He Doesn't Like The Lights
8 #8 - O meu tudo
Notas iniciais
#8
O meu tudo
Blaine acordou com um anjo olhando para ele. Oh, aquele homem não era um anjo, mas, era o mais próximo de um que Blaine jamais conheceria. Kurt sorriu timidamente e Blaine o imitou.
– É uma ótima maneira de acordar. – Blaine disse sorrindo.
– Dessa vez eu vou ter que concordar. – Kurt também estava sorrindo. – Você está se sentindo melhor?
– Sim. – Blaine disse e foi sentando-se na cama, logo se levantando.
– Não vai me contar o que aconteceu? – Kurt perguntou sem acreditar que Blaine estava mesmo saindo dali sem nada dizer.
– Eu não te devo satisfações. – Blaine disse rude saindo do quarto e Kurt foi atrás.
– Então é assim que as coisas são agora? – Blaine parou no meio do caminho e olhou para Kurt. – Você me agrada, cuida de mim, se preocupa, me arrasta até o seu quarto de uma maneira ou de outra, nós transamos e deu? Eu só sirvo para o seu prazer? Você só me procura quando eu aparento ser importante. Eu sou só o seu sexo fácil, não é mesmo?
– Sempre foi dessa maneira. Você sabe disso desde o início. – Kurt voltou irritado para o quarto, se atirou em sua cama e começou a chorar.
Ele se odiava por gostar tanto de Blaine e ser apenas o brinquedinho do moreno. Ele se odiava por cada segundo amar Blaine mais e se amar menos.
Ele estava pisando em cima de si mesmo, se humilhando, por alguém que não o merecia.
[...]
– Por que você trata ele desse jeito, Blaine? Você não pensa no que você faz, não? Ele é um ser humano. – Gabriela dizia irritava para Blaine, que apenas olhava para ela. – Me responda, Blaine.
– Você anda bem chata ultimamente, sabia? Como seu namorado te aguenta? – Gabriela não acreditou no que ouviu.
Aquele era mesmo o seu melhor amigo? O que estava acontecendo com ele, afinal?
– Blaine, você está se escutando? – Perguntou incrédula. – Olha, quer saber de uma coisa? Ou você arruma esse seu jeito, o qual está insuportável, e começa a tratar bem as pessoas que só querem o seu bem, ou eu ME DEMITO.
– Você não teria coragem de me abandonar. – Blaine disse ainda se achando o maioral.
– Primeiro, abaixa essa bola. Não sou obrigada a ficar te aturando. – Ela disse e fez uma pausa. – Duvide do que eu sou capaz, duvide, eu não ligo. Mas quer uma prova de que o que eu estou falando é verdade? Arranje outra companhia para sua viagem a Los Angeles, porque eu estou fora.
– Gabi, volta aqui, espera. – Blaine foi atrás, mas ela o ignorou completamente. – Droga.
[...]
Gabriela deixou Blaine falando sozinho e foi até o quarto de Kurt. Eles precisavam ter uma conversinha. Ela estava se sentindo culpada por ter feito Kurt largar o que quer que fosse tarde da noite para ir até ali, atrás de quem claramente não merecia nem um pouco.
– Kurt, posso entrar? – Gabriela perguntou do lado de fora da porta, a qual logo foi aberta.
Kurt deu espaço para a garota entrar e sentou-se em sua cama, deixando ela sentar na poltrona.
Um silêncio se instalou no quarto e os dois se olharam de uma maneira constrangedora.
– Então... o que traz a realeza dessa casa ao meu humilde cômodo? – Gabriela sorriu com as palavras de Kurt.
– A única realeza aqui é Blaine, Kurt. – Disse a garota.
– Ele não me parece nenhum príncipe. – Kurt disse indiferente. – Já você, parece a Bela, pois trata todos como uma verdadeira princesa faria.
– Eu prefiro a Aurora. – Gabriela disse rindo.
– Ora, Gabi, não deixa de ser uma Bela. – Kurt também riu e o silêncio novamente se instalou.
