He Doesn't Like The Lights
9 #9 - Não desista de nós
Notas iniciais
#9
Não desista de nós
Aquela noite era mais uma noite comum de shows para Blaine, mas seus pensamentos estavam tão confusos, que ele precisava chegar em sua casa e descansar nos braços do único que o trazia total paz e conforto.
Ao terminar o show, ele correu para tirar sua roupa. Saiu do local do show com dificuldade, por conta da quantidade de fãs que o esperava na porta. Mesmo com dificuldade ele conseguiu e foi embora com seu motorista particular.
Naquela noite Kurt não queria ir ao show como sempre fazia, optando assim por ficar em casa lendo e ouvindo música.
Quando Blaine finalmente chegou em sua casa, a primeira coisa que fez foi andar pela mesma até o quarto de quem ele tanto queria ver.
Blaine bateu na porta e logo a mesma foi aberta por um Kurt aparentemente cansado.
— Oi. – Kurt disse baixo.
Blaine simplesmente puxou Kurt pela cintura e o beijou. Um beijo totalmente sem pressa e com um certo carinho que Kurt nem acreditava existir entre eles. Era até mesmo possível sentir uma pitada de amor ali entre eles.
— Como foi o show? – Kurt fez a mesma pergunta de todas as noites de show e Blaine apenas deu de ombros, como sempre fazia.
— Eu estou cansado, preciso tomar um banho, mas antes vim te dar oi. – Blaine disse sorrindo, levando Kurt a fazer o mesmo.
— Ora, por que não disse antes? Eu não me importo de fazer companhia a você. – Blaine riu alto e puxou Kurt novamente.
— Então vamos para o meu quarto, eu vou encher a banheira para nós. – Kurt apenas assentiu e seguiu o moreno.
Eles andaram até o quarto de Blaine, entraram no mesmo e o moreno trancou a porta, logo indo até o banheiro, já tirando sua roupa enquanto botava a banheira a encher.
Ao voltar ao quarto, completamente nu, Blaine olhou para Kurt, que estava sentado na cama do moreno com os olhos completamente perdidos no corpo do mesmo.
— Você precisa ser mais discreto ao admirar uma pessoa. – Brincou o Anderson, deixando Kurt corado.
— Por que eu seria quando você não é? – Kurt perguntou e Blaine assentiu.
— Você aprendeu direitinho então. – Blaine foi se aproximando de Kurt, até entrelaçar suas mãos na cintura do castanho.
— Com o melhor. – Kurt entrelaçou suas mãos na volta do pescoço de Blaine, logo o beijando.
— Estamos quase vivendo uma vida de namorados. – Blaine disse rindo.
— Não estamos não. Não tem nada de romântico no nosso relacionamento, sem jantares, sem surpresas, nem nada assim. – Kurt disse também rindo.
— E as surpresas que eu te faço não contam? Ou os jantares... – Blaine se fingiu de ofendido. – Tudo isso que você falou é a sua definição sobre um namoro?
— Tendo em vista que a minha primeira experiência com um namoro não foi boa, sim, essa é a minha definição sobre um namoro. – Disse roubando um beijo do moreno.
— Acho que a banheira já está cheia e você ainda está com roupas demais. – Blaine disse já tirando fora o casaco de Kurt.
Blaine puxou também a blusa de Kurt e a tirou fora, aproveitando para distribuir alguns beijos pelo peito nu do castanho.
O moreno se ajoelhou e abriu a calça de Kurt, a tirando fora junto com sua roupa íntima.
Com os dois já sem roupa alguma, eles andaram até o banheiro.
Blaine entrou, sentou e então puxou Kurt para sentar por entre suas pernas. Os dois se encaixaram da melhor maneira e ficaram ali abraçados.
O Anderson pegou um sabonete e começou a passar pelas costas de Kurt, que estava simplesmente amando o momento dos dois ali, sem nada nem ninguém para atrapalhar eles.
Os dois ainda permaneceram um certo tempo ali dentro e depois saíram, logo se enxugando com a toalha. Blaine se vestiu e correu até o quarto de Kurt para pegar uma roupa para o castanho. Os dois não estavam sozinhos em casa e não seria interessante Kurt estar enrolado em uma toalha andando pela casa quando Gabriela estava lá e sem o namorado ainda por cima.
— Kurt não está no quarto. – Gabriela disse, dando um susto em Blaine.
— Eu sei. Ele... an... ele está comigo, no meu quarto. – Ele disse tímido.
