He Doesn't Like The Lights

7 #7 - Era para pegar apenas a chave


Notas iniciais
Gente, seguinte: Tem lemon no capítulo, então quem quiser pode pular direto para o primeiro "[...]" que não vai perder nada de história importante! Queria agradecer a Gabriela que me ajudou a destravar desse capítulo ♥ Obrigada ♥ Boa leitura!

#7

Era para pegar apenas a chave

Ah, como eu odeio você! – Kurt disse grudando Blaine contra a parede, logo o beijando vorazmente sem dar tempo para o moreno respirar ou pensar.

Blaine chegava a sorrir sem parar durante os beijos. Ele podia não ser exclusivo de Kurt como o castanho era seu, mas Kurt era de longe o melhor garoto que Blaine já conheceu. O mais charmoso, elegante, cheiroso, carinhoso, amável e, obviamente, o mais delicioso.

O Anderson sabia que Kurt queria apenas pegar a chave para poder fugir do quarto. Ele se impressionou ao ver que Kurt alcançou para pegar a chave, mas o olhou sugestivamente e jogou a chave longe, logo voltando a atacar seus lábios em um beijo completamente desajeitado, porém dos melhores.

– Se esse é o seu ódio, não quero saber como é seu amor. – Blaine disse entre o beijo, fazendo Kurt sorrir.

– Acredite, consegue ser ainda melhor. – Kurt sussurrou no ouvido de Blaine e logo voltou a beijá-lo.

Os dois andaram desajeitadamente até a cama e caíram sobre a mesma, ainda se beijando. Seus lábios se encontravam de uma maneira tão deliciosa e suas línguas se entrelaçavam com tanto sincronismo, que eles não conseguiam se manter afastados por muito tempo.

Blaine sentou na cama, fazendo Kurt sentar em seu colo e começou a passar sua mão por dentro da blusa do Hummel, alisando as costas do castanho, que se arrepiava mais a cada toque. Em seguida, o moreno retirou cuidadosamente a blusa de Kurt e o deitou calmamente de bruços na cama. O Anderson se sentou sobre as pernas de Kurt e começou a massagear seus ombros e costas nuas, fazendo o castanho fechar os olhos apenas aproveitando a sensação boa que estava sendo proporcionada por Blaine.

Blaine virou Kurt para si e permaneceu sentado no colo do castanho, mas agora trabalhava avidamente com suas mãos percorrendo por todo o tronco de Kurt, que ainda tinha os seus olhos azuis esverdeados fechados.

O Anderson começou a abrir a calça de Kurt lentamente, logo saindo do colo do castanho para tirar fora a peça de roupa que o atrapalhava, já aproveitando que estava em pé para deixar o castanho completamente nu. Tendo aquela maravilhosa visão do corpo de Kurt, Blaine voltou para o seu colo e começou passar sua mão pelo membro de Kurt.

Com o mínimo toque, Kurt sentiu o maior prazer do mundo. Imagina se fossem mais e mais toques? O castanho sabia que não iria se aguentar por muito tempo.

Antes que o Hummel conseguisse dizer algo, Blaine já “brincava” com seu membro, fazendo movimentos de vem e vai com sua mão, indo rápido e devagar, logo rápido de novo e novamente devagar. Kurt estava indo a loucura e Blaine estava amando ver aquilo.

A sensação de ter qualquer homem entregue a Blaine já era maravilhosa, mas a sensação de ver Kurt ali se derretendo em seus braços conseguia ser ainda melhor.

Quando o castanho estava quase chegando ao seu ápice, Blaine parou com os movimentos e levantou do colo de Kurt, permanecendo na cama. O moreno tirou suas roupas, ficando nu como Kurt.

Kurt tomou a iniciativa de puxar Blaine para um beijo, tentando trocar de posição com o moreno, mas ele não teve permissão para fazer isso.

– Me deixa fazer alguma coisa. – Kurt disse com a respiração fraca, devido ao fato de Blaine estar beijando seu pescoço.

– Hoje tudo isso é para o seu, e só seu, prazer. – O moreno sussurrou no ouvido de Kurt.

