He Doesn't Like The Lights
46 #46 - Você é incrível, Blaine Anderson
Notas iniciais
#46
Você é incrível, Blaine Anderson
Blaine acordou-se ainda abraçado em Kurt, sentindo-se completo por agora dividir novamente o quarto com o marido. Estava feliz por saber que eles não se separariam mais. Era uma alegria sem igual, proporcionada apenas por um simples “eu te perdoo” pronunciado docemente por Kurt, seu grande e único amor.
O moreno levantou-se sem fazer movimentos bruscos e foi tomar um banho, decidindo que prepararia o café da manhã dele e de Kurt após isso. No entanto, quando saiu do banheiro com apenas uma toalha enrolada na cintura, Blaine viu Kurt sentado na cama se espreguiçando e coçando os olhos.
— Que cena mais linda. – Comentou o moreno, vendo Kurt sorrir e, ao mesmo tempo, corar. – Você é lindo. E é todo meu.
— Você também é lindo e todinho meu. – Kurt riu, puxando o moreno pela nuca para beijá-lo. – E essa toalha está quase implorando para eu a arrancar.
— E o que está esperando para fazer isso? – Blaine perguntou de maneira maliciosa, atiçando Kurt a fazer o que queria.
E ele fez.
[...]
— Vou responder quinze perguntas... – Anunciou Blaine, vendo os repórteres se espremerem para responder.
Eles estavam no novo encontro de fãs que Blaine tinha organizado, porém não estavam em New York, estavam em Los Angeles, lugar inédito de um encontro assim de fãs. O local estava cheio de crianças, adolescentes e alguns adultos, todos gritavam histericamente e tentavam se aproximar de Blaine para uma foto ou para trocar breves palavras.
Agora era a hora da entrevista e, sem Kurt ali, Blaine se sentia um pouco perdido. Antes que pensem besteira (N/A: ou queiram me matar) eles não brigaram nem nada, é que Kurt preferiu ficar em casa com os filhos, assistindo ao encontro de casa mesmo.
— Eu, Katherine, serei a entrevistadora. Tudo bem por você? – A garota perguntou com um enorme sorriso, vendo Blaine assentir também sorrindo. – Primeira pergunta: Você está pegando o gosto por fazer esses encontros de fãs, esse aqui já é o décimo quarto. Pretende continuar com eles mesmo após o término da sua turnê?
— Ah, sim, pretendo. Minha turnê acabará, mas espero que minha carreira não. Pelo menos, ainda não. – Respondeu sorridente, cruzando as mãos sobre a bancada.
— Ok! Segunda pergunta: Qual de suas músicas lançadas até hoje é a que você considera mais pessoal?
— Acredito que Since The Beggining, porque tudo o que sinto por Kurt está resumido naquela música. – Blaine continuou sorrindo largamente, feliz por ter citado o marido. – E a segunda versão de Under The Stars também, já que também a fiz para ele.
— Terceira pergunta: Aproveitando que você falou o nome de seu marido, ou ex-marido, você poderia nos dizer como está a relação de vocês? A maioria de seus fãs estão se perguntando isso e nós entrevistadores também. – Katherine encarava Blaine seriamente.
A vida do moreno seria muito mais fácil se todas as suas entrevistas fossem feitas por pessoas como Katherine, sorridentes, simpáticas e não muito entronas, que perguntam as coisas que o mundo quer saber, mas não de um jeito invasivo – como Melissa fazia questão de fazer.
— Ele ainda é meu marido. – Blaine sorriu mais ainda. – Estamos muito bem e, para a surpresa de todo mundo, juntos. Até postamos uma foto ontem à noite comunicando a todos sobre nosso relacionamento estar mais firme do que nunca.
— E seu envolvimento com Thomas?
— Meu envolvimento com ele foi durante o ensino médio, o que houve nos últimos meses é passado e eu quero apenas esquecer isso e viver com meu marido, só isso. Não me importo de falar sobre o assunto, mas eu já o dei como encerrado e, do meu coração, eu desejo melhoras a ele, já que todos sabem que ele ainda está no hospital se recuperando de seu acidente.
— Obrigada! – Agradeceu Katherine. – Quinta pergunta: Como estão seus filhos? Vocês já começaram a preparar o primeiro aninho deles? Qual vai ser o tema?
— Já começamos a planejar sim. – Afirmou o moreno. – Eles estão muito bem, se empurrando para descer do nosso colo e andar, embora não estejam nem um pouco firmes. Eles só têm dez meses, é pouco, mas eles já engatinham, isso não posso negar. – Riu ele. – O tema é reino encantado, então teremos as fotos dos príncipes e princesas e mais umas coisinhas que Kurt está tramando.
