He Doesn't Like The Lights
6 #6 - Primeiro show
Notas iniciais
#6
Primeiro show
– Você está nervoso? – Perguntou Gabriela para Blaine enquanto Kurt ajudava o moreno a se vestir.
Naquela noite aconteceria o primeiro show da turnê “Under The Stars” de Blaine e toda a sua equipe estava ansiosa, talvez até um pouco nervosa. Todos os fãs já aguardavam ansiosamente pela entrada de seu ídolo, o qual tinha apenas mais alguns minutos para se arrumar.
– Nem um pouco. – O moreno disse confiante. – Gabi, será que poderia nos deixar a sós um pouquinho? – Ele perguntou à amiga, que apenas assentiu sorrindo e se retirou do camarim.
– Pronto! – Falou Kurt animado. – Gostou?
– Amei! A roupa ficou maravilhosa. Obrigado! – Disse o moreno sorrindo.
– Por que eu estou mais nervoso do que você? Você está parecendo tranquilo demais. – Kurt disse e Blaine o puxou até o sofá do camarim.
– Você vai estar lá me assistindo, não vai? – Perguntou ele e Kurt assentiu. – Então eu não preciso ficar nervoso com absolutamente nada.
– Como se eu fosse algo de valor para você que te dá sorte. – Kurt falou revirando os olhos e Blaine riu.
– Pode não parecer, mas, minha vida é melhor desde que você entrou nela. – Blaine disse um pouco tímido e, ao ver que Kurt ficou sem palavras, puxou o castanho e selou seus lábios no dele.
– Boa sorte lá. – Kurt disse quando eles se soltaram. – Estou ansioso para ver você cantar.
– Espero que goste do show! – Ele disse se levantando, logo voltando e dando um selinho em Kurt.
Kurt foi para a parte de fora do camarim, logo andando em direção à parte de trás do palco. O castanho se sentiu maravilhado ao ver todos aqueles fãs gritando por Blaine. O moreno era algo tão precioso para aqueles fãs e ele os tratava com tanta indiferença. Eles mereciam um ídolo melhor e isso era algo no qual Kurt precisava trabalhar. Ele precisava encontrar uma maneira de tornar Blaine o melhor ídolo do mundo. Isso não seria nada fácil, mas um pouco de chantagem não fazia mal a ninguém, não é mesmo?
[...]
O show já estava rolando há pouco mais de uma hora e Kurt perdeu as contas de quantas vezes chorou com as belas letras de Blaine.
O moreno agora cantava uma música que Kurt não havia escutado ainda, por mais que tivesse o álbum do moreno, ele nunca parou para escutar completo.
“Baby, you're not alone (Baby, você não está sozinho)
'Cause you're here with me (Porque você está aqui comigo)
And nothing's ever gonna bring us down (E nada nunca poderá nos derrubar)
'Cause nothing can keep me from lovin' you (Porque nada pode me impedir de te amar)
And you know it's true (E você sabe que é verdade)
It don't matter what'll come to be (Não importa o que venha a acontecer)
Our love is all we need to make it through... (Nosso amor é tudo que precisamos para fazer dar certo)”
Blaine cantava enquanto tocava piano, deixando Kurt ainda mais apaixonado pelo moreno. O Anderson era, simplesmente, o melhor cantor que Kurt já havia visto pessoalmente e, desde que ele conheceu Blaine, ele viu vários cantores pessoalmente. Então era óbvio que ele podia julgar.
Ao ouvir a letra daquela música, Kurt começou a imaginar como seria namorar Blaine. Como deveria ser poder dormir e acordar ao lado do moreno, poder dormir sentindo seu perfume e acordar vendo seu sorriso; sair publicamente com ele sendo chamado de namorado; trocar apelidos carinhosos; talvez até ganhar uma música.
Mas é claro que ele sabia que não teria chance alguma de tornar esse pensamento um algo real. Mesmo assim ele se permitia imaginar. Se permitia imaginar uma vida perfeita ao lado de quem ele é apaixonado, mesmo que imaginar não fosse o suficiente para sempre, era o suficiente por agora. E era apenas isso o que importava para ele.
