Heart By Heart

33 When you say those words to me...


Notas iniciais
Hey, capítulo novo para vocês. E galera, quanto ao capítulo passado... Calma, foi só um sonho. Não precisam ameaçar de me bater ok? Sou tão gente boa... kkkk' Boa leitura, amores.

Chego ao aeroporto de Confins algumas horas mais tarde. Minha mãe me mandou uma mensagem avisando que já estava chegando, o que significava que tinha acabado de sair de casa. Se bem que pela sorte que tenho com aquela esteira de desembarque, é capaz dela chegar primeiro que a minha mala.

Uma hora mais tarde, depois de mofar esperando a mala e dar uma passada nas lojas do aeroporto, já estava com minha vitamina na mão sentada no carro enquanto minha mãe guardava a mala no porta malas.

_ Como foi? — ela pergunta se sentando no banco do motorista.

_ Foi bom, o Rio de Janeiro é lindo demais.

_ E a medalha? E bonita?

_ Sim e também é bem pesada. Valeu a pena ter ido ate lá. — Ou não né, diz uma voz na minha cabeça.

Conto um pouco do que eu fiz lá, dos lugares que tinha ido, deixando de fora a parte onde eu dormia na casa de Bernardo. Com todo o papo nem notei o tempo passando e assustei quando vi que já estávamos entrando no nosso prédio. Comecei a digitar uma mensagem para Aline avisando que já tinha chegado a BH e que estava com saudades dela.

Vim puxando a mala olhando para o celular e esbarrei em alguém.

_ Descul... Ah, são vocês.

_ Oi para você também vaca. — Diz Maíra largando a mão de Guilherme e vindo me dar um abraço. Ela se separou de mim e foi abraçar minha mãe.

_ Pensei que iria chegar só mais tarde. — Guilherme pergunta.

_ Vim mais cedo. Vão sair?

_ Henrique ta fazendo um churrasco lá na casa da Letícia e nos convidou.

_ Me espera, a Aline deve estar lá. Só vou colocar minha mala lá em cima e desço para gente ir juntos.

_ Com saudades da mozona? — Maira brinca enquanto volta para o lado de Guilherme.

_ Mais ou meenos. Já volto. — gritei enquanto ia para o elevador, minha mae já estava lá dentro.

_ Posso ir, não posso? — pergunto para ela.

_ Se eu disser que não você vai do mesmo jeito, não quero ser a malvada da historia. Só não demora muito, amanha tem escola.

_ Valeu mãe.

Saímos e corro para o apartamento, vou ate meu quarto e coloco um short jeans e uma regata de cetim, pego meus óculos. Paro perto da mala para pegar uma sacolinha de presente e vou direto para o térreo. Os dois já tinham chamado um taxi, que chegou junto comigo. O caminho não durou muito e novamente fui contando tudo o que fiz lá no Rio.

Dava para ouvir o som da musica e das conversas animadas ainda do lado de fora, dividimos o taxi e começamos a ir em direção a casa. Tocamos a campainha e quem atende e o próprio Henrique.

_ Fala cara. — ele cumprimenta Guilherme com um daqueles toques masculinos e vem dar um beijo em mim e em mim. — Cunhadinha. Vem, fiquem a vontade, peguem uma bebida na cozinha e depois venham aqui para fora, ta rolando churras.

_ Pode deixar, cadê sua irmã?

_ Acho que esta perto da piscina, vem vou te mostrar.

O sigo depois de pedir para Guilherme pegar um copo para mim. La fora estava lotado de gente, cumprimento algumas pessoas que eu conhecia. Henrique aponta para as mesas que estavam mais a frente, Aline estava sentada conversando com um grupo de amigos, e antes de chegar lá me escondi atrás de uma porta. Pego o celular e ponho para discar o numero dela. Vejo ela parando de rir antes de pegar o celular, ela hesita um pouco, mas acaba colocando celular na.orelha.

_ Alo. — sua voz esta neutra e inexpressiva.

_ Oi. Tudo bem?

_ Sim e você?

_ Estou levando. Continua brava? — pergunto olhando para ela de longe, enquanto levantava e dava alguns passos para longe da mesa... Ela estava só de biquíni e o cabelo molhado jogado para o lado.

Ela não responde e fica olhando para a parede viva que estava na frente dela. Começo a me aproximar lentamente

_ Eu queria, mas não consigo. Eu sei que não foi sua culpa o que aconteceu.

_ Em.partes foi sim, eu não devia ter aceitado dormir na casa dele.

Me aproximo mais.

_ Talvez. Eu odeio brigar com você. — ela fala em meio a um suspiro. Da distancia que eu estava, deu para ouvir seu suspiro. A abraço por trás e falo perto do seu ouvido.

_ Eu também odeio.

_ Nanda... O que faz aqui? — ela fala com a cara de assustada enquanto se virava para me olhar.

_ Vim com Guilherme e Maira. Eles estavam saindo quando cheguei e vim atrás.

Ela fica me olhando por alguns instantes sem falar nada, então entrego a sacola de presentes para ela. Quando ela tira o ursinho lá de dentro, abre um sorriso e me puxa para um abraço.

_ Me desculpa. Eu pirei. Só de saber que alguém tentou te beijar... Tudo o que eu queria era ir lá e bater nele. Ele sabia que nós estávamos juntas.

_ Ei, não fica assim. O vacilo foi meu, eu não devia ter ido lá, nem ter ficado tão próxima dele. Eu juro meu amor, não rolou nada entre nos dois, eu não conseguiria.

Ela só me aperta mais forte, o ursinho com a boina preta e o fim dos fios pretos do bigode aparece na minha linha de visão e vejo os escritos "Pardonner mon amour". Era simples, era clichê, mas era tudo o que sentia no momento.

