Heart By Heart

22 Hold still right before we crash


Notas iniciais
Hey, mais um capítulo para vocês.
Galera, ENEM tá chegando. Alguém ai vai fazer?
Minhas amigas me largaram para estudar, até mesmo a Jennifer. --'
É foda, mas chega. Vou parar de encher vocês com minha vida.
Boa leitura, Amores. E boa sorte pra quem for enfrentar essa prova. ^^

A semana seguinte foi intensa. A poucos dias do campeonato, o treino foi mais duro e concentrei toda a tensão do conflito com minha mãe no meu desempenho na piscina. Estava muito animada com essa competição. Sendo a segunda vez que participo, já conheço boa parte dos meus adversários então estou mais tranquila. As olimpíadas só começariam na sexta, e um dia antes recebi ordens expressas, do meu treinador, para relaxar. Ele andava bem nervoso e acho que ele também precisava desse tempo, pelo visto não era apenas eu que estava levando isso a sério. Encontrei Aline quando estava saindo do ginásio, ela estava me esperando para podermos ir ao shopping assistir um filme. Ela estava distraída ouvindo musica encostada em uma pilastra e eu a cumprimentei com um beijo na nuca.
_ Ei. — ela disse se virando e colocando os braços no meu pescoço. — Demorou.
_ Estava ouvindo as ultimas instruções do Fábio. Tenho que dormir muito, comer coisas leves na hora de dormir e amanha tomar um café reforçado. — disse tentando imitar a voz forte do treinador, ela ri.
_ A parte do café da manha não vai ser problema, você come igual um dragão.
_ Ué, eu acordo com fome, fazer o que. — chego ate perto do ouvido dela e falo baixinho. — Principalmente quando durmo com você, geralmente tenho que repor as energias que perdi de madrugada. Não que eu esteja reclamando, até porque se quiser dormir lá em casa hoje eu não ligo nem um pouco.
_ Desse jeito vou começar a achar que você só esta comigo por causa do meu corpo. — ela disse se afastando para me olhar nos olhos.
_ É né, então...
Digo mordendo o lábio inferior e olhando para seu corpo, ela ri e me da um tapa no braço se desvencilhando de mim.
_ Sua tarada!
_ Só nas horas vagas, agora vamos logo ou perderemos a sessão. — digo pegando sua mão e fomos para o shopping.
Demoramos um século para chegar, ficamos provocando uma à outra durante o caminho todo, mas conseguimos chegar a tempo. Assistimos uma comedia que todo mundo estava falando e rimos muito na sessão. Depois do cinema fomos comprar um Mc Flurry, e ficamos andando atoa pelo shopping.