Blaine era um cara maravilhoso. Ele era lindo, principalmente quando estava com seus cachos morenos soltos; tinha uma voz espetacular, que acalmava qualquer um; tinha um abraço protetor; um beijo extremamente viciante; uma voz, muitas vezes, provocante.
Ele era o garoto dos sonhos de qualquer pessoa. Mas ele tinha defeitos.
A fama praticamente o destruiu. Pelo menos, Gabriela disse a Kurt que Blaine não foi sempre assim. Disse que ele costumava ser um homem romântico e apaixonado. Até vir a fama.
Agora Blaine é mesquinho, se preocupa mais com bens materiais do que com pessoas, tem só dois amigos verdadeiros, está sempre em festas, sempre tendo casos ridículos, sempre se mete nas polêmicas, sempre corta os repórteres e, o principal, trata seus fãs como se eles não significassem nada.
Uma das poucas coisas que havia mudado, é que agora ele passa mais tempo com Kurt do que com qualquer outra pessoa, sempre deixando claro que eles não têm nada, mas isso pelo menos é um começo. E um bom começo aos olhos de Kurt.
O castanho queria abrir sua boca e dizer o que sente por Blaine, mas faltava muita coragem para ele. Ele sabia que, antes que pudesse falar algo, Blaine lhe interromperia com um beijo e ele se entregaria sem nem pensar.
Se apaixonar por Blaine foi o maior erro de Kurt. Porém foi, de longe, o melhor.
A música acabou e Kurt aplaudiu Blaine, que agradeceu aos aplausos de todos e seguiu para a última música.
Quando o show acabou, ele se despediu de todos e saiu do palco o mais rápido que conseguiu. Ele passou por Kurt e nem sequer olhou na cara do castanho, que não entendeu nada e foi atrás.
De volta ao camarim, Blaine estava atirado no sofá tentando recuperar o fôlego de depois do show.
– Você arrebentou lá! – John disse animado, segurando a namorada, Gabriela, pela cintura, que também sorria grandemente.
– Foi o melhor início de turnê que tivemos até agora. – Gabriela disse alegre. – Não acha, Kurt?
Mas ninguém ouviu a resposta. Kurt apenas murmurou um “aham” desanimado e continuou a olhar em seu celular.
– Brigou com o namorado, é? – Blaine perguntou rindo e viu o castanho levantar a cabeça para o encarar.
– Isso não é da sua conta. – Kurt disse ríspido, sem se importar se havia sido grosseiro.
– Você trabalha para mim. – Blaine disse como se fosse óbvio, Kurt se levantou e se aproximou.
– E por isso eu te devo alguma satisfação da minha vida pessoal? Eu acho que não. E se for esse o caso, eu me demito. Eu não aguento mais olhar nessa sua cara cínica, não aguento mais ser usado por você e depois ser ignorado como se eu fosse um nada. Ou você aprende a me tratar como gente, ou eu estou fora disso.
Kurt saiu apressado do camarim e logo ouviu Blaine o chamando aos gritos. Kurt continuou a andar, se segurando para não derrubar nenhuma lágrima.
– Hey! Espera! – Blaine finalmente o alcançou.
– Eu preciso voltar ao meu trabalho, Senhor Anderson! – Kurt disse sério.
– Você precisa parar de me provocar. – Pediu o moreno.
– Nem tudo que eu faço é para provocar você, muito menos para te agradar. – Ele disse seco. Não estava nem aí que Blaine era seu chefe. Tudo tinha um limite e Kurt alcançou o seu e estava a ponto de explodir agora.
– Pensei que eu tivesse deixado bem claro que não somos um casal. – Kurt riu sem graça e encarou mais ainda Blaine.
– Acredite ou não, eu não quero namorar com você. – Mentiu ele. – Eu só queria ser tratado como um ser humano, pois acho que, pelo menos isso, eu sou. Você não precisa me tratar como um lixo só porque não somos “nada”.