Mas não era um silêncio tão constrangedor como antes, era apenas silêncio. Claro que, essa falta de tensão não tirou o medo de Kurt. E se Gabriela estivesse ali para chegar nele e perguntar algo sobre Blaine como o castanho reagiria? Ele se exaltaria provavelmente e todos seus sentimentos seriam entregues de bandeja para ela.
– Mas, respondendo a sua pergunta do motivo pelo qual estou aqui. – Disse Gabriela, tirando Kurt do transe. – Por que você deixa ele fazer o que quiser com você?
– Do que você está falando? – Perguntou tentando manter a calma.
– Kurt, o único que não percebeu o quão apaixonado por Blaine você está foi o próprio Blaine. E isso só ocorreu porque ele é cego demais para enxergar o amor. – Ela disse rindo e Kurt fez uma cara de apavorado, fazendo ela rir um pouco mais. – Eu não vim aqui conversar com você para descobrir seus sentimentos e depois ir correndo falar para ele. Não sou esse tipo de pessoa. Inclusive, me perdoe pelo que fiz naquele dia. Eu não deveria ter permitido que ele te trouxesse para cá.
– Você só estava sendo uma boa amiga para ele. – Kurt disse tranquilo.
– Você merece mais minha amizade do que ele. – Kurt notou o quão triste ela aparentava estar, então sentou na poltrona em seu lado e puxou sua mão.
– Não me diga que ele também te tratou mal... – Kurt disse já imaginando o pior.
– Ele não está nem ai para ninguém. Eu não sei o que houve com ele. Ele está estranho desde que... – Kurt interrompeu ela.
– Desde que eu apareci. – Completou ele.
– Mas isso não faz sentido, Kurt. – Disse ela. – Se você não o fizesse bem, ele não correria atrás de você.
– Gabi, a única coisa que ele quer comigo é sexo. Só isso. Ele não liga para mim e já deixou isso bem claro. – Desabafou ele.
– Quem é o idiota que não liga para você? – Ouviu-se uma voz a qual Gabriela não reconheceu.
– Seb! – Kurt gritou e foi abraçar o amigo. John entrou no quarto junto com o mais alto e juntou-se a namorada. – Gabi, John, esse é Sebastian, meu melhor amigo.
– Oi. – Gabriela disse, levantando para abraçar Sebastian.
– É um prazer conhecer vocês. – Sebastian disse sorrindo.
[...]
Dois dias depois Kurt continuava em seu quarto. Não saía de lá nem para comer, mas Gabriela fazia questão de ir até o quarto do castanho para levar a comida do mesmo.
Os dois continuaram a conversar durante os dois dias e Gabriela mencionou que Blaine iria fazer uma viagem de três dias, pois faria um show em Los Angeles e ficaria um dia aproveitando lá. Ela mencionou também que, ele reservou uma lancha para o dia de folga e fez reserva em um restaurante muito chique de lá. Fora que, como Gabriela desistiu de acompanhar Blaine, o moreno iria sozinho.
Kurt ficou morrendo de ciúme. A lancha, o restaurante, aquilo não seria para Blaine e Gabriela, já que foi reservado depois que ela desistiu da viagem.
Kurt tinha ido tomar um banho e, quando voltou ao quarto e se aproximou da cama, viu que havia uma grande caixa e, por cima, havia um pequeno envelope.
Ele abriu a caixa e encontrou um BÉLISSIMO terno, azul escuro, o qual Kurt amou à primeira vista. Ele pegou o pequeno envelope e abriu, pegando o bilhete de dentro para ler.
“Você já me contou muitos segredos sobre sua vida e eu gostaria de realizar algo que, você pode não ter me pedido, mas, você com certeza desejou. Vá até o local onde normalmente comemos e encontre a próxima dica, mas, antes disso, vista o que há dentro da caixa. – B.”