— Por que ele é tão idiota de correr atrás de você ainda? – Gabriela revirou os olhos irritada.
— Ultimamente ele não tem me procurado, quem procura sou eu. – Confessou o moreno.
— B, por que você ainda ilude ele? Ele não merece sofrer por causa sua.
— Gabi, se ele não me quisesse ele já teria me largado. Vai ver ele gosta do que posso proporcionar a ele, sei lá. – Deu de ombros.
— Blaine, não seja burro. – Pediu a garota. – Você obviamente está usando ele e eu não gosto de ver isso.
— Gabriela, ele não gosta de mim. – Blaine disse já se irritando.
— Como pode ter tanta certeza assim? – Perguntou desafiadora.
— Porque eu nunca tive a sorte de me apaixonar por alguém que também gostasse de mim. – Blaine disse e entrou no quarto de Kurt, batendo a porta do mesmo em seguida.
Ele pegou a roupa que estava em cima da cama de Kurt, provavelmente era a que ele colocaria para dormir.
Blaine abriu a porta e Gabriela ainda estava estática na porta, sem acreditar no que havia escutado. O Anderson voltou para o seu quarto, novamente trancando a porta.
Kurt estava em frente ao espelho, sem a toalha. Blaine foi até ele e o abraçou pelas costas.
— Está admirando sua beleza? – Perguntou depositando um beijo no pescoço do castanho.
— Não. – Kurt riu. – Eu não sou de ficar me olhando no espelho, não sei nem porque estou aqui parado em frente a ele.
Blaine assentiu e entregou as roupas a Kurt, que as vestiu rapidamente. Claro que Blaine preferia que o castanho ficasse sem roupa, mas ele não iria dizer isso.
Os dois deitaram, Blaine puxou Kurt para si e assim os dois dormiram, abraçados.
[...]
Na manhã seguinte, Blaine acordou primeiro que Kurt e o castanho permanecia deitado serenamente em seus braços.
Blaine não sabia o que havia feito com que ele se apaixonasse por Kurt, se fora seu sorriso, seus olhos, seu beijo, seu abraço ou simplesmente sua existência.
Mas Blaine também sabia que, por mais que estivesse apaixonado, não iria falar isso para Kurt. E ele estava fazendo algo errado. Mesmo que ele e Kurt não fossem um casal, ele sentia que estava traindo o castanho, pois inúmeras noites ele saía e ia para festas, onde acabava em um lugar qualquer transando com o primeiro que aparecesse.
Ele queria mudar, queria mais que tudo, mas sentia que mudar era impossível. Pelo menos ele queria mudar, e isso já era um começo.
Kurt lentamente começou a abrir seus olhos, os coçando devagar como uma criança quando acorda.
— Bom dia! – Blaine disse com um enorme sorriso no rosto.
— Eu realmente dormi a noite inteira na sua cama e com você? – Kurt perguntou sem acreditar.
— Isso já aconteceu antes. – O moreno disse óbvio.
— Sim, mas é raridade. – Kurt riu. – Não se preocupe, não estou cobrando nada. Nem tenho esse direito.
— Você foi o primeiro e único que eu já deixei dormir na minha cama. Nem a Gabi dormiu aqui. – Ele deu um selinho em Kurt e sorriu em seguida.
— Nesse caso eu me sinto honrado. – Brincou ele. – O que você vai fazer hoje?
— Primeiramente nós vamos levantar e então vamos tomar um delicioso café da manhã, o qual ontem eu mandei fazer para você. Depois vamos para o meu estúdio, pois preciso ensaiar uma música do meu álbum e eu estou tendo dificuldade em cantar ela. E então nós vamos almoçar, vou mandar prepararem algo bom para nós. Depois voltamos para o meu estúdio e você pode gravar uma música se quiser. De noite nós podemos sair. Ir ao cinema e jantar. – O moreno fez aquele discurso todo apenas para responder o que faria e Kurt ficou com um sorriso bobo no rosto apenas por imaginar que o dia todo havia sido planejado para encaixá-lo na rotina. – O que acha?
— Eu gostei de tudo, mas eu tenho uma ideia melhor para o almoço... – Blaine fez um sinal para Kurt prosseguir. – E se eu e você fizermos o almoço?
— Tudo bem, pode ser. – Blaine sorriu.
Os dois levantaram, Kurt foi até seu quarto trocar de roupa enquanto Blaine fazia o mesmo e depois os dois se encontraram a caminho da cozinha.
Gabriela olhou para a mesa um tanto quanto curiosa para saber porque estava tudo tão arrumado.