Ela se afasta por um instante e então me da um selinho.

_ Estava com saudades disso... — falo abrindo um sorriso e dando outros selinhos nela.

_ Vem. — ela me puxa para dentro da casa em direção a um corredor, e então sobe as escadas rapidamente.

_ Ta tentando achar a porta secreta para Nárnia. — pergunto enquanto ela entrava em uma porta e me empurrava na parede.

_ Cala a boca. — ela fala sorrindo e trancando os braços atrás do meu pescoço. Seus lábios exploravam o meu ferozmente e obstinados. Fui descendo minhas mãos por sua barriga descoberta e ela não se afastou, pressionando suas curvas ainda mais contra mim. Suas mãos exploravam minhas costas por dentro da minha blusa.

_ Amor... Isso e tudo saudades? — pergunto fugindo um pouco dos seus beijos.

_ Só um pouquinho. — ela fala aproximando o dedão e o indicador para demonstrar. — Me acostumei a te ver todos os dias.

_ Estou de volta já, pode aproveitar. Só que não hoje.

_ Por quê?

_ Então querida, primeiro que a gente esta na casa da sua cunhada. E segundo... Bem, toda mulher ao menos uma vez no mês tem um sang...

_ Ta, ta. Já entendi, não passaremos do beijo.

_ Line, você não era assim antes, esta virando uma ninfomaníaca. Meu mel deve ser dos bons.

_ Idiota. — ela ri e me bate fraco, seguro suas mãos e coloco em cima da sua cabeça e dou mais um beijo nela.

_ Vamos descer? To com fome.

Ela acena e fazemos nosso caminho de volta.

_ Já acabaram? — Maira fala, ela estava na cozinha quando descemos e nos deu uma olhada.

_ Rapidinha é o que ha. É brincadeira, amor. — falo antes de levar um tapa de Aline. -Você esta muito violenta hoje.

_ Vocês duas são uma piada.

_ O que tem para comer ai? To com fome.

_ Tem arroz e vinagrete aqui e carne lá fora, fique a vontade.

_ Ta. Molier vá pegar carne para mim, por favor.

_ Você ta muito gracista Nanda, você se lembra do que aconteceu na ultima vez que ficou me provocando. Só vou pegar a carne porque também estou com fome. — ela sai meio que batendo o pé, irritada.

_ Só você para fazer alguém tão calma quanto ela ficar nos nervos. — Maira ri ao meu lado.

_ Ela sabe que eu a amo, e no fundo ela gosta.

Acabo de fazer meu prato e saio junto com Maira. Aline estava sentada na mesma mesa e me sento ao lado dela e Maira vem ao meu lado.

Comemos e brincamos o tempo todo, Aline acaba tirando a carranca do rosto e logo esta rindo também.

O tempo passa rápido e quando dou por mim já era quase 19h. Boa parte das pessoas já foi embora e sobraram os mais íntimos. Henrique, Guilherme, Maíra, Letícia e mais umas nove pessoas estavam brincando de eu nunca. Eu estava ali do lado deitada numa espreguiçadeira assistindo Aline e os outros na piscina brincando. Ela me vê a observando e me manda um beijo, ela fica ali dentro por mais um tempo antes de vir ate mim.

_ Se você não vai até a água, a água vem ate você. — Ela fala se deitando em cima de mim toda molhada. Ao invés de afasta-la eu a puxo ainda mais para mim e ela deita a cabeça no meu peito.

_ Como se eu fugisse de água... Ou de você.

Dou um beijo no cabelo dela e ficamos vendo o jogo dos garotos. Puxo um roupão e coloco sobre ela antes que ela começasse a tremer e ter uma hipotermia. Ficamos assim juntinhas e ela acaba caindo no sono enquanto fazia cafuné nela. Não resisti e tirei uma foto dela, seu rosto estava tão tranquilo e em paz, ela era a coisa mais linda que já tinha visto. É melhor parar Nanda, você já esta ficando muito melosa, fala uma voz na minha cabeça

_ Hey, vamos embora? — Diz Guilherme parando ao meu lado já um pouco bêbado.

_ Vamos né, só que tenho que acordar ela. Pode ir arrumando tudo que já vou.

_ Ta bom, te espero. — ela sai e entra para a casa.

_ Amor... Acorda. — Falo passando a mão por seus braços e dando beijos em seu rosto. Ela resmunga e esconde o rosto na dobra do meu braço, continuo dando beijos ate ela acordar.

_ Nem posso mais dormir em paz. — ela se levanta tonta de sono e a puxo para se sentar ao meu lado.

_ Calma, só te acordei para falar que estou indo embora.

_ Já? Esta cedo. — ela resmunga colocando a cabeça no meu ombro.

_ Aline, já são que 20h30min. Minha mãe já vai falar no meu ouvido por ter demorado tanto.

_ Então ta né. Nos vemos amanha?

_ Claro. Ate amanha. — dou um beijo na bochecha dela e vou atrás de Guilherme, eles já estavam conversando lá fora e não demorou muito o taxi chegou. Primeiro deixamos Maira em casa e chegamos em casa um pouco tarde. Me despeço do meu melhor amigo e vou para meu apartamento. Minha mãe não estava em casa, parece que meu pai tinha voltado mais cedo da viagem e eles saíram para jantar. Suspiro e vou tomar meu banho, e depois caio cansada em minha cama. Antes de adormecer recebo duas mensagens de texto: uma de Aline, me dando boa noite e falando que me ama, e outra de Bernardo, querendo saber se tinha chegado bem em casa. Acabei não respondendo nenhuma das duas.

Notas finais
Até a próxima, beijos,