Kurt queria rasgar aquilo e jogar fora, mas e se aquilo fosse um pedido de desculpas? O Hummel precisava saber do que se tratava antes de pensar em desistir.
O castanho vestiu a roupa rapidamente, ajeitou seu cabelo, colocou um pouco de perfume e foi andando até a cozinha, encontrando uma tulipa em cima da bancada junto com um outro envelope.
“Você precisa buscar por uma caixa no lugar onde você me deixou mais louco dentro dessa casa. Mas tem uma condição: você não pode abrir a caixa. Você tem que trazê-la até mim. Vejo você na próxima dica. – B.”
O castanho botou-se a pensar... onde ele tinha deixado Blaine mais louco naquela casa? Ele disse “dentro” da casa, mas o lugar que vinha a mente de Kurt era a piscina.
Só poderia ser a piscina, então Kurt andou até a parte dos fundos da casa e encontrou uma caixa próxima a piscina. Havia um outro bilhete colado na caixa.
“Última dica. Pegue essa caixa e ande até o lugar mais bonito da casa. O lugar que você chamou de ‘sonho’. Estou esperando por você. – B.”
Lugar mais bonito? O salão de festas? Por que Blaine estaria no salão de festas? Kurt resolveu parar de se fazer tantas perguntas e andou até o salão.
Ao chegar lá, velas estavam espalhadas pelo chão, junto com um caminho de pétalas de rosas nas cores vermelha e branca. Seguindo seus olhos pelo caminho, os olhos de Kurt encontraram os de Blaine o esperando com uma outra tulipa em mãos, parado lá no final do salão.
– Eu sabia que as dicas estavam muito fáceis. – Blaine disse sorrindo.
Kurt fez o percurso até chegar a Blaine, que aumentou o sorriso ao ver o castanho mais de perto.
– Por que tudo isso? – Perguntou Kurt. – Oh, isso é seu, eu acho. – Kurt disse entregando a caixa para Blaine.
– Na verdade, o que está aqui dentro é seu. – Blaine sorriu mais ainda. – Isso tudo é porque você merece. Só por isso. Eu sei, eu sou um idiota, eu te tratei mal e eu estou tentando me desculpar. Não sou muito bom com palavras, então achei que essa seria uma boa maneira de me desculpar.
– Ok, você armou tudo isso só para no final ambos acabarmos sem roupa? Mesmo? – Kurt perguntou e Blaine soltou uma risada abafada.
– Não. Eu não fiz isso por sexo, Kurt. Eu fiz isso para alegrar você. – Kurt abriu a boca para falar algo, mas nada saiu de sua boca. – Você me disse que foi humilhado por aquele seu ex-namorado no baile da escola do seu quarto ano. Eu apenas quero que você consiga finalizar o seu baile, já que aquele não pôde ir até o final.
– E para que a caixa? – Kurt perguntou ainda sem entender nada.
Blaine abriu a caixa e tirou uma coroa – igual as de baile de escola – e colocou na cabeça de Kurt.
– No nosso baile, você é o meu rei. – Blaine disse sorrindo. – Na verdade, você merece muito mais do que isso.
– Eu jamais imaginaria uma coisa dessas, eu... – Blaine passou sua mão pelo rosto de Kurt delicadamente.
Blaine o soltou rapidamente e colocou uma música calma para tocar. Ele ligou o globo de luz em cima dos dois e voltou a se aproximar de Kurt.
O Anderson depositou suas mãos na cintura de Kurt que, por sua vez, colocou as mãos em volta do pescoço do moreno.
Os dois balançavam ao ritmo da música, sem ir muito longe por onde andavam.
Kurt encostou sua cabeça no ombro de Blaine e continuou a dançar com o moreno. O Hummel levantou a cabeça e encarou Blaine.
O que ele via de tão especial em Blaine? Será que era o sorriso encantador? Os olhos apaixonantes? A voz calma? Os abraços que mesmo sem intenção eram protetores? Os beijos extremamente viciantes? Ou apenas a existência dele?