Blaine e Kurt tomaram seu café na companhia de Gabriela e depois foram até o estúdio de Blaine.
Lá eles ficaram por um bom tempo, até ser hora de fazer o almoço, então os dois andaram até a cozinha e começaram a pegar tudo que era necessário para se cozinhar.
Os dois riam enquanto faziam a comida, até que... Um ovo foi quebrado na cabeça de Blaine. O moreno ficou sério, o que deu um certo medo em Kurt. Blaine foi se aproximando do castanho ainda sério e então também quebrou um ovo na cabeça de Kurt.
Os dois começaram a rir ainda mais e ficaram se tocando tudo quanto era coisa, até que simplesmente Blaine puxou Kurt pela cintura e o agarrou, matando a saudade que já sentia do beijo do castanho.
Gabriela chegou na cozinha com John e parou séria encarando os dois.
— Eu juro que eu tento entender qual a relação de vocês dois, mas eu realmente não consigo. – Comentou Gabriela.
— Ele é o meu tudo. Eu já disse. – Blaine falou revirando os olhos. – Você sempre tem que estragar os momentos em que eu estou me divertindo com alguém, não é mesmo? No fundo eu acho que você gosta de me ver cada dia com um homem diferente.
— Talvez eu devesse ir embora, porque ao que parece eu estou incomodando. – Reclamou ela.
— Você não está incomodando, mas parece estar incomodada. Muitas vezes eu sinto que você não quer me ver feliz. – Blaine estava finalmente dizendo o que sentia e como aquilo estava o fazendo bem.
— O que eu não quero é ver você iludindo um garoto que obviamente está apaixonado por você. Mas aparentemente você não percebe as coisas e aí parece que a errada sou eu. – Esbravejou Gabriela.
— A errada é você. Quem cuida da nossa relação é eu e ele. E você tem razão, talvez fosse melhor você ir embora. – Blaine disse e foi até Kurt, logo o puxando pela mão para o seu quarto. – Kurt, desculpa pelo que aconteceu lá em baixo.
— Está tudo bem. – Kurt ainda estava pasmo pelo que tinha visto. Aquela era a primeira briga feia de Blaine e Gabriela que ele havia presenciado.
— Olha, vamos esquecer isso. Vai indo tomando banho enquanto eu ligo para a pizzaria para encomendar uma boa pizza para nós. – Kurt assentiu e foi para o banho.
Logo Blaine se juntou ao castanho e assim eles tomaram um banho juntos. Depois se arrumaram e foram para o estúdio de Blaine. Ao passarem pela sala, viram Gabriela chorando desesperadamente.
Kurt se sentia traído. Ela não deveria ter contado sobre a paixão para Gabriela, mas Blaine nem pareceu notar.
Mas o moreno com toda certeza do mundo notou, ele apenas preferiu ignorar achando ser mais um devaneio de Gabriela.
Já no estúdio, logo a empregada veio trazer a pizza deles e assim eles comeram.
— Não comemos o que estávamos preparando, mas pelo menos nos divertimos. – Brincou Kurt.
— Você sempre vê um lado bom em tudo. Eu fico impressionado. – O moreno disse rindo.
— Se eu deixar qualquer coisa me abalar eu vou acabar me matando. – Kurt olhou para Blaine e se sentiu perdido ao olhar nos olhos do mesmo.
— Vou ensaiar a música, pode ser? – Kurt assentiu.
If the world crashing down now
(Se o mundo desabar agora)
It will not matter
(Não vai fazer diferença)
Because without you I'm already falling apart
(Porque sem você eu já estou desabando)
I really like you
(Eu realmente gosto de você)
I lack courage to admit
(Me falta coragem para admitir)
But the truth is that I'm in love
(Mas a verdade é que eu estou apaixonado)
And it is for you
(E é por você)
— Que linda! – Comentou Kurt. – Mas eu não lembro de ter escutado ela em seu álbum.
— Essa não é desse álbum, estou planejando ela para o próximo. – Blaine disse nervoso.
— Mas você disse que precisava ensaiar para a turnê uma música desse álbum. – Kurt olhou desconfiado para o moreno.
— Falei? – O moreno só faltava suar frio por conta do que estava acontecendo.
Em nenhum momento ele pensou que Kurt fosse perceber que a música não era de seu álbum. O problema seria se o castanho entendesse que aquela música era para ele. Aí sim, Blaine estaria ferrado.
— Tudo bem, eu posso ter me equivocado. – Disse Kurt. Blaine sentiu o maior alívio do mundo ao ouvir aquilo.
