Heart By Heart
23 Cause it's a feeling that you get
Notas iniciais
Hey, mais um capítulo ai.
Boa leitura ^^
Boa leitura ^^
Saio do prédio e pego minha bicicleta saindo pedalando pela rua, correndo para chegar logo. Estava nervosa e repassava muitas vezes o que dizer para Aline. O porteiro do meu prédio me deu oi, mas me olhava como se eu fosse louca. E talvez eu fosse mesmo, saindo do meio da madrugada e, principalmente nessa chuva, que agora caia mais forte e molhava todo o meu corpo, mas eu não poderia estar ligando menos. Não pensei nas consequências, estava determina a fazer Aline me escutar não importa como.
Chego a casa dela em tempo recorde e deixo a bicicleta ali perto da garagem. Agora estou aqui não sei o que fazer. Como eu poderia chamar ela aqui fora? Ela não atendia nenhuma ligação minha e não poderia simplesmente tocar a campanhia uma hora dessas.
Enquanto pensava me molhava ainda mais, acho bom eu me resolver mesmo com Aline senão vou ficar resfriada por nada. Olho para cima e vejo a janela do quarto dela, as luzes estavam apagadas. Ela provavelmente estaria dormindo, como qualquer pessoa norma faria. Uma vozinha na minha cabeça me diz para ir embora, balanço a cabeça por causa dessa ideia doida de vir aqui no meio da noite e vou ate minha bicicleta. Monto nela e olho de novo para a casa e vejo uma arvore com um galho grosso que daria uma boa sustentação ate a janela de Aline. Essa poderia ser minha chance de tentar conversar com ela, eu penso. Eu estava dividida, a voz no meu cérebro me mandava ir embora, que essa ideia era ridícula. Mas a outra voz, uma mais baixa, só que com uma forca muito maior me diz para largar de bobeira e ir ate lá, mesmo sabendo que iria acabar me arrependendo.
Tomo coragem e largo minha bicicleta, vou ate perto da arvore colocando minhas mãos tentando achar um bom lugar para subir. E mais difícil eu imaginava, me pé sempre escorregava e minha mão deslizava sem conseguir apoio, ate que eu pego o jeito de como escalar e consigo sair do chão. Estou agarrada a arvore como se fosse minha vida, já estava suada pelo esforço que fiz para subir alguns centímetros, imagina para chega ate lá em cima. Encosto a cabeça no tronco e amaldiçoo Aline por não dormir no 1° andar. Consigo chegar ate o galho mais alto, agora só faltava atravessar ate o beiral da janela. A chuva estava caindo forte e o galho estava muito escorregadio, sinto meu corpo deslizando ate a ponta (N/A: olhem as mentes poluídas heim 666') e o galho abaixando junto comigo. Rezo para todos os.santos que eu conheço, e dou mais uma arredada para frente, estou quase lá. De onde estava conseguia chegar bem perto da janela, mas ainda não dava para tocar. Pego no bolso algumas pedrinhas, que tinha catado no chão antes de subir, e me preparo para tacar. Escuto o barulho de pedrinhas batendo contra a janela algumas vezes e uma luz é acesa, Levanto os braços antes de ver meu mundo virando de cabeça par baixo. Literalmente.
Enquanto eu comemorava o sucesso com aas pedrinhas, perdi o equilíbrio e cai com tudo no chão.
Via o céu desfocado sobre mim. Acho que vi passarinhos de todas as cores e formas, o mundo estava em modo slow e ficou assim por um bom tempo.
_ Mais que droga é essa?! — escuto a voz de Fernanda distante em algum lugar. Não me atrevi a mexer, não poderia nem se quisesse. Depois de mais algum tempo ouço passos perto de mim e viro meu olho em direção a ela. — Fernanda? Você caiu lá de cima? — ela me pergunta apertando sua capa de chuva mais sobre seu corpo.
Aceno com sua cabeça enquanto sua expressão demonstrava preocupação.
_ Ai meu deus! Você esta bem? Se machucou ou esta doendo em algum lugar? — ela pergunta se ajoelhando próxima a mim. Olho para ela, a forma como seus cabelos ficam molhados, e a água descendo pelo seu rosto lindo. Poderia ficar a olhando por horas, mas nem tudo são flores. — Fernanda, me responde! Sente dor?
Tento uma vez, mas nenhum som sai, respiro fundo e tento mais uma vez e dessa vez sai algum som.
_ Eu não sinto nada. — digo com a voz fraca. — Não sinto meu braço e nem minha perna. – ela tenta, mas não impede um pequeno sorriso.
_ Mas porque você fez isso? — ela pergunta agora que um pouco do choque passou. — Você bebeu foi?
_ Eu queria conversar, você não atendia minhas ligações e... — uma tosse me interrompe. Então, lá vem aquele resfriado que tinha comentado...
_ Vem, vamos para o seco antes que você gripe.
Ela tenta me ajudar a levantar, eu mais parecia um daqueles bonecos de posto. Meu corpo estava mole, não tinha controle sobre ele. Ela me puxa ate a casa dela e me senta no sofá enquanto ia para a cozinha.
Coloco a mão na cabeça querendo que essa tontura passe logo.
_ Por que você inventou moda? Falei com você que a gente conversava depois. — ela diz voltando com uma xícara se café.
_ Eu... n-n-ao po-podia espe-perar... — digo tremendo, agora que tinha vido para dentro o frio começou a aparecer.