Blaine deu mais um beijo no castanho e foi descendo os mesmos para o pescoço, indo pelo tronco, dando um rápido beijo no membro do castanho e logo voltando a beijar a boca maravilhosa do Hummel.

O moreno virou novamente Kurt delicadamente na cama e fez uma nova trilha de beijos, agora pela extensão das costas do castanho.

– Kurt, quer fazer uma loucura? – Perguntou o moreno sugestivamente no ouvido de Kurt.

– Que tipo de loucura? – Perguntou Kurt.

– Esse tipo aqui! – O moreno foi andando em direção a grande janela do quarto, indo parar na sacada.

Blaine simplesmente pulou lá de cima, deixando Kurt totalmente assustado, o fazendo ir atrás. O moreno estava lá em baixo, na piscina, esperando que Kurt também pulasse.

– Você está maluco? Você está nu, Blaine. Alguém pode te ver. – O castanho disse um pouco apavorado.

– Eu pedi para Gabriela sair com o John. Somos só eu e você. – Explicou o moreno. – Não tenha medo. Pule!

Kurt, ainda acanhado, com medo, resolveu pular também e fosse o que Deus quisesse. Ele se sentiu feliz por cair direito dentro da piscina, logo tendo seu corpo envolvido pelos braços de Blaine apertando não tão carinhosamente a sua cintura, onde provavelmente ficaria marcado. Kurt depositou seus braços em volta do pescoço do moreno, logo sendo beijado pelo mesmo.

– Essa água está muito gelada. É inverno. Como você teve coragem de me fazer pular para cá? – Kurt perguntou e riu em seguida.

– Se a água está gelada, nós podemos ser o fogo, então. – Blaine disse, logo voltando a atacar os lábios de Kurt.

Ainda durante o beijo, Blaine puxou Kurt, o fazendo entrelaçar suas pernas na cintura do moreno.

Blaine novamente começou a beijar o pescoço de Kurt, que estava em puro êxtase. O moreno encaixou seu membro na entrada de Kurt e o penetrou devagar, fazendo o castanho soltar um gemido por reflexo.

– Machuquei você? – Perguntou ele preocupado.

– Nem um pouco. – O castanho disso sorrindo.

Blaine continuou a se movimentar enquanto beijava o pescoço de Kurt que, por sua vez, brincava com os cachos do moreno, tentando controlar os sons que saíam por sua boca e as frases totalmente sem sentido que ele falava.

– Você me deixa louco. – Sussurrou Blaine, logo capturando os lábios de Kurt, que ainda mantinha suas mãos nos cabelos de Blaine. – E eu amo que mexam no meu cabelo.

Pelo menos isso em mim você ama. – Pensou o castanho, logo deixando seus pensamentos de lado, voltando a focar no que realmente importava no momento, ou seja, aproveitar o prazer que lhe era proporcionado por Blaine.

Os dois não demoraram mais muito até chegarem em seus ápices.

Blaine largou Kurt, voltando a beijá-lo, mas agora era de uma maneira mais calma e carinhosa.

– Sua vez. – Sussurrou Blaine, fazendo Kurt abrir lentamente os olhos e o encarar, sem entender direito o que aquilo queria dizer. – Preciso mesmo dizer o que eu quero? Preciso implorar para você?

– Gosto quando você implora. Torna tudo mais divertido. – Disse Kurt, vendo o moreno abrir um largo sorriso.

– Nesse caso, senhor Hummel, eu gostaria de sentir você dentro de mim. Será que você pode conceder meu pedido? – Ele perguntou com uma voz extremamente sexy e irresistível, levando Kurt a loucura.

– Ah, se posso. – Kurt empurrou Blaine até a borda da piscina e o fez sentar sobre a mesma, ficando apenas com as pernas para dentro da água.

Kurt puxou a nuca de Blaine o beijando com todo o desejo do mundo, logo parando o beijo e mordendo de leve o lábio inferior do moreno.

– Feche seus olhos. – Kurt ordenou provocante e o moreno o olhou com a sobrancelha arqueada. – Que foi? Não confia em mim?

Blaine apenas riu e fez o que lhe foi ordenado, mantendo o belo sorriso nos lábios.

Kurt depositou um beijo no membro do moreno, logo passando sua língua por toda a extensão do mesmo, cuidando todas as reações de Blaine.

