sabe que e bonita, não preciso te dizer. Olha, eu gosto de você... Muito, e não quero perder a sua amizade. Me desculpa, eu agi errado, você tem namorada e eu nem pensei antes de fazer.
_ Ta bem. Eu te disse, vamos esquecer isso. Também gosto de você, mas como amigo.
Ele da um sorriso fraco e me abraça. Nos despedimos mais tarde e eu vou me arrumar. Antes de sair me despeço de Bernardo e de sua mãe, ela me disse para voltar mais vezes e eu apenas sorrio, sem falar nada. Quando entro no taxi dou um longo suspiro me preparando para ver Aline mais tarde. Eu odeio brigar com ela, nós duas passamos por muitas coisas não pode ser essa viagem que vai estragar isso. E ainda tem o sonho. Decido não me lembrar mais dele, ele e relevante e nunca vai acontecer. Quer dizer... Eu espero.
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