_ Vai, só um pouco. O meu já acabou.
_ Não, deixa meu sorvete em paz. Quem mandou comer o seu rápido. – diz Aline tentando esconder o sorvete de mim. Estávamos fora do shopping indo embora para minha casa, já estava escurecendo.
_ Ah não vai me dar não? – paro e fico olhando ela andando na frente.
_ Não. Por que... O que você vai fazer? – ela anda de costas, sorrindo e me provocando.
Sorrio para ela e ajeito minha bolsa para trás. Ela para de andar e me olha tentando descobrir o que vou fazer. Quando percebe começa a tentar correr, mas eu a alcanço primeiro e rodeio meus braços por sua cintura.
_ Tem certeza que não vai me dar? – digo baixo perto do seu ouvido e sinto um tremor passando pelo seu corpo. Eu a encosto numa parede ali perto e coloco meus braços na parede ao redor da sua cabeça.
_ Tenho, e eu não cedo à pressão. – ela fala e eu dou um riso. Passo minhas mãos pelo seu corpo e paro perto do seu quadril.
_ Não creio muito nisso. – falo e dou beijos pelo seu pescoço enquanto ela geme. – Mais um pouco e tenho certeza que você faria qualquer coisa que eu quisesse.
_ Pa... Para, Nanda. – ela não conseguia formar uma palavra sequer e eu sabia que estava quase conseguindo. Continuei trilhando beijos pela sua clavícula até morder o lóbulo da orelha dela. Ela faz um som gutural e essa foi a minha confirmação de que ela já estava entregue.
Me afasto dela pegando o pote de sorvete da mão dela e como. Olho para ela com diversão enquanto ela tenta voltar para a situação que acabou de acontecer, ela me encara e vem correndo na minha direção.
_ Vadia, me devolve. Isso é jogo sujo. – ela disse pulando em minhas costas
_ Amor você é uma fraca. – digo rindo e ela me bate. Ando alguns passos com ela sem ver por onde estava indo e esbarro em alguém.
_ Me desculpe... – olho para cima e vejo que é o mesmo cara que estava com Anna no outro dia. Meu sorriso se desvanece na hora.
_ Ora ora, as meninas estavam se divertindo ali atrás heim. – ele disse enquanto dava um trago no cigarro. Aline desce das minhas costas e fica olhando para o cara com uma expressão de medo. – Posso me juntar a vocês?
_ Não. – digo apenas dando um passo para trás e puxando Aline comigo.
_ Espera eu conheço você. – ele diz olhando para mim. — É aquela amiga da Anna que nos interrompeu no beco, ela me falou de você e do seu caso com uma menina. Ela só esqueceu-se de comentar que a tal “vadiazinha” que ela tanto falava, era linda.
_ Olha, não quero saber das suas conversas com ela, ok. Isso é entre vocês dois, mas não fale da minha namorada assim, principalmente com esses nomes. — disse querendo acabar com essa conversa logo.
_ Calma gatinha, só estava falando o que eu estou vendo. — ele da uma olhada de cima a baixo em Aline e ela estreme ao meu lado. — E a Anna fala igual uma maritaca, principalmente quando está chapada e...
_ Como é que é?! – Sinto como se ele tivesse me dado um tapa. Anna e drogas... Quando eu penso que não pode piorar. – Anna chapada?
_ Aquela mina tem seus momentos. Parece que gosta de viver no mundo da lua.
_ Filho da puta. Foi você não é? Foi você que a levou para esse caminho. – digo avançando nele. A raiva estourou de uma vez só, e juntou com a provocação dele e minha frustração com Anna. Então agi da forma que estou mais acostumada, partir para cima independente de quem seja.
_ Ei, toma cuidado garota. Não costumo bater em mulher, mas não me provoca.
_ Nanda, respira. – Aline recupera a fala e chega perto de mim tentando me acalmar.
_ É Nanda, calma. – ele diz cinicamente e me da um sorrisinho da mesma forma, o jeito com que disse meu nome só fez aumentar mais minha raiva. – Para sua informação, eu só dei o que ela queria, ela que me procurou atrás de erva. E atrás de outras coisas também.
_ Para.De.Falar.Dela.Assim. – digo quase num rosnado e dando mais
um passo para frente, mas põe um braço no meu peito impedindo minha passagem.
_Não sei quem é você, mas sei que é problema. Por favor, vai embora. – ela diz calmamente para o cara enquanto me empurrava para trás dela.
_ Só porque pediu com jeitinho gata. Se eu fosse você, eu a colocava numa coleira, de preferência com focinheira. – ele anda um pouco e sobe na moto e a liga. – A propósito, meu nome é Carlos. Até qualquer dia.