– É uma visão tão maravilhosa ver você tão entregue a mim. – Kurt disse baixo, logo atacando por completo o membro do moreno.

Blaine levou suas mãos a cabeça de Kurt, ajudando nos movimentos, ainda sem abrir seus olhos.

O moreno ficava impressionado com a maneira que Kurt conseguia provocá-lo sem o mínimo esforço. Ele era o único homem que conseguia controlar Blaine sem nem tentar muito. Se Kurt pedisse o sol, Blaine se queimaria, provavelmente morreria, mas tentaria até o fim pegá-lo para o castanho.

Kurt se levantou e saiu da piscina, logo sussurrando no ouvido de Blaine:

– Fica paradinho aqui que eu já volto. Se você se mexer, não ganha recompensa! – Advertiu ele e saiu andando.

Blaine queria abrir seus olhos e ver o que Kurt estava tramando, mas ele adorava uma boa surpresa e o Hummel sempre conseguia surpreendê-lo.

O moreno ouviu o barulho de alguma coisa leve caindo sobre a água, logo ouvindo o barulho de alguém se jogando contra a piscina. Ele iria abrir os olhos, mas sabia que era Kurt.

– Pode abrir seus olhos e vir pegar sua recompensa. – Blaine abriu seus olhos e deu de cara com um Kurt cheio de luxúria no olhar o chamando sugestivamente com o dedo em cima de um colchão de ar.

O moreno não pensou suas vezes antes de se jogar de volta na piscina e ir para cima do colchão com Kurt, logo tendo seus lábios sendo praticamente sugados pelo castanho.

Blaine se virou de bruços no colchão e sentiu o colchão se balançar loucamente quando Kurt subiu em cima dele. O castanho massageava e acariciava toda a extensão das costas do Anderson, deixando alguns beijos pelo caminho. Ele posicionou seu membro na entrada de Blaine e o penetrou com tudo, se arrependendo por ver a interjeição de desconforto do moreno.

– Perdão. Me empolguei! – Kurt disse de uma maneira tão fofa, que Blaine não conseguia imaginar como o castanho conseguia ir de fofo amável ao sedutor irresistível tão rapidamente.

– Está tudo bem. – Disse o moreno. – Pode se mexer se quiser, sabe? Eu não me importo. – Falou se referindo ao fato de Kurt ter parado onde estava.

O castanho riu e começou a se movimentar, depositando inúmeros beijos na nuca de Blaine e em seus ombros.

Ele se movimentava devagar, mas ia aumentando gradativamente a velocidade de acordo com os gemidos de Blaine. Os dois estavam quase explodindo de tanto prazer e não aguentavam mais, mas não conseguiam parar. Queriam ficar ali para sempre.

– Você tinha... razão. – Blaine falou entre os gemidos. – Você é o homem que mais me satisfaz. Qualquer segundo ao seu lado vale mais a pena do que horas com milhares de homens.

Kurt não controlou o sorriso naquele momento e continuou a se movimentar até ver Blaine acabado chegando ao seu ápice, fazendo o castanho chegar ao seu também logo em seguida.

Blaine deitou sobre o colchão completamente cansado e puxou Kurt para deitar em seu peito. Não demorou muito para os dois adormecerem ali mesmo.

[...]

Alguns dias se passaram e, depois daquela última noite, Kurt e Blaine estavam se falando raramente e os assuntos eram totalmente profissionais.

Kurt sempre convidava Blaine para fazer alguma coisa, mas o moreno sempre dizia que estaria ocupado naquela noite, o que deixava o castanho cada vez mais frustrado.

Mas o que Blaine fazia? Ele passava suas noites ao lado de outros homens que encontrava em qualquer festa por aí.

A verdade é que Blaine estava começando a sentir o que não deveria e precisava, mais que tudo, ignorar seus sentimentos, mas, quanto mais tempo ele passava na cama com outros homens, mais ele pensava que ele queria apenas uma pessoa ali com ele.

Kurt.

O castanho praticamente morava no cérebro de Blaine agora e estava quase morando em seu coração também.

