He Doesn't Like The Lights
50 #50 - O tempo passa muito rápido
Notas iniciais
#50
O tempo passa muito rápido
Mais de um mês se passou. Tudo começou a entrar nos eixos de uma maneira ainda melhor e mais impressionante. Quando todos perceberam, já estavam no aniversário de um aninho de Theodore e Alice.
Todos foram até o aniversário para parabenizá-los, ainda que estivesse com recém um ano de idade.
Gabriela, John, Raphael e Melody foram os primeiros a chegar, sendo prontamente recebidos por Kurt e Blaine, os quais estavam com os filhos no colo. Aysha chegou com Cooper e o filho deles, Christian, logo em seguida.
Elliot e Sebastian chegaram com dois grandes pacotes em mãos, além de estarem também com os filhos presentes para a grande festa. Eram todos uma grande família, e praticamente ninguém tinha ligação sanguínea entre todos eles.
Até mesmo Justin estava presente. Foi com sua esposa, seus irmãos – Jazmyn e Jaxon – e seu filho, Eric.
Após a festa já ter se iniciado, Kurt e Blaine sentaram-se um pouco em cada mesa, ficando um pouco com cada convidado ali presentes. Theodore e Alice passavam mais tempo com os convidados do que com os seus pais. Só ficaram no colo deles quando se assustaram pelo som de alguns balões que estouraram e os únicos que conseguiam acalmá-los eram os pais, ou Sebastian.
— E-eu acho que estou um pouco atrasado. – Kurt e Blaine ouviram a voz e viraram-se na direção dela, era Thomas. – Oi.
— Thomas! – Kurt levantou e o abraçou. – Vejo que trouxe todos com você. – Comentou o castanho, aproveitando e cumprimentando Quinn, o marido da mesma e também os filhos deles. – Sentem-se, fiquem à vontade.
— Olá, Thomas. – Cumprimentou Blaine, sorrindo para o Fabray.
Nesse instante, Alice começou a empurrar os bracinhos na direção de Thomas, que mesmo um pouco incerto, com o incentivo de Kurt, pegou a pequena em seu colo e a mesma se aconchegou com a cabeça em seu pescoço.
— Eu trouxe um presente para eles. – Anunciou o Fabray, entregando os dois pacotes para Kurt, pegando Alice melhor.
— Que lindos esses travesseiros. – Kurt disse animado. Cada presente que recebia era uma alegria ainda maior. – São lindos. Muito obrigado!
— Realmente, melhor do que o presente de Sebastian. – Blaine falou em tom brincalhão, apenas para provocar o Smythe.
— Hey, as camisetas onde tem escrito “sou do tio Seb” são lindas, ok? – Se defendeu Sebastian. – Além do mais, elas foram apenas um complemento. O verdadeiro presente são os ursos.
— Ele está brincando, Seb, todos os presentes são lindos. – Reforçou Kurt, sorrindo também para o amigo.
[...]
Cinco anos depois, quando Alice e Theodore já estavam com seis anos e Christian, Raphael e Melody estavam com cinco, além de Mitchel estar com oito e Haley com treze, todas as crianças acabaram indo para a Disney com seus pais.
Blaine tinha tirado férias de sua turnê para aproveitar com os amigos e a família.
Na terceira noite que estavam em Orlando, contrataram uma babá que ficasse com as crianças durante a noite e foram para uma festa que teria naquela noite. Todos os adultos: Aysha, Cooper, Gabriela, John, Elliot, Sebastian, Kurt e Blaine, se arrumaram e saíram juntos para a tal festa.
O local estava bem cheio e a música alta rolava solta. As meninas e seus maridos foram para o bar beber, mas Kurt e Blaine resolveram ir para a pista de dança aproveitar um com o outro.