Ele desaparece pela noite, e eu coloco as mãos no meu rosto tentando me acalmar e esquecer esses últimos minutos. Aline me solta e sai para chamar um taxi que estava passando por ali e entramos. Nem reparei que ela tinha passado o endereço da sua casa, só queria esquecer essa noite e tentar me concentrar na competição, mas não consigo. Procuro pela mão de Aline no banco ao meu lado e não encontro nada, eu olho para sua direção e vi que ela estava olhando fixamente para a janela e mexendo na gargantilha que estava no seu pescoço. Encosto no banco e me viro para a janela, sei que tenho que conversar com Aline, mas faria isso quando toda essa sensação ruim fosse embora.
Fomos em silêncio à viagem toda e não virei meu olhar mais para ela. Quando o taxi para, Aline desce ainda em silencio, me preparo para descer também, mas percebo que não estávamos no meu prédio ainda, olho para o banco ao meu lado e vejo uma pilha de dinheiro ao meu lado. Peço para o motorista esperar um pouco, e saio atrás dela.
_Aline! Aline, porque estamos na sua casa? – pergunto seguindo ela até o jardim.
_ Amanha a gente conversa Fernanda. Estou cansada e quero descansar. — ela diz andando.
_ Mas você não ia lá para casa? Por que paramos aqui? Não entendo o por... — tento dizer
_Você tem problemas? – ouço Aline gritando. Olho para ela sem entender e ela continua. – Você percebeu que estava discutindo com um criminoso? Que ele poderia ter acabado com você num piscar de olhos?
Ela estava indignada e eu só conseguia pensar no fato de Anna se drogando.
_ Você queria o que? Que eu simplesmente o deixasse continuar falando da Anna assim?
_ Ela não esta nem ai para você, Fernanda. Ela não te apoiou quando você precisou, se ela está se drogando ou sei lá mais o que não e da nossa conta.
_ Eu sei, mas eu não consigo ok?
_ Você sempre quer defender as pessoas, principalmente seus amigos, mas você não pode fazer isso. Me diz uma coisa, e se esse cara estivesse armado? Você poderia ter nos colocado em perigo. — eu olho para baixo pensando em suas palavras e então ela continua. — E tudo isso ia acontecer por causa de uma puta viciada preconceituosa que não esta nem ai para você.
Não sei se foi o resto de frustração e raiva que sobrou da briga de mais cedo, mas logo depois que ela disse isso levantei minha cabeça e a olhei irritada.
_ Esse e o ponto, ela nunca foi de mexer com drogas. Eu era amiga dela há anos, e se eu não tivesse me envolvido com você, isso nun... — Ela para e me encara. Me arrependo do que disse na hora e tento chegar perto dela, só que se afasta.
_ Continua Fernanda. Diz logo o restante. – ela diz com lágrimas nos olhos. Esse olhar de dor que ela me da quase me mata
_Você sabe que eu não queria dizer isso. — digo tentando me aproximar.
_ Se você quer se arriscar e correr perigo para defender alguém que não esta nem ai para você... OK! Mas eu não vou estar contigo nessa.
Ela diz e sai correndo para dentro da casa. Não consigo pensar direito e eu estava muito irritada. Minha cabeça esta lotada e roda a mil, olho para os lados e vejo Aline se afastando, sinto um aperto no coração e tento afastar as lagrimas. Volto para o táxi e dou o meu endereço para o motorista, que chega à minha casa em alguns minutos, eu pago e respiro fundo antes de abrir a porta. Saio do carro sentindo a brisa batendo em mim e espero um pouco antes de entrar no prédio. Maíra estava ali já entrando no elevador. Fico ao seu lado e ela passa um braço pelo meu ombro.
_ Ei, tá animada para amanha? – ela pergunta e só depois percebe meu humor. — O que aconteceu?
_ É mais fácil perguntar o que não aconteceu. É a Anna, a competição, a Aline... – digo não conseguindo esconder o ar triste. – Ta indo ver o Guilherme?
_ Estava. Eu ia fazer uma surpresa para ele, mas você tá mal. Quer conversar?
_ Só tenho que tomar um banho primeiro, se quiser, pode ir na casa do Guilherme. Mais tarde a gente conversa. — digo torcendo por um tempo de paz. Queria pensar mais um pouco por minha própria cabeça.
_ Vamos fazer o seguinte, você toma seu banho e quando terminar me manda uma mensagem. Eu o convenço a ficar lá e vou correndo para sua casa.
_ Pode ser. Talvez seja bom ouvir uma opinião de fora.
O elevador para e ela me dá um abraço, logo eu entro. Se Maíra percebeu meu estado então Guilherme também perceberia e não quero que ele me veja desse jeito. Deixo minha bolsa na sala e vou até cozinha pegar um copo d’água. Volto na sala e procuro meu celular para ver se tem alguma notícia de Aline, como previsto não tinha nada. Deixo meu copo na pia e vou direto para o chuveiro.
Deixo a água escorrer e a lembrança vem à medida que descem as gostas de água do chuveiro. Quanto mais água cai mais eu ergo a cabeça e fico me lembrandode momentos que passei com Aline durante esses meses. Essa foi nossa primeira briga e eu me odeio por ter sido causada por mim.
A água é inspiradora, acho que pelo fato dela ser transparente e a gente conseguir se enxergar através dela. Eu fico encarando a água e me perguntando o porquê eu sou assim. Será que eu deveria ter me preocupado tanto com Anna? Não devia ter que escolher. Mesmo com Anna fora de vista, meu relacionamento com Aline acaba sendo afetado pela maldita recusa dela de me aceitar.
Eu deixo a água cair, molhar meus cabelos e fico brincando de cortar a água. Como estou um pouco estressada, fico imaginando mil coisas.
Largo isso para lá e desligo o chuveiro. Me seco e vou até meu quarto procurando algo para vestir. Ponho uma blusa de Guilherme e uma calça de pijama. Mando uma mensagem para Maíra avisando para ela e começo a secar meu cabelo.
Maíra demora mais alguns minutos para chegar e eu estava na sala esperando ela.
_ Desculpa a demora, eu estava me despedindo.
_ Percebi. – digo e rio olhando para o chupão em seu pescoço.- Se soubesse que estava bom assim eu não teria atrapalhado.
_ Mentira, que nos duas sabemos que você provavelmente teria entrado na sala e faria um show.
_ Não acredito! Vocês estavam fazendo ouzadia na sala. — digo franzindo o nariz para poder provoca-la e ela me mostra um dedo.
_ Já te falei que você é muito meiga? — pergunto rindo.
_ Muitas vezes, mas agora deixa de papo furado e me conta o que aconteceu. — ela pergunta se sentando ao meu lado no sofá.
_ Bom, hoje o dia foi daqueles. Se lembra de quando te disse que vi Anna ficando com cara no beco? — me encosto no sofá, ela acena e eu continuo. — Então, encontrei com esse cara quando estava saindo do shopping com Aline mais cedo. Ele nos provocou e me contou que Anna... Que ela estava se drogando.