Blaine sentia falta do castanho quando não estava ao lado dele. Sentia falta dos mínimos detalhes. Sentia falta da voz de Kurt, de seu perfume, do sorriso que ele sempre tem nos lábios ao acordar. Sentia falta até dos cortes que haviam ficado mais frequentes ultimamente.

Mas Blaine sabia que esse era o preço que ele tinha que pagar por estar usando Kurt. O único problema é que no início ele usava Kurt, agora ele queria gritar para o mundo o quão perfeito aquele garoto era.

Mas lhe faltava coragem.

E se Kurt não sentisse o mesmo ou, e se Blaine acabasse magoando Kurt? Ele não se perdoaria.

[...]

– Vai ver ele está ensaiando algo para a turnê. – Dizia Sebastian tentando consolar Kurt.

– Só à noite? Ele deve estar na cama com outras dezenas de homens que devem ser muito mais interessantes do que eu. – Kurt disse já chorando. – Eu prometi que não ia ser tão fraco, mas eu não consigo, Seb.

– Tem um motivo bem óbvio para isso. – Disse Sebastian.

– Claro que tem. Eu amo ele. – Kurt colocou suas mãos sobre a boca após falar aquilo. Ele nunca tinha admitido aquilo em voz alta e simplesmente não havia gostado do som que ecoava com aquelas palavras que mais pareciam barulhos soltos no espaço. – Droga.

– Não se martirize por isso, K. Eu sei que ele não te merece, mas não podemos escolher quem amamos. Isso é involuntário. – Ele disse afagando os cabelos do amigo, que continuava a chorar sem parar. – Vai ficar tudo bem. Eu vou dar uns tapas na cara desse desgraçado.

Sebastian levantou e foi andando até a porta, até ser impedido de passar pela mesma por Kurt.

– Se você é mesmo meu amigo e me ama de verdade, não faça isso. – Pediu o castanho.

– Mas ele merece apanhar. – Disse o mais alto.

– Sei disso, mas se você fizer isso as coisas só vão piorar. Vamos deixar tudo como está e... – Ele foi interrompido pelo amigo.

– Pelo menos me deixe falar com esse demônio maldito. – Kurt riu das palavras do amigo e negou com a cabeça.

– Por agora não. Por favor. – Ele pediu novamente e Sebastian revirou os olhos.

– Odeio quando você faz essa cara de cachorro abandonado.

[...]

Após o dia tranquilo que Kurt passou com Sebastian, o castanho foi para a casa de Blaine, a qual achava tão estranho chamar de lar. Ele chegou e foi tomar um banho.

Blaine ainda demoraria um tempinho para chegar. Seu show recém teria terminado.

Kurt tomou seu banho sem pressa alguma, colocando seu pijama ao sair do chuveiro e se enxugar com a toalha. Ele pegou o celular e viu que quarenta minutos haviam se passado.

Ele já deve estar em casa. – Pensou o castanho, resolvendo ignorar seu pensamento em seguida. – Dane-se ele. – Pensou novamente.

O castanho saiu enxugando seus cabelos enquanto cantarolava alguma música. Ele só se calou com o susto que levou ao olhar para sua cama e ver Blaine jogado em cima da mesma com uma cara nada boa. O moreno estava com o rosto inchado e os olhos vermelhos.

A primeira coisa que passou pela cabeça de Kurt é que o moreno tivesse chorado recentemente, mas pensou que o mais provável seria que o moreno estivesse drogado. Embora drogas não fossem do feitio de Blaine, mas chorar ainda parecia fora de cogitação.

– Como foi o show? – Blaine olhou para baixo sem saber o que dizer.

– Eu posso dormir aqui com você? – Ele pediu baixo, olhando rapidamente para Kurt, logo desviando o olhar.

– P-pode. – Disse o castanho, largando a toalha e indo até a cama.

Blaine ainda vestia a roupa do show e parecia desligado do mundo. Kurt estava começando a ficar seriamente preocupado com o moreno.

– Eu não estou drogado, se é o que está pensando. – Disse ele ainda em um tom baixo.

Kurt puxou as cobertas e Blaine se deitou ainda vestindo a roupa do show.

– Você não parece confortável com essa roupa. – O castanho disse preocupado.

– Eu só quero deitar aqui com você. – Ele disse com uma voz de choro que nem parecia dele. Kurt assentiu e se aproximou mais dele.

