Notas iniciais
Boa noite todo mundo ♥ Tudo bem com vocês? Bem, eu queria dizer aqui que estou muito feliz de estar chegando ao capítulo 33 da fic, porque eu pensei que não iria pra frente a história e que eu iria terminar ela antes do 20, mas recebi tantos comentários lindos que eu não consegui mais parar. É por esse motivo que tenho uma pergunta pra vocês e ela se encontra nas notas finais, então olhem lá depois :) E só pra avisar: quem lia a minha fanfic Once I Dreamed With You, Now You Are My Reality - Eu a excluí, pois vou reescrevê-la :D Boa leitura! ♥

#33

Theodore e Alice

Blaine sentiu seu corpo sendo tomado por tamanho desespero. Sentiu que não sabia o que fazer, estava travado no mesmo lugar. Kurt o acalmou e então os dois foram diretamente para o carro, logo com Blaine dirigindo para o hospital onde Quinn agora estava. Agradeceram imensamente por as ruas estarem vazias, assim logo conseguiram chegar ao hospital.

— Quinn Fabray. – Kurt disse na recepção, sendo encaminhado junto com Blaine para uma sala de espera.

Gabriela, John, Elliot e Sebastian também estavam a caminho do local. A euforia tomava conta de Kurt e Blaine, que sorriam nervosamente e seguravam a mão um do outro o tempo inteiro. Logo seus amigos chegaram e se juntaram a eles, tentando os acalmar o máximo que conseguiam.

As três horas seguintes foram provavelmente a mais longas de suas vidas. Queriam saber como seus bebês estavam, além de também estarem preocupados com o bem estar de Quinn.

Um médico grisalho, alto e elegante se aproximou deles perguntando quem era o pai das crianças. Kurt e Blaine disseram que eram os pais e puderam ir conhecer seus filhos. Os outros poderiam conhecer os bebês mais tarde quando Quinn fosse encaminhada ao quarto, onde precisaria passar até dois dias, já que teve certas complicações no parto. Nada grave, mas ela precisava ficar em observação.

Quando Kurt e Blaine entraram no quarto viram os dois bebês nos braços de Quinn, que aparentava estar muito cansada. Tinha um homem ao lado dela e não era seu marido, mas foi reconhecido pelos meninos no mesmo instante.

— Vocês precisam escolher o nome deles. – Quinn disse aos dois animada.

Kurt pegou o menino e Blaine a menina. Lágrimas escaparam de seus olhos, além de sorrisos tímidos. Os dois meninos se encararam, estavam felizes por finalmente estarem vendo aqueles que eram os seus filhos. Eles finalmente eram pais.

— Seja bem-vindo ao mundo, Theo... – Kurt disse, encarando o pequeno em seus braços.

— E você também, Alice. – Blaine passava sua mão no rosto da garotinha.

— Despertaram minha curiosidade. Qual o motivo dos nomes? – Quinn perguntou sorrindo enquanto se arrumava com a ajuda do homem na cama.

— Você vai rir de nós. – Kurt disse envergonhado. – Estávamos assistindo filmes enquanto conversávamos sobre os possíveis nomes. Acabou que tiramos Alice de “Alice no País das Maravilhas” e Theodore de “Alvin e os Esquilos”.

— Minha filha ama esses filmes. – Brincou a loira, ainda sorrindo para eles. – Vocês vão ser ótimos pais. Consigo ver o amor de vocês em seus olhos, sei que essas crianças nunca irão sofrer nas mãos de vocês.

— Com licença. – Disse uma enfermeira, que sorriu assim que viu as crianças. – Vou transferir a senhorita Fabray para o quarto junto com seus bebês. Preciso que todos se retirem para que façamos esse trabalho.

Todos assentiram e se retiraram do quarto. Quando o homem já estava na sala de espera junto a eles Kurt o encarou e só faltou prensá-lo contra a parede para perguntar o que ele estava fazendo ali.

— O que quer aqui? – Kurt o perguntou rudemente após secar os olhos que ainda estavam cheios de lágrimas.

— É um prazer te conhecer também. – Ele disse irônico. – Eu sou irmão da Quinn. Por qual outro motivo eu estaria aqui?

— Quem é esse? – Sebastian perguntou, cruzando os braços ao lado dos amigos.

Já tinha se criado uma rodinha entre eles, que logo se sentaram e começaram a falar mais baixo, afinal ainda estavam em um hospital. Não importava se eram os únicos ali, respeito era bom em um local como esse.

— Thomas. – Blaine praticamente rosnou o nome do outro.

— Eu sabia que aquela Quinn não prestava. Eu falei, não falei? Eu disse. Eu estava certa! – Gabriela só faltou levantar e sair pulando por achar que estava certa em relação a Fabray.

— Pode não falar da minha irmã? Eu agradeço. – Thomas continuou falando ironicamente.

— Mas eu pensei que seu sobrenome fosse Lemaitre, não Fabray. – Kurt disse confuso, achando que tinha algo a mais acontecendo ali. Aquilo era estranho.