— Aposto que vai ser incrível. – Katherine disse simpática e Blaine assentiu.
[...]
O encontro se seguiu durante o restante das perguntas e mais uma grande quantidade de fotos e conversas com seus fãs. Saiu de lá se sentindo muito cansado, mas Blaine sabia que seu voo de volta à New York seria ainda naquela noite e sabia que seria um voo rápido, mas que seria chato.
Quando Blaine chegou em casa e largou sua mochila de viagem no sofá, viu que tudo estava silencioso demais para seu gosto. Andou por todos os cômodos, mas não encontrou Kurt. Os filhos estavam dormindo, mas Blaine aproveitou e deu um beijo em cada, logo saindo dali e indo até seu quarto colocar uma roupa mais confortável.
Era nove da noite, ainda estava cedo. Mas onde estava Kurt? Onde o castanho havia se metido? Blaine viu a luz da rua acesa e encontrou uma toalha de piquenique estendida perto da piscina, com as luzes ambiente dali acesas.
Kurt estava apenas com uma sunga de banho no corpo e estava de pernas cruzadas na toalha. Blaine não pensou duas vezes antes de tirar parte de roupa e se juntar ao marido.
— Como é bom ter olhos e poder enxergar. – Blaine disse sorridente, sentando-se ao lado de Kurt e sendo recebido por um longo selinho. – E como é bom poder sentir seus lábios.
— Eu pensei que você chegaria com fome, mas após dar banho nas crianças, levar eles no parque e ainda cantar para eles dormirem eu me senti um pouco cansado, então eu pedi uma pizza tamanho família para nós. – Kurt disse em meio a risadas, vendo Blaine também rir.
— Isso não é um problema, garanto a você. – Blaine deu mais um selinho no marido e os dois logo começaram a comer. – Você viu a entrevista?
— E você acha mesmo que eu perderia? Amei suas respostas.
— A moça que me entrevistou era bem simpática, isso facilitou um pouco as coisas. – Blaine deu de ombros. – Mas senti sua falta ao meu lado. Nem Gabi ou John estavam lá, foi um pouco solitário.
— Fazer o que se todos resolveram não só casar na mesma época, mas também ter filhos perto um do outro.
— Como esse é o motivo eu realmente não me importo, fico até mais feliz. – Admitiu o moreno. – Mas tudo que eu queria durante aquela entrevista era vir para casa e ficar com você, sabe? Queria te ver, conversar com você, te beijar...
— Você é incrível, Blaine Anderson. – Sorriu Kurt. – Principalmente na arte de me fazer corar. Você é maravilhoso. Eu te amo.
— E eu te amo.
[...]
— Amor, por que está desse jeito? Você está sério demais. – Notou Elliot, se aproximando do marido e sentando ao seu lado no sofá. – Sério, Seb, essa sua feição me preocupa.
— Só estou pensando... Não sei de quem eu tenho mais raiva, se é do Blaine ou do Kurt. – Reclamou Sebastian, vendo o Gilbert rir. – Qual a graça?
— Por que sentiria raiva deles? São nossos amigos. – O moreno puxou Sebastian para que o mesmo se escorasse em si.
— Sei disso, mas eles me irritam. – Sebastian estava mesmo sério. – Elli, Blaine traiu o K e mesmo assim foi perdoado. Kurt não deveria ter perdoado.
— E por que não?
— Porque quem trai uma vez, trai sempre. – Sebastian encheu seus olhos de lágrimas.
*FLASHBACK ON*
— Nicolas, eu não acredito que você me traiu. – Sebastian gritava de maneira desesperada e sentia seu coração doendo mais a cada palavra.
— Seb, me perdoa, por favor. Eu te amo. Nos conhecemos há tanto tempo, mesmo que estejamos namorando há menos de um ano. Você sabe que eu te amo. Eu juro que não fiz por mal e juro que isso nunca vai se repetir. Por favor, me perdoa! – Nicolas se ajoelhou na frente de Sebastian.
O Smythe acabou também se ajoelhando no chão e abraçando o namorado, sentindo as lágrimas caírem dolorosamente por seu rosto e se instalarem na camisa de Nicolas.
— Eu juro que se você fizer isso de novo, eu nunca vou te perdoar.
— Eu nunca mais vou te trair, eu te prometo!
[...]
Sebastian estava voltando do trabalho, sorridente e cantarolando. Girou as chaves na maçaneta da porta e entrou em casa sem fazer barulho, pois chegava tarde e nessa hora Nicolas o esperava ali, mas algumas vezes dormia por ali mesmo e como Kurt não morava mais com o melhor amigo, isso não era um problema.