Dançaram, dançaram e dançaram até cansar. Quando não aguentava mais dançar, ainda assim continuavam se mexendo na pista de dança. Até que Blaine não aguentou mais e puxou Kurt dali, o levando para um canto mais reservado. Os dois foram parar dentro do banheiro, onde Blaine não perdeu tempo em grudar um beijo em Kurt, o envolvendo pela cintura e o puxando para mais perto.
— B, alguém pode entrar aqui. – Disse Kurt, mesmo que fosse difícil escapar dos braços do marido.
— Eu não me importo. Eu te amo. – Rebateu Blaine, fazendo o castanho sorrir de maneira boba.
— Então dane-se, eu também te amo!
[...]
Após o aniversário de quinze anos de Alice e Theodore, Blaine percebeu que deveria se aposentar dos palcos, decidindo assim que faria uma turnê final, para finalizar com tudo a sua carreira.
Kurt continuaria sendo seu estilista, ainda que o castanho estivesse um pouco ocupado escrevendo o seu livro, intitulado “O Cantor e o Estilista: Uma História de Amor”.
Seus amigos continuavam com eles.
Aysha e Cooper estavam morando no Canadá com o filho, que já estava com quatorze anos; Gabriela e John moravam perto de Kurt e Blaine, juntamente com seus gêmeos que também tinham quatorze anos; Elliot e Sebastian no momento estavam viajando, matando as saudades da Suiça, mas os filhos – Mitchell agora com dezoito anos e Haley com vinte e três – não viajaram por estarem ocupados com as suas faculdades.
— É com muita tristeza, mas também muita realização pessoal, que eu anuncio aqui e agora a minha turnê final. – Blaine disse no microfone, parado em frente à todas as câmeras e repórteres. – Eu agradeço muito a todos que me apoiaram até aqui. Todos que fizeram de mim um ídolo e pessoa muito melhor. Agradeço ao meu marido por todo o enorme apoio, inclusive nessa minha decisão de fazer uma turnê final. Agradeço aos meus filhos que também me apoiam e me inspiram todos os dias um pouco mais. Agradeço também aos meus amigos, também conhecidos como a grande equipe que me ajuda com os meus shows. Eu não seria nada sem eles. Agradeço, principalmente, a todos os meus fãs, que mesmo depois de trinta anos ainda estão ao meu lado, sendo esses adolescentes que recém me conheceram, ou adultos que cresceram ouvindo minhas músicas. Vocês todos são incríveis. – Blaine disse emocionado, sorrindo enormemente. – É por isso que eu dou por anunciada, a turnê “O Ato Final”. Ingressos começam a vender na próxima sexta-feira e no domingo já teremos todas as datas até então confirmadas. Obrigado pela atenção de todos.
[...]
— Pai Kurt e pai Blaine, eu preciso contar uma coisa para vocês dois. – Alice entrou chorando no quarto dos pais, que entraram em desespero. – E eu sei que vocês vão querer me matar, mas eu não posso guardar isso por mais um dia. Eu já estou segurando essa informação por quase dois meses e não dá mais.
— Você está namorando? – Perguntou Kurt. Sua filha tinha quinze anos e meio, não é como se eles fossem a matar por um namoro. – Porque se for isso, sem problemas.
— Na verdade... eu estava namorando. – Corrigiu ela, voltando a chorar. – Mas ele me largou quando soube...
— Quando soube o que, minha princesa? – Blaine perguntou, se aproximando da filha e a abraçando; Kurt fez o mesmo.
— Eu estou grávida. – Anunciou ela.
Foi como um choque tanto para Kurt quanto para Blaine. A sua princesinha, de apenas quinze anos, estava grávida? E de um idiota que ainda por cima a abandonou? Não era uma notícia tranquila de se receber, eles não estavam preparados, não ainda.
— E eu deveria querer tirar, mas eu não quero, porque esse bebê não tem culpa. – Continuou ela. – E eu sei que devem estar irritados comigo, mas eu preciso muito de vocês agora. Preciso de verdade.
— É muita informação para processar, mas... – Kurt se perdeu em meio às suas palavras.