Eu não sabia como dizer isso para ela, então contei de uma vez. O rosto dela esta um mix de surpresa e preocupação.
_ Mas como? Ela nunca foi disso. Meu deus, o que ta acontecendo com ela?
_ Eu não sei Maíra, ele só me disse que ela falava muito sobre mim e Aline, principalmente quando estava chapada. Eu perdi o controle e o acusei de ser o responsável por isso, quase briguei com ele. Se não fosse por Aline... — paro e olho para baixo. — Ele também falou que foi ela procurou por ele.
_ Eu não posso acreditar. Não entendo o porquê de que ela de repente esta metida com isso. Parece que ela esta revoltada, só não sei com o que
_ Eu sei, na minha também não. E tem muito mais.
_ Sério? Tem mais coisa? — ela pergunta com ar de derrota.
_ Tem, por conta de eu quase brigar com um esse cara Aline brigou comigo. Eu falei que só fiz isso porque ainda me importava com Anna, mesmo sabendo que não deveria. Ela me falou que eu não deveria me arriscar por alguém que não vale a pena, e num ato sem pensar disse que se eu não tivesse escolhido ela, Anna e eu ainda seriamos amigas.
_ Você falou isso mesmo?
_ Não com essas palavras, mas deu a entender isso.
_ Ixxi, pegou pesado. E ai?
_ Bom, ela ficou chocada. Eu também ficaria se fosse comigo, ela entrou para casa e a gente não conversou mais. Mandei mensagem, só que ela não respondeu e quando tentei ligar deu caixa postal.
_ E você vai deixar isso assim?
Levantei minha cabeça e olhei para ela.
_ Não sei o que eu poderia fazer. Alias não tem muito para fazer, eu estava irritada e...
_ Eu sei, você disse coisas horríveis, mas você vai ficar ai sentada? Logo você, que não deixa nada sem resolver?! Vai atrás dela, eu tenho certeza que vão se resolver. — ela me olha com um olhar acolhedor e sinto um pouco de esperança ao ouvir essas palavras, não me permito levar esse pensamento por muito tempo, levanto e ando pela sala tentando clarear minha mente.
_ Não tem chances de ela me atender agora, ela esta com raiva e já e tarde. Eles devem estar dormindo. Amanha vou ir lá. — digo olhando para qualquer lugar menos para ela.
_ Qual é! Deixa de bobeira e vai logo, nos duas sabemos que você só esta com medo de enfrentar isso agora. E alem do mais você sabe que amanha tem sua competição. Se não for hoje, não sei quando teram chance de conversarem. — sinto seu olhar sobre mim, mas não me viro ou digo qualquer coisa.
_Nanda, não deixe Anna estragar seu namoro, você lutou tanto para não deixar isso acontecer e agora esta escapando por suas mãos. — ouço o barulho do sofá quando ela se levantou e volto meu olhar ate lá. Ela me encara e ajeita a bolsa no ombro. — Não posso te convencer a ir, então faca o que quiser. Só quero te ver feliz, de preferência com Aline. — ela vem ate mim e me abraça, ela sai logo depois e me deixa com minha mente trabalhando incansavelmente. Olho para o relógio e vejo que são 21h30min.
Será que eu devia ir lá? Não, ela não vai querer me ver e provavelmente só brigaríamos mais.
Vou para o meu quarto, pego meu kindle, que ganhei de presente de Aline, e começo a ler para acalmar meus pensamentos. Não existe forma melhor de afastar os seus dramas do que ler sobre o dos outros, mesmo que seja fantasia. Estava relendo um dos meus livros favoritos, A Culpa é das Estrelas. Adormeço enquanto lia sobre a primeira vez de Hazel e Augustus na Holanda. P.s.: Uma historia de amor mais bonito que a de Crepúsculo.