– Eu tento. – Blaine disse um pouco baixo. – Mas nunca consigo. Eu juro que tento te tratar da maneira que você merece, como um verdadeiro príncipe que você é, mas eu não consigo. É difícil para mim ser uma pessoa adorável, já que eu nunca tentei até conhecer você.
– Você não está se esforçando o bastante então. – Kurt disse e descruzou os braços. – Como eu já disse anteriormente, eu preciso voltar ao meu trabalho, caso não se incomode, chefe.
Ele disse e foi andando até ser puxado por Blaine. A distância entre os dois era extremamente perigosa e Kurt queria ser o primeiro a quebrar o espaço, mas ele não podia. Por mais que quisesse, precisava se controlar. Blaine precisava começar a tratar o castanho como ele merece e não como um nada que só serve para o prazer do Anderson.
Kurt tinha seus princípios e pisou por cima deles inúmeras vezes por causa de Blaine. Estava na hora de tudo isso mudar. E mudar para melhor.
– Você deve gostar muito mesmo de mim, não é mesmo? Não consegue me largar nem por cinco minutos. – Kurt disse irônico e Blaine tentou beijá-lo, mas não obteve sucesso.
– Vai se fazer de difícil agora? Sério? – Blaine perguntou indignado.
– Eu deveria ter feito isso desde o início. – Disse o castanho.
– Você sabe que você me quer. – Kurt novamente riu sem graça. – Vai dizer que não quer.
– Acho que é o contrário, querido. – Ele disse cheio de ironia.
– Eu consigo alguém igual você rapidinho. Vou para a primeira festa que encontrar e fico com mais cinquenta essa noite se quiser. – Blaine disse cruzando os braços e sentiu Kurt se aproximar.
– Você pode ir para a festa que for, pode encontrar cinquenta homens e transar com todos eles durante essa noite, mas, nem todos eles juntos com você a noite inteira irão ser melhores do que cinco segundos comigo. – Ele sussurrou no ouvido de Blaine e saiu, voltando a andar pelo corredor para ir embora.
Kurt não podia ir para casa, pois logo Blaine estaria lá. Ele precisava da única pessoa que poderia fazer ele se sentir melhor no momento: seu melhor amigo.
Ele pegou o carro – o qual ganhou de Blaine – e dirigiu sem pressa até seu antigo apartamento onde morava com seu amigo. Durante o caminho ele cantarolava a música que tocava no rádio.
“I should've known when I got you alone (Eu deveria saber quando ficamos)
That you were way too into me to know (Que você estava muito afim de mim para saber)
This isn't love, boy, this ain't even close (Isso não é amor, garoto, não chega nem perto)
But you always think we're something that we're not (Mas você sempre acha que nós somos algo que não somos)
And now you call me every single night (E agora você me liga todas as noites)
I only answer 'cause I'm too polite (Eu só atendo porque eu sou educado)
We happened once, or maybe it was twice (Ficamos uma, ou talvez duas vezes)
Yeah, you always make it hard for me to stop (Yeah, você sempre torna difícil para eu parar)
But you always think we're something that we're not (Mas você sempre acha que nós somos algo que não somos)”
Ele começou a cantarolar e chorar. Aquela música combinava perfeitamente com a relação entre ele e Blaine. Kurt pensava que eles eram mais do que apenas amigos, mas, para Blaine, tudo aquilo era apenas diversão. E isso machucava Kurt. Machucava muito.
“You wanna be more than just friends (Você quer ser mais do que apenas amigos)
I can't go through this again (Eu não posso passar por isso de novo)
Stop trying to get inside my head (Pare de tentar entrar na minha cabeça)
Don't wanna do more than hook-up (Não quero fazer mais do que ficar)
It's getting stupid 'cause (Isso está ficando estúpido porque)
I should've known but I forgot (Eu deveria saber, mas eu esqueci)
That you think we're something that we're not (Que você acha que somos algo que não somos)”
Kurt dirigia, cantava e chorava. Ele não conseguia controlar. Aquela música era o resumo da vida dele atualmente. Ele estava completamente iludido e estava afundando cada vez mais nessa ridícula ilusão. Era algo que só existia na cabeça dele.