– Você pode deitar e ficar aí para sempre, mas pode ficar mais confortável também. Quer ajuda, por acaso? – O moreno assentiu lentamente.

Kurt retirou lentamente as peças de roupa do moreno até deixá-lo apenas de cueca e logo se deitou ao lado de Blaine.

– Melhorou? – Perguntou encarando os olhos castanhos do moreno, que assentiu fraco.

– Vire-se de costas para mim, por favor. – Kurt não entendeu o pedido, mas fez o que lhe foi pedido.

Blaine depositou o beijo na nuca de Kurt e o abraçou pelas costas, o puxando mais para perto. Kurt se aconchegou nos braços de Blaine e ficou segurando sua mão.

– Durma bem, Kurt. – Disse o moreno.

Blaine apenas ficou ali esperando Kurt dormir enquanto acariciava o mesmo, para ter certeza de que ele teria uma boa noite de sono.

Quando Kurt finalmente dormiu, Blaine começou a cantarolar baixinho, praticamente como em um sussurro, a música que mais ecoava em sua cabeça ultimamente. A música que ele sempre escutava e lembrava de Kurt. A música que tanto o confundia.

“Oh — thinkin' about all our younger years (Oh, pensando em nossos tempos de juventude)
There was only you and me
(Só existia eu e você)
We were young and wild and free
(Nós éramos jovens, selvagens e livres)

Ele praticamente sussurrava as palavras que, antes poderiam fazer parte de uma simples música, mas, agora, eles eram seus mais sinceros sentimentos. Elas eram simplesmente o que Blaine estava sentindo no momento e, todos aqueles sentimentos, estavam o sufocando já. Ele precisava colocar para fora de alguma maneira.

“Now nothin' can take you away from me (Agora nada consegue te levar para longe de mim)
We've been down that road before
(Nós já estivemos naquela estrada antes)
But that's over now
(Mas agora já acabou)
You keep me comin' back for more
(E você continua voltando para ter mais)

Ele acariciava lentamente a mão de Kurt que segurava, de vez em quando depositava um beijo no ombro esquerdo do castanho. Ele só queria ser o homem que Kurt merecia, só queria ser o que Kurt queria que ele fosse. Mas ele não era e não conseguia mudar.

“And baby, you're all that I want (Meu bem, você é tudo que eu quero)
When you're lyin' here in my arms
(Quando você está aqui deitado nos meus braços)
I'm findin' it hard to believe
(Eu acho difícil de acreditar)
We're in heaven
(Nós estamos no paraíso)

And love is all that I need (E amor é tudo o que eu preciso)
And I found it there in your heart
(E eu acho isso no seu coração)
It isn't too hard to see
(Não é tão difícil de enxergar)
We're in heaven
(Nós estamos no paraíso)

Blaine chorava sem parar, sem nem acreditar o motivo pelo qual ele tanto chorava. Ele só sabia que seu coração doía e era por sua própria culpa. Por mais que ele e Kurt não estivessem namorando nem nada, ele sentia que estava traindo o castanho e isso agora estava o matando. A culpa o machucava demais.

“Oh — once in your life you find someone (Oh, uma vez na vida você encontra alguém)
Who will turn your world around
(Que irá fazer seu mundo virar)
Bring you up when you're feelin' down
(Te colocar para cima quando você se sentir para baixo)

Blaine sorriu fraco ao cantar aquela parte.

Kurt apareceu fazendo um teste para ser seu estilista e, além de mudar sua maneira de vestir, acabou mudando sua maneira de sentir. Mudou completamente seus sentimentos.

O moreno deveria ter imaginado que ter aceito Kurt havia sido um erro. O melhor dos erros, mas ainda assim um erro.

Ele sabia que só podia ter algo errado para ele ter aceito o castanho com tanta facilidade e agilidade, sendo que Kurt nem havia lhe mostrado seu trabalho ainda. Mas ele mostrou algo melhor: que Blaine poderia se apaixonar. Blaine só não imaginava isso naquele momento, mas agora estava bem óbvio para ele.