Porém Sebastian não esperava abrir a porta de seu quarto e encontrar o seu Nicolas na cama com Daniel, um dos garotos por quem ele mais sentia repulsa no mundo.
As lágrimas já se acumulavam em seus olhos, mas ele as secou antes que pudessem cair e escancarou a porta, se aproximando e cruzando os braços.
— Interrompo algo? – Perguntou cheio de ironia, vendo os dois se soltarem e levantarem rápido, tentando se cobrir de qualquer maneira. – Oh, podem continuar o show, eu realmente não me importo.
— Seb, não é o que você está pensando. Eu posso explicar. – Nicolas se aproximou de Sebastian, mas a risada que ouviu foi tão sarcástica que acabou recuando.
— Não é o que eu estou pensando? E pode explicar o que? Vocês estavam conversando e de repente ele te obrigou a transar com ele? Porque você parecia bem à vontade, gemendo que nem uma vadia pedindo para ele te foder. – Sebastian soltou as palavras, mesmo sentindo seu coração aparentar estar se despedaçando.
— Eu te amo, Seb, por favor, me perdoa.
— Eu disse que perdoaria uma vez. Pena que você não aproveitou sua segunda chance
*FLASHBACK OFF*
— Por isso você se magoa tanto com Kurt ter perdoado Blaine? Você acha que Blaine fará de novo? – Perguntou Elliot, acariciando o braço do namorado.
— Sim, é exatamente isso. Olha, eu sei que se eu ainda estivesse com ele eu não teria te conhecido e me apaixonado por você, mas eu sofri. Eu sofri demais. Eu cheguei a dizer que não acreditava mais no amor por culpa desse idiota. – Sebastian chorava agora. – Eu não quero mais ver Kurt sofrendo, ele é o meu melhor amigo, é quase que como um irmão para mim e ele já sofreu demais nesses meses.
— Sei disso, meu amor, mas essa é uma decisão dele e não sua.
— E ele nem sabe dessa história...
— Como assim? – Elliot perguntou confuso.
— Ele sabe que eu fui traído, mas não sabe com quem Nicolas me traiu. – Elliot permanecia confuso. – Daniel foi o primeiro amor de Kurt e foi aquele que mais fez o meu amigo sofrer. Eu o conheci após sua desilusão, mas eu acompanhei passo a passo do seu sofrimento e não foi nada legal.
— E o que esse Daniel fazia por aqui?
— Porque na época em que Daniel largou Kurt foi por causa do Nicolas. – Explicou Sebastian. – Viu como tudo se interliga? Até mesmo Quinn se interliga na história deles, já que é irmã da praga Thomas. Mas a questão aqui, é que Kurt pensa que foi abandonado por um garoto que era o maior pegador e ele realmente era, mas ele amava Nicolas, só não conseguia permanecer apenas com ele. Então, ao longo dos anos, eles continuaram se vendo em encontros de apenas sexo e nunca sentimento, mesmo se gostando.
— Eu não estou entendendo mais nada... Não tem chance desse Daniel vir atrás de Kurt, tem?
— Por que ele viria? Ele fez questão de nesse mesmo dia da traição me jogar na cara que só ficou com Kurt porque queria uma pessoa ingênua para transar e como Kurt era apaixonado por ele, tudo se encaixou, inclusive um no outro. – Sebastian revirou os olhos. – Nicolas e ele estão meio que juntos agora, pelo que eu vi nas redes sociais. E eles estão morando na Irlanda.
— É melhor Kurt permanecer sem saber disso.
— Também acho... – Sebastian afirmou. – Mas vamos deixar eles de lado, porque tem algo que eu quero fazer agora.
— É? E o que você quer fazer? – Elliot arqueou a sobrancelha.
— Te beijar até você cansar.
— Estamos ferrados, então, porque eu nunca vou cansar.
[...]
Quinn estava escorada na maca onde Thomas se encontrava. Ela chorava mais uma vez naquele dia, pois havia escutado péssimas notícias. Os médicos estavam quase certos de que Thomas não sairia daquela, mesmo que estivesse, lentamente, respondendo a alguns métodos testados. Seus batimentos permaneciam fraquinhos e ele não respirava direito, nem mesmo com os aparelhos que o ajudavam.
Quinn tinha tido a impressão de sentir Thomas mexer a mão, mas não se moveu, afinal não era aquela a primeira vez em que ela sentia movimentos inexistentes. Porém, algo aconteceu. Ela ouviu algo.
— B-blaine...
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