– Você é tão bonito. – Blaine sussurrou para Kurt, que sorriu tímido. – Não se sinta envergonhado. Eu estou falando a verdade.
– Eu já disse que não estou acostumado com elogios. Principalmente vindos de você. – Ele disse a última frase um pouco baixo.
– Pelo menos por hoje, vamos esquecer os meus erros e focar no aqui e agora? – Kurt assentiu e voltou a sorrir. – Quero te fazer um convite.
– Que tipo de convite? – Kurt perguntou curioso.
– Quero que você vá comigo para Los Angeles. – Kurt abriu a boca, mas novamente nada saiu por ela.
Será que a reserva dos lugares era para ele? Não... claro que não... Blaine não faria isso por Kurt. Faria?
– Você tem certeza disso? – Foi a única coisa que Kurt conseguiu falar.
– É claro que eu tenho. – Blaine disse sorrindo.
– Você odeia quando somos vistos juntos e todos ficam perguntando o que somos. É meio suspeito cada vez você dar uma resposta diferente. – Kurt disse e Blaine riu. – Não ria. O que vai fazer quando perguntarem?
– Darei a resposta correta dessa vez. – Blaine disse voltando a alisar o rosto de Kurt.
– Que seria? – Kurt perguntou colocando suas mãos nos cabelos de Blaine, que fechou os olhos sentindo a boa sensação do carinho. – O que eu serei dessa vez?
– O que você já é desde o início. – Blaine disse abrindo seus olhos e encarando o oceano em forma de olhos de Kurt. – O meu tudo.
Blaine continuou a alisar o rosto de Kurt, que o puxou pela nuca e o beijou.
Ele agora não precisava de mais nada. Talvez precisasse acordar, pois aquilo tudo parecia um sonho.
Um sonho real.
[...]
Nos dois dias que se passaram, Kurt acompanhou Blaine para a viagem do moreno até Los Angeles. Eram apenas três dias. O primeiro era a preparação para o show, a qual ocorreu tranquilamente; o segundo era o show, que foi um sucesso; e o terceiro está começando agora.
Blaine e Kurt dormiram em quartos separados por pedido do castanho. Mas, assim que Blaine acordou, ele foi até o quarto de Kurt para acordá-lo.
Ele entrou lentamente no grande quarto e se aproximou da cama onde Kurt ainda dormia serenamente. Blaine não pôde deixar de sorrir ao ver aquela imagem.
O moreno encheu o rosto de Kurt de beijos delicados e carinhosos e, assim, o Hummel acordou sorrindo.
– Que horas são? – Perguntou Kurt coçando os olhos.
– Onze e meia da manhã. – Blaine disse e Kurt arregalou os olhos. – Nós chegamos tarde, você precisava descansar.
– Eu sei, mas acho que descansei demais. – Kurt disse rindo. – O que você vai fazer hoje para aproveitar sua folga?
Kurt se arrependeu de ter perguntado aquilo. Ele queria ter perguntado com quem Blaine sairia, mas sua pergunta levantaria certas suspeitas e ele não queria que isso acontecesse. Não agora que tudo estava tão bem.
– Bom, eu fiz uma reserva em um restaurante muito legal que tem no centro da cidade. – Kurt apenas assentiu.
– Eu vou arranjar algo para fazer. – Kurt disse simples e Blaine riu.
– Está negando meu convite? – Kurt o olhou confuso. – Você vai comigo. Fiz reserva para nós dois.
Agora o coração de Kurt estava batendo a mil. Então era ele a companhia de Blaine?
– Vamos, se arrume para irmos logo. – Blaine depositou um beijo na testa de Kurt e saiu do quarto.
Kurt levantou com o maior sorriso do mundo e foi logo tomar seu banho. A água quente relaxava seu corpo e fazia com que ele ficasse calmo. Ele mal podia acreditar que tudo estava indo tão bem. Era demais para a mente dele. Bom demais, aliás.