“Yeah — nothin' could change what you mean to me (Yeah, nada pode mudar o que você significa para mim)
Oh there's lots that I could say
(Oh, tem muitas coisas que eu poderia dizer)
But just hold me now
(Mas apenas me abrace agora)
Cause our love will light the way
(Porque o nosso amor vai iluminar o caminho)

Ele já não sabia mais de onde vinham tantas lágrimas, ele só sabia que elas insistiam em cair e parecia se multiplicar cada vez mais.

Ele estava fazendo só mal para Kurt, mas ele não conseguia se afastar. Da mesma maneira que ele queria se afastar, ele queria ficar abraçado em Kurt para sempre. Ele já não conseguia mais controlar isso.

“And baby, you're all that I want (Meu bem, você é tudo que eu quero)
When you're lyin' here in my arms
(Quando você está aqui deitado nos meus braços)
I'm findin' it hard to believe
(Eu acho difícil de acreditar)
We're in heaven
(Nós estamos no paraíso)

And love is all that I need (E amor é tudo o que eu preciso)
And I found it there in your heart
(E eu acho isso no seu coração)
It isn't too hard to see
(Não é tão difícil de enxergar)
We're in heaven
(Nós estamos no paraíso)

As palavras estavam envolvidas em um choro profundo, o qual Blaine não tinha mais controle. Ele apenas continuava a cantar baixo, quase que sem voz, ouvindo a respiração tranquila de Kurt, o que lhe trazia uma enorme paz.

Ele só conseguia sentir coisas boas ao lado de Kurt. Por que as coisas tinham que ser tão complicadas? E, além de elas serem tão complicadas, por que o moreno precisava complicá-las ainda mais? Não seria tão mais fácil se declarar e pronto?

“I've been waitin' for so long (Eu estive esperando por tanto tempo)
For somethin' to arrive
(Por alguma coisa que chegasse)
For love to come along
(Por um amor que viesse junto)

Blaine só havia se apaixonado uma vez em sua vida e havia se dado muito mal. Ele se entregou por completo na relação, investiu e aguentou por alguns meses, mas depois ele percebeu que não era feliz. Ele percebeu que aquele amor só o machucava e acabou se tornando um pegador idiota que não liga para sentimentos.

Mas ele sempre quis outro amor. Então Kurt chegou em sua vida e foi como se tudo voltasse a fazer sentido. Foi como se seu coração voltasse a bater por um bom motivo e não apenas por bater.

“Now our dreams are comin' true (Agora nossos sonhos estão se realizando)
Through the good times and the bad
(Através dos bons e maus momentos)
Yeah — I'll be standin' there by you
(Yeah, eu estarei lá por você)

Blaine continuava a chorar e acariciar a mão de Kurt. O castanho era tão delicado e tão doce. Ele não merecia sofrer por culpa de alguém tão idiota quanto Blaine.

O moreno tinha certeza de que acabaria machucando Kurt mais cedo ou mais tarde. Era só uma questão de tempo até um dos dois cair em uma paixão tão profunda, que não teria mais volta e esse alguém seria Kurt e ele iria se machucar.

Blaine só não imaginava que isso ainda estava acontecendo.

“And baby, you're all that I want (Meu bem, você é tudo que eu quero)
When you're lyin' here in my arms
(Quando você está aqui deitado nos meus braços)
I'm findin' it hard to believe
(Eu acho difícil de acreditar)
We're in heaven
(Nós estamos no paraíso)

And love is all that I need (E amor é tudo o que eu preciso)
And I found it there in your heart
(E eu acho isso no seu coração)
It isn't too hard to see
(Não é tão difícil de enxergar)
We're in heaven
(Nós estamos no paraíso)

– Você confunde tanto meu coração. – Sussurrou o moreno ainda chorando.

Kurt ouviu a música inteira com lágrimas nos olhos, tentando não mostrar que estava acordado e que estava ouvindo. Ele apenas escutava com atenção e tentava não se iludir com aquilo.

Mas Blaine estava estranho, do nada querendo dormir abraçado ao castanho, sendo carinhoso e cantando aquilo.

Ainda mais com aquela frase.

Será que Blaine estava apaixonado por ele?

Notas finais
Música: https://www.youtube.com/watch?v=s6TtwR2Dbjg O que acharam?? Me deixem saber. Beijos ♥