_ Tenho que te levar para tonar um banho quente. Vai acabar pegando pneumonia. — ela diz um pouco nervosa. Ela aponta para algo do meu lado e vejo que tem um cobertor ali no sofá, então tiro minha blusa de frio encharcada e coloco o coberto sobre meus ombros. Quando volto meu olhar para Aline, a observo mordendo canto do lábio inferior enquanto olhava minha regata um pouco molhada. Parece que ela não esta com tanta raiva já que esta sentindo desejo pelo meu corpo seqci (N/A: escrevi errado mesmo, Problem?!?), isso e um bom sinal, pelo menos eu espero.
Ficamos em silencio por um bom tempo enquanto tentava absorver o máximo de calor do cobertor. Ela tira a capa e vejo que ainda esta com uma camisola roxa de cetim que batia ate o meio da sua coxa. Passo meus olhos pelo seu corpo a admirando cada vez mais, ela percebe meu olhar e anda ate uma poltrona sentando e colocando uma almofada sobre as pernas. Ela me olha um pouco envergonhada e ansiosa. Ela nunca tinha ficado envergonhada de estar quase seminua perto de mim, estremeço um pouco e ela quase se levanta.
_ Estou melhor, não se preocupe. Podemos conversar agora? — pergunto me encolhendo um pouco mais na coberta.
_ Hum, sim.
_ Bom, me desculpa. Não devia ter brigado com aquele cara e nem ter falado o que falei para você. Eu estava irritada e acabei descontando em você, eu estou arrependida. — digo olhando bem para ela. — Sei que o que fiz foi totalmente errado, na hora eu só conseguia pensar em como a Anna era idiota por se envolver com drogas e eu não pensei antes de dizer aquelas palavras. Eu não acredito naquela merda, eu não te culpo pelo o que aconteceu com ela.
Me empolguei tanto no pedido de desculpas que quando vi, estava quase me ajoelhando perto dela. Ela não me olhava nos olhos, então não tinha como interpretar como ela estava recebendo isso. Me ajeito novamente no sofá esperando uma atitude dela. Já falei tudo o que tinha para falar, agora era sua vez. Passado alguns minutos ela finalmente levanta a cabeça.
_ Eu também tenho que te pedir desculpas. — ela diz e me interrompe quando tento negar. — Não devia ter a chamado de viciada preconceituosa, você já estava chateada e eu ainda botei mais pilha. Eu te entendo sabe, sei que perder uma amizade de tempos assim é muito ruim e eu não queria que nada disso tivesse acontecido. Eu pensei que ignorando ela, nos poderíamos ser felizes juntas...
_ Mas nós podemos ser felizes, nos já somos. – Não estava gostando nem um pouco das suas palavras, não era essa a reação que esperava.
_ Me deixa acabar de falar. — ela pede e eu me encosto no sofá. — E claro que o tempo que passamos juntos, foram os melhores que já tive. Mas Nanda pensa. Estamos juntas há meses e nunca falamos realmente sobre o que aconteceu entre você e a Anna. Não vou negar, aquelas palavras que você me disse mais cedo acabou comigo, eu tive raiva de você por me culpar, mas no fundo foi bom. Eu pude realmente ver que você não superou toda essa historia. Eu te amo Nanda, eu nunca disse isso para ninguém, e é por te amar que eu tenho que deixar você pensar no que realmente quer.
_ Eu sei o que eu quero...
_ Nos não podemos ter um futuro juntas se você não superar isso.
_ Eu vou superar, mas só posso se você tiver comigo. Eu preciso de você! — digo me levantando e olhando ainda mais para ela, que estava de cabeça baixa.
_ Você tem amigos e têm seus pais, eles vão te ajudar e eu também, no puder, mas não quero te privar de nada. Quero te dar um tempo, para o nosso bem.
Eu estava revoltada. Ela estava terminando comigo? Era isso? Ando de um lado para o outro pensando no que falar.
_ Pode pelo menos olhar para mim. — eu digo séria e, depois de uma fungada, ela olha para mim. Seus olhos estavam marejados e algumas lágrimas tinham rolado. Todas as palavras que estavam prontas para sair foram esquecidas assim que vi seu rosto. Eu abro a boca mais algumas vezes vendo se sai algo, mas é em vão.
_ Me desculpa. — falo e pego minha blusa saindo da casa dela.
Fecho a porta e sinto o ar fresco e o cheiro de terra molhada, só uma coisa era melhor que isso, o perfume de Aline. A chuva tinha abrandado um pouco e agora caia uma fina garoa.
Se um tempo era o que ela quer, eu vou dar apesar de não precisar pensar. Eu sei bem o que eu quero. Ando ate minha bicicleta e olho para a casa, Aline estava me olhando pela janela. Depois de ver seu rosto mais cedo pude ver o quanto estava a matando fazer isso. De repente era como se tivesse alguem ali do meu lado, brigando comigo. "você vai deixar assim? Vai desistir fácil sem nem mesmo tentar a convencer do contrario?"_Eu tentei, mas ela não quer me ouvir. — digo para mim mesmo.
“Não, você não tentou e nós duas sabemos bem disso."
_ Mas...-tento achar argumentos, mas sei que tenho que fazer ela perceber que esta cometendo um erro. Saio da bicicleta e corro ate a porta.
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