O castanho saiu do banho e botou uma das roupas que havia levado em sua mala. Ele se vestiu, arrumou o cabelo, se encheu de perfume como sempre, pegou a chave do quarto e saiu do mesmo, levando um susto ao encontrar Blaine escorado na porta o esperando.
– Não queria assustar. – Blaine disse sorrindo.
– Como sempre eu estava distraído. – Kurt riu. – Estou pronto.
– E lindo. – Blaine disse, deixando Kurt corado. – Você precisa se acostumar com meus elogios. Eles são verdadeiros.
Kurt apenas sorriu e seguiu o seu caminho com Blaine e assim os dois foram almoçar.
O almoço foi tranquilo e, após o mesmo, os dois foram até a praia, onde caminharam na beira do mar e ficaram conversando.
Quando estava quase escurecendo, Blaine colocou uma venda nos olhos de Kurt e o levou andando, o ajudando a subir em um pequeno degrau. O moreno deixou Kurt sentado no que aparentava ser um banco e se afastou.
– Onde você está? – Kurt perguntou assustado, com medo de ter sido abandonado.
– Eu continuo aqui. – Blaine disse um pouco afastado de Kurt. – Eu já vou tirar a sua venda, espera um pouquinho.
– Por que parece que estamos ao mar? – Kurt perguntou depois de um tempo e sentiu duas mãos mexerem em sua venda, em seguida a tirando fora.
– Respondido? – Perguntou Blaine, sentando-se ao lado de Kurt.
Kurt estava sem palavras ao olhar para o local onde eles estavam. Eles estavam ao mar e estavam com a bela visão da Lua e as estrelas.
– Wow! – Exclamou ele. – Você sabe dirigir uma lancha? – Kurt perguntou ainda surpreso.
– Tem muita coisa sobre mim que você não sabe. – O moreno disse rindo. – Quer ouvir música?
– Em uma lancha? – Blaine apenas riu e colocou uma música para eles escutarem.
O moreno voltou para o lado de Kurt e o puxou, iniciando um beijo calmo.
Ele puxou o Hummel para seu colo e continuou a beijá-lo, cada vez com mais desejo. Kurt brincava com seus cabelos e isso estava o levando a loucura.
– Blaine, isso é loucura. – Kurt sussurrou no ouvido do moreno, que agora mordiscava o pescoço do Hummel.
– Mas é uma loucura deliciosa. – Blaine disse com um tom de voz provocante. – Eu já volto, mas você não pode ver.
– O que? Como assim? – Kurt perguntou confuso, mas logo entendeu do que se tratava.
Blaine novamente vendou Kurt, lhe deu um último beijo e se afastou.
Kurt tentava contar mentalmente quanto tempo se passava e, pelos seus cálculos, ele se perdeu após o terceiro minuto.
Ele ouvia o barulho de coisas batendo contra o chão da lancha, mas não sabia dizer o que eram.
O som do mar e a música, que tocava repetidamente, estava deixando Kurt tão tranquilo, até que seus pensamentos foram interrompidos por dois braços em sua volta, o levantando do banco e o colocando no chão.
– Agora você pode olhar. – Blaine sussurrou enquanto tirava a venda do castanho.
Blaine tinha colocado cobertas no chão, junto com dois travesseiros.
– Não é o local mais confortável do mundo, mas eu planejei direitinho antes de vir para cá. Por isso eu trouxe as cobertas e travesseiros. – Blaine explicou e Kurt assentiu sorrindo.
– Ainda acho você um louco. – Comentou Kurt, fazendo Blaine rir.
– É, mas, como diria Alice no País das Maravilhas: as melhores pessoas são assim. – Kurt riu alto e puxou Blaine pela nuca, voltando assim a beijá-lo.
Blaine deitou Kurt por cima das cobertas e desceu seus beijos para o pescoço do castanho. Enquanto isso, ele ia tirando lentamente o blazer do maior, com a mera intenção de provocar o mesmo.
– Por que você me tortura tanto? – Perguntou Kurt com a voz baixa.