— Mas iremos te apoiar do mesmo jeito. – Concluiu Blaine. – E eu me sinto orgulhoso de você ter tomado a decisão de ficar com o bebê, porque, como você disse, esse bebê não tem culpa de nada.
— Estaremos com você, meu anjo. Você sabe que as únicas pessoas que poderá contar sempre somos nós, não sabe? – Kurt segurou a filha pelo rosto e deu um beijo em sua testa.
— Vocês são os melhores pais do mundo. Eu não mereço todo esse amor.
— Você cometeu um erro, Ali, isso é normal. Somos seus pais, é claro que iremos te amar independente do que aconteça.
[...]
— Eu vou sentir sua falta, irmãozinho. – Disse Alice, abraçando o irmão. – Vê se arrebenta nessa faculdade de música, viu?
— Eu também vou sentir sua falta, Ali. Eu te amo. – Theodore abraçou a irmã com força, quase a tirando do chão. – E a princesa do tio, não vai me abraçar? – Theodore se abaixou na altura da sobrinha de quase três anos, que pulou em seus braços.
— E pensar que ontem vocês nasceram e agora já estão indo para a faculdade... – Refletiu Blaine, abraçando Kurt pela cintura e olhando os filhos e a neta. – Vocês vão fazer tanta falta...
— Mas eu não estou indo para a faculdade, pai. Só o Theo. Eu tenho a minha filha para cuidar. – Riu ela, pegando a filha quando seu irmão a soltou.
— Na verdade, Ali. – Kurt saiu de perto deles e andou até o carro, tirando dali de dentro uma mala. – Nós inscrevemos você, te matriculamos e fizemos sua mala. Você vai poder realizar seu sonho e estudar letras como sempre quis.
— Mas e a Ariel?
— Nós iremos cuidar dela enquanto você estiver aqui estudando. Podemos buscar vocês dois todas as sextas à noite e trazer nos domingos também à noite. Vocês não vão se livrar de nós. – Blaine sorria enquanto falava, recebendo um forte abraço da sua filha. – Eu te amo demais para impedir que você realize seu sonho. E nós criamos gêmeos, não é tão difícil assim tomar conta de uma criança.
— Fora que vocês eram bem mais elétricos do que a Ariel. – Completou Kurt, também rindo.
Um abraço em família acabou ali acontecendo. E Blaine pegou Ariel no colo e viu seus filhos continuarem seu caminho reto. Permitiu que uma única lágrima caísse antes de finalmente ir embora com o marido e a neta. Eles ainda tinham um grande almoço os esperando.
Ao chegar em casa, encontraram seus amigos já presentes, como sempre estavam. O almoço também já estava pronto.
Cumprimentaram todos os presentes: Elliot, Sebastian, Thomas, Quinn e família, Justin, Gabriela, John, Aysha e Cooper. No meio do almoço, a porta se abriu e alguns jovens passaram por ela, era Christian, Melody e Raphael, que com seus dezessete anos estavam chegando da escola para o almoço em família.
— Vocês nem nos esperaram! – Outra voz gritou e eles viraram na direção das vozes.
Era Haley com seus vinte e seis anos e Mitchell com seus vinte e um.
Só faltava ali para completar Alice e Theodore, mas agora eles estavam em outras fases de suas vidas. Só sobrava para Kurt e Blaine sentir a falta dos filhos, sabendo que eles estavam bem, ainda que longe deles.
Pelo menos ainda tinham seus amigos para comemorar o que quer que fosse. Esse almoço, por exemplo, era o almoço de aniversário de Gabriela, que recebeu um presente dos afilhados antes de os mesmos irem para a faculdade e agora o almoço era inteiramente para ela.
E essa saudade só ia aumentar cada vez mais, pois seus filhos só iriam passar cada vez mais tempo longe de casa.
O lado bom é que ainda tinham um ao outro. E nada poderia os separar, não mais.
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