— Kurt, eu posso te fazer uma pergunta? – Aquela simples pergunta deixou Kurt assustado, com medo do que poderia ser a tal pergunta, mas fez um sinal para o moreno prosseguir. – Você quer ir na sessão de autógrafos e perguntas amanhã comigo?
Kurt não sabia se ele se sentia aliviado com a pergunta ou irritado com a pergunta, tendo em vista que aquilo não era algo significativo.
— Todos sempre esperam que eu apresente um relacionamento meu e você é o mais próximo de um relacionamento que eu tenho, então seria legal você ir comigo. Fora que eu vou amar sua companhia, da mesma maneira que eu amo... – Blaine parou no meio da frase e sorriu nervoso. – Enfim... você aceita ir comigo?
— Aceito. – Disse simples. – Eu sinceramente não te entendo. Você diz que não temos um relacionamento, então diz que temos, depois me larga de qualquer jeito e então volta a dizer que temos um relacionamento.
— E por um acaso você quer que tenhamos um relacionamento? Porque honestamente por mim está bom assim. – Blaine se arrependeu segundos depois por ter dito aquilo. – Eu não vou mentir, pois passar meu tempo ao seu lado é uma das melhores coisas para mim. Eu gosto quando você vai aos shows comigo e quando você não vai eu sinto sua falta e aí tudo que eu mais quero é chegar em casa e ver você. Eu não sei denominar isso, nem quero. Eu só não quero perder você, porque como eu já disse, você se tornou o meu tudo. Você é meu amigo, praticamente meu namorado, é meu estilista... eu sei que eu sou uma pessoa confusa e que você provavelmente não me aguenta mais, mas por favor, não desiste de mim. Não desiste de nós.
— Eu desisto, me desculpa. – Blaine o olhou triste, então Kurt abriu um sorriso e prosseguiu. – Eu desisto de ligar para rótulos. Eu também gosto do que nós dois passamos juntos, a não ser quando você me trata feito um nada, porque aí realmente você me irrita e eu tenho vontade de te matar.
— Você me assustou. – Disse Blaine.
Kurt levantou e foi até Blaine, logo sentando no colo do moreno. O Hummel começou a beijar Blaine, enquanto brincava com os cachos do moreno em suas mãos. Blaine segurava firme na cintura do castanho. O Anderson desceu os beijos para o pescoço de Kurt. Logo a calça de ambos parecia que ia explodir e o desejo que um estava sentindo pelo outro aumentava mais a cada toque.
Blaine puxou um tanto quanto bruscamente a blusa de Kurt, fazendo a mesma se rasgar com a força. O moreno sorriu e olhou profundamente para Kurt. Os olhos de Blaine eram cheios de luxúria.
Kurt foi tirando também a blusa de Blaine enquanto o moreno beijava seu pescoço. O Hummel desceu do colo de Blaine com um impulso do moreno, que o colocou sentado na mesa que tinha ali.
— Ninguém vai entrar aqui e nos pegar? – Kurt perguntou nervoso.
— Não. Todos são proibidos de entrar aqui. – Blaine disse e voltou a beijar Kurt.
Enquanto o beijava, foi descendo suas mãos até a calça do castanho, a abrindo para tirar fora. Blaine a tirou de Kurt e logo o mesmo já estava sem nada.
Blaine foi descendo com os beijos pelo corpo de Kurt, até que chegou no membro do mesmo e o colocou todo na boca, subindo e descendo devagar e logo rápido.
Kurt estava indo a loucura, soltando gemidos que eram como música para os ouvidos de Blaine.
Blaine tirou Kurt de cima da mesa e o prensou de frente para a parede, ficando assim de costas para o moreno.
O Anderson posicionou seu membro na entrada de Kurt e deu um beijo na nuca do mesmo, entrando devagar no castanho, que soltou um suspiro.
Tudo estava calmo, sem pressa, até que ambos desejavam mais e mais e mesmo já cansados não queriam parar.
Os dois não demoraram muito para chegarem ao seu ápice e se soltaram cansados.
— Vai dizer que essa é a primeira vez que faz isso aqui também... – Brincou Kurt.
— Você é o único que já entrou aqui, então sim, foi a primeira vez. Assim como com você foi a primeira vez dentro da piscina, no meu banheiro, na minha cama... resumindo: na minha casa. Você é o único que eu já trouxe para casa. – Explicou ele. – E espero que continue sendo o único. Basta você não desistir de nós.
— Eu não seria louco de fazer isso.
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