“I hear you're telling everyone you know (Ouvi dizer que você está contando para todo mundo)
That I'm the one like you can't let me go (Que eu sou o único, que você não pode me deixar ir)
And you just keep on blowing up my phone (E você continua fazendo meu telefone tocar)
'Cause you never seem to know when you should stop (Porque você nunca parece saber quando deveria parar)
Don't introduce me to any of your friends (Não me apresente para nenhum dos seus amigos)
Delete my number, don't call me again (Exclua meu número, não me ligue de novo)
We had some fun, but now it's gonna end (Nós nos divertimos, mas agora é hora de parar)
But you always made it hard for me to stop (Mas você sempre torna difícil para eu parar)
Now you always think we're something that we're not (Agora você sempre acha que nós somos algo que não somos)”
Na cabeça de Kurt, Blaine era o maior príncipe encantado de todos, mas, na verdade, ele estava mais para a fera.
Mas ainda restava esperança para Kurt. Ele ainda pensava que podia mudar Blaine, ou, tecnicamente, podia obrigar o moreno a mudar por ele.
“You wanna be more than just friends (Você quer ser mais do que apenas amigos)
I can't go through this again (Eu não posso passar por isso de novo)
Stop trying to get inside my head (Pare de tentar entrar na minha cabeça)
Don't wanna do more than hook-up (Não quero fazer mais do que ficar)
It's getting stupid 'cause (Isso está ficando estúpido porque)
I should've known but I forgot (Eu deveria saber mas eu esqueci)
That you think we're something that we're not (Que você acha que somos algo que não somos)”
A música acabou e logo Kurt já estava chegando a casa de seu amigo. Ao chegar, estacionou e já subiu para o apartamento.
Ele tocou a campainha e logo foi recebido.
– Kurt, que saudade... – Ele foi interrompido por um abraço. Um abraço seguido de lágrimas. – Ah, meu Deus, o que houve?
– Eu sou um idiota, Seb. Só isso. – Kurt disse chorando mais ainda, ainda abraçado ao seu amigo.
– Vem aqui comigo, vamos conversar. – Ele disse guiando Kurt até o sofá, sentando com o castanho em seguida. – Coloque para fora tudo que está sentindo.
– Eu prometi para mim mesmo que não ia me apaixonar por ele, mas eu me apaixonei e agora eu estou sofrendo por culpa minha. Eu odeio o fato de não conseguir odiar ele e isso só me deixa pior ainda. – Kurt disse sem parar de chorar. – No começou eu pensava que estava tudo bem uma relação sem compromisso, pensei que tudo ficaria bem e ambos sairíamos ganhando com isso, mas agora eu percebo o quão errado eu estava.
– Sem querer ser chato, mas... eu avisei você. Eu disse que isso poderia dar errado, K. Eu deveria ter te sacudido até tirar isso da sua cabeça, mas não, eu permiti que você tivesse seu coração partido. Eu sou um péssimo amigo. – Sebastian dizia indignado, fazendo Kurt dar um sorriso fraco.
– Você é o melhor amigo que alguém poderia ter. Para com isso. Isso não é culpa sua. Eu poderia ter me apaixonado apenas por trabalhar para ele. – Kurt disse e soltou um suspiro. – Mas não foi. Foi por todos os beijos, toques, carinhos... – Ele soltou mais um suspiro. – Ele tentou me beijar hoje depois do show e eu não deixei, mas depois fiquei me sentindo péssimo por isso. Eu também queria aquilo, não deveria ter negado.
– Deveria sim. Você fez muito bem! – Sebastian disse convicto. – Eu ainda vou bater nesse cara. – Ele disse e riu. – Mas, Kurt, da mesma maneira que ele te faz sofrer ele te faz feliz. Isso me irrita, é óbvio, mas eu preciso admitir que você muda completamente seu humor quando fala dele. Não hoje, não agora, mas sempre que você fala dele.
– Isso porque eu sou um idiota apaixonado. – Sebastian riu novamente.