– Porque é divertido ver você se derretendo nos meus braços. – Blaine sussurrou novamente.
I look and stare so deep in your eyes,
I touch on you more and more every time,
When you leave I'm begging you not to go,
Call your name two or three times in a row,
Such a funny thing for me to try to explain,
How I'm feeling and my pride is the one to blame.
'Cuz I know I don't understand,
Just how your love can do what no one else can.
Blaine terminou de tirar o blazer de Kurt sem parar de beijá-lo. Ele desceu suas mãos até a barra da camisa de Kurt e a tirou fora, começando a distribuir beijos pelo tronco do castanho, que se arrepiava mais a cada toque.
Quando Blaine estava abrindo a calça de Kurt, o castanho o empurrou levemente contra o chão e subiu em cima dele.
– Você ainda está muito vestido. – Kurt disse ao ver o olhar confuso de Blaine.
Kurt começou a fazer a mesma coisa que Blaine, tirando lentamente as peças de roupa do moreno, mas, ele deixou o moreno completamente nu, fazendo ele corar.
– Me sinto usado agora. Você não deixou que eu tirasse tudo de você. – Blaine disse, fazendo Kurt rir.
– Pode fazer isso agora. – Ele disse provocante e logo teve seus lábios sendo atacados por Blaine.
Got me looking so crazy right now, your love's
Got me looking so crazy right now (in love)
Got me looking so crazy right now, your touch
Got me looking so crazy right now (your touch)
Got me hoping you'll page me right now, your kiss
Got me hoping you'll save me right now
Looking so crazy in love's,
Got me looking, got me looking so crazy in love.
Blaine trocou novamente de posição com Kurt e abriu a calça do castanho, o deixando apenas com sua roupa íntima. Mas não por muito tempo, já que ele logo a tirou também. Agora o envergonhado era Kurt.
O Anderson agarrou a cintura de Kurt com um pouco de força e passou sua língua pelo membro do castanho, fazendo o mesmo arquear as costas. Blaine subia e descia com sua boca no membro de Kurt, que já não pronunciava uma palavra com sentido. Apenas gemidos e palavras vulgares saíam da boca do castanho e Blaine estava adorando assistir aquela cena.
When I talk to my friends so quietly,
Who he think he is? Look at what you did to me,
Tennis shoes, don't even need to buy a new dress,
If you ain't there ain't nobody else to impress,
The way that you know what I thought I knew,
It's the beat my heart skips when I'm with you,
But I still don't understand,
Just how your love can do what no one else can.
Quando Kurt estava quase chegando ao seu ápice, Blaine parou os movimentos, levando um olhar repreensor, o que o fez sorrir para Kurt.
– Não tão rápido. – Disse Blaine, fazendo o outro revirar os olhos.
Blaine abriu um pouco as pernas de Kurt, segurou firme em sua cintura e o penetrou devagar, cuidando as feições de Kurt, que mudavam rapidamente.
– Preciso ir para um hospício. – Kurt olhou confuso para Blaine. – Você me deixa cada vez mais louco.
Kurt sorriu para Blaine, que começou a se movimentar gradativamente dentro do castanho.
Got me looking so crazy right now, your love's
Got me looking so crazy right now (oh crazy)
Got me looking so crazy right now, your touch (you're in love)
Got me looking so crazy right now (love!)
Got me hoping you'll page me right now, your kiss (hey!)
Got me hoping you'll save me right now
Looking so crazy in love's, (hey)
Got me looking, got me looking so crazy in love.
O barulho das peles dos meninos se chocando se misturava com seus gemidos e palavras desconexas junto com o barulho suave do mar.
Blaine podia jurar que estava ouvindo a melhor sinfonia do mundo.
O moreno levou sua mão até o membro de Kurt e começou a “massageá-lo” enquanto continuava com seus movimentos.
Kurt praticamente se derretia nos braços de Blaine.
– Isso é... maravilhoso. – Kurt disse entre os gemidos, deixando Blaine ainda mais satisfeito.