— Lemaitre é meu nome artístico, já que fiz minha fama na França. Meu nome mesmo é Thomas Fabray. – Explicou ele, vendo o castanho assentir lentamente. – O marido dela não estava em casa, por isso eu precisei trazê-la.

Kurt apenas concordou e foi se sentar ao lado de Blaine, que entrelaçou sua mão na dele. Os dois logo esqueceram da pequena confusão quando os foi perguntado sobre os bebês, e assim eles já estavam sorrindo de uma maneira boba novamente.

— E como eles são? – Sebastian perguntou animado.

Gabriela observava atentamente cada olhar de Thomas para cima de Blaine. Ela conhecia Thomas de outros momentos. Sabia que ele não prestava no momento em que ele quebrou o coração de seu melhor amigo ainda no ensino médio. Não saía de sua cabeça que aquela peste fantasiada de ser humano tinha planos malignos para cima de seus amigos e que ainda contava com a ajuda da diaba loira, ou melhor, Quinn Fabray.

— Perfeitos! – Kurt e Blaine disseram ao mesmo tempo, rindo em seguida e se abraçando.

— Nossa felicidade está completa agora. – Blaine disse enquanto acariciava a mão de Kurt.

— Pena que não vai durar... – Um sorriso diabólico apareceu nos lábios de Thomas ao mesmo tempo em que ele sussurrou tais palavras, fazendo uma garota grávida e irritada se levantar e quase bater na cara dele.

— O que foi que você disse? – Gabriela se esforçou ao máximo para não fazer o maior barraco dentro daquele hospital.

— Ficou louca, é? – Thomas perguntou rindo. – Não me lembro de ter dito nada.

— Escuta aqui... – Quando ela ia começar um discurso o garoto se levantou e a encarou de braços cruzados.

— Escuta aqui, você. Eu não sou obrigado a ouvir besteiras de uma garota de tpm, então, por favor, poupe meus ouvidos. – Thomas andou até a médica que se aproximava deles, logo recebendo a notícia de que eles poderiam ver Quinn no quarto.

Porém, antes que ele pudesse entrar no quarto, Gabriela o puxou para um canto e o enfiou em uma pequena sala que tinha ali.

— Desculpa, gatinha, mas eu não curto mulheres, sabe? – Thomas continuava com aquele ar sarcástico e aquilo levou ele a receber um belo de um tapa no rosto, onde ficou marcado exatamente a mão de Gabriela. – Você é maluca, garota?

— Não te ensinaram a respeitar mulheres grávidas? – Gabriela perguntou irritada. – Eu estou pouco me lixando para o que você gosta ou deixa de gostar, entendeu? Eu só quero te dar um aviso. Se você encostar um dedinho sequer neles, ou fizer qualquer mal para os meus amigos ou os meus afilhados, não vai sobrar uma só parte do seu corpo. Estamos entendidos? Eu faço picadinho de Thomas e ponho fogo nos restos, porque um cachorro morreria envenenado caso se alimentasse de uma cobra feito você.

— Ah, mas o seu amiguinho gosta dessa cobra... – Provocou Thomas, vendo que a garota em sua frente se segurou para não bater novamente nele. – Eu lembro muito bem dele gemendo meu nome no banco de trás do carro, dizendo que queria mais de mim, dizendo que me queria, que me desejava, implorando para que eu não parasse com o que fazia...

— Isso foi há mais de dez anos, Thomas. Vê se acorda para a vida. Ele não gosta mais de você, ele ama o Kurt. – Ela falou firme, vendo que o sorriso dele não mudava, apenas continuava lá congelado.

— E eu estou aqui justamente para fazê-lo reviver certos momentos. – Afirmou Thomas.

— Ele transou com você UMA vez e você não o deu valor. Lide com as consequências de seus atos. Poderia ser você o marido dele, mas você desperdiçou sua chance. Se tivesse voltado dois anos atrás, as coisas poderiam ter sido diferentes, mas agora é tarde demais.

— Nunca é tarde demais. Além do mais, vi que em várias entrevistas, mesmo com Kurt ao lado dele, ele continuava a falar que estava solteiro. Acho que isso significa que ele não me superou.

— Se ele não tivesse te superado ou se ele não se importasse com Kurt não teria passado praticamente quarenta dias dentro de um quarto de hospital, chorando e segurando a mão do seu menino, que por um acaso estava em coma. Ele não saiu do lado de Kurt, ele permaneceu lá com ele. Ele pode não ter admitido isso desde o início, mas ele se apaixonou no momento em que colocou seus olhos de pegador naquelas roupas extremamente coladas de Kurt. Podia parecer apenas desejo, mas o brilho em seu olhar denunciava que aquilo era amor. Qualquer um pode ver isso. – Gabriela jogou os fatos em cima de Thomas, que finalmente desmanchou seu sorriso e ficou emburrado. – Agora, se me dá licença, eu vou conhecer meus afilhados. E lembre-se que está avisado. Se mexer com eles, você morre.