– Isso é normal. Ele é um idiota, concordo com você, mas, eu seria o idiota se dissesse para você esquecê-lo. Você não precisa acabar com essa relação, só precisa mostrar que você está no poder e que, ele só pode te ter, quando você quiser. – Sebastian disse mandando uma piscada para Kurt e os dois riram.
– Acredite, se você ficasse dois segundos perto dele você entenderia o que eu estou passando. – Ele disse rindo.
Conversa vai, conversa vem, e já se passava das duas horas da manhã. O celular de Kurt começou a tocar, assustando aos meninos que estavam concentrados olhando um filme de suspense na televisão.
“Alô?!” – Disse o castanho.
“Kurt, mil perdões por incomodar você em uma hora dessas, mas eu preciso de ajuda.” – Kurt reconheceu a voz, era Gabriela.
“Fala, Gabi. Aconteceu alguma coisa?” – Perguntou Kurt.
“Meio que sim. Ok, completamente sim. Blaine está jogado aqui na cama do seu quarto, bêbado, chamando por você e ele disse que só sai daqui quando você vier aqui falar com ele. Ele fica cantando ‘Chasing Cars’ aqui sem parar e estava quase chorando agora pouco. Por favor, Kurt, eu nunca pedi nada para você e eu realmente preciso de ajuda agora.” – Kurt soltou um suspiro alto.
“Tudo bem. Já estou indo.” – Ele disse e ela murmurou um tchau para ele.
– O que houve? – Perguntou Sebastian.
– Para variar, Blaine precisa de mim. Estou cada vez mais certo de que ele não sobrevive mais sem mim. – Kurt disse rindo, logo se despedindo do melhor amigo.
[...]
Kurt dirigiu apressadamente pelas ruas de New York, chegando rapidamente à casa de Blaine. Ele entrou e já foi recebido por Gabriela.
– Ele melhorou? – Perguntou Kurt e ela negou.
– Ele não para de beber, eu estou preocupada. Ele se trancou lá agora e disse que só abre a porta para você. – Kurt revirou os olhos e assentiu, indo em direção ao quarto.
Ele subiu as escadas, se aproximou do quarto e bateu na porta.
– Quem é? – Perguntou Blaine do outro lado da porta com a fala extremamente enrolada.
– A pessoa que você mais quer no momento. – Kurt disse sorrindo falso, mesmo que Blaine não pudesse vê-lo.
A porta se abriu e Kurt passou por ela. A mesma foi trancada em seguida.
– Eu sabia que Chasing Cars seria seu ponto fraco. – Blaine falou da mais perfeita maneira. – Eu sabia que isso faria você vir correndo até mim.
– Espera, isso foi um plano para eu vir até aqui? – O castanho perguntou incrédulo e Blaine assentiu.
– Foi difícil convencer Gabriela de fazer isso, ela ficou se sentindo mal, mas eu sou o melhor amigo dela e tudo isso tinha uma boa causa. – Ele disse orgulhoso de seu plano.
– E que boa causa seria essa? – Perguntou Kurt.
– Eu estava sentindo sua falta. – Blaine disse e Kurt riu.
– Falta de mim ou do meu corpo? Porque olha, eu não caio mais nessa, ok? – Kurt disse indignado.
– Vamos jogar um jogo? – Perguntou Blaine. – Nós nos divertimos muito aqui, eu te dou a melhor noite da sua vida e, em troca, você sai daqui. Você só ganha com esse jogo. O que acha?
– Eu acho que minha resposta é, uh, me deixe pensar... não. – Kurt disse e riu em seguida.
– Você que sabe. – Blaine colocou a chave dentro de sua cueca. – Se você quiser sair daqui, terá que pegar a chave.
Um silêncio se instalou e Kurt olhava para outro lado, ele não queria encarar o moreno quase nu em sua frente. Até que ele não aguentou mais e precisou olhar e, aí sim, ele se perdeu e deixou sua paixão falar mais alto.
– Ah, como eu odeio você! – Kurt disse grudando Blaine contra a parede, logo o beijando vorazmente.
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