Check it, let's go
Young Hov y'all know when the flow is loco,
Young B and the R-O-C, uh oh, (oh)
Ol' G, big homie, the one and only,
Stick bony, but the pocket is fat like Tony, Soprano, (oh no)
The ROC handle like Van Axel,
I shake phoneys man, You can't get next to,
The genuine article I go I do not sing though,
I sling though, If anything I bling yo,
Blaine se inclinou por cima de Kurt e o beijou e logo os dois chegaram ao seu ápice, praticamente gritando o nome um do outro.
– Eu quero mais... – Kurt sussurrou no ouvido de Blaine.
– E você aguenta mais? – Blaine perguntou rindo e sentando no chão.
– Ah, aguento. – Kurt disse com sua melhor voz de safado e sentou no colo de Blaine.
Star like Ringo, war like a green berret
Crazy bring your whole set,
Jay-Z in the range, crazy and deranged,
They can't figure them out they like hey is he insane, (oh no)
Yes sir I'm cut from a different cloth,
My texture is the best fur, of chinchilla.
Been dealing with chain smokers,
But how you think I got the name Hova?
I been realer the game's over,
Fall back young, ever since the label changed over
to platinum the game's been wrap, One!
Os dois voltaram a se beijar mais carinhosamente do que antes, mas logo seus beijos já eram cheios de desejo. Os olhos dos dois brilhavam cheios de luxúria e um ficava mais louco pelo outro a cada segundo que passava.
Kurt começou a beijar o pescoço de Blaine, que logo já puxava o cabelo de Kurt e apertava sua cintura, de vez em quando passava suas mãos pelas costas nuas do castanho e o puxava para mais um beijo.
Got me looking, so crazy, my baby
I'm not myself, lately I'm foolish, I don't do this,
I've been playing myself, baby I don't care
'Cuz your love's got the best of me,
And baby you're making a fool of me,
You got me sprung and I don't care who sees,
'Cuz baby you got me, you got me, so crazy baby
HEY!
– Posso? – Perguntou Blaine, logo vendo Kurt assentir com um sorriso gigante nos lábios.
Blaine penetrou o castanho, que continuava sentado em seu colo. O Hummel só faltou revirar os olhos de tanto prazer e ele mesmo tomou a iniciativa de começar a subir e descer no membro do moreno.
Got me looking so crazy right now, your love's (oh love)
Got me looking so crazy right now (lookin' crazy)
Got me looking so crazy right now, your touch
Got me looking so crazy right now
Got me hoping you'll page me right now, your kiss (baby)
Got me hoping you'll save me right now (baby)
Looking so crazy in love's, (whoa!)
Got me looking, got me looking so crazy in love. (whoa!)
– Como alguém pode ser tão delicioso assim? – Blaine perguntou com dificuldade por conta de sua respiração.
– Você é o que pode dar uma resposta melhor para essa pergunta. – Kurt disse com suas mãos agarradas no cabelo de Blaine, ainda subindo e descendo no membro do mesmo.
Ele continuou a se movimentar até que os dois chegassem novamente aos seus ápices, logo caindo cansados no chão do barco.
– Se algum fotógrafo flagrou isso, não quero nem ver o que vai acontecer. – Blaine disse e Kurt se desesperou.
– E tem chance disso ter acontecido? – Blaine riu com o nervosismo do outro.
– É provável que não e, se alguém viu, eu não ligo. – Disse dando de ombros. – O melhor para agora é dormimos aqui, juntinhos.
– Tudo bem. – O castanho disse mais calmo. – Boa noite.
– Dorme bem, K.
Blaine não se sentia tão bem assim desde a última vez que ele... oh, não... desde a última vez em que se apaixonou.
Não... isso não significava que...
– Dane-se se eu me apaixonei por você, eu não vou me entregar a esse sentimento. Não dessa vez. – Pensou o Anderson. – Se bem que, ao que parece, eu já me entreguei.
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