Tenho um sonho estranho, eu estava subindo uma colina que parecia se parte de um bosque. Tinham árvores por todos os lados, alguns arbustos pelo chão. Entro em uma espécie de clareira e ali parada estava Aline, de costas, portanto não conseguia ver o seu rosto. Chego perto dela e quando estava quase a tocando ela desaparece. Passo o olho por todos os olhos procurando por ela, mas não acho qualquer indicio de onde ela esteja. Vejo um caminho aberto em uma das direções e sigo por ele, ando por cerca de 10 minutos e, novamente me vejo na clareira. Aline estava ali também, tento chegar perto se fazer barulho para não assusta-la, só que mais uma vez ela desaparece. E assim, sucessivamente o sono vai rolando e rolando. Depois de mais algumas voltas, eu começo a gritar pelo seu nome, esperando qualquer reação e tudo o que eu recebo e um imenso vazio. Sento ali, e fico esperando ela aparecer novamente, mas foi em vão. Deito na grama verde e macia e passo a mão sobre ela enquanto fico olhado para o céu,vejo nas nuvens o formato do rosto de Aline se afastando e de repente só sinto as grossas gotas da chuva caindo por mim...

Acordo suada, algumas gotas de chuva caindo sobre meu rosto. Tinha deixado a janela aberta e lá fora estava caindo uma tempestade. Me sento cama enquanto tentava interpretar meu estranho sonho. Só consigo confundir ainda mais minha cabeça, pego meu celular e vejo que são quase 2h da manha, verifico se tinha qualquer novidade de Aline. Levanto e vou ate o banheiro, me apoio no balcão da pia e olho no espelho encarando meu reflexo. Aos poucos, a conversa que tive mais cedo com Maíra volta a minha cabeça. Ela me disse para ir atrás de Aline, mas como? Se eu tentar ir atrás dela ela vai fugir, assim como no sonho.
E claro, o meu sonho foi uma forma do meu inconsciente de me dizer para não deixar meu medo me dominar e ir atrás dela. Não sei como nem porque, mas só sei que de repente sabia que não conseguiria me concentrar em nada até me resolver com Aline. Saio do banheiro e comecei a procurar uma roupa quente para por, analisava a melhor forma de chegar a casa dela e em uma boa desculpa do por que estar indo lá agora. Pego minhas coisas, cubro minha cabeça com o capuz e saio de casa, deixando para trás o medo que tinha mais cedo.

Notas finais
E ai minhas lindjas.
Comentem, me digam a opinião de vocês, e Leitores Fantasmas... Yuuuhuuu! Aparecam ^^
Até mais.