A garota andou até o quarto onde Quinn estava, dizendo que estava resolvendo alguns problemas insignificantes, por isso demorou. Blaine entendeu aquilo como um “eu estava interrogando Thomas e o ameaçando, então não se preocupe”. E o motivo de ele ter percebido isso? Bem simples, tinha uma marca bem visível de um tapa no rosto de Thomas.

— Então esse é o Theo, meu afilhadinho? – Sebastian perguntou, finalmente pegando o bebê nos braços.

— E essa é a Alice. – Kurt disse, deixando a pequena nos braços de Elliot, que a pegou com todo o cuidado do mundo.

— Eles são tão lindos. Lindos demais. Quero um para mim, onde encomenda? – Brincou Sebastian, sorrindo e com lágrimas nos olhos.

— Fecharam a fábrica de perfeições, desculpa, Sebastian. Ela foi feita apenas para criar Kurt, Theo e Alice. – Blaine disse, arrancando um sorriso tímido de Kurt, que corou na mesma hora, abraçando o moreno.

Depois de Sebastian ficar mais de meia hora revezando qual dos afilhados segurava, com um ciúme absurdo de deixar eles nas mãos de Gabriela, finalmente os deixou nos braços dela, que segurou Alice, enquanto John segurava Theodore.

— Obrigado, Quinn. – Blaine se aproximou da cama enquanto a loira comia sua janta.

— Já disse que vocês não precisam agradecer. – Ela falou sorrindo. – Foi uma gravidez extremamente tranquila, eu só me apavorei por eles não se aquietarem dentro de mim, mas agora sei que estão em boas mãos e vão ser muito felizes com vocês.

Enquanto todos estavam extremamente felizes, sorrindo com os novos integrantes daquela grande turma deles, Thomas os encarava com tamanha inveja. Principalmente inveja de Kurt, que agora tinha o que ele uma vez deixou escapar por entre seus dedos.

*FLASHBACK ON*

Thomas andava distraído pelos corredores da escola, matando sua quarta aula. Quando ia entrar no banheiro acabou esbarrando em um aluno que era muito novo para também ser do seu ano da escola. Um moreno lindo, com os seus cabelos cheios de uma quantidade exagerada de gel. Olhos castanhos e um sorriso tímido por ter esbarrado no Fabray o completavam.

— Desculpa, eu estava com certa pressa. Não esbarrei em você de propósito. – O moreno disse a Thomas, que sentiu seu coração disparar com aquela voz.

— Oh, eu não me importaria de ter alguém tão lindo quanto você esbarrando em mim todos os dias. – Thomas disse, jogando todo o seu charme para cima do garoto. – A propósito, me chamo Thomas. Thomas Fabray.

— Blaine Anderson. – Falou o moreno. – Foi um prazer conhecer você, Thomas.

Os dias se passaram e a imagem daquele moreno não saía da mente de Thomas. Ele o via pelos corredores, mas não o cumprimentava, apenas seguia em frente com sua cabeça a milhão. Várias foram as vezes que ele se pegou com qualquer garota – até na frente de Blaine – apenas para tentar tirá-lo da cabeça, mas nada parecia resolver.

Depois de certos meses ele entendeu o que estava acontecendo: ele estava apaixonado. Seu coração acelerado, seu nervosismo ao ver Blaine, todos os “sintomas” de uma completa paixão. De repente até um certo amor, não?

Ele teve uma conversa com o moreno, dizendo que estava no armário e que iria permanecer lá e é claro que isso gerou uma discussão entre os dois, até que simplesmente Thomas levou ele para dentro do banheiro, trancou a porta e o agarrou. Aquele era o primeiro beijo de Blaine, mas certamente não era o de Thomas e, por mais que não fosse seu primeiro beijo, era definitivamente o melhor.

Foi naquele momento que suas poucas dúvidas se acabaram. Ele estava mesmo apaixonado por Blaine e não podia tê-lo por estar com vergonha de quem ele mesmo era.

*FLASHBACK OFF*

Eu ainda vou te ter de volta, Blaine... é só uma questão de tempo...— Pensou Thomas, com um pequeno, porém diabólico, sorriso nos lábios.

Notas finais
Vamos por partes? Primeiro: QUE AMOR ESSE SEBASTIAN COM CIÚME. Segundo: Gabriela é a melhor amiga que alguém poderia ter, não? Pois é... digamos que tenho uma certa experiência nisso kkkkk Terceiro: Thomas não vai sumir do nada e teremos mais flashbacks, uns dois mais ou menos, porque preciso mostrar o baile e mais uma coisinha. Quarto: QUEM AÍ AINDA NÃO TÁ NO GRUPO DO WHATS? Me passem seus números, pode ser por mensagem, por comentário ou pelo o que for, eu coloco vocês lá ♥ Quinto: Sabem sobre o que falei nas notas iniciais? Então, minha pergunta é: VOCÊS AGUENTAM O DRAMA? Porque a fic vai chegar ao capítulo 60, então eu prometo que vou desgraçar tudo por uns quinze capítulos, mas que no final vocês terão uns 10 capítulos que vão compensar. Vocês aguentam isso? Posso continuar sem medo? Kkkkkkkkk Sexto: Um beijão pra vocês. Me digam o que acharam ♥♥